“Impunidade cala”: minidoc sobre atentados contra jornalistas no Brasil

Por ARTIGO 19

Três jornalistas que vivem na região da fronteira do Brasil com o Paraguai relatam como a violência local funciona como um fator inibidor para o trabalho de comunicadores.

Um dos jornalistas entrevistados é Roberto Guimaro, morador de Maracaju (MS), a 100 km da fronteira com o Paraguai, que em 2012 foi vítima de um atentado a tiros que teria sido uma retaliação por conta de seu trabalho. Também dão depoimentos Lourenso Verás, fotógrafo que já sofreu diversas ameaças, e Eder Rubens, residente de Ponta Porã (MS), cidade onde muitos crimes contra jornalistas brasileiros e paraguaios ocorreram nos últimos anos. (mais…)

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6 PMs acusados de matar estudante com lança-perfume são julgados em SP. Após morte, réus foram promovidos

Um dos militares envolvidos em crime, ocorrido em novembro de 2008, também é investigado desde o mês passado sob a suspeita de ajudar sargento da Polícia Militar a torturar um acusado de roubo com choques e com uma faca. Após prisão de sargento, clima de tensão entre policiais civis e militares aumentou no Estado de São Paulo

André Caramante – Ponte

Pela terceira vez em sete anos, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo tentará promover o julgamento dos seis policiais militares acusados pelo Ministério Público, Corregedoria da PM e Polícia Civil de terem matado um jovem de 18 anos ao obrigá-lo a beber lança-perfume. (mais…)

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Ditadura militar: Petrobras é próximo alvo de investigação

O Ministério Público Federal (MPF) investiga as relações da Volkswagen com a ditadura militar

Em Notícias ao Minuto

O próximo alvo do grupo que pediu ao Ministério Público Federal (MPF) a investigação sobre as relações da Volkswagen com a ditadura militar é a Petrobras. A estatal é acusada de contribuir para a prisão de petroleiros, que foram torturados e, depois, impedidos de exercer a profissão durante o regime militar. Além disso teria ajudado a cassar centenas de funcionários e fichado milhares de trabalhadores do setor.

A reportagem procurou a empresa, mas a petroleira não se manifestou. “Durante os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade (CNV) encontramos muitos documentos que mostram a ligação da empresa com essas prisões”, afirmou Sebastião Lopes de Oliveira Neto, que coordenou o grupo de trabalho sobre a repressão aos trabalhadores e ao movimento sindical, da CNV. Ele cita o caso do ex-deputado federal Mário Lima (PSB-BA), que foi cassado em 1964 e, depois, preso. Lima foi um dos fundadores do sindicato dos petroleiros da Bahia. (mais…)

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Norberto Mânica e José Alberto são condenados pela Chacina de Unaí. Mas vão recorrer em liberdade

Mânica foi condenado a 100 anos de prisão; José Alberto, a 96 anos. Em janeiro de 2004, três auditores e um motorista foram mortos na cidade.

Por Raquel Freitas, no G1 MG

Norberto Mânica e José Alberto de Castro foram condenados, na noite desta sexta-feira (30), pelas mortes dos auditores fiscais do Ministério do Trabalho Nélson José da Silva, João Batista Soares Lage e Eratóstenes de Almeida Gonçalves, e do motorista Aílton Pereira de Oliveira, no crime conhecido como a Chacina de Unaí. Os réus foram julgados por quatro dias, pela Justiça Federal, em Belo Horizonte. (mais…)

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‘Crime de pistolagem’, diz MPF em debate no júri da chacina de Unaí

Após debate de acusação e defesa, conselho vai dar veredicto para 2 réus. Três fiscais do Trabalho e um motorista foram mortos em 2004, em Unaí.

Pedro Ângelo, do G1 MG

O procurador da República Gustavo Torres, que trabalha na acusação do Tribunal do Júri da Justiça Federal, em Belo Horizonte, disse, nesta sexta-feira (30), que a chacina de Unaí foi “crime de pistolagem”. Este é o último dia do julgamento do fazendeiro Norberto Mânica e do empresário José Alberto de Castro, acusados de serem mandante e intermediário na contratação dos pistoleiros que mataram três auditores do Ministério do Trabalho e um motorista em 2004. (mais…)

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Empresário confessa envolvimento na chacina de Unaí

A chacina ocorreu em 28 de janeiro de 2004 na zona rural de Unaí. Quatro funcionários do ministério do trabalho faziam fiscalização de fazendas na região.

Brasil de Fato

O empresário cerealista José Alberto de Castro, acusado de ser um dos mandantes da chacina de Unaí, assumiu a participação na morte de um dos quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego. A chacina ocorreu em 28 de janeiro de 2004, na zona rural de Unaí. Os funcionários do ministério faziam fiscalização de fazendas na região. (mais…)

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Nota Pública de Repúdio à Homenagem Póstuma ao Coronel Ustra

Brasília, 28 de outubro de 2015.

O Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura vem através desta Nota Pública expressar indignação e protesto e ao mesmo tempo solicitar esclarecimentos do Ministério da Defesa diante da decisão do general José Carlos Cardoso, comandante da 3ª Divisão de Exército, em Santa Maria (RS), de promover, no dia 26 de outubro, “solenidade militar em homenagem póstuma” ao coronel da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra, notório torturador e agente da ditadura militar.

O coronel Ustra comandou o DOI-CODI do II Exército (São Paulo) de 1970 a 1974, sendo responsável direto por tortura e desaparecimentos forçados de centenas de brasileiras e brasileiros e pelo assassinato de mais de 40 pessoas, conforme relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que o incluiu na lista oficial de torturadores a serviço do regime militar. (mais…)

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Unaí: pistoleiro aponta mandante e mostra ‘Brasil profundo’

Para ex-delegado regional do Trabalho em Minas Gerais, relato de um dos executores é exemplo das contradições ainda existentes no país

por Vitor Nuzzi, da RBA

No início do julgamento de um dos acusados de ser mandante da chacina de Unaí (MG), um condenado como executor, Erinaldo de Vasconcelos Silva, apontou o fazendeiro Norberto Mânica como a pessoa que o contratou. Para o ex-delegado regional do Trabalho de Minas Gerais Carlos Calazans, o depoimento do assassino “mostra o Brasil profundo que a gente ainda tem na sociedade brasileira”. A expectativa é de que as primeiras sentenças saiam amanhã (29) à noite. Nesta primeira sessão, também está sendo julgado José Alberto de Castro, apontado como intermediário. (mais…)

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Iguala: As horas do extermínio

Com base em documentos e relatos de sobreviventes, jornalistas revelam como as forças de segurança do governo Peña Nieto atacaram os 43 estudantes desaparecidos no México – e participaram da matança

por Anabel Hernandez, Steve Fishe, A Pública

Na noite de 26 de setembro de 2014, Iguala, um povoado que se encontra a três horas da capital do México, se converteu em um inferno. Mais de cem estudantes da Escola Normal Rural Isidro Burgos, no município de Ayotzinapa, foram atacados com armas de fogo durante várias horas enquanto viajavam pelo povoado a bordo de cinco ônibus. Três estudantes foram assassinados, mais de dez ficaram feridos. E 43 estão, ainda hoje, desaparecidos. (mais…)

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