Marcio Souza e a Amazônia Indígena, por José Ribamar Bessa Freire

Em Taqui Pra Ti

Nenhum livro mexeu tanto conosco, na Amazônia, como “A Expressão Amazonense do Colonialismo ao Neocolonialismo”, escrito por Márcio Souza. O livro publicado em 1977, quando a ditadura militar ainda mantinha seus dentes bem arreganhados, abriu clarões, iluminou as salas de aula da Universidade Federal do Amazonas e nos indicou caminhos a percorrer. Foi uma lufada de inteligência e de liberdade no meio das trevas. Durante sucessivos semestres, discutíamos cotidianamente o texto com nossos alunos, usando-o como um pastor usa a Bíblia. No bom sentido. Com o senso crítico aguçado. Nada do que debatíamos dispensava consulta aos seus capítulos e versículos. Funcionava como um espelho, onde podíamos ver a nossa própria imagem. Agora, destinado a um público mais extenso, Márcio nos brinda a “Amazônia Indígena”, uma coletânea de textos que, em certa medida, é a reatualização do anterior, uma espécie de “A Expressão Amazonense II”. Suspeito que terá destino similar. (mais…)

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Índios reivindicam posse de urnas encontradas na área do estaleiro Jurong

Por Manaira Medeiros, em Século Diário

Os caciques das aldeias indígenas Tupinikim e Guarani de Aracruz, norte do Estado, reivindicam a posse das urnas encontradas na área do estaleiro Jurong. A existência dessas urnas, consideradas por eles relíquias de seus antepassados, foi revelada em matéria da Agência Pública de março deste ano. O local era área de moradia indígena e, para dar lugar ao estaleiro, três sítios arqueológicos foram destruídos.

Segundo o cacique guarani Pedro Silva Karaí, da aldeia de Piraquê-Açu, os índios foram informados da localização de uma urna, recentemente. Caciques e lideranças das aldeias cobraram sua entrega em reunião realizada há uma semana com a empresa, mas os responsáveis pelo estaleiro desconversam. Os índios defendem que as urnas devam ser guardadas nas aldeias, já que são memórias do povo indígena do Estado. Não irão, portanto, desistir de recuperá-las. (mais…)

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II Congreso Internacional Los Pueblos Indígenas de América Latina. Siglos XIX-XXI. Avances, perspectivas y retos

O II Congreso Internacional Los Pueblos Indígenas de América Latina. Sigilos XIX-XXI. Avances, perspectivas y Retos será realizado em Santa Rosa, Argentina, de 20 a 24 de setembro de 2016. O evento está com prazo aberto até 20 de novembro de 2015 para submissão de trabalhos em seus 95 simpósios. O simpósio número 78, intitulado Derechos Colectivos de Los Pueblos Indígenas y su Impacto en la Concepción de los Derechos Humanos,  terá coordenação de Alejandro Médici (UNLP, Argentina), Carlos Frederico Marés de Souza Filho (PUCPR, Brasil) e Fernando Antônio de Carvalho Dantas (UFG, Brasil). Informações completas sobre o evento podem ser encontradas AQUI.

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El primer CIPIAL (Congreso Internacional Los Pueblos Indígenas de América Latina. Siglos XIX-XXI) tuvo lugar en Oaxaca, México, en octubre de 2013, y el próximo será entre el 20 y 24 de septiembre de 2016 en Santa Rosa (La Pampa) Argentina, momento a partir del cual se espera que se realice cada dos años en distintos países. (mais…)

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Manifesto Aberto da Juventude Indígena e Povo Kaingang do Paraná: Repúdio a falsas lideranças

Nós, juventude indígena e Povo Kaingang do estado do Paraná, viemos por meio desta manifestar repúdio sobre as declarações que o deputado Federal Valdir Colatto (PMDB/SC), vem afirmando na mídia e no Congresso Nacional, que os Povos indígenas do Sul do Brasil são a favor da Pec 215.

Salientamos também a existência de uma minoria indígenas, corrompidos pela questão do arrendamento, nas Terras indígenas nos três estados da região, que não nos representam.

Estes dois indígenas não representam os 33 mil Kaingangs habitantes do Sul do Brasil, portanto eles não tem nenhum poder sobre quaisquer ações em nome do Povo Kaingang. (mais…)

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AGU combate grilagem em área de 900 mil hectares no Amazonas

Área no município de Pauini que está sendo protegida equivale a 1,2 milhão de campos de futebol

Por Portal Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou nesta sexta-feira (23), pedido de cancelamento de duas matrículas de terrenos criadas com claros indícios de fraude no Amazonas. As inscrições no cartório são relativas a um imóvel rural localizado no município de Pauini com quase 900 mil hectares, área equivalente a 1,2 milhão de campos de futebol.

