A Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares – RENAP é um espaço de articulação de assessores(as) jurídicos/(as) de movimentos populares. Sendo assim, são profissionais postos a serviço de segmentos mais vulnerabilizados da sociedade, historicamente violados, que se organizam para conquistar e efetivar direitos, como também, defender-se de ações e omissões violadoras, por parte do Estado ou do Poder Econômico. (mais…)
Brasil
O enorme fosso entre as ruas e a política institucional. Entrevista especial com Rudá Ricci
“Essa é a quinta manifestação de rua desde o início da Nova República, que não vai dar em nada no final das contas. Mesmo que a presidente caia, quem irá governar são os mesmos de sempre, porque as ruas não querem falar do campo institucional, e política se faz com Estado, a não ser que todos sejam anarquistas ou comunistas”, adverte o sociólogo
Por Patricia Fachin – IHU On-Line
“Sabe quem irá pegar essa energia das ruas de ontem? O PMDB. O PMDB vai pegar a força das manifestações de ontem e vai colocar essa força no pescoço da Dilma dizendo que ou ela dá poder a eles, ou eles saem do governo e a lançam para fora”, afirma Rudá Ricciem entrevista à IHU On-Line na manhã de ontem, para avaliar as manifestações de domingo contra o governo da presidente Dilma. (mais…)
Da crise mundial à crise do Lulismo
Por uma década, PT buscou construir social-democracia desenvolvimentista que superasse antagonismo “Casa Grande e Senzala”. Esta conjuntura acabou: a “Casa Grande” foi às ruas
Por Felipe Amin Filomeno, em Outras Palavras
As manifestações ocorridas neste Março confirmam que o Brasil se encontra numa grande crise social, com implicações econômicas, políticas e culturais. Há um consenso emergente entre os intelectuais de esquerda de que a crise está associada ao esgotamento do Lulismo. Defino como Lulismo o modelo de desenvolvimento sócio-econômico implementado pelo PT no governo federal, baseado no tripé presidencialismo de coalizão, prosperidade econômica mundial e desenvolvimentismo social-democrata. Em palavras simples, com o agravamento da crise econômica, o cobertor ficou curto demais para atender às demandas crescentes da parcela da sociedade que ascendeu socialmente na última década e aos custos de cooptação de partidos políticos que costumavam formar a base aliada do PT no Congresso Nacional. (mais…)
E lá vêm as Olimpíadas…
Elaine Tavares – Palavras Insurgentes
O Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) publicou no ano passado dois importantes livros para pensar os grande eventos esportivos que acontecem no mundo, particularmente a Copa do Mundo, que em 2014 foi no Brasil, e as Olimpíadas, que virá para nosso país em 2016. (mais…)
A mais maldita das heranças do PT, por Eliane Brum
Mais brutal para o Partido dos Trabalhadores pode ser não a multidão que ocupou as ruas em 15 de março, mas aquela que já não sairia de casa para defendê-lo em dia nenhum
Eliane Brum – El País
O maior risco para o PT, para além do governo e do atual mandato, talvez não seja a multidão que ocupou as ruas do Brasil, mas a que não estava lá. São os que não estavam nem no dia 13 de março, quando movimentos como CUT, UNE e MST organizaram uma manifestação que, apesar de críticas a medidas de ajuste fiscal tomadas pelo governo, defendia a presidente Dilma Rousseff. Nem estavam no já histórico domingo, 15 de março, quando centenas de milhares de pessoas aderiram aos protestos, em várias capitais e cidades do país, em manifestações contra Dilma Rousseff articuladas nas redes sociais da internet, com bandeiras que defendiam o fim da corrupção, o impeachment da presidente e até uma aterradora, ainda que minoritária, defesa da volta da ditadura. São os que já não sairiam de casa em dia nenhum empunhando uma bandeira do PT, mas que também não atenderiam ao chamado das forças de 15 de março, os que apontam que o partido perdeu a capacidade de representar um projeto de esquerda – e gente de esquerda. É essa herança do PT que o Brasil, muito mais do que o partido, precisará compreender. E é com ela que teremos de lidar durante muito mais tempo do que o desse mandato. (mais…)
