O golpe econômico da Alemanha contra a Grécia

A Alemanha jogou sabendo que ganhava, porque sabia que a Grécia não iria por sobre a mesa a saída do euro.

Alfredo Serrano Mancilla – Publico.es, em Carta Maior

Mais uma vez, a resposta foi fechar o cadeado contra as alternativas. A Alemanha quer a União Europeia assim e de nenhuma outra forma. Não tolera nem permite que ninguém a contrarie. Por exemplo, quando, em 2005, os franceses e os holandeses rejeitaram o Tratado Constitucional, a Alemanha tirou da manga um inesperado Tratado de Lisboa, que substituiu o anterior, mas sem a necessidade de ser submetido ao voto popular. O país tampouco é um exemplo no que diz respeito a cumprimento de regras. O estilo de Angela Merkel é naquela linha de que as regras só servem quando não seja ela mesma obrigada a cumpri-las. (mais…)

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Depois do “oxi”, foi traição?, por Bruno Cava

IHU – “O debate à esquerda novamente empaca na dialética entre “vontade política” e “correlação de forças”. De um lado, a acusação de falta de vontade política, de capitulação perante a chantagem capitalista, de um vício da vontade. De outro lado, a desculpa do realismo político, do discurso que não há alternativa, que infelizmente temos que ser pragmáticos e fazer o que eles (a troika) quer que façamos. Se cairmos nessa dialética viciosa, não haverá saída à crise: ela será sempre, ou um discursinho idealista de “saída à esquerda” que atende a nossa boa consciência, ou um endurecimento sectário cuja consequência será uma ainda maior impotência política”, escreve Bruno Cava, em artigo publicado por UniNômade, 12-07-2015. (mais…)

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“Jamais percam sua fé revolucionária”, diz Papa Francisco aos movimentos populares

Saudado por centenas de militantes de movimentos sociais de 40 países, o Papa Francisco o 2º Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia

Por Catiana de Medeiros
Da Página do MST

Saudado por centenas de militantes de movimentos sociais de 40 países, o Papa Francisco encerrou nesta quinta-feira (9) o 2º Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. (mais…)

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A invisibilização de Francisco

Em resposta a Papa que repercute mal-estar com o capitalismo e busca de alternativas, poder global adotou estratégia astuta: em vez da polêmica, o silêncio…

Por Rodolfo Luís Brardinelli, no Pagina 12/Outras Palavras | Tradução: Antonio Martins

Laudato Si, a encíclica social apresentada por Francisco, foi recebida por um sugestivo coro de elogios. Só destoaram alguns representantes da direita norte-americana, como Jeb Bush, Rick Santorum e outros, católicos e republicanos, para os quais “o Papa está vendendo uma linha de socialismo de estilo latino-americano” e deveria ocupar-se de “fazer as pessoas melhores, ao invés das questões que têm a ver com política”. (mais…)

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“Esta economia mata. Precisamos e queremos uma mudança de estruturas”, afirma o Papa Francisco

IHU – “A justa distribuição dos frutos da terra e do trabalho humano não é mera filantropia. É um dever moral. Para os cristãos, o encargo é ainda mais forte: é um mandamento. Trata-se de devolver aos pobres e às pessoas o que lhes pertence. O destino universal dos bens não é um adorno retórico da doutrina social da Igreja. É uma realidade anterior à propriedade privada. A propriedade, sobretudo quando afeta os recursos naturais, deve estar sempre em função das necessidades das pessoas. E estas necessidades não se limitam ao consumo. Não basta deixar cair algumas gotas, quando os pobres agitam este copo que, por si só, nunca derrama. Os planos de assistência que acodem a certas emergências deveriam ser pensados apenas como respostas transitórias. Nunca poderão substituir a verdadeira inclusão: a inclusão que dá o trabalho digno, livre, criativo, participativo e solidário”, afirmou o Papa Francisco, num discurso considerado por lideranças dos movimentos populares como ‘irretocável”, proferido no Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em Santa Cruz de la Sierra, no dia 09-07-2015. [A referência aos povos indígenas está no item 3.2. TP] (mais…)

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Encontro Mundial de movimentos populares com Papa começa na Bolívia

1500 pessoas de 40 países discutem os eixos de diálogo com o Papa, que participa do evento na quinta (7).

Por Joana Tavares, Especial de Santa Cruz de La Sierra, na Página do MST

“Quando vejo essas pessoas, as caras das pessoas, dá uma esperança. A gente sente que o povo tem capacidade de transformar, de construir um mundo mais humano, mais fraterno, de igualdade”, diz Marina dos Santos, do MST, uma das 250 brasileiras que participa do Encontro Mundial de Movimentos Populares em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. (mais…)

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Žižek: Atenas e o possível retorno da política

Agora, decisões estratégicas baseadas em poder são disfarçadas sob suposto conhecimento técnico, negociadas em segredo, impostas sem qualquer consulta democrática. O “não” grego pode mudar isso

Por Slavoj Žižek | Tradução: Vila Vudu, em Outras Palavras

O sonoro e inesperado “Não” no referendo grego foi voto histórico, lançado em situação desesperada.

Em meu trabalho, já várias vezes repeti a conhecida piada, datada da última década da União Soviética, de Rabinovitch, um judeu que quer emigrar. O burocrata no guichê da emigração, pergunta por que, e Rabinovitch responde: “São duas razões. A primeira é que tenho medo de que os comunistas percam poder na União Soviética. Depois, vem outro poder, que logo começará a pôr a culpa de todos os erros dos soviéticos, em nós, judeus. E recomeçarão os pogroms antijudeus…” (mais…)

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