Por decreto, Geraldo Alckmin inclui água na cesta básica; Idec condena a medida e alerta para uma possível privatização da água

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) condenou a medida. “Isso ratifica que água potável, que deveria ser fornecido pelo governo por um preço módico, será um bem escasso. Isso tem que nos deixar em alerta para uma possível privatização da água”, diz advogada da entidade. Deputado João Paulo Rillo (PT) ironiza: “Como se 10 litros de água resolvessem algo na vida de uma família”

Por Igor Carvalho, Spresso SP

Na surdina, sem a presença da imprensa, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinou um decreto que inclui galões de água mineral, de 10 ou 20 litros, na cesta básica paulista. (mais…)

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Projeto Vale do Rio Pardo de Minas: “Suspeitas de irregularidades no processo de licenciamento e condutas antijurídicas de servidores do IBAMA em conluio com funcionários da SAM”

Nota Pública

As entidades, abaixo assinadas, vem por intermédio da denúncia ora expressa, relatar e noticiar sobre a inadequação do processo de licenciamento ambiental do Projeto Vale do Rio Pardo de Minas, da Empresa Sul Americana de Metais – SAM. Requerendo, a imediata suspensão da audiência já marcada, por não atender aos interesses e desrespeitar o direito á informação das populações atingidas pela obra minerária a ser licenciada. Requerem também, que sejam apuradas supostas condutas antijurídicas de servidores públicos, como negar informações às populações atingidas de MINAS a BAHIA, pela obra em licenciamento e ou prevaricação. (mais…)

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Poluição engole rios Taquaraçu e Jaboticatubas; moradores reclamam da degradação

População teme também o impacto da possível construção de um reservatório para abastecer a Grande BH

Mateus Parreiras, Estado de Minas

Do alto de uma ponte abandonada, com poucas muretas e o pavimento coberto por um palmo de barro, o músico Antônio José de Freitas, de 71 anos, lança seu anzol e aguarda com paciência que um dos peixes que sobem o Rio Taquaraçu morda sua isca. Quando o manancial está limpo, ele consegue até ver o nado em grupo de dourados, surubins, piaus e mandis. “Os peixes vêm do Rio das Velhas, subindo o Rio Taquaraçu contra a correnteza para desovar. A cada dia aparecem menos peixes, mas ainda tem um tanto bom que dá para a gente jantar em casa”, conta Antônio. (mais…)

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Rios que podem ser alternativa de reservatório na Grande BH estão fragilizados pela seca e poluição

Seca, esgoto, assoreamento e desmatamento ameaçam os rios Taquaraçu e Jaboticatubas, que são avaliados pelo governo para a construção de um reservatório

Mateus Parreiras, Estado de Minas

Apontados pela Copasa e pelo governo de Minas como solução de longo prazo para o abastecimento da Grande BH, com a construção de um reservatório alternativo aos sistemas Paraopeba e Rio das Velhas, os rios Taquaraçu e Jaboticatubas são mananciais fragilizados pela seca e pela poluição. O lançamento de esgoto das cidades por onde passam impede a população ribeirinha de usar a água e até a afasta de suas margens. Além disso, com a estiagem prolongada, o nível dos dois cursos d’água mal passa da canela onde são profundos e nem sequer da altura do tornozelo quando alargam. (mais…)

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Turminha do Agito, por Claret Fernandes

Claret Fernandes*, para Combate Racismo Ambiental

O caderno é velho e roto, quarenta folhas, orelha nos cantos, a beirada carcomida pelo suor da mão e a parte da capa, presa ao miolo com grampos enferrujados, rasgada e solta. Há um número de telefone e dois nomes, letra legível, em tinta azul: pai e filha. Acima se lê: Turminha do AGITO.

