Estudante negra alega ter sofrido discriminação dentro de faculdade de BH

A jovem, de 21 anos, diz sofrer injúrias raciais por parte de uma professora há um ano

Estado de Minas

A aluna de uma faculdade de Belo Horizonte acusa uma professora de injúria racial. A jovem negra, de 21 anos, cursa o 4º período de design de moda na Estácio de Sá e diz ser vítima da docente há um ano. A primeira situação de desconforto aconteceu dentro da sala de aula quando, segundo a estudante, a professora falou para ela procurar um salão de beleza para os funcionários passarem um produto para abaixar o cabelo dela. Na última segunda-feira, as duas voltaram a se encontrar e novamente a educadora voltou a usar termos que chatearam a garota. A vítima procurou a polícia e fez um boletim de ocorrência. O Centro Universitário informou que ainda não foi procurada pela aluna, mas que iria entrar em contato com ela para esclarecer os fatos. A professora foi procurada pelo em.com.br por meio da assessoria de imprensa da instituição e não quis comentar o assunto. (mais…)

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Revolução indígena, cura e resistência por meio da música

Por Redação Yandê/Renata Machado | Tradução: José Jefferson

 

O rapper Lakota, Frank Waln falou com exclusividade a Rádio Yandê, primeira mídia brasileira que o entrevistou sobre seu trabalho.Conhecido por suas letras de valorização e respeito as culturas indígenas norte americanas, ele consegue combater os esteriótipos presentes na sociedade envolvente e mídias.

Frank é um jovem lakota, da Reserva Rosebud em South Dakota nos Estados Unidos, que conquistou um espaço de destaque com sua música. É um dos 12 indígenas americanos apontados no BuzzFeed por estarem fazendo a diferença. Não apenas incentivando toda uma geração, mas despertando o orgulho indígena e trazendo com suas rimas, sentimentos e críticas sobre a colonização. Ele realiza workshops fazendo conscientização ambiental e política sobre a questão indígena em seu país. A resistência indígena norte americana aposta na conscientização e empoderamento cultural como as principais armas para a revolução.

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A perspectiva do feminismo negro sobre violências históricas e simbólicas

Por Djamila Ribeiro, no Blog da Boitempo

Este artigo foi escrito como texto-base para participação no debate de lançamento do livro Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação, em 29 de julho de 2015: “Violência policial: causas, efeitos e soluções”. 

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É fundamental explicitar as grandes distâncias que ainda separam homens e mulheres e negros e brancos no Brasil. O retrato das desigualdades no Brasil mostra como racismo e sexismo são elementos estruturantes que mantém as violências históricas contra a população negra. (mais…)

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Saúde da População negra: uma mortalidade que não pode mais ser invisível

Pesquisadores e movimentos sociais presentes no Abrascão 2015 expuseram as falhas no pré-natal e a anemia falciforme

Por Kalyne Menezes, na Abrasco

Políticas Públicas em Saúde da População Negra foi o tema de discussão no 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão 2015. O assunto foi debatido pelos pesquisadores Maria do Carmo Sales Monteiro, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Edna Maria de Araújo, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS/BA); por Altair dos Santos Lira, da Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doenças Falciformes (Fenafal/BA) e pesquisador associado da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e Maria Inez Montagner, da Universidade de Brasília (UnB). A coordenação da mesa esteve a cargo de Rui Leandro da Silva, integrante do Comitê Técnico de Saúde da População Negra do Ministério da Saúde. (mais…)

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Líderes de várias crenças se reúnem para superar intolerância religiosa

Marcela Belchior, Adital

“Temos o direito a sermos iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito a sermos diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza”, defende o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, em seu livro “Reconhecer para libertar: os caminhos do cosmopolitanismo multicultural”. A partir desta premissa, representantes de várias religiões e doutrinas religiosas se reuniram para buscarem caminhos rumo à superação da repressão de crenças, durante o I Encontro “Fortaleza contra a intolerância religiosa”, realizado na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza [Estado do Ceará]. (mais…)

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‘Lugar de Negro’ em 2015

Por Roque Ferreira, no JCNet

“O racismo e a discriminação racial resultavam da competição só existente no capitalismo, no sentido de que só a partir da concorrência em que tal sistema viceja é que veremos surgir a discriminação racial e o racismo sob sua formulação moderna” – Carlos Hasenbalg -1979. Três anos depois, em 1982, Carlos Hasenbalg e Lélia Gonzáles publicaram o livro ‘Lugar de Negro’, abordando o racismo e os problemas dele decorrentes, em particular a ideologia corrente de que negros e negras deveriam ocupar os espaços e as funções mais desvalorizados possíveis, não podendo do ter acesso aos espaços historicamente reservados à minoria elitizada da população integrante da classe dominante e branca. (mais…)

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UNEGRO: Ato contra o racismo

As relações raciais estão acirradas e o racismo cresce no Brasil

A mais fiel interpretação sobre as relações raciais na atual conjuntura é de acirramento da tensão e intolerância racial, étnica e civilizatória com o crescimento do racismo no Brasil. Apesar das sucessivas políticas que visam à promoção da igualdade racial desde 2001 com a aprovação do Plano de Ação da Conferência Mundial Contra o Racismo, realizada em Durban na África do Sul, ainda registramos altos índices de marginalidade, exclusão social e genocídio contra os negros e negras. Somente entre a juventude negra, a possibilidade de um jovem negro ser assassinado é 2,5 vezes maior que a de um jovem branco.

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Mulheres negras expõem como o racismo afeta suas vidas e, especialmente, sua saúde

 Portal Nordeste de Determinantes Sociais em Saúde

Na Década Internacional de Afrodescendentes, em que as Nações Unidas vão focar no desenvolvimento e promoção de ações voltadas para esta população em todo o mundo, uma instituição brasileira quer expor uma visão ainda pouca abordada sobre o racismo: como as mulheres negras percebem a influência deste mal sobre sua rotina e, principalmente, sobre sua saúde? Para dar voz  a ela em primeira pessoa, a ONG Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), sediada no Rio Grande do Sul, realiza a pesquisa Percepção das Mulheres Negras sobre os efeitos do racismo em suas vidas, contemplada no Prêmio Lélia Gonzalez, concedido pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. (mais…)

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