“É um erro confundir a insatisfação com Dilma com apoio a sua saída”

IHURenato Meirelles aprendeu a enxergar o Brasil pelos olhos dos mais pobres. Sua empresa de pesquisa, o Data Popular, nasceu para ler o comportamento desse grupo, que representa, na verdade, a maioria das famílias brasileiras – 66% vivem com pouco mais de 2000 reais mensais. Essa proximidade o ajudou a antecipar diversos movimentos na economia – como a explosão da classe C a partir de 2004 – e na política – ele previu no início de 2013 que haveria uma pressão popular cada vez mais forte por serviços públicos de qualidade, mote das manifestações de junho daquele ano. Neste momento, ele enxerga o jogo de lideranças nebuloso, com um Governo e uma oposição que não conseguem apresentar perspectivas de futuro. A reportagem é de Carla Jiménez, publicada por El País, 09-08-2015.

Eis a entrevista. (mais…)

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Dowbor: ausência de reformas bloqueou lulismo

Para economista, país viveu doze anos de avanços, mas processo atingiu seu limite – e hesitação do governo frustrou mudanças estruturais indispensáveis

Ladislau Dowbor, entrevistado por Maria Inês Nassif* – Outras Palavras

O Brasil andou muito nas últimas duas décadas. Obteve um avanço social histórico desde o governo Lula, mas entrou no “ciclo travado”, a partir do qual sobram apenas duas alternativas: ou a coragem para fazer reformas estruturais, eternamente adiadas, ou o recuo. Jamais ficar no mesmo lugar. (mais…)

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‘Nada justifica um golpe no Brasil’, afirma Maria Rita Kehl

IHU On-Line

“Nada justifica um golpe no Brasil, nem de direita e nem de esquerda, mas a possibilidade de isso ocorrer assanha setores conservadores, até então desconhecidos, e que hoje se sentem à vontade para pedir a volta dos militares. Com isso, demonstram, inclusive, desconhecimento sobre a ditadura militar e os casos de corrupção que assolaram os governo nos anos de chumbo.” A opinião é da psicanalista, especialista em Psicologia pela PUC-SP, ensaísta e jornalista, Maria Rita Khel, indicada, em 2010, pela presidenta Dilma Rousseff para integrar a Comissão Nacional da Verdade, que investigou os crimes durante o período da ditadura. (mais…)

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Seminário ABA + 60: 19 a 21 de agosto, na Universidade de Brasília

A Associação Brasileira de Antropologia completa, em 2015, 60 anos de sua fundação. Como associação científica, tem desempenhado papel fundamental na presença da disciplina na esfera pública. A marca da forte atuação em defesa dos direitos de segmentos sociais com que os antropólogos vêm trabalhando tem distinguido a antropologia feita no Brasil diante das tradições construídas em outros contextos nacionais. O presente seminário visa celebrar a data em busca de uma visão prospectiva de futuro. A reflexão sobre os temas elencados, aqueles em que a ABA teve, até o momento, atuação pública relevante, se associará à necessária reflexão sobre o ensino da disciplina, bem como à presença da Associação em cenários internacionais. (mais…)

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Autonomia do judiciário versus pretorianismo jurídico-midiático

Por Leonardo Avritzer*, em Carta Maior

 A nossa democratização concedeu, através do novo desenho constitucional de 1988, ampla autonomia ao poder judiciário e ao Ministério Público. Esta foi uma das reivindicações históricas da sociedade civil brasileira que se consolidou na carta constitucional. O judiciário conseguiu superar a sua trajetória de poder amplamente subordinado ao executivo, que remonta a 1891. O déficit da autonomia foi sanado, particularmente pelo reforço do controle concentrado de constitucionalidade, inscrito nos artigos 102 e 103 da Constituição, o que permitiu que o judiciário passasse a exercer mais amplamente as suas prerrogativas, tal como o sistema de pesos e contrapesos exige. Ao mesmo tempo, o Ministério Público, ampliou sua atuação no campo dos direitos difusos e coletivos e avançou , no combate à corrupção. No entanto, a maneira como a corrupção está sendo combatida pelo Ministério Público e pelo judiciário, em especial, pelo juiz Sérgio Moro, abrem a possibilidade da passagem da autonomia concedida pelo estado de direito, para o pretorianismo jurídico. Permitam-me analisar a lava-jato sob esta perspectiva.

