Não à coexistência com o agronegócio

“Na essência do agronegócio e de sua visão meramente produtivista nunca estará a cultura camponesa, o respeito à Pacha Mama, o enraizamento na terra e nenhum dos valores do mundo rural”, denuncia uma nota da Frente de Luta pela Soberania Alimentar Argentina (FLSAA). E anunciam: “Não queremos um ‘mar de soja’ e ‘cinturões verdes’ em volta das cidades”. A nota está publicada no sítio argentino Acta – Agencia de Notícias da Central de Trabalhadores da Argentina. A tradução é de André Langer. Eis o texto

IHU On-Line

Nós, da Frente de Luta pela Soberania Alimentar Argentina (FLSAA), somos veementemente contrários às ações e falsas promessas feitas pela Secretaria da Agricultura Familiar através da “Mesa Nacional de Diálogo por uma Agricultura Sustentável”. (mais…)

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A Hora e a Vez de um Programa Camponês

O conceito de agricultura camponesa e o agravo da questão urbana e suas mazelas sociais

Marcelo Leal e Frei Sérgio Görgen – MST

A agricultura Camponesa não se reduz a um conceito econômico. É muito mais: é social, é territorial, cultural, antropológico. É uma forma de viver e existir, que também produz bens e serviços, principalmente, na forma de alimentos saudáveis e na preservação da natureza. (mais…)

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Nota de Pesar – Padre Iasi, o incansável lutador ao lado dos pobres

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) mais que manifesta seu pesar pelo falecimento do Padre Antônio Iasi, quer dar glória a Deus por sua vida totalmente dedicada à causa dos que não contam para o sistema dominante, sobretudo os povos indígenas.

Sua identificação com a causa dos indígenas e dos posseiros, que eram violentamente agredidos pelas grandes empresas que chegavam ao Norte do país, incentivadas pelos governos militares, com o discurso do desenvolvimento e do progresso, o levaram a levantar a voz e denunciar os desmandos e a violência que aconteciam na ocupação da Amazônia pelo capital.  (mais…)

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A Justiça no Brasil é braço da elite

CPT – Defensor dos sem-terra no Pará por mais de uma década, frei Henri Burin des Roziers fala do País de hoje e dos anos setenta e oitenta. Confira a entrevista concedida à Revista Carta Capital:

Por Leneide Duarte-Plon, de Paris – Revista Carta Capital*

Em seu quarto no convento Saint-Jacques, em Paris, a 12 mil quilômetros de Rio Maria, pequena cidade do Pará onde defendeu na Justiça inúmeros camponeses sem-terra, o frade dominicano e advogado Henri Burin des Roziers, 85 anos, recebe Carta Capital para falar da sua experiência no Brasil, onde foi morar em 1978. Rio Maria, campeã de assassinatos por encomenda de líderes sindicais, é conhecida como “a terra da morte anunciada” e, por isso, virou símbolo da luta camponesa no Pará. (mais…)

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‘Apostamos no reascenso do movimento de massas no Brasil’, diz líder do MST

Para Stedile, a atual Reforma Agrária é muito mais do que distribuir terra. Ela também tem que resolver o problema dos agrotóxicos, garantir um futuro, respeitar o meio ambiente e a biodiversidade

Por Paulo Donizetti de Souza
Da Rede Brasil Atual

Nos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, um de seus coordenadores nacionais, o economista João Pedro Stédile, não vê mais como prosperar, no Brasil, a luta pela reforma agrária tal como conhecida nos primórdios do MST. Ele observa que no senso comum das pessoas trata-se de repartir o latifúndio e entregar para os sem-terra. “E é isso mesmo, na essência, romper com a grande propriedade. Porém, os projetos de reforma agrária, feitos pelo governo com os instrumentos do Estado, só se viabilizaram, no passado, porque eram política combinada com um projeto de desenvolvimento nacional que objetivava desenvolver a indústria para o mercado interno”, diz. (mais…)

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Festa do Milho celebra 13 anos de resistência do Acampamento Irmã Alberta

Os Sem Terra também promovem a Feira Orgânica da Reforma Agrária, com produtos vindos de diversos assentamentos da grande São Paulo

Da Página do MST

Neste sábado, o Acampamento Irmã Alberta, localizado na região de Perus, na cidade de São Paulo, realiza a Festa do Milho para celebrar os 13 anos de resistência das famílias Sem Terra ali acampadas. (mais…)

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MA – Justiça determina implantação de assentamento em Vitória do Mearim

Incra terá 180 dias para implantar assentamento Juraçal Antônio Roxo. Decisão é da 8ª Vara da Justiça Federal no Maranhão.

Do G1 MA

Após nove anos de demora, a 8ª Vara da Justiça Federal no Maranhão (JF-MA) decidiu pela implantação do projeto de assentamento Juçaral Antônio Roxo ou Juçaralzinho, em Vitória do Mearim, na Baixada Maranhense. A informação foi divulgada pela assessoria do Ministério Público Federal (MPF) nesta quarta-feira (18). (mais…)

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Fórum Agrário do Piauí se reúne para debater conflitos no campo

Incra/PI

A Superintendência Regional do Incra no Piauí realiza a primeira reunião do ano com as entidades participantes do Fórum Agrário. O encontro será realizado nos dias 19 e 20 deste mês, no auditório do Incra, em Teresina.

“Durante o evento, serão avaliadas e debatidas as ações relacionadas ao Escritório de Governança Fundiária do município de Bom Jesus no ano de 2014, bem como serão planejadas as ações estratégias para o ano de 2015”, informou o superintendente do Incra/PI, Marcelo Mascarenha. (mais…)

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Após desocupação do Acampamento Dom Tomás Balduino, produção agroecológica cultivada no local vira comida para gado

Uma semana após desocupação da Agropecuária Santa Mônica, em Corumbá de Goiás (GO), bois do senador Eunício de Oliveira pisoteiam e comem alimentos agroecológicos que haviam sido plantados pelas 3 mil famílias acampadas, sendo que a colheita dos produtos foi uma das condições acordadas para a saída das famílias da área. 

O chão onde pisava o boi é feijão e arroz, capim já não convém. (Zé Pinto)

Na CPT

No último dia 4 de março, após seis meses de ocupação de parte do Complexo de Fazendas Santa Mônica, do senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE), em Corumbá de Goiás (GO), aproximadamente 3 mil famílias ligadas ao Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que compunham o Acampamento Dom Tomás Balduino, deixaram a área. Durante o período de acampamento no local, as famílias produziram uma diversidade de alimentos, cultivados de forma cooperativa e agroecológica, entre os quais destacamos: arroz, feijão, milho, mandioca, abóbora, alface, couve, amendoim, gergelim, entre vários outros produtos. A produção agroecológica, resultado do trabalho dos agricultores/as acampados/as, cobria mais de 60 hectares do latifúndio do político. (mais…)

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