Adiada audiência com ministro da Justiça sobre conflitos indígenas

Agência Câmara Notícias

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural adiou para 9 de setembro a reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que estava prevista para amanhã.

Os parlamentares querem ouvir explanação sobre conflitos indígenas que vêm ocorrendo em todos os estados, e as ações que o governo federal tem tomado para dar segurança jurídica aos produtores e às nações indígenas. O debate foi solicitado pela deputada Tereza Cristina (PSB-MS).

A audiência pública ainda não tem definido horário e local.

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“Não vamos deixar o agronegócio tomar o nosso país”, afirma cacique Babau Tupinambá

Na entrevista, Babau também falou sobre a situação do povo Tupinambá, a relação com o Estado brasileiro e a prisão que sofreu em 2014

Por Tiago Miotto
Do Jornalismo B / MST

Quando perceberam que teriam que ser revistados pela polícia e enfrentar uma longa fila para adentrar na sessão solene em “homenagem” aos povos indígenas que ocorreria na Câmara dos Deputados, os representantes do povo Tupinambá, vindos do sul da Bahia, decidiram bater em retirada. “Uma casa, quando vai receber para uma sessão solene, não tem de humilhar ninguém dessa forma”, criticou Babau Tupinambá. Junto com seu povo, Babau negou-se a participar da solenidade ocorrida durante o 11º Acampamento Terra Livre (ATL)*, que aconteceu no mês de abril em Brasília. (mais…)

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Nota pública da COIAB de repúdio e em apoio aos Kaiowá e Guarani

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), principal entidade de articulação e mobilização dos Povos Indígenas da Amazônia Brasileira, vem a público, primeiramente, se solidarizar e manifestar seu incondicional apoio aos nossos parentes Kaiowá e Guarani, na luta pela autoretomada dos seus territórios; e ao mesmo tempo em que vimos repudiar, veementemente, a série de violências e atentados cometidos contra os nossos parentes, diante do acontecido nos últimos dias, e em especial ao ato criminoso do dia 29/08/2015, que levou ao assassinato do líder Simião Vilhalva, no Estado do Mato Grosso do Sul.

O não esclarecimento e tomada de providências em tempo devido e de forma adequada ao povo Kaiowá e Guarani, somente vem a reforçar mais ainda o clima de insegurança e acirramento de conflitos que estes povos indígenas vêm sofrendo há anos nesta região. (mais…)

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1ª Romaria do Cerrado e Grito dos Excluídos acontecerão nesta terça-feira, em Cuiabá

Celebrar a resistência dos povos e comunidades, denunciaras injustiças no campo e na cidade, expondo a devastação do Cerrado, as violências contra as famílias camponesas com terra e sem terra e a exclusão da maioria da população. Esses são os principais objetivos da 1ª Romaria dos Povos e Comunidades do Cerrado: Um grito dos excluídos na cidade e no campo em Mato Grosso

Comissão Pastoral da Terra

O evento acontecerá nesta terça-feira (1º), a partir das 14 horas. Romeiros e romeiras se concentrarão na Praça Monumento Ulysses Guimarães, Avenida CPA, em frente ao Pantanal Shopping, em Cuiabá, Mato Grosso. Uma celebração também ocorrerá nesse espaço. Após isso, os/as participantes sairão em caminhada por ruas da cidade. (mais…)

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Caso Dora: assassinato de ativista reaquece denúncias sobre conflitos de terra no Amazonas

Cristina Fontenele – Adital

O assassinato da líder comunitária Maria das Dores dos Santos Salvador, de 52 anos, conhecida como Dora, tem intensificado as discussões sobre os conflitos pela terra no Estado do Amazonas. Dora foi sequestrada no último dia 12 de agosto, em sua casa, na comunidade de Portelinha, Município de Iranduba, a 27 quilômetros de Manaus. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte com 12 tiros e marcas de violência, no km 40 da rodovia estadual Manoel Urbando, a AM-070. Dois suspeitos estão presos, o motorista Adson Dias da Silva (38 anos), conhecido como “Pinguelão”, e o caseiro de Dora, Ronaldo de Paula da Silva (21), que confessou sua participação no crime. (mais…)

