Perto de vencer os efeitos da seca, moradores de Linhares sofrem agora com a lama

Antes, Rio Doce não chegava mais ao mar no Espírito Santo, impendindo a pesca. Agora, os rejeitos de minério da Samarco tiram o sustento dos pescadores

Por Mateus Parreiras, enviado especial do EM

Linhares (ES) – O licenciamento ambiental já estava aprovado. O projeto estava autorizado pela Prefeitura de Linhares (ES) e, em poucos dias, as máquinas começariam a trabalhar. A previsão era de que, em algumas semanas, a barra formada pelo assoreamento da foz do Rio Doce, que impedia sua saída natural para o mar, seria desmanchada. “A gente (pescadores) já estava imaginando nossos barcos podendo atravessar novamente a barra para o mar. O encontro do rio com o mar era um ótimo lugar para peixes”, conta o pescador Ademar Paulino Sampaio, de 55 anos. Mas não adiantou vencer os efeitos da seca e da estiagem. Antes que um só saco de areia fosse removido da foz ocorreu o rompimento da barragem da Samarco em Mariana, na Região Central de Minas, e mais de 60 toneladas de rejeitos de minério escoaram para o Rio Doce. “A gente ficou torcendo para o mar segurar a lama. A força do mar abriu outra barra, então eu achava que ia conseguir parar a sujeirada, mas nem o mar conseguiu. Agora não podemos mais pescar nem no rio nem no mar”, disse Ademar. (mais…)

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Nota à imprensa sobre as obras do Linhão de Tucuruí na TI Waimiri-Atroari

O Conselho Indígena de Roraima (CIR), organização de defesa dos direitos dos povos indígenas de Roraima, vem manifestar o seu posicionamento a respeito do andamento das obras do Linhão de Tucuruí, conforme a Carta de Anuência da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), assinada pelo Presidente João Pedro Gonçalves da Costa, nesta quarta-feira, 25.

Primeiramente, o CIR destaca que não se manifesta em nome do povo indígena Waimiri-Atroari, considerando que os mesmos têm autonomia e forma de organização social e política diferenciada para manifestar-se sobre o assunto. (mais…)

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Onze inquéritos apuram responsabilidades pelo rompimento de barragem da Samarco

Mineradora é alvo de investigações conduzidas pela Polícia Civil, PF, Ministério Público de MG, Ministério Público Federal e outros órgãos que apuram rompimento de barragem

Por Guilherme Paranaíba, no Estado de Minas

Quase um mês depois da tragédia de Mariana, as autoridades mineiras criaram pelo menos 13 frentes principais de investigação para apurar as responsabilidades pelo rompimento de uma das barragens da Samarco em Bento Rodrigues, com possibilidades de desdobramentos em outras frentes. O maior objetivo é encontrar os responsáveis pelas 11 mortes já confirmadas, dois corpos sem identificação e oito pessoas desaparecidas,  por crimes ambientais contra a fauna e contra a flora e poluição dos rios, além de exigir a reparação de todos os danos na esfera civil e também garantir as punições administrativas com a aplicação de multas. (mais…)

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Comunidades debatem poluição na Baía de Guanabara

No RioOnWatch

Na terça-feira, dia 10 de novembro, mais de 50 membros de comunidades e ativistas se reuniram para discutir a questão, fortemente debatida, sobre aumento da poluição na Baía de Guanabara, e também para discutir os problemas que afetam a população que vive em torno dela. Como parte da série de diálogos do Viva Favela e Swissnex, o evento contou com um painel de quatro representantes de diferentes áreas para discutir a falta de políticas públicas específicas para a Baía, especialmente porque os efeitos impactam negativamente o cotidiano dos moradores. A Baía de Guanabara está localizada ao leste da cidade do Rio de Janeiro, formando um dos três lados da península do Rio. Com uma área de mais de 415 km2, é a segunda maior baía do país. Hoje mais de 10 milhões de pessoas vivem nas áreas em torno da Baía, em mais de 15 municípios diferentes. (mais…)

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ES – Entidades se reúnem para monitorar ações aos impactos da lama de rejeitos no rio Doce

Por Lívia Francez, no Século Diário

Um conjunto de 55 entidades da sociedade civil compõe o Fórum Capixaba de Entidades em Defesa da Bacia do Rio Doce, criado para monitorar as ações da Samarco/Vale para a mitigação dos impactos provocados pelo rompimento da barragem da mineradora em Minas Gerais. A lama de rejeitos de mineração percorreu todo o trecho do rio Doce até a foz, em Regência, município de Linhares (norte do Estado), e já avançou dez quilômetros mar adentro, 35 quilômetros ao norte, e seis ao sul. (mais…)

