Comandante da PM do Rio nega crise nas UPPs após ataque que matou uma soldado

Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil

O comandante da Polícia Militar do Rio, coronel Luis Castro, negou hoje (3) que a política de segurança baseada nas unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) esteja atravessando uma crise por causa dos recorrentes ataques de criminosos contra bases policiais instaladas nas comunidades, inclusive com a morte de policiais, como ocorreu ontem (2), quando foi morta a tiros uma soldado PM no Complexo da Penha.

“Não é uma crise nas UPPs. São ações pontuais. Nós não vamos recuar. Aquele território ali agora é azul e branco, as cores da Polícia Militar. Nós entramos para ficar. Se tivermos problemas, vamos atuar. A nossa tarefa não é fácil, o nosso trabalho é árduo, mas vamos conseguir trazer a paz àquele local”, disse o comandante, durante solenidade de posse do novo chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso.

O coronel disse que não é preciso, no momento, auxílio federal para combater os criminosos. “Em nenhuma hipótese isso foi cogitado. Nós temos fôlego para isso, temos efetivo, temos armamento e viaturas. Não vai haver necessidade nenhuma de auxílio externo.”

A ex-chefe da Polícia Civil, delegada Marta Rocha, também atribuiu o aumento dos ataques a casos pontuais. Nos últimos dias, a 45ª Delegacia de Polícia, instalada no Complexo do Alemão, foi alvo de dois ataques, com disparos de arma de fogo, granada e coquetéis-molotovs. “A mancha criminal se movimenta. Cada vez que você combate determinada modalidade, outra modalidade se ressalta. Se combate o tráfico, aumenta o crime de rua. É uma ação temporária, e em breve será superada”, disse a delegada, que chefiou a polícia nos últimos três anos e deixa o posto para disputar as próximas eleições.

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“Advogados do Caso Tenharim divergem entre si sobre provas da PF”

Índio tenharim em frente a uma casa destruída durante atos na região. Foto - Gabriel Ivan (Ninja Humaitá)
Tenharim em frente a uma casa destruída durante atos na região. Foto – Gabriel Ivan (Ninja Humaitá)

Por Kátia Brasil em Amazônia Real

As informações divulgadas até o momento pela Polícia Federal ainda não foram suficientes para esclarecer as acusações contra os cinco índios da etnia tenharim presos por suposto envolvimento nas mortes de três homens, em dezembro, na terra indígena Tenharim Marmelos, na rodovia Transamazônica no sul do Amazonas.

Ao portal Amazônia Real, a Polícia Federal disse que muitas perguntas não serão respondidas por uma questão de segurança. O inquérito policial foi prorrogado por mais 30 dias por decisão do juiz Marcio André Lopes Cavalcante, da 2ª. Vara Federal do Amazonas. Continue lendo ““Advogados do Caso Tenharim divergem entre si sobre provas da PF””

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Lentidão na titulação de terras: quilombos não são prioridade no governo federal

Comunidade quilombola de Nova Esperança de Concórdia, no Pará. Foto: Verena Glass
Comunidade quilombola de Nova Esperança de Concórdia, no Pará. Foto: Verena Glass

Entre os sintomas da letargia estatal está a ausência de estrutura necessária para que o Incra possa fazer frente à demanda, deficiência que se deve apenas a uma decisão política

Por Fernando G. V. Prioste* – Repórter Brasil

A abolição formal e inconclusa advinda com a Lei Áurea, pelo contexto e forma com que se deu, não teve como objetivo enfrentar os efeitos nefastos de uma sociedade que se construiu com base em quase quatro séculos de escravidão negra. Após 1888 o Estado brasileiro, última nação americana a abolir oficialmente o regime da escravidão, optou por políticas que reforçaram a opressão física, social, política, cultural e econômica da população negra. Continue lendo “Lentidão na titulação de terras: quilombos não são prioridade no governo federal”

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Congreso de la Identidad Territorial Lafkenche define el control territorial como objetivo político

IVCongresoLafkenche_Hualaihué2014

Servindi – La organización Identidad Territorial Lafkenche definió el control político como objetivo político en su IV Congreso de tres días que culminó el domingo 2 de febrero en Hornopirén, comuna de Hualaihué.

Según reportó el informativo mapuche Mapuexpress el control territorial se define bajo el concepto ancestral del “Itrofil Mogen” que significa el equilibrio de todas las formas de vida. Continue lendo “Congreso de la Identidad Territorial Lafkenche define el control territorial como objetivo político”

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Niñez indígena de Colombia en grave riesgo por conflicto armado y desplazamiento forzado

Un niño nukak juega con su familia en Colombia
Un niño nukak juega con su familia en Colombia

Por Milton Lopez Tarabochia – Servindi

Más de medio siglo Colombia sufre por una guerra interna que parece nunca acabarse. La población indígena es una de las más afectadas e ignoradas, más aun su niñez, la cual no tiene tiempo para pensar en el futuro porque está más ocupada en escapar de la violencia, el hambre, los desplazamientos forzados y la discriminación. Continue lendo “Niñez indígena de Colombia en grave riesgo por conflicto armado y desplazamiento forzado”

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Aborto e ilegalidade: a violência do Estado contra as mulheres negras

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Por Luana Soares para as Blogueiras Negras

As eleições de 2010 deram a tônica de como o conservadorismo e o fundamentalismo religioso tem avançado no Brasil. Em plena eleição, candidatos e candidatas a Presidência da República viram-se confrontados pela necessidade de apresentar ao país  opinião sobre um dos debates mais polêmicos relacionados ao movimento de mulheres como um todo: o debate sobre a legalização do aborto. Continue lendo “Aborto e ilegalidade: a violência do Estado contra as mulheres negras”

