Brasil: Em Mato Grosso do Sul, expulsão dos Guarani Kaiowá preocupa relatora da ONU

Especialista em direitos humanos dos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz pede ao governo para garantir que comunidades não sejam retiradas de suas terras; ela fala sobre a situação no Mato Grosso do Sul, onde 6 mil indígenas sofrem ameaça.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York

A especialista independente da ONU sobre o direito dos povos indígenas está fazendo um apelo ao governo do Brasil, para que garanta a proteção dos povos Guarani Kaiowá. (mais…)

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Carroceiros e baqueiros fazem ocupação e obrigam Norte Energia a reconhecer direitos

Movimento Xingu Vivo para Sempre

Na última sexta-feira, 07 de agosto, os carroceiros do tradicional “Porto das Carroças”, como é conhecido popularmente o local onde barcos atracam e são atendidos pelos carroceiros, que levam e trazem pessoas e mercadorias, espaço situado há mais de 40 anos na rodovia Ernesto Acioli, Altamira/Xingu, foram surpreendidos por uma terceirizada da Norte Energia S.A (NESA), responsável pela obra de reurbanização da orla de Altamira (Projeto Parques e Reurbanização), que fechou com tapumes a única via de acesso e locomoção das carroças e pessoas que transitam pela área do porto, espaço já encurralados por outros tapumes, operários e máquinas pesadas. (mais…)

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Retomada de território em Canela-RS: Kaingang fortalecem sua luta e denunciam a pouca atenção dada à Floresta Nacional de Canela

Conselho de Missão entre Povos Indígenas – COMIN

Dezenas de famílias Kaingang retomaram seu território tradicional no município de Canela, no último dia 25. Esse território era reivindicado há muitos anos, inclusive já tendo sido atestado a ancestralidade Kaingang em um laudo independente feito no ano de 2008. Porém, nesse mesmo território foi criado um Parque Ambiental, chamado de Floresta Nacional de Canela. A ocupação feita pelos Kaingang trouxe a tona a presença indígena na região, antes ignorada, e também o estado de conservação do parque. (mais…)

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Manifesto Da IV Marcha dos Povos Indígenas de Roraima Pelo Dia Internacional dos Povos Indígenas

Nós Povos Indígenas de Roraima e suas organizações indígenas, com apoio e solidariedade do Movimento Social em Roraima, em reafirmação dos direitos dos Povos Indígenas e considerando a situação de vulnerabilidade e instabilidade dos direitos humanos dos povos indígenas, considerando o dia 09/08 o Dia Internacional dos Povos Indígenas, vimos expressar nossa indignação e cobrar a atenção e medidas necessárias das autoridades públicas para as seguintes situações:

1.     O Direito a Educação Escolar Indígena é um direito fundamental estabelecido pela Constituição Federal de 1988. A situação da Educação escolar indígena é precária, apesar de receber verbas públicas federais não tem construções de escolas e nem reformas, ou melhorias. A maioria das escolas indígenas são estruturas construídas pelas próprias comunidades e com recursos delas próprias. Agravado a isso, a Secretária Estadual de Educação excluiu toda Modalidade de Educação Indígena do Plano Estadual de Educação e enviou para Assembleia Legislativa para que fosse aprovado sem considerar os direitos indígenas e políticas especificas para a educação escolar indígena, excluindo o que já havia sido discutido previamente em 2013 com as lideranças indígenas; Assim reivindicamos: – Que Governo cumpra as recomendações dada pelo Ministério Público (P.P.Nº 1.32.000.000480/2015-34); – Que a Assembleia Legislativa inclua no Plano Estadual de Educação a proposta discutida em 2013 que garante a Modalidade relativa a Educação Escolar Indígena; – Que se apure se a Secretaria de Estadual de Educação age com discriminação institucional no atendimento as comunidades indígenas pela negação dos direitos constitucionais; – Que a Secretária Estadual de Educação seja substituída por uma Secretária que possa atender a todos com respeitos e sem discriminação por ser indígena. (mais…)

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MPF: Terra Indígena Tremembé em Itapipoca tem portaria declaratória assinada

Atuação do Ministério Público Federal em parceria com outros órgãos resultou na assinatura do documento pelo ministro da Justiça na última sexta-feira

