Açailândia, MA. Comunidade de Piquiá de Baixo: deslocamentos forçados e a ausência do Estado brasileiro. Entrevista especial com Dário Bossi

“A história de Piquiá de Baixo, internacionalmente conhecida por seu drama, pode-se tornar uma parábola existencial de resistência, esperança e vitória da dignidade”, aposta o padre comboniano

Por Patricia Fachin – IHU On-Line

A situação da comunidade de Piquiá de Baixo, que vive no bairro industrial da cidade de Açailândia, no Maranhão, denunciada internacionalmente, foi tema da audiência sobre “Violência contra Povos Indígenas” na Comissão Interamericana de Direitos Humanos – CIDH da Organização dos Estados Americanos – OEA, em Washington, nos EUA. (mais…)

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Enem: Tem vergonha de fazer cocô em público. Mas aceita violência de gênero, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

As pessoas – pelo menos as que cultivam o bom senso – não peidam na frente dos outros ou em ambientes fechados, como um elevador.

Ou, quando soltam um pum, seja por lapso fisiológico ou contingência maior, ficam em silêncio, torcendo para não serem identificadas. Quem nunca peidou em público que atire o primeiro Luftal.

Afinal de contas, liberar flatulências em uma reunião de trabalho, na sala de aula, em uma festa de casamento ou em um velório leva à desaprovação coletiva ou, o que é mais provável, ao injusto escracho e ao eterno estigma. (mais…)

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Não ao Genocídio dos Povos Indígenas: Campanha internacional pelo embargo/boicote aos produtos do agronegócio de MS

Porque pedimos o embargo/boicote aos produtos do agronegócio de Mato Grosso do Sul

– Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do Brasil, cerca de 77 mil pessoas, e é palco das maiores e mais graves violações de Direitos Humanos do Brasil e do mundo: casos de tortura, estupros, espancamentos, ataques armados e  assassinatos, praticados por milícias de jagunços e organizações paramilitares, contratadas por fazendeiros, além dos altos índices de desnutrição e suicídios.   Está em curso um verdadeiro genocídio*, especialmente do povo Guarani-Kaiowá. (mais…)

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Mama África, a minha mãe, é mãe solteira

“Mama África/ A minha mãe/ É mãe solteira
E tem que/ Fazer mamadeira/ Todo dia
Além de trabalhar/ Como empacotadeira/ 
Nas Casas Bahia
(Trecho da canção de Chico César)

Emanuelle Goes, no População Negra e Saúde

A imagem ao lado apresenta sobre a tal realidade das mulheres negras, em que a solidão é um fato concreto e ser mãe solteira também, é o que vemos em nossas famílias e nos dados estatísticos, no entanto ser mãe solteira não é um destino e nem algo determinado em nossas vidas, como a campanha publicitária ao lado tenta apresentar, mas consequências do racismo e do sexismo atuando historicamente de forma ativa sobre nós, com assimetrias de gênero (entre os homens negros) e de raça (entre as mulheres brancas). (mais…)

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PGR: lista de empregadores que usam trabalho escravo é constitucional

Para Janot, a divulgação do cadastro cumpre princípios constitucionais da publicidade, transparência da ação governamental e do acesso à informação

PGR

A divulgação da lista de empresas que tenham submetido trabalhadores e trabalhadoras a condições análogas à de escravidão não fere a Constituição. Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o acesso público às informações do cadastro garante o exercício da cidadania para facilitar a cobrança de providências no cumprimento das normas trabalhistas e para dar credibilidade e transparência às ações do poder público. (mais…)

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Juegos mundiales en Brasil intentan enmascarar realidad indígena

Pueblos en Camino

El deporte, sobre todo el fútbol mercantilizado, siempre ha sido una cortina de humo para entretener y para ocultar las realidades que le duelen a los pueblos. También hoy hasta los juegos tradicionales de los pueblos indígenas son institucionalizados para que a nombre de celebrar la diversidad enmarcaren el despojo, el exterminio, la agresión y el silenciamiento de culturas que resisten al agronegocio, al extractivismo y a las transnacionales desde Brasil. Así está ocurriendo con los I Juegos Mundiales Indígenas en los que el gobierno ha invertido millonadas para “celebrar la diversidad de los pueblos”, mientras éstos se mueren empobrecidos, sin tierra y sin los mínimos básicos para su pervivencia. Justamente por esto y cansados de esperar la promesa histórica de una reforma agraria, varios pueblos han venido recuperando sus territorios para gestar una vida digna con la Madre Tierra, pero estas acciones de resistencia no sólo han sido estigmatizadas y criminalizadas, sino que también han cobrado la vida de hombres y mujeres asesinados para que el capital se siga reproduciendo. (mais…)

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Cunha, o nosso vilão do Batman, por Eliane Brum – [excelente!]

