Téologo Humberto Guidotti discute Amazônia e democracia

Dez anos após deixar a Amazônia, onde atuou na defesa dos Direitos Humanos, o padre fala das dificuldades para fazer a democracia nacional avançar

Por Ivânia Vieira, em A Crítica

SÃO LUÍS (Maranhão) – Dez anos depois de deixar a Amazônia para trabalhar, por 11 anos, no interior do Maranhão, o padre, teólogo e escritor Humberto Guidotti, 75, classifica de paliativas as mudanças ocorridas na região nas últimas três décadas. Ao comparar as duas regiões onde viveu e trabalhou por 38 anos, o sacerdote vê semelhanças no grau de violência. “Não houve mudança das relações políticas e sociais. Diria que no Maranhão a situação é um pouco pior”, avalia Pe. Guidotti que há dois dias retornou, dessa vez, definitivamente, para o seu país de origem, a Itália. Nesta entrevista, que encerra a série Amazônia e Democracia, e possivelmente a última concedida por ele no Brasil, Guidotti aborda as dificuldades para fazer a democracia nacional avançar.  (mais…)

Ler Mais

Por que o Congresso pira na redução da maioridade penal

Desmoralizados, parlamentares tentam recuperar imagem votando proposta demagógica. Espinosa já estudava manipulação do medo, que alimenta onda conservadora

Por Cauê Seigner Ameni e Hugo Albuquerque – Outras Palavras

A maioridade penal no Brasil, como se sabe, é atingida aos 18 anos. Agora, deputados e senadores, em uma baixa histórica e justificada da sua popularidade, resolveram subir sua própria aprovação popular abaixando para 16 anos a maioridade: querem responder ao suposto “clamor popular” a favor da medida. Para tanto, eles desenterraram um Projeto de Emenda à Constituição dos anos 90 — a de número 171, ironicamente, o mesmo número do crime de estelionato no Código Penal. (mais…)

Ler Mais

O Coelho da Páscoa, a Bancada da Bala e o povo que fala em nome de Deus, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Um colega veio bege me contar uma cena surreal pela qual havia passado tempos atrás. Estava ele passeando com o seu pulguento quando, ao encontrar com uma senhora também levando o seu, puxou assunto. Ela, sem que lhe fosse perguntado absolutamente nada a respeito, afirmou que o seu au-au era ariano e não gostava de judeus. (mais…)

Ler Mais

Ao invés de reduzir a maioridade, que tal esterilizar mães de bandidos?, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

(Cuidado: post com doses de ironia. Leia com moderação.)

Por trás de quem mata e quem morre, há outras pessoas que sofrem junto. Quando um crime acontece, lembramos primeiro – e com toda a razão – da dor de quem perdeu o ente querido nas mãos de uma ação violenta, de um ato tresloucado ou inconsequente. (mais…)

Ler Mais

Blá blá blá Redução da Maioridade Penal blá blá blá, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Há algumas expressões que ativam uma área violenta e primitiva do cérebro de certas pessoas.

Quando surgem, elas ignoram totalmente o contexto em que estão inseridas, deixam de lado a necessária ponderação presente nos ambientes de diálogos construtivos e soltam Cérbero, o cão que guarda a porta do Tártaro, para cima do insolente. (mais…)

Ler Mais

Conheça dez histórias de corrupção durante a ditadura militar

Por Marcelo Freire, do UOL, em São Paulo

Os protestos de 15 de março, direcionados principalmente contra o governo federal e a presidente Dilma Rousseff, indicaram a insatisfação de parte da população com os casos de corrupção envolvendo partidos políticos, empresas públicas e empresas privadas. Algumas pessoas, inclusive, chegaram a pedir uma intervenção militar, alegando que essa seria a solução para o fim da corrupção.

Mas será que nesse período a corrupção realmente não fazia parte da esfera política? Apesar da blindagem proporcionada pelas restrições ao Legislativo, Judiciário e imprensa, ainda assim a ditadura não passou imune a diversas denúncias de corrupção. (mais…)

Ler Mais

Estado de mal-estar

A atual movimentação política da sociedade brasileira traz de volta a necessidade de se discutir o papel do Estado

Por João Paulo, no Brasil de Fato

Há algumas décadas, todos admiravam o estágio de civilização de alguns países da Europa, que garantiam a seus cidadãos uma condição de vida digna, traduzida em políticas públicas de qualidade, sobretudo de saúde e educação. Além disso, eram democracias sólidas, com ampla participação popular, vida sindical madura e aparato eficiente de proteção do trabalho e da seguridade social.  (mais…)

Ler Mais

Por que o Uruguai se integrou ao Acordo de Comércio de Serviços secretamente?

“Uma vez que os espaços da periferia foram incorporados às relações capitalistas de produção, o imperialismo seguiu avançando para além dos limites impostos pela geografia, mediante a mercantilização de setores da vida econômica e social outrora preservados à margem da dinâmica predatória dos mercados, como os serviços públicos, os fundos de pensão, a saúde, a educação, a segurança, as prisões e outros do tipo”. Atilio Boron (1).

Por Antonio Elías, em Correio da Cidadania

O Uruguai entrou no Acordo sobre o Comércio de Serviços (Trade in Services Agreement – TISA) sem a existência de uma discussão nacional a respeito da conveniência ou inconveniência deste acordo de livre comércio de serviços. Uma medida que demonstra as grandes debilidades do governo de Jose Mujica no que se refere a sua política de inserção internacional e à transparência de suas ações – tendo em conta o modelo econômico aplicado ao país e assinalado anteriormente sobre o TISA (2). (mais…)

Ler Mais

As novas famílias

Conheça as histórias, repletas de alegrias e conflitos, que representam algumas das configurações familiares cada vez mais comuns no Brasil

Por Roberta Salomone, em O Globo

Marcos amava Fabio que sonhava em ter um filho. Sem planejar, o casal acabou adotando dois. Carol queria ser mãe, e Kika também. Lilian não tinha namorado ou marido, mas resolveu engravidar. A mãe foi a companhia em todas as consultas médicas. Com Adriano, não conhecer pessoalmente os sogros e ter tido uma educação bem diferente da mulher, a canadense Eve, não foram motivos para impedir o casamento deles. Fabiana tinha dois filhos; Gian, outros dois. Foram morar juntos com os quatro, a mãe dela, e ainda tiveram mais dois meninos. Estas histórias, que você conhece aqui embaixo, talvez até sejam difíceis de serem entendidas logo de primeira, mas representam algumas das configurações familiares cada vez mais comuns no Brasil, que já ultrapassam, segundo o último Censo do IBGE, o tradicional núcleo mãe, pai e filho. (mais…)

Ler Mais