Centro Cultural Orùnmila, Ribeirão Preto
“Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polemica”. (…) “sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids. Fome…” (…) “Sendo possivelmente o 1o. Ato de homossexualismo da história. A maldição de Noé sobre canaã toca seus descendentes diretos, os africanos” (…) “O caso do continente africano é sui generis: quase todas as seitas satânicas, de vodu, são oriundas de lá. Essas doenças, como a Aids, são todas provenientes da África”.
Essas são frases proferidas, verbalmente e/ou por escrito pelo deputado federal Marco Feliciano, de Orlândia – SP, e que vieram à tona nos últimos dias. O nobre deputado afirmou, ainda, que a sua colocação “Não foi racista. É uma questão teológica”.
Essa teoria não é nova. Foi desenvolvida no período da escravização da população africana nas Américas, para aplacar os dramas de consciência dos cristãos, que se utilizaram de um crime de lesa humanidade, a escravidão, para aprisionar, traficar, matar e explorar, acumulando os bens e privilégios econômicos, sociais e culturais que a população branca usufrui no mundo até os dias atuais. Continue lendo “A maldição da exegese cristã fundamentalista sobre o continente africano e sua Diáspora”


