Comisión Interamericana designa nuevos relatores de derechos humanos

La actual composición de la CIDH: Felipe González, James L. Cavallaro, Tracy Robinson, Rosa María Ortiz, Rose-Marie Belle Antoine, Paulo Vannuchi, José de Jesús Orozco Henríquez.
La actual composición de la CIDH: Felipe González, James L. Cavallaro, Tracy Robinson, Rosa María Ortiz, Rose-Marie Belle Antoine, Paulo Vannuchi, José de Jesús Orozco Henríquez.

Servindi – La Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) designó a  nuevos relatores en una reunión de trabajo realizada el 30 y 31 de enero en La Antigua, Guatemala. Estos son:

José de Jesús Orozco Henríquez, Relator sobre los Derechos de Defensores y Defensoras de Derechos Humanos; Tracy Robinson, Relatora sobre los Derechos de las Mujeres; y Relatora sobre los Derechos de las Personas Lesbianas, Gays, Transexuales e Intersex (LGTBI) y Rosa María Ortiz, Relatora sobre los Derechos de Niños, Niñas y Adolescentes.

Asimismo, Felipe González, Relator sobre los Derechos de los Migrantes; Rose-Marie Belle Antoine, Relatora sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas y Relatora sobre las Personas Afro-descendientes y James L. Cavallaro, Relator sobre los Derechos de las Personas Privadas de Libertad.

También se designó a Paulo Vannuchi, Comisionado encargado de la Unidad de Derechos Económicos, Sociales y Culturales. Catalina Botero Marino continua como Relatora Especial para la Libertad de Expresión desde que fue elegida en julio de 2008. Continue lendo “Comisión Interamericana designa nuevos relatores de derechos humanos”

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Violência contra índio está banalizada, diz presidente da Funai

CARROS E EQUIPAMENTOS DA FUNAI DESTRUÍDOS PELO FOGO APÓS OS PROTESTOS

Assirati é contra demarcação passar para o Legislativo, pois, segundo ela, atrasaria processos de regularização. No comando do órgão há sete meses, ela só teve uma rápida reunião com a presidente até hoje

Por Patrícia Britto, na Folha 

No comando de uma área repleta de conflitos, a presidente interina da Funai (Fundação Nacional do Índio), Maria Augusta Assirati, 36, diz que a violência contra indígenas está se “banalizando”. Em entrevista à Folha, ela admite que, sozinho, o órgão não consegue lidar com o barril de pólvora das disputas entre índios e produtores rurais. Há sete meses no cargo, ela só teve uma reunião com a presidente Dilma Rousseff.

Anteontem, um dia após a entrevista, cinco índios foram presos no AM sob suspeita de matar três homens. Em nota, a Funai disse desconhecer os motivos das prisões e afirmou monitorar a situação.  Continue lendo “Violência contra índio está banalizada, diz presidente da Funai”

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Para não esquecer

O presidente Emílio Garrastazu Médici na Escola Militar de Porto Alegre durante o período de maior repressão da ditadura militar instaurada em 1964
O presidente Emílio Garrastazu Médici na Escola Militar de Porto Alegre durante o período de maior repressão da ditadura militar instaurada em 1964

Golpe militar no Brasil completa 50 anos e é tema de publicações, entre livros de memória, história, estudos políticos e reportagens. Editoras anunciam novos títulos sobre o período

Por João Paulo, em O Estado de Minas

Há uma circunstância peculiar em torno do golpe militar de 1964. Ao mesmo tempo em que faz parte da história muito próxima dos acontecimentos, pode parecer algo distante para gerações que não foram testemunhas dos fatos e conviveram com interpretações marcadas pelo peso ideológico. Ao se aproximar das cinco décadas do 31 de março de 1964, o interesse pelo tema tem, exatamente por isso, um novo sentido. Já há distanciamento e volume de estudos suficientes para tratar do golpe militar com profundidade e, ainda, suas marcas estão presentes na sociedade, na economia e na política brasileira. Tão longe, tão perto.

A nova safra de trabalhos sobre 1964 começa a se avolumar. Depois do sucesso de livros de fundo histórico, o mercado parece ter percebido que tinha um bom assunto nas mãos e cuidou de preparar obras de todo calibre e estilo para marcar os 50 anos do golpe. Contou ainda com a produção acadêmica, que vem se concentrando em aspectos do período que haviam ficado de fora até então, entre eles a dimensão cultural, de política externa e até de dissenso no interior das Forças Armadas. Continue lendo “Para não esquecer”

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Violência, amor e política

rapaz entre duas portasPor João Paulo, em Estado de Minas

De uns tempos para cá, sem que se fizesse muito alarde, a violência se tornou a principal mercadoria no noticiário brasileiro. É claro que o tema é importante e nunca esteve distante da realidade brasileira, mas havia uma gradação em seu tratamento que ganhava tradução na forma como o jornalismo se acercava de seus conteúdos. Assim, havia jornal que bastava torcer para verter sangue e noticiários de TV que espetacularizavam a violência, extraindo dela uma emoção construída e uma análise social capenga, que quase sempre vitimava pobres, pretos e periféricos.