Como a perversão se expressa na política e submete os brasileiros à farsa levada ao status de realidade

Em El País Brasil

A sensação é cada vez mais estranha ao se abrir os jornais, ligar a TV no noticiário ou acessar os sites de notícias da internet. Dia após dia, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) diz isso, afirma aquilo, declara aquele outro, alerta e ameaça. E nega as contas na Suíça. Tem lá sua assinatura, seu passaporte diplomático, seu endereço. Mas ele nega. O fato de negar o que a pilha de provas já demonstrou inegável é um direito de qualquer um. A maioria vai para a cadeia negando ter cometido o crime que a colocou lá. O problema são os outros verbos. Como é que tal personagem se tornou – e continua sendo – tão central na vida do país, a ponto de seguir manipulando e chantageando com as grande questões do momento, com as votações importantes? Como Eduardo Cunha ainda diz, afirma, declara, alerta e ameaça nas manchetes dos jornais? Como o que é farsa pode ser apresentado como fato? O cotidiano do Brasil e dos brasileiros tornou-se uma experiência perversa. A de viver dia após dia uma abominação como se fosse normalidade. Essa vivência vai provocando uma sensação crescente de deslocamento e vertigem. Não se sabe o quanto isso custará para o país, objetivamente, e o quanto custará na expressão política da subjetividade. Mas custará. Porque já custa demasiado. (mais…)

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Enawenê-Nawê é baleado no peito durante ataque de caminhoneiros e fazendeiros em Brasnorte (MT)

CIMI

Daliameali Enawenê-Nawê acabou baleado no peito esquerdo depois de ação violenta de caminhoneiros e fazendeiros em Brasnorte, noroeste do Mato Grosso, na tarde deste sábado, 24. Daliameali foi encaminhado para o hospital do município pelo Samu, conforme vídeos divulgados nas redes sociais (é possível ouvir os disparos – assista aqui), e seguiu direto para a mesa de cirurgia. O estado de saúde do indígena é considerado grave e na porta do hospital fazendeiros chegaram a organizar um tumulto.

O indígena Daliameali estava com um grupo Enewenê que tentava se dirigir à cidade de Juína. Tanto em Brasnorte quanto em Juína estão os serviços públicos essenciais – saúde e territorial – oferecidos aos indígenas da região. No caminho, os Enawenê encontraram e foram atacados por caminhoneiros e fazendeiros que trancavam trecho da rodovia MT-170, que liga Brasnorte à vizinha Juína, na altura da ponte que passa sobre o rio Juruena, em protesto de retaliação contra os próprios Enawenê. (mais…)

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PEC 215: a expressão da disputa de terras no país. Entrevista especial com Maurício Guetta

“A PEC 215 é uma aberração inconstitucional, pois retira direitos fundamentais de minorias e viola a separação de poderes”, assevera o advogado do Instituto Socioambiental – ISA

Por Patricia Fachin – IHU On-Line

A retomada das sessões da Comissão para tratar da Proposta de Emenda Constitucional – PEC 215 “denota uma clara ofensiva ruralista contra os direitos territoriais indígenas, além dos direitos das comunidades quilombolas e dos direitos de natureza ambiental, que pertencem a toda a coletividade brasileira”, afirma Maurício Guetta em entrevista à IHU On-Line por e-mail. (mais…)

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NOTA OFICIAL – Sobre a Redação do Enem

Eleonora Menicucci* – SEPPIR

Confraternizo com os responsáveis pelo ENEM de 2015 por apresentar como tema da redação que foi aplicada na tarde deste domingo (25/10) o debate sobre a violência.

Intitulado “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” sem dúvida alguma fez com que 7.746.261 mil jovens – dos quais 4.458.265 (57,5%) são do sexo feminino – refletissem sobre esta epidemia da violência contra a mulher, reflexo de uma sociedade patriarcal e machista. (mais…)

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