Os poderes instituinte e constituinte da sociedade como armas contra crise. Entrevista especial com Cândido Grzybowski
“O PT saberá se renovar, rejuvenescer? A velha e patrimonialista direita brasileira poderá definir um projeto hegemônico para o país? Duvido das duas opções. Como não vejo alternativas políticas emergentes, sou levado a afirmar que estamos apenas no começo de uma grande crise”, analisa o diretor do Ibase
Por João Vitor dos Santos – IHU On-Line
Para o diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – Ibase, Cândido Grzybowski, a crise brasileira se materializa no “diálogo de surdos” que se estabeleceu entre Legislativo e Executivo. “O esgarçamento institucional se acentua com a autonomia e o protagonismo da Procuradoria Geral, Ministério Público Federal, Justiça e Polícia Federal”, completa. (mais…)
A Nova República acabou, diz filósofo Vladimir Safatle
Centenas de milhares de pessoas são esperadas em protestos contra a corrupção e o governo Dilma por todo o país neste domingo. Dois dias antes, milhares de manifestantes foram às ruas de várias cidades defender o governo democraticamente eleito. Entre defensores da situação e da oposição há uma disputa pelo poder, e o país parece enfrentar um teste de estresse político inédito, como avaliou o cientista político André Singer. Para o filósofo Vladimir Safatle, entretanto, o momento é muito pior de que as pessoas querem admitir, mas não estamos passando por uma simples disputa entre PT e PSDB, pois o problema é mais amplo e atinge todo o sistema político nacional. “Nesse momento da história, é necessário ter claro o fato de que a Nova República acabou, morreu”, disse. (mais…)
Leonardo Sakamoto: Depende de Dilma
Manifestações contra o governo Dilma tomaram ruas e praças de diversas cidades, neste domingo (15), culminando com as 210 mil pessoas ocupando boa parte da avenida Paulista, de acordo com o Datafolha, em São Paulo. Algumas estimativas, baseadas em cálculos das polícias estaduais, apontam para mais de 1,5 milhão de pessoas em todo o país. (mais…)
Enquanto uns pedem a volta da ditadura, morre Therezinha Zerbini, fundadora do Movimento Feminino pela Anistia
Ela morreu no sábado (14), em São Paulo, aos 87 anos de idade. Causa da morte e local do velório não foram divulgados.
G1 SP
Morreu neste sábado (14) em São Paulo, aos 87 anos de idade, a advogada Therezinha Zerbini, fundadora do Movimento Feminino pela Anistia. A causa da morte e local do velório não foram divulgados.
Therezinha lutou pelo retorno de exilados políticos e pela redemocratização do Brasil. Durante a ditadura militar, conseguiu recursos financeiros para ajudar clandestinos no país.
Em 1968, ela foi presa por ter dado apoio a um congresso clandestino da União Nacional dos Estudantes (UNE). Por causa disso, ficou seis meses na prisão e foi enquadrada na chamada Lei de Segurança Nacional. Nesse período, conviveu com a atual presidente Dilma Rousseff.
Em 1975, Therezinha cricou o Movimento Feminino pela Anistia. Ela foi casada com o general Euryale de Jesus Zerbini, cassado pelo golpe de 1964. Ela também foi cunhada do pioneiro em cirurgia cardíaca no Brasil, Euryclides Zerbini.
Leonardo Boff: Como desmontar o ódio social
As igrejas, os grupos de reflexão e ação e especialmente a mídia e todas as pessoas de boa-vontade podem colaborar no desmonte desta carga negativa
Em Carta Maior
Estamos constatando que vigora atualmente muito ódio e raiva na sociedade, seja pela situação geral de insatisfação que perpassa a humanidade, mergulhada numa profunda crise civilizacional, sem que ninguém nos possa dizer como seria a sua superação e para onde este voo cego nos poderia conduzir. O inconsciente coletivo detecta este mal-estar como já antes Freud o descrevera em seu famoso texto O mal estar na cultura (1929-1930) e que, de alguma forma, previa os sinais de uma nova guerra mundial. (mais…)

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