Hoje, crimes de toda monta tomam conta do cardápio dos noticiários. Não há mais separação por horário, veículo ou linha de programação: todos servem violência como prato principal. Os vespertinos especializados em crimes fazem apenas o aperitivo para o que vem algumas horas depois. Assaltos, assassinatos e acidentes são mostrados com detalhes minuciosos. Há mesmo uma categoria de reportagem que se tornou clássica: a exibição de uma violência flagrada por câmeras de segurança, que são repetidas à exaustão. Reality show de violência sem necessidade de narração: a morte do jornalismo.

As páginas policiais nos jornais voltaram a ganhar força, os telejornais de horário nobre assumiram a pauta como de interesse púbico, a internet se tornou veículo por excelência do show de horror que se desdobra a cada dia na vida do cidadão. Ao mesmo tempo em que o tema ocupa maior espaço, perde-se em análise e contexto. Na verdade, ao assistir aos jornais de maior prestígio na TV ou acompanhar a cobertura policial nos jornais, o que se percebe é um desmembramento, uma tendência a tornar cada crime um episódio de uma onda indistinta de violência. Continue lendo “Violência, amor e política”

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Com Henfil, HQ nunca foi tão brasileira

HenfilPor Rafael S. N. Mendonça, especial para O Tempo

Henrique de Souza Filho nasceu em Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, em 1944, e neste 5 de fevereiro completaria 70 anos, se, em 4 de janeiro de 1988, a Aids contraída em uma sessão de transfusão de sangue, que ele necessitava por ser hemofílico, não o tivesse derrubado. Ele foi um dos mais inventivos, politizados e geniais mestres do quadrinho brasileiro. Usou como poucos a sua arte para lutar contra a ditadura e em favor de campanhas políticas, como a Anistia e as Diretas Já! (inclusive, criando este slogan). E se você ainda não ligou o nome à importância de seu apelido, trata-se de Henfil, o criador de personagens como os Fradinhos, Cumprido e Baixim, Graúna, Bode Orelana e Capitão Zeferino, que deixou sua marca em todas as gerações de artistas dos quadrinhos que vieram depois dele.

No Rio um evento marcará a data: 70 anos de Henfil – Morro, Mas Meu Desenho Fica homenageia o artista com um debate que reúne personalidades como o ator e diretor Paulo Betti, o cartunista Chico Caruso, o jornalista Tárik de Souza e o artista Nelsinho Rodrigues. No mesmo evento, a organização Henfil – Educação e Sustentabilidade, em parceira com o Instituto Henfil, do Rio de Janeiro, lançará no Museu da República as edições 4, 5, 6, 7 e 31 da Coleção Fradim, originalmente publicada entre 1971 e 1980.

Segundo informações da assessoria do Henfil – Educação e Sustentabilidade, os editores estão em um esforço conjunto para lançar todas as edições restantes – de 31, já foram lançadas 12 – até março. Continue lendo “Com Henfil, HQ nunca foi tão brasileira”

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Começou a caça às Bruxas de 2014!, por Claudia Fávaro

Cláudia Fávaro

Choro ao escrever esse relato, não por mim, porque quando entrei nessa luta sabia que não ia ser fácil, mas choro pela raiva de saber que todos os dias milhares de mulheres nas favelas e nos presídios brasileiros são tratadas tão ou mais desrespeitosamente. O nome dela eu nuca vou me esquecer, Andreia, a incorporação clássica do Machismo institucional. 

Por Claudia Fávaro

Caros amigos. Ontem, dia 31 de janeiro foi realizado em Porto Alegre o segundo ato do Bloco de Lutas em 2014. Inicialmente chamado para dar conta de dar o recado a Dilma, que viria a Porto Alegre inaugurar o estádio beira Rio, o ato, que se somava à Luta dos rodoviários que a 5 dias paralisaram o transporte em Porto Alegre, teve grande adesão. Com o recuo da agenda da Dilma, temendo o protesto chamado para a data, com a cidade sem nenhum ônibus circulando e a chuva que caía, nos concentramos na frente da prefeitura com mais de 2 mil pessoas. Afinal, a chuva nunca nos espantou.

A marcha correu tranquila e, sem maiores prejuízos às vidraças, percorreu as ruas de Porto Alegre até o ginásio tesourinha, onde acontecia a assembleia geral dos rodoviários que contava com cerca de 1000 trabalhadores. Depois deste lindo encontro entre o Bloco de Lutas e os rodoviários, ocorreu um ato bem bonito com falas politizadas e foi queimado o boneco do prefeito Fortunati. Em seguida a marcha seguiu até a Zero Hora, que estranhamente estava escancarada, sem nenhuma proteção policial. Depois de 2013 onde nunca conseguimos chegar perto dali, isso soou muito estranho… Ficamos ali por cerca de 20 min. Alguns vidros foram quebrados, mas nada que represente prejuízo a esta empresa exploradora filhote da ditadura militar, e a marcha se foi para o desfecho no largo Zumbi dos Palmares. Foi lindo!

