MPF pode abrir novas investigações referentes a mais de cem vítimas da ditadura militar

Apurações foram sugeridas pelo Grupo de Trabalho Justiça de Transição, com base no relatório final da Comissão Nacional da Verdade

 MPF

O Grupo de Trabalho Justiça de Transição (GTJT) – criado em 2011 pelo Ministério Público Federal (MPF) com o objetivo de fornecer apoio a procuradores da República na apuração de casos de graves violações a direitos humanos cometidas durante o regime militar – acaba de recomendar a abertura de investigações referentes a 102 vítimas. Os pedidos foram feitos por meio de ofícios enviados pelo coordenador do GTJT, Ivan Cláudio Marx, a procuradores da República que atuam em 14 estados e no Distrito Federal, onde os crimes teriam ocorrido. A orientação para a instauração dos procedimentos investigatórios constará da resposta que o Estado brasileiro apresentará à Corte Interamericana de Direitos Humanos. O país tem até o dia 20 de março para informar que providências têm sido adotadas no sentido de investigar e processar casos de graves violações ocorridos durante o período de 1964 a 1985. (mais…)

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Egydio Schwade sobre Relatório da CNV: “Não se deram conta do sofrimento dos indígenas”

Egydio Schwade considera que os índios, quilombolas e agricultores que resistiram aos projetos do regime militar até hoje são ‘perseguidos políticos’

Por Ivânia Vieira, em A Crítica

Entregue há pouco mais de dois meses, à presidenta da República, Dilma Rousseff, o relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV) tornou-se questão polêmica, de disputa de poder e termômetro nacional do preconceito, da discriminação e da cultura autoritária vigente no País. (mais…)

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Comissão da Verdade de SP mostra colaboração de VW e Cobrasma com ditadura

Documentos ‘confidenciais’ e depoimentos comprovam participação de estrutura de grandes empresas na delação de trabalhadores ao comando da ditadura civil-militar no país

Por Eduardo Maretti, em Repórter Brasil Atual

São Paulo – A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”, da Assembleia Legislativa, promoveu dia 27/02 audiência pública em que mostrou documentos e depoimentos contundentes de trabalhadores sobre a colaboração da Volkswagen e da Cobrasma, de Osasco, com a repressão no período da ditadura civil-militar (1964-1985). (mais…)

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EEUU posterga juicio contra chileno acusado por crimen de Víctor Jara

El teniente en retiro del Ejército Pedro Barrientos Núñez es sindicado como autor material del asesinato. Vive en Florida con nacionalidad estadounidense y está demandado por esta causa.

Por Cooperativa

La Justicia de Estados Unidos postergó el juicio civil contra el teniente en retiro del Ejército Pedro Barrientos Núñez, sindicado como presunto autor material del crimen del cantautor Víctor Jara, ocurrido el 16 de septiembre de 1973 en el Estadio Chile. (mais…)

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RJ – MPF recorre para retirar nome de ditador da Ponte Rio-Niterói

Juiz federal extinguiu a ação civil pública alegando que a mudança deveria ser uma decisão política

MPF RJ

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro apresentou recurso contra a sentença que extinguiu a ação civil pública que pede a retirada do nome do presidente Artur da Costa e Silva da Ponte Rio-Niterói. A ação foi proposta pelo Grupo Justiça de Transição, em fevereiro de 2014, e extinta pelo juiz federal da 10ª Vara Cível do Rio de Janeiro no dia 18 de dezembro. Segundo o magistrado, a ação do MPF não deveria prosseguir, pois veicularia uma “decisão política que deve ser tomada pela sociedade coletivamente, através de sua participação direta e de seus representantes no Legislativo”. Ainda de acordo com o juiz federal, cabe à sociedade “julgar, em última análise, se o ex-Presidente Costa e Silva prestou, ou não, relevante serviço à Nação”. (mais…)

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Julgamento dos repressores da ditadura consolida democracia argentina

Dezenas de novos julgamentos se abrem a cada ano, chegando inclusive agora a médicos, parteiras e capelães comprometidos com a repressão

Por Sérgio Ferrari, da Adital/Brasil de Fato

Há uma década, a Argentina vive um verdadeiro tsunami em nível de julgamentos de repressores dos anos setenta e oitenta. Mais de 1.600 militares de alta graduação já foram processados por crimes de lesa humanidade cometidos durante a última ditadura — 1976 a 1983. Mais de 500 entre eles foram condenados, muitos dos quais a prisão perpétua. (mais…)

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Dorothy Stang dedicou vida a trabalhar entre “os pobres mais pobres”

Paulo Victor Chagas – Enviado Especial da Agência Brasil

A vida de Dorothy Stang foi marcada por uma intensa luta pelo direito à terra dos numerosos camponeses que migraram para o Norte do país em busca de sustento. O primeiro destino da missionária nascida nos Estados Unidos, mas naturalizada brasileira, foi o município de Coroatá, no Maranhão, onde chegou em 1966, aos 35 anos. (mais…)

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Publicação: “A Ditadura Militar e o Genocídio do Povo Waimiri – Atroari” é lançado em Roraima

Conselho Indígena de Roraima 

Ocorreu na noite desta segunda-feira, 9 de fevereiro, no auditório Alexandre Borges, na Universidade Federal de Roraima(UFRR), o lançamento da publicação ” A Ditadura Militar e o Genocídio do Povo Waimiri-Atroari”.

A publicação, organizada pela Comissão Estadual de Direito à Verdade, à Memória e à Justiça do Amazonas, contou com a participação de lideranças indígenas de Roraima, do Amazonas, missionários, estudantes, professores, pesquisadores e demais convidados. Esteve presente o coordenador do Comitê, Egydio Schwade, que contou um pouco da trajetória de produção da publicação e reforçou a continuidade da pesquisa pelos estudantes, pesquisadores, pois o que está registrado é apenas parte da história de massacre do povo indígena Waimiri-Atroari. (mais…)

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Aikewara: a história de um povo escravizado e quase extinto pela ditadura

Antropólogos contam o drama do povo indígena que foi usado e torturado pelos militares na Guerrilha do Araguaia

Por Beth Begonha, Rádio Nacional da Amazônia

A Guerrilha do Araguaia é um fato bastante conhecido da população brasileira, porém há personagens deste momento político que permaneceram ocultos: os indígenas do povo Aikewara. Os Aikewara viviam na região onde se dava o conflito dos chamados guerrilheiros com os integrantes do governo militar, porém nada sabiam sobre esse conflito. Um dia viram, apavorados, a invasão de sua aldeia por forças militares, que mantiveram mulheres e crianças prisioneiros e obrigaram os homens a guiá-los pela mata na busca dos acampamentos dos integrantes da resistência ao governo militar.

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