“O Norberto é o cabeça dessa trama criminosa”, afirma delegado que investigou a Chacina de Unaí

Ezequiel Fagundes – Hoje em Dia

Arrolado como a primeira testemunha do Ministério Público Federal no julgamento de dois dos quatro acusados de serem os mandantes da Chacina de Unaí, o delegado Wagner Pinto de Souza declarou nesta terça-feira, dia (27): “O Norberto é o cabeça dessa trama criminosa. Concluímos na época que havia ameaças explícitas do Norberto contra o fiscal Nelson José da Silva dizendo que iria matá-lo por conta das contundência das fiscalizações”, afirmou o delegado.

Ao todo, cerca de 34 testemunhas foram arroladas pela defesa e MPF. O delegado Wagner Pinto atuou desde o início das investigações. Formado por quatro mulheres e três homens, o júri da Chacina de Unaí teve inicio nesta terça-feira com previsão de termino da quinta-feira próxima (29). (mais…)

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Há 40 anos, ditadura militar matava o jornalista Vladimir Herzog sob tortura

Homenagens começam neste domingo, 25, às 14h30, com missa na Catedral da Sé

Por Lúcia Rodrigues, en Caros Amigos

A morte sob tortura do jornalista Vladimir Herzog, o Vlado, há 40 anos, no dia 25 de outubro de 1975, no DOI-Codi de São Paulo, o principal centro de repressão do país, começou a fazer ruir a ditadura militar. A comoção tomou conta da sociedade e o culto ecumênico de sétimo dia realizado na Catedral da Sé, no centro da capital paulista, reuniu milhares de pessoas e acabou se convertendo na primeira manifestação de massas desde o Ato Institucional número 5 (AI-5), que considerava subversão qualquer reunião com mais de mais três pessoas. (mais…)

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Jogos Indígenas: um mundo de contradições, por Egon Heck

Egon Heck, do Secretariado Nacional, Cimi Regional Goiás/Tocantins

Na semana em que acontece a abertura do I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, lideranças denunciam na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), o genocídio de seus povos em várias regiões do Brasil e, principalmente, no Mato Grosso do Sul. Neste mesmo estado, na Assembleia Legislativa, foi instalada a “CPI do Genocídio”. (mais…)

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PM paulista matou, em média, quase 2 pessoas por dia de janeiro a setembro

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Apesar de o número de mortes em decorrência de ações de policiais militares em serviço ter diminuído 1,68% de janeiro a setembro deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, em São Paulo, oito ocorrências a menos, os dados divulgados ontem (22) pela Secretaria de Segurança Pública do estado mostram que, em média, por dia, quase duas pessoas (1,7) foram mortas, 12 por semana e 469 até setembro de 2015.

Considerando apenas o mês de setembro, a diminuição foi de 37,29% na comparação com o mesmo mês do ano passado, passando de 57 para 37 mortes. Entre julho e setembro, as ocorrências apresentaram queda de 20,13%, com o registro de 127 casos. (mais…)

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Julgamento de acusados pela chacina de Unaí é adiado para 27 de outubro

Por Agência Estado, no Diário de Pernambuco

O julgamento de dois acusados da chacina de Unaí, Norberto Mânica e José Alberto Castro, foi adiado para a próxima terça-feira, a pedido da defesa de Mânica. A justificativa foi a apresentação, no último dia 19, de um vídeo de delação premiada de outro acusado, Hugo Pimenta, que também seria julgado nessa quinta-feira, mas, com a delação, terá julgamento em separado. A data inicial seria 4 de novembro mas, com o novo calendário, ainda pode ser alterada. (mais…)

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Família acusa PMs por desaparecimento e morte de jovem de 16 anos

Yago Ikeda ficou quatro dias desaparecido após abordagem policial no Grajaú, zona sul de São Paulo. Em protesto contra a morte do garoto, moradores da região queimaram ônibus. Em apenas cinco meses, é o segundo caso de jovem morto pela PM de SP que gera revolta no mesmo bairro da periferia paulistana

Por e , Ponte Jornalismo

O estudante Yago Ikeda, de 16 anos, foi encontrado morto com seis tiros na última terça-feira (20/10) após ter ficado quatro dias desaparecido. Familiares afirmam que o desaparecimento ocorreu após abordagem policial próximo de onde morava, quando voltava da casa da avó, no Grajaú, zona sul de São Paulo. (mais…)

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Justiça muda causa da morte de líder perseguido na ditadura

Torturado até a morte, Epaminondas Oliveira havia sido declarado morto por anemia

Por Evandro Éboli, em O Globo

BRASÍLIA – A Justiça do Maranhão autorizou a família do ex-desaparecido e perseguido político pela ditadura Epaminondas Gomes de Oliveira a alterar a causa de sua morte declarada no atestado de óbito. A causa será mudada de anemia, como ainda consta, para “tortura por espancamento e choques elétricos na Polícia da Aeronáutica e/ou Pelotão de Investigações Criminais (PIC) e sepultado no cemitério Jardim da Saudade”, em Porto Franco, no Maranhão. (mais…)

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‘Todas as mortes de indígenas têm de ficar na conta dos ruralistas e do Estado brasileiro’

Raphael Sanz – Correio da Cidadania

A questão indígena se mostra cada vez mais urgente e perpassa todos os setores do debate político, social, econômico e ambiental da atualidade brasileira. Uma série de conflitos envolvendo o direito à terra dos povos indígenas e a necessidade de expansão dos barões do agronegócio tem resultado em uma constante episódios de extrema violência, com captura, tortura, estupro e assassinato de líderes indígenas como “resposta” às lutas pela retomada das terras.

Atualmente, os conflitos no Mato Grosso do Sul têm mais destaque nas páginas da imprensa do Sul e Sudeste do país, mas as contradições estão presentes em todo o território. Para fazer uma análise e oferecer uma contextualização a respeito desse debate, entrevistamos Sônia Guajajara, importante liderança indígena no Maranhão. “Todos esses conflitos, ameaças e mortes têm de ficar na conta dos ruralistas e também do Estado brasileiro, que não cumpre o direito, que não pratica a sua Constituição”, afirmou. (mais…)

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Colombia: Investigarán a militares por muerte de ex gobernador indígena

27 soldados fueron retenidos 36 horas por guardia indígena

Servindi, 22 de octubre, 2015.- Veintisiete militares de la Brigada 29 del Ejército colombiano serán investigados por la muerte del líder indígena Alfredo Bolaños, de 70 años de edad. Los soldados fueron retenidos 36 horas por la Guardia Indígena momentos después del deceso del comunero ocurrido el lunes y el miércoles fueron trasladados a la ciudad de Popayán.

Según versiones oficiales, los soldados serían separados de sus cargos “para facilitar la labor judicial ante la justicia ordinaria, la cual consistirá en individualizar el caso y establecer plenamente cual fue la persona que estaría comprometida en la muerte del indígena”. (mais…)

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