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Áreas que vão a leilão não estão ‘vagas e ociosas’, como diz governo Alckmin

Bruno da Silva mostra que não faltam documentos que comprovem a moradia na rua Sônia Ribeiro, 709 (Marcia Minillo/RBA)
Bruno da Silva mostra que não faltam documentos que comprovem a moradia na rua Sônia Ribeiro, 709 (Marcia Minillo/RBA)

Diferentemente do informado por secretaria, RBA constata que dezenas de famílias serão colocadas na rua sem direito a nada após a venda porque edital exime Executivo de responsabilidade pelo caso

por Rodrigo Gomes, da RBA

São Paulo – As áreas pertencentes ao Departamento de Estradas e Rodagem (DER) que o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) quer leiloar nos bairros de Brooklin e Campo Belo, zona sul de São Paulo, estão ocupadas por dezenas de famílias, o que desmente a versão oficial utilizada para justificar a operação. A situação encontrada pela RBA é muito diferente da relatada em nota emitida na última quarta-feira (29), pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional. Continue lendo “Áreas que vão a leilão não estão ‘vagas e ociosas’, como diz governo Alckmin”

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Beth Begonha entrevista Ricardo Albuquerque: Tenharim negam envolvimento no desaparecimento de não índios

Índios Tenharim na BR 230, a Transamazônica, que corta a Terra Indígena. Foto: Acervo Funai
Índios Tenharim na BR 230, a Transamazônica, que corta a Terra Indígena. Foto: Acervo Funai

Advogado teme pela segurança dos Tenharim detidos e afirma que entrará com pedido de habeas corpus

Por Beth Begonha

O advogado dos Tenharim, Ricardo Albuquerque, acompanhou a prisão temporária de cinco membros da etnia pela Polícia Federal como suspeitos de homicídio de três pessoas, que desapareceram ao cruzar a estrada que atravessa a Terra Indígena. Em entrevista ao Amazônia Brasileira, nesta segunda-feira (3), o advogado afirma que vai entrar com pedido de transferência dos índios para Manaus (AM), onde fica a Terra dos Tenharim. Os acusados estão no presídio Pandinha, em Porto Velho (RO).

Segundo Ricardo Albuquerque, a prisão se deu, sobretudo, baseada em testemunhos vagos, que, de acordo com ele, mereciam investigação antes de serem considerados suficientemente relevantes para levar à prisão preventiva das cinco pessoas acusadas. Continue lendo “Beth Begonha entrevista Ricardo Albuquerque: Tenharim negam envolvimento no desaparecimento de não índios”

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Com medo, ruralistas tentam modificar conceito de trabalho escravo

Para Leonardo Sakamoto, muitos governos não estavam preparados para atuar nas temáticas
Leonardo Sakamoto

Da IHUnisinos

Em 28 de janeiro de 2004, os auditores do trabalho Nelson José da Silva, João Batista Lage e Eratóstenes de Almeida Gonçalves, além do motorista Ailton Pereira de Oliveira, faziam uma operação de fiscalização em Unaí (município do noroeste de Minas Gerais) quando, segundo a investigação do Ministério Público Federal (MPF), foram assassinados. Eles já eram conhecidos na região e haviam despertado raiva pelos registros de trabalho análogo à escravidão em algumas fazendas. O nome dos criminosos já foi até  divulgado – Rogério Alan Rocha Rios e Erinaldo de Vasconcelos Silva. Houve condenação em primeira instância, mas, dez anos depois, ninguém foi preso.

O dia 28 de janeiro se tornou, então, um marco no combate ao trabalho escravo. Por isso, desde a última segunda-feira, várias cidades do país têm recebido eventos sobre o tema. É hora de parar para pensar nele, já que os números apontam milhares de trabalhadores brasileiros em situação de trabalho análogo à escravidão. No Senado, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 57A/1999) bate à porta, mas está sendo freada pela bancada ruralista. Quais os argumentos dos ruralistas? Como a sociedade civil está se organizando para isso? E a que interesses serve o trabalho escravo de hoje?

O coordenador da ONG Repórter Brasil e membro da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, Leonardo Sakamoto, responde a estas questões com o olhar de quem acompanha o tema há mais de 10 anos. Continue lendo “Com medo, ruralistas tentam modificar conceito de trabalho escravo”

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CNV ouve depoimento de dom Pedro Casaldáliga no Mato Grosso

Dom Pedro Casaldáliga concede depoimento à CNV em São Félix do Araguaia (MT) Foto: Daniel Lerner / CNV
Dom Pedro Casaldáliga concede depoimento à CNV em São Félix do Araguaia (MT) Foto: Daniel Lerner / CNV

Comissão Nacional da Verdade – Próximo ao aniversário de 86 anos, Pedro Casaldáliga, bispo e poeta, um dos maiores defensores da causa indígena e dos direitos dos camponeses no Brasil e na América Latina, ofereceu depoimentos aos pesquisadores do GT Papel das Igrejas durante a Ditadura e Camponeses e Indígenas da Comissão Nacional da Verdade neste final de semana.

Catalão, nascido em 1928, dom Pedro veio ao Brasil em 1968 para atuar como missionário. Um dos fundadores da Teologia da Libertação, assumiu a opção pelos pobres. Em 1968, após um período de aclimatação no Rio e em São Paulo, mudou-se em definitivo para São Félix do Araguaia, Nesta região, como missionário claretiano, acompanhava os Xavante. Em 1970, foi nomeado bispo e prelado de São Félix do Araguaia pelo papa Paulo VI. Continue lendo “CNV ouve depoimento de dom Pedro Casaldáliga no Mato Grosso”

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