Ocupações da Izidora, terra banhada com sangue de mártir, uma questão religiosa também

Por frei Gilvander Luís Moreira

Na região da Izidora, cerca de mil hectares (= 10 milhões de metros quadrados), na zona Norte de Belo Horizonte, MG, divisa com Santa Luzia, nas Ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória – estima-se cerca de 8 mil famílias -, além de um dos maiores conflitos fundiários e sociais do país, estabeleceu-se uma questão religiosa eloquente que precisa ser levada a sério. Manoel Ramos de Souza, carinhosamente chamado de Manoel Bahia, 27 anos, coordenador da Ocupação Vitória, dia 31 de março de 2015, em plena semana santa, por volta das 15:00 horas – mesmo horário em que Jesus Cristo foi crucificado -, foi covardemente assassinado por grileiros de lotes vagos, justamente para impedir que aproveitadores se apropriem da terra. (mais…)

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Oleiros de Altamira fecharam acesso a aeroporto contra Licença de Operação de Belo Monte

Na madrugada desta quinta, 14, dezenas de oleiros que trabalham na produção de tijolos na cidade de Altamira fecharam o acesso ao aeroporto da cidade, em protesto contra a expulsão do setor da área onde historicamente atuam na beira do rio Xingu, por ordem judicial a pedido da Norte Energia. Os protestos se somaram às manifestações do Fórum em Defesa de Altamira, ocorridos no último dia 7 de maio, contra a concessão da Licença de Operação de Belo Monte, solicitada pelos empreendedores da usina ao Ibama. A Norte Energia tem se negado a considerar a categoria como afetada por Belo Monte.

O bloqueio da rua foi suspenso por volta das 10 h da manhã, e desde então a categoria está reunida com a empresa. Leia abaixo a nota dos oleiros: (mais…)

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MPF/AP e MP-AP cobram revisão do licenciamento da hidrelétrica Cachoeira Caldeirão

MPF/AP

Na última sexta-feira, 8 de maio, um dia após a inundação em Ferreira Gomes, Ministério Público Federal (MPF/AP) e Ministério Público do Estado (MP-AP) celebraram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com órgãos do Governo. O objetivo do documento é cobrar das autoridades o licenciamento corretivo da usina hidrelétrica (UHE) Cachoeira Caldeirão, além de exigir que as responsabilidades pelo evento sejam apuradas e cobrar a adoção de medidas para prevenir novas ocorrências. (mais…)

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Incutindo participação na pacificação: as novas Comissões Executivas de Monitoramento e Avaliação da Política de Pacificação

Valentina Romanin – Rio On Watch

Quase sete anos após a implementação da primeira UPP no Santa Marta, a ambiciosa política de segurança que visa a tomada do controle dos territórios das favelas do tráfico de drogas mostra grandes sinais de fraqueza. Iniciando o ano de 2015 com disparos diários em favelas pacificadas, no dia 6 de fevereiro, o governo do Estado do Rio publicou um decreto oficial estabelecendo um programa encarregado de garantir a institucionalização e o impacto das políticas de pacificação. (mais…)

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“Olimpíadas servem para legitimar as remoções”

O arquiteto Lucas Faulhaber e a jornalista Lena Azevedo, lançam um livro que conta, com base em dados da Secretaria Municipal de Habitação do Rio de Janeiro, a história das remoções arbitrárias na cidade. Sobre essa experiência, os dois falam ao jornal Brasil de Fato. Eis a entrevista

IHU On-Line

Das 67 mil remoções no Rio, os dados apontam que 44,5% delas são feitas sob a alegação de risco. Que tipo de risco a Prefeitura aponta e qual a posição dos moradores?

Lucas – Nos dados que a gente levantou com a Prefeitura, eles não discriminam qual é o risco. O que a gente supõe é que o risco não é de fato a razão pela qual aquelas famílias sairiam dali. Se fala, não oficialmente, em riscos geotécnicos, mas isso não está discriminado nos documentos da Secretaria de Habitação. (mais…)

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Crise conjuntural e expropriação permanente: petróleo e injustiças ambientais no Brasil

RBJA*

O modelo de desenvolvimento baseado em grandes projetos de investimento econômico já foi objeto de repetidas críticas. Estas críticas foram apresentadas tanto no plano conceitual – pelos que contestam a sua compatibilidade com padrões democráticos de gestão dos recursos do país – como pelas próprias populações atingidas, que sofrem os impactos sociais e ambientais indesejáveis decorrentes das transformações espaciais e ecológicas geradas por barragens, minas, explorações petrolíferas, gasodutos etc. Neste processo desenvolimentista destacam-se dois momentos-síntese: o momento em que as obras são anunciadas e iniciadas e o momento em que elas são concluídas. (mais…)

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Vale Encantado: um exemplo emergente para comunidades sustentáveis

Asha Nidumolu – RioOnWatch

O RioOnWatch visitou o Vale Encantado há algumas semanas em uma visita educativa junto aos estudantes de planejamento urbano da Pratt University.

O Vale Encantado faz parte do Alto da Boa Vista, bairro do Rio que fica dentro da Floresta da Tijuca. A comunidade ganhou seu nome de um complexo de condomínios de luxo que se chamaria Vale Encantado antes de sua construção ter sido interrompida no final dos anos 60. Hoje, apenas um desses condomínios existe, no alto da comunidade. (mais…)

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