O que une pedofilia a consumismo infantil

Violência sexual não é apenas problema de homens doentes. Cresce em sociedade que investe milhões em venda de sutiãs e maquiagem para meninas de 6 anos

Por Lais Fontenelle – Outras Palavras

No ultimo mês, um triste episódio sobre abuso sexual infantil invadiu as mídias e nos fez parar para refletir sobre o olhar que a sociedade atual, adoecida e machista, tem para mulheres e meninas. Demorei a decidir se escreveria ou não sobre o ocorrido. A demora se deu, talvez, por um desejo de preservar um pouco mais a menina, ou simplesmente porque o tempo demorou a passar para a digestão do fato. Contudo, como mulher, mãe de menina e ativista pelos direitos da infância, não poderia me omitir. Poderia parecer uma aceitação tácita dos fatos, e eu não aceito os fatos. Não podemos mais fechar os olhos para a falta de valores e de limites da sociedade de consumo contemporânea – em que tudo, até as meninas, transformam-se em mercadoria. (mais…)

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Lei antiterrorismo: uma falsa solução para um falso problema. Entrevista especial com Adriano Pilatti

“Do ponto de vista do interesse público, não há necessidade nem da urgência nem do projeto”, assegura o advogado

Por Patricia Fachin – IHU On-Line

O PL 101/15, conhecido como Lei antiterrorismo, aprovado no Senado, é um “desastre” do “ponto de vista das liberdades individuais e coletivas e dos direitos fundamentais”, diz Adriano Pilatti à IHU On-Line, na entrevista concedida por e-mail. Na avaliação dele, o PL representa um “retrocesso” que, se aprovado, nos jogará de volta “para os tempos do arbítrio e do terror de Estado e que pode produzir injustiças e sofrimentos em quantidades industriais”. (mais…)

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“Lei Antiterrorismo”: Quem são os terroristas? [Manifesto de repúdio à tipificação do terrorismo]

Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil

A “livre manifestação do pensamento” e a garantia de que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização” são direitos consagrados no artigo 5º da Constituição brasileira.

Mas a chamada “Lei Antiterrorismo” (PLC 101/2015), em discussão no Congresso Nacional, é uma séria ameaça à liberdade de expressão e manifestação no país. Desde as manifestações populares de junho de 2013, que tiveram origem nos protestos contra o aumento das passagens e continuaram nos anos seguintes, incluindo o período da realização da Copa do Mundo no Brasil, há uma tentativa de coibir a realização de atos públicos. Em muitos casos, as mobilizações foram – e ainda vêm sendo – reprimidas por meio de ação violenta e forte aparato pelas forças do Estado. (mais…)

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Conferência sobre violência contra a mulher abre inscrições para trabalhos

Inscrições dos trabalhos vão até o dia 20 de novembro. Evento vai ser realizado nos dias 25 e 26 de novembro, em Montes Claros.

Do G1 Grande Minas

Estão abertas até o dia 20 de novembro, as inscrições de trabalhos científicos para a II Conferência Regional “Fim da violência contra as mulheres”, que vai ser realizada dentro da campanha Justiça pela Paz em Casa, em Montes Claros. O evento será nos dias 25 e 26 de novembro. (mais…)

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Um tapa na cara

As agressões sofridas por Verônica Bolina e o assassinato de Laura Vermont, duas trans de São Paulo, causaram revolta nas redes sociais. Mas suas histórias não são ponto fora da curva: todos os dias, homens e mulheres trans enfrentam uma profusão de desrespeitos e violências

por Jessica Mota, A Pública

Verônica Bolina cresceu em Mococa, uma cidade de aproximadamente 69 mil habitantes no interior de São Paulo, na divisa com Minas Gerais. Sua mãe, Marli Alves, percebeu que a filha era diferente quando tinha ainda 6 anos. Aos 14, Verônica decidiu se assumir completamente. O pai não aceitava. A mãe foi chamada diversas vezes na escola. Não a queriam com as roupas e o jeito de mulher. “Eu não tinha como falar não. Ela queria ser uma grande mulher”, lembra Marli, por telefone, em tom melancólico. O preconceito perseguiria Verônica pela cidade. “Teve uma vez que saí de mão dada com ela, na rua, e eu falava: ‘Filha, não olha pra trás, olha pra frente. Preconceito você vai ter pra sempre, mas não olha pra trás. Deixa os outros rirem de você. Você tem a mim’.” (mais…)

