Muçulmano com tarjas racistas

França: República da Islamofobia

“Na França contemporânea, a palavra “imigrante” carrega uma série de preconceitos raciais implícitos contra a população francesa norte-africana e seus descendentes (…) A oposição entre valores republicanos e muçulmanos fixada por atores em todo o espectro político serve para legitimar o preconceito na sociedade como um todo. Assim, com a colusão dos principais partidos, a Frente Nacional alcançou seu principal objetivo numa estratégia de acentuar diferenças culturais, não raciais: o racismo ganhou respeitabilidade!”

Por Jim Wolfreys, em Blog do Liberato*

Em março de 2014, um partido abertamente racista, com raízes profundas na tradição fascista francesa, a Frente Nacional (fr. Front National – FN), foi eleito para uma dúzia de governos locais. Dois meses depois, ganhou mais assentos que qualquer outro partido nas eleições europeias, com ¼ dos votos totais. Pesquisas de opinião em 2014 até identificaram a líder desse partido, Marine Le Pen, como a figura com mais altas probabilidades de ser eleita nas eleições presidenciais de 2017. Le Pen já prometeu pôr as mesquitas sob vigilância, gravar telefonemas de “proselitistas” e banir de todos os serviços e prédios públicos todos os símbolos religiosos “ostensivos”. Comparou a visão de muçulmanos rezando nas ruas à ocupação nazista na França e prometeu “pôr de joelhos” a “gangrena” ou o “fascismo verde” do Islã radical. (mais…)

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Camarotização: por que o brasileiro gosta tanto de segregar o espaço?

Para especialista, o acesso das camadas mais populares ao que antes era exclusivo da elite fez com que o racismo e discriminação “saíssem do armário”

Marian Rossi, El País Brasil

Camarotização. A gourmetização do espaço. A palavra ganhou força na última semana depois de aparecer no tema da redação do vestibular da USP, o mais concorrido do país, mas já faz tempo que o camarote faz sucesso ao prometer fazer do cidadão um ser diferenciado – para usar uma palavra cara ao público adepto. (mais…)

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Brasileira muçulmana é atacada com pedrada em São Paulo

Pernambucana foi atingida na perna enquanto andava na rua

Por Leonardo Vieira, O Globo

O cotidiano da muçulmana S.G. (o nome está sendo mantido em sigilo porque ela recebeu ameaças após a publicação da matéria) não tem sido fácil. Nos últimos quatro anos, enquanto caminhava pelas ruas, já enfrentou golpes guardas-chuvas de idosos, puxões de seu véu por pedestres em ponto de ônibus, jatos de água e até agressões físicas por parte de pessoas que não a queriam por perto. Após o atentado ao periódico francês Charlie Hebdo, ela voltou a ser alvo de agressão explícita: S. recebeu uma pedrada que, por sorte, apenas atingiu sua perna. Seu agressor ainda gritou “muçulmana maldita” antes de fugir sem que pudesse ser identificado. (mais…)

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Polícia de Miami usa fotos de negros em treinamento

Denúncia foi feita por uma sargento que viu uma foto do próprio irmão sendo usada como alvo em treinamento de tiro

Da Redação Brasil de Fato*

O clima de tensão que ronda os Estados Unidos na questão racial se intensificou, nesta última semana, após a tenente da Guarda Nacional da Flórida, Valerie Deant, denunciar uso de fotos de negros em treinamentos de tiro.

Segundo a tenente, durante seu treinamento em um campo de tiro, ela foi surpreendida ao ver a foto do próprio irmão sendo utilizada como alvo. Deant ainda afirmou que todas as fotos no treinamento “eram de homens negros”. (mais…)

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Confrontos da mídia no caso Mírian França

O caso Mírian França é exemplar porque nele se reúnem algumas das formas de violência material e simbólica que costumam reger o tratamento dos negros e dos pobres pela justiça brasileira. Por outro lado, é exemplar também pela cobertura que recebeu da imprensa num primeiro momento e pelo modo como, em seguida, sofreu uma virada incisiva na consideração da mídia e da opinião pública, com um crescente questionamento dos procedimentos adotados pela polícia e pelo judiciário do Ceará. Uma das críticas mais contundentes foi o viés racista que parece ter estado presente em cada um das etapas, tanto nos procedimentos judiciais quanto no tratamento dado pela mídia.

