Guarani Kayowá: a dolorosa retomada

Depois de quase duas décadas de espera, a comunidade Guarani Kayowaa está retomando áreas da Terra Indígena Ñanderu Marangatu, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Lideranças relatam que tiveram sua aldeia invadida esta semana por agentes do Departamento de Operações da Fronteira (DOF) e que foram ameaçados com disparos de armas de fogo.

por Adriana Carvalho para os Jornalistas Livres

Os Guarani Kayowaa cansaram de esperar. Querem avisar a toda a sociedade que dezoito anos já foi tempo bastante aguardando uma solução oficial para a demarcação de seu tekoa (território sagrado) no município de Antônio João, na fronteira do Brasil com o Paraguai. A Terra Indígena ÑanderuMarangatu, com cerca de 9 mil hectares, teve sua demarcação homologada em março de 2005 pelo então presidente Luís Inácio Lula da Silva. Poucos meses depois, porém, o Supremo Tribunal Federal, anulou a conquista. Com essa decisão, o presidente do STF na época, Nelson Jobim, atendeu aos apelos dos que alegam ser donos das terras. Teve início, então, uma sucessão de sofrimentos para a comunidade que hoje conta com cerca de mil indígenas. Mortes por assassinato, fome, atropelamento. Despejos. Invasões. (mais…)

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Loas ao cinismo: “Câmara aprova projeto que prevê combate ao infanticídio em áreas indígenas”

Ouvidorias dos órgãos indigenistas receberão denúncias sobre práticas nocivas a crianças, adolescentes, mulheres e idosos de sociedades indígenas

Agência Câmara Notícias

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (26) o Projeto de Lei 1057/07, que trata de medidas para combater práticas tradicionais nocivas em sociedades indígenas, como o infanticídio, e da proteção dos direitos fundamentais de crianças, adolescentes, mulheres e idosos vulneráveis nessas comunidades. O projeto seguirá para o Senado. (mais…)

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Com homologação suspensa há dez anos, Guarani e Kaiowá retomam cinco áreas em Ñanderu Marangatu

Por Renato Santana, Assessoria de Comunicação – Cimi

Os Guarani e Kaiowá do tekoha – lugar onde se é – Ñanderu Marangatu retomaram desde o último sábado, 22, quase a totalidade de áreas invadidas e localizadas dentro dos limites da terra indígena, já homologada pela Presidência da República, cujos efeitos do decreto estão suspensos pela Justiça desde setembro de 2005. No total, os indígenas ergueram acampamentos em cinco propriedades: Primavera, Pedro, Fronteira, Barra e Soberania. Restam apenas duas fazendas para Ñanderu Marangatu, localizada no município de Antônio João, Mato Grosso do Sul, ser ocupada na íntegra pelos indígenas. Os Guarani e Kaiowá, diante de ataque sofrido e denunciado no início da semana, exigem do governo a presença da Força Nacional na região.   (mais…)

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Araupel: áudio citado por senador pode revelar detalhes sobre negociação de área pública

Álvaro Dias teria áudio que poderia “descobrir essa cortina de fumaça criada pela ARAUPEL (…) Revelar quem e em que momento da história foi corrompido para sustentar a permanência ilegal da empresa naquelas terras”

Por Júlio Carignano
Da Câmara de Cascavel / MST

As demarcações de terras indígenas e quilombolas e a luta pela Reforma Agrária nas regiões Oeste e Centro-Oeste do Paraná, em especial o impasse envolvendo áreas públicas desapropriadas para ARAUPEL S/A, foram alvos de pronunciamento (24/8) na Câmara Municipal de Cascavel. O vereador Paulo Porto (PCdoB) anunciou nesta segunda-feira (24/8) que solicitará ao senador Alvaro Dias (PSDB-PR), por meio de um ofício, cópias de uma gravação citada no relatório da CPMI da Terra, Comissão Parlamentar Mista de Inquérito presidida pelo senador entre dezembro de 2003 e novembro de 2005. (mais…)

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Audiência na Alerj discute direitos dos povos e comunidades tradicionais

Por Viviane Tavares, Ecodebate

Em audiência pública realizada na Alerj, 50 comunidades e povos tradicionais de diferentes locais do estado do Rio discutiram seus direitos. Essa é uma das etapas para a construção coletiva de uma PEC no estado sobre o tema.