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Indígenas convocam entrevista coletiva hoje em Brasília para denunciar assassinato em Ñanderú Marangatú (MS)

No Cimi

Brasília – Cerca de 70 professores e lideranças indígenas de seis povos (Guarani-kaiowá, Terena, Munduruku, Baré, kambeba e Baniwa) realizam na tarde de hoje, 1º setembro, atos em protesto ao assassinato de mais um líder Guarani-Kaiowá, Semião Vilhalva, de 24 anos. Ele foi alvejado durante um ataque armado realizado por cerca de cem fazendeiros e jagunços, acompanhados de políticos da região, ao acampamento indígena no último sábado, dia 29, no município de Antônio João, no Mato Grosso do Sul. Outros indígenas, incluindo crianças de colo, foram atingidos por balas de borracha. A área em disputa, Ñanderu Marangatú, é reconhecida e foi homologada como terra tradicional indígena desde 2005 pelo próprio Estado brasileiro. Em meio aos atos, que serão realizados em frente a órgãos públicos considerados responsáveis pela situação de abandono a que os povos indígenas estão relegados, será realizada uma entrevista coletiva às 15h30, no gramado lateral do Supremo Tribunal Federal (STF). (mais…)

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Cese manifesta indignação por assassinato de Semião Guarani e Kaiowá

“Ai de vós, que juntais casa a casa e que acrescentais campo a campo, até que não hajas mais lugar e sejais os únicos donos da terra” (Isaías 5,8)

A Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese) manifesta sua indignação com mais uma morte de um indígena Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul. Desta vez, a vítima foi Semião Vilhalva, morto neste sábado, 29 de agosto, com um tiro na cabeça, no tekoha Ñanderu Marangatu, no município de Antônio João. (mais…)

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Anistia Internacional repudia assassinato de líder indígena no Mato Grosso do Sul e pede urgência na investigação

Anistia Internacional

A Anistia Internacional manifesta sua preocupação com o agravamento da violência contra o povo Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul. No dia 29 de agosto de 2015, um ataque às terras Ñanderú Marangatú no município de Antonio João, deixou mulheres e crianças feridas e o indígena Simião Vilhalva morto.

Ñanderú Marangatú é uma terra indígena tradicional Guarani e Kaiowá demarcada e homologada desde 2005. Entretanto, a suspensão dos efeitos da homologação, seguido por uma ordem de despejo, retirou os indígenas de suas terras. Cerca de 10 anos após a decisão, os indígenas decidiram retomar suas terras ocupadas por fazendeiros locais há uma semana. (mais…)

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Kaiowá Guarani: a bem da verdade e da justiça, por Egon Heck

Por Egon Heck

Estamos diante de uma realidade estarrecedora. De um lado uma população originária invadida e maltratada pelo projeto colonizador, hoje transvestido de agronegócio e força paramilitar, tendo a seu serviço um Estado omisso e conivente. As consequências são as mais drásticas imagináveis: centenas de indígenas covardemente vilipendiados e violentados em seu direito mais sagrado, seu tekohá, seu território tradicional. Uma liderança assassinada, uma dezena de feridos, e um ódio mortal disseminado nos meios de comunicação. “Vamos tirá-los no peito e no grito”, vociferou a presidente de um sindicato rural.  Fazendo coro à ofensiva genocida nas redes sociais são alardeados os gritos de “temos que matar esses índios”. (mais…)

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Nota pública da APIB pelo assassinato do líder Simião Vilhalva Guarani

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB, manifesta, em primeiro lugar, a sua solidariedade aos familiares e aos povos kaiowá e guarani, diante o assassinato do líder Simião Vilhalva, acontecido no dia 29 de agosto último, na Terra Indígena Ñande Rú Marangatú, em Antonio João, Estado de Mato Grosso do Sul, por ação direita de fazendeiros da região, numa verdadeira operação de guerra, liderada pela presidente do Sindicato Rural de Antônio João, Roseli Maria Ruiz. Neste território sagrado já tombaram Marçal de Souza Tupã’i, em 25 de novembro de 1983, Dorvalino Rocha, em 24 de dezembro de 2005, ano em que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu os efeitos do decreto de homologação desta terra indígena. (mais…)

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