Mas, depois na dispersão caminhando em direção a casa de uma amiga para nos protegermos, eu e Lorena Castillo, militante da FAG, junto com mais dois amigos, fomos abordados pelo comandante da operação, colocados na parede de forma brusca e violenta e ali ficamos até a chegada de policiais femininas. Eles me queriam! O comandante veio pra cima de mim por umas três vezes até a chegada das porcas pedindo que eu entregasse “o que tinha de ilícito”! Continue lendo “Começou a caça às Bruxas de 2014!, por Claudia Fávaro”

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Advogado quer habeas corpus e transferência dos cinco indígenas Tenharim presos pela PF

Indios na aldeia Marmelo - Foto Avener Prado (Folhapress)
Indios na aldeia Marmelo – Foto Avener Prado (Folhapress)

Além do habeas corpus, Albuquerque irá solicitar a transferência dos detidos: “A cadeia onde eles estão é desumana. O chão estava molhado, inclusive dormiram a primeira noite neste chão molhado. Havia lixo, rato, barata. Completamente insalubre”, afirmou o advogado.

Por Juliana Coissi, da Folha

A defesa dos cinco índios tenharim que foram presos na noite de quinta-feira (30) em Humaitá (AM) vai pedir um habeas corpus para a soltura dos suspeitos. A Polícia Federal responsabiliza os cinco pela morte de três homens desaparecidos no mês passado.

O advogado Ricardo Tavares de Albuquerque, que representa os detidos, disse que não teve acesso ainda à íntegra do inquérito. Por essa razão, segundo ele, orientou os cinco indígenas a ficarem calados durante depoimento prestado na última sexta-feira (31) à polícia. Eles negam a acusação, conforme a defesa. Continue lendo “Advogado quer habeas corpus e transferência dos cinco indígenas Tenharim presos pela PF”

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A vitória de Snowden e o fracasso de Obama

snowden-e1387275348570Ex-agente que denunciou NSA indicado para Nobel da Paz. Em Washington, presidente debate-se para preservar espionagem e salvar aparências

Por Cauê Seignemartin Ameni, em Outras Palavras

Aos poucos vão surgindo as evidências de que a história trabalha mais a favor do ex-agente Edward Snowden, do que do presidente americano Barack Obama. Na quarta-feira (29/01), o ex-agente que revelou a maior plataforma de vigilância da história, foi indicado para concorrer o Prêmio Nobel da Paz. Oscar Wilde, escritor inglês do século XIX, sintetizou uma vez a importância histórica de fatos como este: “a desobediência, é aos olhos de qualquer estudioso da História, a virtude original do homem. É através da desobediência que se faz o progresso, através da desobediência e da rebelião”.

No outro lado da corda, Obama admitiu pela primeira vez em público (17/01), a necessidade de mudanças no trabalho da Agência de Segurança Nacional americana (NSA). Depois de sete meses de revelações cada vez mais desconfortáveis e crescente clamor público, ponderou: “nossa liberdade não pode depender das boas intenções de quem está no poder, e sim da lei que restringe esse poder”. Num longo discurso, apoiou alguns pontos do grupo de especialistas criado pela Casa Branca para reformular o sistema de vigilância do governo. Mas ignorou as sugestões mais importantes, mantendo-se em apenas dois pontos superficiais: 1) restringir progressivamente o programa de armazenamento maciço de dados telefónicos nos EUA, tal como existe hoje e; 2) limitar a espionagem sobre líderes aliados – inimigos continuam sendo alvo – , que provocou uma tempestade diplomática com países amigos. Continue lendo “A vitória de Snowden e o fracasso de Obama”

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Padre João Batista Libanio é enterrado em Belo Horizonte

Padre Libanio era jesuíta e foi precursor da teologia da libertação
Padre Libanio era jesuíta e foi precursor da teologia da libertação

Por Fernanda Borges, em EM

Enterrado na tarde deste sábado, em Belo Horizonte, o corpo do padre João Batista Libanio, vigário da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vespasiano, na Grande BH.

O sepultamento ocorreu às 17h no Cemitério Bosque da Esperança. Segundo informações da administração do cemitério, a cerimônia foi fechada. O corpo do padre foi velado nessa sexta-feira no auditório da Faje – Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, no Bairro Planalto. Hoje pela manhã, o arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo presidiu missa. Em seguida, o corpo seguiu para velório na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vespasiano.

Nascido na capital mineira, o jesuíta de 81 anos estava em Curitiba (PR) e sofreu um infarto na última quinta-feira, quando ministrava um curso.

O padre era reconhecido mundialmente por seu profundo conhecimento na área teológica e sua ação pastoral junto aos mais simples. Ele prestou importante e valioso serviço à Arquidiocese de Belo Horizonte e é autor de mais de 100 livros.

O religioso também era professor da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje), no Bairro Planalto, na Região Norte da capital. Jesuíta, assim como o papa Francisco, Libânio foi um dos precursores da teologia da libertação que marcou uma opção preferencial, de um segmento da Igreja, pelos pobres. (Enviada para Combate Racismo Ambiental por José Carlos).

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