O requerimento é embasado em provas de que as matrículas da fazenda chamada “Seringal Serra Verde” foram transcritas desobedecendo à sequência de certidões de imóveis e sem menção do registro anterior das áreas. O imóvel abrange a terra indígena Inauini/Teuini e outra parte consiste em terras do Estado. A região é conhecida como Recreio Ipiranga. (mais…)

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A luta contra a PEC 215, por Elaine Tavares

Cimi

No sistema capitalista de produção a humanidade só tem sentido se estiver a serviço das coisas. Da mesma forma, os trabalhadores em geral só são considerados como produtores de coisas que, por sua vez, farão a riqueza daqueles que são os donos dos meios de produção. A vida da pessoa que produz coisas para os donos das empresas ou das terras não tem a menor significação. Ela só vale enquanto estiver em condições de produzir e gerar lucro. Se não estiver girando essa roda, a pessoa em si não importa. Essa é uma verdade inquestionável dentro do sistema capitalista. E é por isso que pessoas como os índios, por exemplo, não tem a menor importância para quem defende esse sistema. Para essas pessoas, o índio é um inútil, não produz coisas, não garante lucro, logo, é passível de ser exterminado. (mais…)

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Jogos Indígenas: um mundo de contradições, por Egon Heck

Egon Heck, do Secretariado Nacional, Cimi Regional Goiás/Tocantins

Na semana em que acontece a abertura do I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, lideranças denunciam na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), o genocídio de seus povos em várias regiões do Brasil e, principalmente, no Mato Grosso do Sul. Neste mesmo estado, na Assembleia Legislativa, foi instalada a “CPI do Genocídio”. (mais…)

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Parceria com o Google possibilitará o georreferenciamento de comunidades quilombolas

Daniel Gomes, FCP

Nesta quinta-feira (22), a presidenta da Fundação Cultural Palmares Cida Abreu, se reuniu com o Diretor Executivo da Equipe de Conservação da Amazônia, Vasco M. Van Roosmalen. Trataram do protocolo de intensões para viabilizar um programa de georreferenciamento das 2.607 comunidades tradicionais quilombolas certificadas pela autarquia. A reunião também foi acompanhada por Juliana Dib Rezende, representando o Google Earth Solidário. (mais…)

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Questão indígena no Brasil: “falta uma posição mais decidida do governo central”. Entrevista especial com Dom Roque Paloschi

“Em todo o país os povos indígenas estão rodeados pelo latifúndio e pelas PECs, que são subterfúgios para desmontar as conquistas”, diz o arcebispo de Porto Velho e presidente do Conselho Indigenista Missionário – CIMI

Por Patricia Fachin – IHU On-Line

Entre os “desafios fundamentais” da atuação do Conselho Indigenista Missionário – Cimi, que há mais de 40 anos intervém em defesa dos povos indígenas, um deles “é o de contribuir para que a articulação e a mobilização dos povos em defesa de suas vidas sejam fortalecidas e que a solidariedade da sociedade brasileira a estes povos seja ampliada. Enfrentar as perseguições decorrentes dessa opção em defesa da vida dos povos indígenas também se tornou um importante desafio, especialmente a partir da ‘CPI do Cimi’ criada pela Assembleia Legislativa e conduzida por fazendeiros e deputados do estado de Mato Grosso do Sul”, diz Dom Roque Paloschi, novo presidente do Cimi, à IHU On-Line. (mais…)

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“Nos trouxeram só para dizer sim”, diz indígena a respeito da oficina sobre a Lei da Biodiversidade no MMA

“Nos 48 minutos do segundo tempo nos trouxeram apenas para dizer sim. E nós dizemos não”

Por Maiana Diniz, repórter da Agência Brasil

Representantes de povos indígenas que vieram esta semana para Brasília, a convite do Ministério do Meio Ambiente, para uma oficina nacional sobre a nova Lei da Biodiversidade se recusaram a participar da audiência pública hoje (22), no Ibama, sobre a regulamentação da lei. A legislação define regras para o acesso a recursos da biodiversidade nacional por pesquisadores e pela indústria. Trata também do direito dos povos tradicionais à repartição dos lucros pelo uso dos conhecimentos que têm sobre plantas e animais e cria um fundo para fazer esse pagamento. (mais…)

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