Mais que um filme. Muito mais que uma expedição por 4 estados brasileiros. O projeto Rota do Sal Kalunga é uma viagem pela mais longa rota histórica, econômica e cultural do país.
O projeto Rota do Sal Kalunga pretende refazer a saga fluvial dos negros do Quilombo Kalunga. Durante séculos, eles precisavam navegar de seu território na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, até Belém do Pará para trocar produtos produzidos no Quilombo por sal, item essencial para a sobrevivência.
A partir do levantamento histórico de toda a extensão da Rota do Sal Kalunga, os realizadores André Portugal e Cardes Amâncio, realizarão uma expedição cinematográfica descendo o rio em caiaques. Tal como os navegantes negros, eles vão percorrer 2.400 quilômetros e atravessar 4 estados brasileiros (Goiás, Tocantins, Maranhão, Pará). Porém, fazem uma ressalva: “percorreremos apenas uma parte do caminho, uma vez que os kalungas tinham de retornar rio acima e com suas embarcações em carga máxima”.
O registro audiovisual da aventura e todas as histórias colhidas ao longo da jornada pelo Rio Tocantins darão origem ao documentário de longa -metragem. O projeto é realizado através da lei Rouanet de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio da Eletrobrás.

“Nas próximas décadas, as mudanças climáticas irão fazer com que centenas de milhões de pessoas, na sua maioria as mais pobres e marginalizadas, fiquem cada vez mais vulneráveis a enchentes, deslizamentos de terra e outros desastres naturais. Esta é a previsão que fazemos baseados na melhor ciência que temos disponível”, alerta Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, no prefácio do relatório Cidades e Mudanças Climáticas, produzido pelo UN-Habitat.
Por Wevergton Brito Lima*