Eram mais 250 representantes de 50 comunidades indígenas, caiçaras, quilombolas, pescadores lotando o auditório da Alerj e os gabinetes com um objetivo em comum: garantir sua tradicionalidade, seu território, seus direitos. Este foi o cenário da audiência pública sobre os “Direitos dos Povos Tradicionais do Estado do Rio de Janeiro” que aconteceu ontem, dia 25/8, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, organizada pela Comissão de Direitos Humanos da Casa. (mais…)

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Povo Munduruku luta para que Belo Monte não volte a se repetir: a autodemarcação continua!

No ato de tornar aparente a linha imaginária que delimita seu território, os Munduruku tentam escapar da invisibilidade que está sendo imposta pelo governo demarcando por conta própria seu território.

Por Larissa Saud, em Autodemarcação no Tapajos

A autodemarcação da TI Sawre Muybu, que começou em outubro de 2014, continua avançando a trincheira contra as hidrelétricas planejadas na bacia do Tapajós. Uma forma de exigir reconhecimento não apenas de seu território, como de seus direitos, que nesse momento estão sendo atacados pelo atual Congresso que busca esvaziar os direitos dos povos das florestas, como a PEC 215. (mais…)

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Nhanderu Marangatu: a volta à terra tradicional, por Egon Heck

Egon Heck/Cimi. Texto e fotos

A ansiedade e disposição eram grandes. Os guerreiros, rezadores e famílias estavam esperando, agoniados, os ponteiros juntos apontarem para as estrelas. Esse era o horário que os deuses, através dos nhanderu (líderes religiosos) haviam marcado para o retorno ao território tradicional. Resolutos marcham para a terra sagrada. Com a proteção divina e a certeza de que esse gesto extremo era a única alternativa que lhes restava. Contavam com a solidariedade de amigos e aliados do mundo inteiro.

O sonho de Marçal e Dorvalino

Na noite de 25 de novembro de 1983, na aldeia de Campestre, munícipio de Antônio João, Marçal Tupã’i foi covardemente assassinado. Seu sonho era ver a terra de seu povo e de outras aldeias terem seus tekoha (terras tradicionais) demarcadas. Dezenas de crianças e adultos foram mortos por atropelamentos, fome, e toda sorte de violência. (mais…)

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Marco, por Neimar Machado de Sousa

Neimar Machado de SousaLaboratório de Pesquisas em História e Educação Indígena

Os mais românticos ainda se lembram do sucesso da cantora italiana Laura Pausini, La Solitudine, que a tornou mundialmente conhecida após o Festival de Sanremo em 1993. A canção foi escrita por Federico Cavalli e Pietro Cremonesi e em 1995 foi gravada por Renato Russo no disco Equilíbrio Distante.

O poema trata da solidão após a partida de Marco, “foi embora e não retorna mais”. Conta que o trem das 7 e 30 sem a sua presença é um “coração de metal sem alma, no frio da manhã cinza da cidade”. Fala que “distâncias enormes parecem nos dividir, mas o coração bate forte dentro de mim”. (mais…)

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Audiência Pública: Direitos dos Povos Tradicionais será realizada hoje, 24, às 13h, na ALERJ

por Flavio Serafini

Ao longo de 2015, uma ampla articulação de representantes de comunidades tradicionais, movimentos sociais, pesquisadores, defensores públicos e deputados e assessores dos mandatos do PSOL na ALERJ se debruçaram sobre casos e demandas dos povos tradicionais do Estado do Rio de Janeiro e construíram uma proposta de emenda à Constituição estadual, protocolada no final de junho. Agora, essa mesma articulação convoca a sociedade civil e as comunidades tradicionais de todo o Estado para debater a PEC, a situação dos territórios tradicionais e a necessidade de fortalecimento de mecanismos de consulta prévia às comunidades sempre que em jogo qualquer medida legislativa ou administrativa que impacte seus territórios (como novas leis e megaempreendimentos). (mais…)

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MS – Guarani e Kaiowá retomam parte do tekoha Ñanderu Marangatu, em Antonio João

Informativo urgente de Aty Guasu

Hoje, 22 de agosto de 2015, mais de 300 indígenas Guarani e Kaiowa reocupam a parte do tekoha Ñanderu Marangatu, localizada no município de Antonio João, MS, Brasil.

A terra indígena tekoha Ñanderu Marangatu já foi demarcada e homologada pelo Presidente da República do Brasil em 2005, mas a posse da terra é bloqueada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As comunidades Guarani e Kaiowa foram despejadas do tekoha no dia 15/12/2005. (mais…)

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