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MG – Mariana: a Chernobyl brasileira

Do distrito de Bento Rodrigues, destruído pela lama, sobraram ruínas e lembranças

Por Ana Lúcia Azevedo, em O Globo

MARIANA (MG) — Toda noite, Antônio Alves senta-se sob um manacá no mesmo banco da Praça Gomes Freire, em Mariana. Para sentir “o cheiro do pertencimento, buscar a vida que tinha”. O perfume das flores lembra a seu Antônio, de 69 anos, sua terra, varrida deste mundo. Ele era de Bento Rodrigues, o distrito rural de Mariana tragado pela tsunami de lama e rejeitos de minério de ferro, no último dia 5, no maior desastre ambiental da História do Brasil.

Os manacás e tudo mais no povoado do século XVIII se perderam sob o mar de lama. Bento, como chamavam os moradores, se tornou uma Chernobyl brasileira. Não há contaminação radioativa, como na cidade ucraniana. Não há mais nada. Só a onipresente lama, que condenou Bento Rodrigues à desolação. (mais…)

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Rejeitos da barragem da Samarco levaram pouco tempo para espalhar devastação e morte, mas dinheiro para reparar danos vira novela

A mineradora não depositou a totalidade da primeira parcela da caução determinada pela justiça

Por  Paulo Henrique Lobato (enviado especial) , Rodrigo Melo, em EM

Diferente da velocidade com que o tsunami de rejeitos de minério da barragem da Samarco se deslocou causando a maior catástrofe ambiental do país, o dinheiro para reparação dos danos se move a passos trôpegos. A mineradora, que teve lucro líquido de R$ 2,8 bilhões em 2014, não depositou a totalidade da primeira parcela (R$ 500 milhões) da caução de R$ 1 bilhão acordada com o Ministério Público Federal (MPF) e com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em termo de compromisso preliminar. Pelo atraso, a mineradora deve pagar R$ 1,2 milhão. Em nota, a empresa justificou ter emitido ordem para depósito dos R$ 500 milhões, mas argumentou que decisão judicial impediu que R$ 292 milhões chegassem ao destino. Trata-se de liminar concedida pela Justiça em Mariana, a pedido do próprio MP estadual, para que R$ 300 milhões fossem bloqueados para uso emergencial no reparo aos danos. (mais…)

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Prefeito prevê caos em Mariana ante anúncio da Samarco (Vale/BHP) de que não pagará funcionários e fornecedores

Duarte Júnior criticou a mineradora que suspendeu pagamento a funcionários e servidores

Por  Gustavo Werneck , Carolina Cotta, em Estado de Minas

A decisão da Samarco de não pagar fornecedores e funcionários na segunda-feira, anunciada na noite de sexta-feira, por causa do bloqueio de suas contas, determinado pela Justiça, “vai provocar o caos em Mariana”. A afirmação é do prefeito Duarte Júnior, que criticou duramente a mineradora: “A empresa falhou ao emitir esta nota. Imaginem a situação dos donos de hotel, quem serve refeição, enfim, todo mundo que precisa receber. O problema do bloqueio deve ser resolvido com o MP, a Justiça”, disse. (mais…)

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União, Minas Gerais e Espírito Santo vão processar Samarco e Vale em R$ 20 bi

Ação será ajuizada segunda-feira (30) pela Advocacia-Geral da União

Por Paulo Victor Chagas, repórter da Agência Brasil

O governo federal e os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo vão processar a Samarco e as empresas Vale e BHP Billiton para que arquem com R$ 20 bilhões para as despesas de recuperação dos danos e revitalização das áreas atingidas pela tragédia ocorrida na região após o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração no município mineiro de Mariana, que resultou no despejo de mais de 50 toneladas de lama ao longo de 850 quilômetros do Rio Doce nos dois estados. (mais…)

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Vale contesta MPF e diz que mineração em Onça Puma está paralisada. Indígenas desmentem

Por Marta Nogueira, na Reuters

A mineradora Vale contestou nesta sexta-feira o Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) e afirmou que as atividades de mineração de níquel de Onça Puma, no Estado, estão paralisadas desde 9 de outubro, cumprindo decisão judicial.

A ordem de paralisação, dada em 8 de outubro, foi resultado de um recurso impetrado pelo MPF em um processo que acusa a mineradora por descumprimento da licença ambiental da mina e pela contaminação do rio Cateté por metais pesados. (mais…)

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