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Meu nome é Lola. E estou ameaçada de morte por ser feminista, por Lola Aronovich

Blog do Sakamoto

Homens que possuem espaço na mídia foram instigados a ficarem como espectadores nesta semana, ao invés de escreverem e publicarem textos sobre os direitos das mulheres e questões de gênero. Ou seja, promoverem uma ocupação de seu espaço para que elas falassem por si. Portanto, de segunda a hoje, domingo (8), mulheres de diferentes origens, histórias e regiões estão publicando, neste blog, sobre o tema dentro da iniciativa #AgoraÉQueSãoElas.

Este texto é de Lola Aronovich, professora do Departamento de Letras Estrangeiras da Universidade Federal do Ceará e autora do blog feminista Escreva Lola Escreva. Lola foi envolvida numa polêmica, esta semana, quando um site falso foi criado usando seu nome. O objetivo seria incitar mais violência contra ela, que já recebe ameaças com frequência. (mais…)

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Mulheres: A narrativa deste momento de insurgência tem que ser nossa, por Manoela Miklos

Leonardo Sakamoto

Homens que possuem espaço na mídia foram instigados a ficarem como espectadores na semana que passou, ao invés de escreverem e publicarem textos sobre os direitos das mulheres e questões de gênero. Ou seja, promoverem uma ocupação de seu espaço para que elas falassem por si. De segunda a domingo (8), este blog esteve ocupado por mulheres de diferentes origens, histórias e regiões sobre o tema dentro da ação #AgoraÉQueSãoElas.

Mas a semana não estaria completa sem um texto da doutora em Relações Internacionais, feminista e articuladora da #AgoraÉQueSãoElas, Manoela Miklos. (mais…)

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Mapa da Violência sobre Homicídios de Mulheres será lançado em Brasília nesta segunda (9) às 10h

O Mapa da Violência 2015, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), será lançado nesta segunda-feira (9) com o apoio do escritório no Brasil da ONU Mulheres, da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

A divulgação da pesquisa em novembro tem especial significação: coincide com o início dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, ações da campanha do secretário-geral da ONU “UNA-SE Pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, o Dia Internacional de Eliminação da Violência contra as Mulheres e também o Dia Nacional da Consciência Negra.

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Cresce o cerco ao “Papa herege”

Duas forças boicotam Francisco: conservadores do clero, que rejeitam abertura antidogmática; e poder econômico, insatisfeito com pregação social. A seu favor, pontífice tem força da palavra

Por Francesco Peloso, no Domtotal/Outras Palavras

As tropas ultratradicionalistas não aguentam: o papa que veio do fim do mundo não as agrada, nunca lhes agradou, para dizer a verdade, só que agora o ruído de fundo, o descontentamento que se sentia como um rumor à distância, explodiu.

O papa não é católico, acusam elas, é quase um herege, melhor; elas se aproximam, assim, das clássicas posições sedevacantistas dos lefebrvianos, a Fraternidade São Pio X, que continua sendo, para muitos deles, um ponto de referência. (mais…)

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Chacina de Unaí: Mandantes condenados, mas livres, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Após 11 anos, os dois acusados de serem os mandantes da “Chacina de Unaí” – quando três auditores fiscais do trabalho e um motorista do então Ministério do Trabalho e Emprego acabaram emboscados e mortos enquanto fiscalizavam fazendas no Noroeste de Minas Gerais – foram, enfim, julgados.

Antério Mânica, ex-prefeito do município e grande produtor de feijão, foi condenado, nesta quinta (5), a 100 anos de prisão por ser o mandante do assassinato de três auditores fiscais do trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego no que ficou conhecida como a “Chacina de Unaí”. Seu irmão, Norberto, também foi condenado à mesma pena, na última sexta (30), pelo crime ocorrido no dia 28 de janeiro de 2004. (mais…)

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