Por Bajonas Teixeira de Brito Junior, do Observatorio da Imprensa/Geledés

O caso Mírian é exemplar, sobretudo por mostrar a força alcançada pela mídia alternativa no Brasil, e seu poder de abalar, em certas circunstâncias, o bloqueio da grande mídia. E, nessa direção, seu poder de injetar com muita velocidade pelos dutos que comunicam as redes, os movimentos, os fóruns, as comunidades, as mensagens que se originam dessas mesmas instâncias. Desse território mais evanescente, por sua vez, são emitidos sinais que obrigam a grande mídia a refazer sua narrativa inicial. (mais…)

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Chamada de ‘negra fedida’ na Praça Sete, mulher desiste de prestar queixa ao receber R$ 200

Polícia Militar foi acionada mas, diante do acordo entre vítima e agressor, não registrou ocorrência

Clarissa Damas – Estado de Minas

Quanto vale uma ofensa, um xingamento, uma injúria racial? Em Belo Horizonte, nesta quinta-feira, custou R$ 200. “Negra imunda, negra insolente, negra fedida, puta!’, gritou em uma casa lotérica na Praça Sete um senhor, ao ser esbarrado por uma mulher que entrava no estabelecimento. Apesar de cometer um crime inafiançável, o homem deixou o local livre, sem algemas e sem vergonha pelo feito, ao custo de duas centenas de reais. A Polícia Militar foi acionada mas, ao invés de registrar a ocorrência, presenciou o pagamento pelo silêncio da moça ofendida, porém feliz em receber dinheiro. (mais…)

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Nota pública: Marcha das Mulheres Negras contra o racismo e a violência e pelo Bem Viver

População Negra e Saúde

Brasília, 11 de janeiro de 2015.

O Comitê Nacional Impulsor da Marcha de Mulheres Negras 2015, reunido em Brasília nos dias 10 e 11 de janeiro, definiu a alteração de data de realização da Marcha das Mulheres Negras 2015 contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver para 18 de novembro de 2015, na capital federal. (mais…)

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Racismo estadunidense: Nos EUA, crianças negras são vistas como ameaças aos brancos

Casos como o de Ferguson recordaram à comunidade negra norte-americana que os seus filhos não têm o mesmo direito à vida que os outros pequenos americanos. Por quê? Por nem sequer serem vistos como crianças, mas sim como ameaças às vidas dos brancos

Por Stacey Patton, no Washington Post/Brasil 247

Os Estados Unidos não proporcionam os elementos fundamentais da infância às meninas e meninos negros. A infância dos jovens negros é considerada naturalmente inferior, perigosa e indistinguível da vida dos adultos. As crianças negras não merecem a mesma presunção de inocência que as crianças brancas, em especial em situações de vida ou morte. Prestem atenção à descrição que o agente de polícia Darren Wilson fez do seu conflito com o adolescente negro Michael Brown, que estava desarmado, em Ferguson, no estado de Missouri. (mais…)

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Charlie e Lobato: quando o racismo encontra a liberdade de imprensa, por João Feres Jr

Por João Feres Júnior*, do Ggn

O affair Charlie Hebdo já produziu em menos de uma semana uma avalanche de textos, artigos e posts. Há muito tempo um caso específico não suscitava tanto debate no exterior e também no Brasil. Para ser mais preciso, 11 de setembro, que seria um competidor mais do que a altura, ocorreu quando a internet ainda era mais tíbia e não havia redes sociais. Estamos perante o affair Dreyfus do século XXI, com todas as camadas de ironia que tal comparação enseja. (mais…)

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Meninas Black Power: combatendo o racismo com cabelo natural

Elma Gonzalez – Rio On Watch

Encrespando, um evento que celebra o mês da consciência negra, atraiu grandes multidões na sexta-feira, 28 de novembro, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio de Janeiro. O evento foi promovido pela organização Meninas Black Power que combate o racismo promovendo o uso de cabelo natural como símbolo de orgulho negro.

“O ponto [do evento] é empoderamento de crianças, de mulheres, e homens pretos, do povo preto”, disse Jessica Liris, membro do MBP. (mais…)

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