MPF

A atuação do Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai), Polícia Federal e Justiça Federal resultou na assinatura, na última sexta-feira, 7 de agosto, da Portaria Declaratória da Terra Indígena Tremembé da Barra do Mundaú, em Itapipoca. O documento foi assinado pelo ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, durante evento realizado no Palácio da Abolição para lançamento do Pacote Ceará Pacífico.  (mais…)

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Justiça multa Funai por não cumprir ordem para seguir demarcação de terra indígena Munduruku

MPF PA

Atendendo a pedido do Ministério Público Federal, a Justiça Federal de Itaituba intimou a Fundação Nacional do Índio sobre o descumprimento de uma sentença judicial que ordenava o prosseguimento da demarcação da Terra Indígena Sawré Muybu, dos índios Munduruku. Com a intimação, a Funai passa a pagar multa de R$ 3 mil por dia de descumprimento da decisão, a contar pelo dia 6 de agosto, quando a sentença deveria ser cumprida.

“Intime-se a Funai, com advertência de que deverá se pronunciar imediatamente acerca da aprovação ou não do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) da Terra Indígena Sawré Muybu realizado pelo Grupo Técnico, sob pena de responsabilizações pessoais dos gestores da Fundação”, diz a intimação enviada à Funai. Essa é a terceira manifestação de um juiz federal no processo confirmando o entendimento do MPF de que a demarcação deve prosseguir. (mais…)

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Terra indígena Wassu-Cocal, demarcada antes de 1988, não pode ser ampliada [diz STJ]

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o ministro da Justiça não amplie a terra indígena Wassu-Cocal, em Alagoas. A Primeira Seção concedeu mandado de segurança preventivo a proprietários de uma fazenda próxima à área protegida, que foi demarcada em período anterior à Constituição de 1988.

Em 2012, a Funai constituiu grupo de trabalho com a finalidade de identificar áreas tradicionalmente ocupadas pelos índios da tribo Wassu-Cocal na região e demarcá-las como terras indígenas. O relatório concluiu que toda a área do imóvel rural pertencente aos impetrantes é considerada terra indígena e deveria ser abrangida pela ampliação da reserva. As conclusões foram aprovadas pela presidência da Funai e comunicadas formalmente ao estado e aos municípios envolvidos. (mais…)

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Servidores federais da Saúde Indígena em Roraima param as atividades

Paralisação dos serviços começou nesta segunda por tempo indeterminado. Eles defendem contraproposta de reajuste de 21,3% parcelado em 2 vezes

Do G1 RR

Os servidores públicos federais da Saúde Indígena lotados no Distrito Especial de Saúde Indígena Yanomami (Dsei-Y), Dsei-Leste e na Casa do Índio (Casai) pararam as atividades em Roraima a partir desta segunda-feira (10). Segundo eles, a decisão pela greve foi tomada em uma assembleia da categoria ocorrida no dia 4 de agosto. O grupo defende a contraproposta de reajuste de 21,3% parcelado em duas vezes e não em quatro anos como o governo propõe. (mais…)

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Presidente da Funai na fronteira com o Paraguai, por Egon Heck

Egon Heck/Cimi. Texto e Foto

Não é por acaso ou fortuitamente que o novo presidente da Funai, João Pedro, do PT do Amazonas, vem ao Mato Grosso do Sul, logo no início de sua gestão. Com dois meses no cargo teve seu primeiro embate com uma delegação indígena.  Os Pataxó, em cujo território iniciou a invasão do até então desconhecido continente, Ameríndia. Depois de mais de 500 anos de resistência, não mais acreditam em promessas ou falas enganosas feitas pelos neocolonizadores e exterminadores dos povos originários. (mais…)

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Indígenas do MS e RS protestam em frente ao Palácio do Planalto por direitos territoriais, por Egon Heck

CIMI

Uma centena de indígenas de sete povos do Sul do país e Mato Grosso do Sul fecharam ontem a avenida em frente ao Palácio do Planalto. Os Guarani dos povos Kaiowá, Mbyá e Nhandeva, os Terena, os Kaingang, os Kinikinawa, os Kadiwéu e os Aticum estão não apenas em Brasília para dizer aos representantes dos três poderes que estão vivos, exigindo seus direitos, mas estão principalmente para desmentir as estatísticas e desejos de que não mais existissem. Foi assim no passado autoritário e ditatorial, continua assim hoje. (mais…)

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