O desenho da capa tem um endereço certo: agradar a criançada! O fundo é azulado. Sobre um tapete de grama, dois seres se enfrentam, um parecido com touro e, outro, sem semelhança alguma com viventes do mundo real. O touro está enfurecido, com o rabo esticado, as patas traseiras em posição de coice e, as dianteiras, como a voar. Encontra-se no limite máximo de sua capacidade de corrida e de acúmulo de forças para destroçar o inimigo, com os olhos arregalados, bufando de raiva, o único chifre rente à barriga do monstrengo, que se afasta assustado perto de quedar-se num abismo. Algo como uma abelhinha voa, perto da cauda do touro, num riso gaiato e, no céu, cinco pequenas nuvens se movem, sem nenhum sinal de chuva e, o sol, que tudo vê, repara a cena, impassível. (mais…)

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Observatório do Clima alerta para agravamento da situação hídrica no país

Para Carlos Rittl a negligência dos governos aos alertas feitos pelos cientistas está colocando em risco a vida da população

Beth Begonha – EBC

A crise hídrica do estado de São Saulo atinge níveis até então inimagináveis. O governo do estado já acena com a possibilidade de fornecimento de água para a população da grande São Paulo apenas dois dias por semana. Enquanto isso, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais autoridades locais revelam que reservatórios estão chegando a níveis críticos. No Distrito Federal ambientalistas já percebem uma queda no volume de água dos reservatórios e até do Lago Paranoá. (mais…)

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Ensaio sobre a cegueira hídrica

Como a negação eleitoreira da crise colocou SP à beira de um racionamento selvagem ou do retrocesso bizarro aos caminhões-pipas (Marússia Whately, entrevistada pelo Coletivo Conta D’Agua*) 

Inês Castilho – Outras Palavras

A falta d’água afeta a dignidade humana, tem implicações de saúde pública, desespera, paralisa a atividade econômica. Pois prepare-se: 2015 começou sob a sombra da crise hídrica. O cenário que se está montando é gravíssimo.

Já quase terminado janeiro, contata-se que choveu muito menos do que era esperado. No Sistema Cantareira, choveu 35% da média histórica. No Sistema Alto Tietê, meros 26% da média histórica. E o quadro não encontra alívio nos demais mananciais, também deficitários. (mais…)

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A crise é hídrica, não energética, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)*

EcoDebate

Desde o apagão de 2002 no governo Fernando Henrique, ficou provado que o sistema brasileiro de geração de energia a partir da água não se sustenta mais. Modificamos o regime das chuvas, os volumes de água reservados estão sujeitos a estiagens mais prolongadas e mais constantes todos os anos. Tanto é que o nível de 85% dos reservatórios brasileiros em janeiro de 2015 é considerado mais baixo que o do apagão de 2002. Não é por acaso que temos problemas de abastecimento de água até para consumo humano e industrial, quanto mais para gerar energia.

O Brasil insiste em construir hidrelétricas para resolver seus problemas de energia. Hoje o cidadão comum tem claro que quem impõe a agenda de obras no Brasil são as empreiteiras. Elas financiam as eleições e depois recebem o cêntuplo com os investimentos em grandes obras. As hidrelétricas estão entre as maiores obras desse país. (mais…)

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Com Billings, governo de São Paulo pode levar água tóxica à população

Maior parte da represa é contaminada por esgoto, metais pesados e poluentes orgânicos permanentes

Por Julio Gardesani, do ABCD Maior, na RBA

São Bernardo do Campo – A última proposta do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que pretende utilizar água da represa Billings para conter emergencialmente a crise de abastecimento no estado de São Paulo, pode trazer uma solução perigosa: repassar água contaminada diretamente à população. Isso porque as estações de tratamento dos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê – responsáveis pelo abastecimento de quase 10 milhões de pessoas e que passarão a receber água poluída da Billings (medida já anunciada pelo governador) – não têm condições imediatas de ampliar a capacidade de purificação da água. (mais…)

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Seca já atinge 5 das 10 maiores regiões metropolitanas do país

Racionamento, problemas de abastecimento ou reservatórios em níveis de alerta já são realidade em cinco das dez maiores regiões metropolitanas do país: as de Belo Horizonte, Campinas, Recife, Rio e São Paulo. Juntas, elas abrigam 48 milhões de pessoas, quase um quarto da população do país

Folha de S.Paulo / IHU On-Line

Na Grande São Paulo, os principais reservatórios se esgotarão em cerca de cinco meses caso seja mantido o ritmo de chuvas e consumo das primeiras três semanas do ano.

Diante da situação, o Estado instituiu uma sobretaxa sobre o aumento de consumo, e o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, admitiu a possibilidade de racionamento “se continuar a não chover nos lugares certos e nas quantidades necessárias”. (mais…)

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