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MPF recomenda ao governo de Roraima respeito aos direitos das comunidades indígenas

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

O Ministério Público Federal em Roraima acolheu as críticas e denúncias do movimento indígena e encaminhou ontem ao governo do estado Recomendação para que “adote as providências necessárias para a realização de consulta pública junto às comunidades, assegurando-se-lhes participação na elaboração do Plano Estadual de Educação”.  O procurador da República Gustavo Kenner Alcantara, que assina o documento, destaca também a importância da realização de concurso público específico para professores indígenas. E adverte: (mais…)

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Crise discursiva do PT: entre tabus e autoproclamação

Por Joana Salém Vasconcelos, no Correio da Cidadania

O mais recente programa televisivo do PT, veiculado no dia 6 de agosto, confirma que diante da “crise econômica” e da “crise política”, deflagrou-se no partido uma acelerada e profunda “crise discursiva”. Como era de se esperar, a imagem de Lula foi largamente explorada como última boia de salvação. Entretanto, sem poder preservar-se do clima de desencanto, Lula também aparece sem novidades. Grosso modo, a crise econômica “faz parte”, o ajuste “eu também fiz”, a crise política é “intriga da oposição”. Ao invés de reinventar-se com transparência e combate, o discurso petista se tornou uma versão muito piorada de si mesmo, cada vez mais defensivo e inofensivo. Enquanto na esfera econômica lança mão daquele manjado festival de autoproclamações, na esfera política, acumulam-se os tabus, que só oxigenam o conservadorismo. (mais…)

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Em editorial surpreendente, Globo acusa PSDB de inconsequente e pede esforço pela governabilidade de Dilma

Em editorial surpreendente, Globo acusa PSDB de inconsequente e pede esforço pela governabilidade de Dilma. Também causou espanto a edição do Jornal Nacional desta sexta-feira. O que teria levado a família Marinho a cravar posição contra o impeachment da presidente e chamar de irresponsáveis os que querem tirá-la do cargo para o qual foi eleita até 2018?

Em Pragmatismo Político

Em editorial publicado nesta sexta-feira (7), O Globo surpreendeu os observadores da política nacional e cravou posição contra o impeachment de Dilma Rousseff. O texto Manipulação do Congresso Ultrapassa Limites, que chama o PSDB de ‘inconsequente’, também faz críticas às ‘manipulações’ do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). (mais…)

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Carta Aberta dos servidores do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia à sociedade

Nós, servidores do corpo técnico do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), autarquia da administração indireta do estado da Bahia, somos responsáveis pela emissão de licenças, autorizações ambientais e outorga para o uso da água, pela fiscalização das atividades potencialmente poluidoras, pela criação e gestão de Unidades de Conservação, e pela gestão dos recursos hídricos, florestais e da biodiversidade, além da fiscalização da segurança de barragens, e vimos prestar alguns esclarecimentos à sociedade baiana.

Conscientes das suas responsabilidades e atentos às demandas da sociedade, os servidores deste Instituto estão empenhados em alertar a toda sociedade civil para os desmandos provocados pela política ambiental promovida na atual gestão, ao longo dos últimos cinco anos, e para as ações deliberadas do governo para desqualificar as estruturas estaduais e o corpo técnico do INEMA, como pano fundo para o desmonte da gestão ambiental e dos recursos hídricos no estado e no país. (mais…)

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Panelaço importado: arremedo de consciência política

Por Mônica Francisco*, no Jornal do Brasil

Em alguns lugares da cidade, majoritariamente os ocupadas pelas camadas médias e altas da sociedade, se ouviu o soar das panelas. O “panelaço”, importado da Argentina, foi um constrangedor arremedo de consciência política.

Há muito, as ruas e o povo do Brasil real (aquele que costuma usar panelas para seu devido fim) têm cobrado uma mudança profunda na forma de fazer política por aqui. Mas o que vemos não é um clamor por mudanças profundas e estruturais, por aumentar as possibilidades entre os que têm menos, para que alcancem mais e se apropriem de mais direitos. (mais…)

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