Povos indígenas de Roraima e as expectativas nas eleições de 2014

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Conselho Indígena de Roraima – CIR

Os povos indígenas de Roraima, Macuxi, Wapichana, Taurepang, Patamona, Ingaricó, Sapará, Yanomami e Ye’kuana, que somam 46% da população do Estado, assim como os diversos povos indígenas do Brasil, há poucas horas da Eleição de 2014, 5 de outubro, vivem momento de expectativas de mais uma vez fazer a diferença no movimento indígena, desta vez na política partidária, elegendo seus representantes indígenas.

Para o Conselho Indígena de Roraima (CIR), o momento é histórico, que desde o início vem acompanhando esse processo de decisão dos povos, quando, na 43ª Assembléia Geral dos Povos Indígenas de Roraima, realizada em março desse ano, no Centro Regional Lago Caracaranã, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, onde decidiram indicar os seus representantes para concorrer às eleições de 2014 aos mandatos de deputado estadual e federal. Continue lendo “Povos indígenas de Roraima e as expectativas nas eleições de 2014”

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Morre no Rio o ator e cineasta Hugo Carvana

Hugo Carvana Reprodução/TV Brasil
Hugo Carvana Reprodução/TV Brasil

Paulo Virgílio – Repórter da Agência Brasil

O ator e diretor de cinema e televisão, Hugo Carvana, morreu hoje (4), aos 77 anos, no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, zona sul do Rio. A causa do falecimento não foi divulgada. Carvana, estava internado desde o último domingo (28).

Celebrizado pelos personagens que criou e interpretou no cinema, típicos malandros cariocas, em comédias como Vai Trabalhar, Vagabundo e Se Segura, Malandro. Carvana nasceu em 1937, no bairro de Lins de Vasconcelos, na zona norte. Ele começou no cinema em 1954, atuando em chanchadas da Atlântida Cinematográfica. O ator participou de mais de 100 filmes, de gêneros variados e diferentes fases do cinema brasileiro. Continue lendo “Morre no Rio o ator e cineasta Hugo Carvana”

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Novo Progresso, Pará: Casa do Sec. de Meio Ambiente que hospedava agentes do ICMBio é atingida por tiros

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Folha do Progresso

Na madrugada da última segunda-feira, 29 de setembro, a casa do secretário do meio ambiente do município de Novo Progresso, oeste do Pará, Valdeir de Paula Peres, foi alvejada por vários tiros.

O secretário hospedava em sua residência 05(cinco) agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Segundo o sítio do jornal Folha do Progresso, na hora dos tiros todos estavam nos quartos dormindo, quando acordaram assustados com o barulho dos disparos. Ainda segundo o jornal, não houve feridos.

O secretário e os servidores do ICMBio registraram a ocorrência na Delegacia da Policia Civil. O delegado Daniel Mattos Mathias Pereira teria afirmado que o atentado pode ter sido uma tentativa de intimidar os agentes do ICMBIO que trabalham na fiscalização ambiental na região.

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Eleições: Então as manifestações não serviram para nada?

Leonardo Sakamoto

Determinados grupos políticos tentaram pegar carona nas manifestações que tomaram conta do país no ano passado, buscando atribuir a elas um outro significado a fim de poder garantir um rumo para si mesmos.

As oposições, por exemplo, utilizaram a memória das manifestações para tentar desidratar os grupos que estão no poder, visando às eleições deste domingo (5). Até porque partidos não conseguem convocar grandes manifestações por conta própria. Pelo menos, não mais.

Ao mesmo tempo, parte dos que apoiam os grupos no poder parecem esquecer o que significa a palavra “disputa política” e, tomados por pânico, viram golpe em cada rapaz ou moça carregando um cartaz de crítica ao governo.

Enfim, o problema é que as pessoas que gostam de política – da política tradicional e da que se diz “nova política” – se amam demais.

As jornadas de junho de 2013 não foram contra um partido X ou Y, mas visando a instituições tradicionais que representam autoridade. Os repórteres da Globo, que tem um peso gigante em nossa construção simbólica, para mal e para bem, não estavam conseguindo nem usar o prisma com a marca da emissora na cobertura. Caco Barcellos, que fez muito por nosso jornalismo e pela efetivação dos direitos humanos, por exemplo, ironicamente foi alvo da fúria incontrolável de manifestantes (sic) na Praça da Sé, tendo que se refugiar em uma padaria. Que dirá então os políticos que, ao invés desse currículo, têm uma extensa capivara?

Houve debates acalorados, que diziam que uma revolução estava em curso e iria transformar radicalmente as estruturas nas eleições de 2014. Continue lendo “Eleições: Então as manifestações não serviram para nada?”

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Ganhadores do Nobel Alternativo exigem que presidenciáveis expliquem como terminarão com a matança de líderes sociais

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Em uma carta enviada aos presidenciáveis brasileiros, laureados com o “Right Livelihood Award” (conhecido também como “Prêmio Nobel Alternativo”) e organizações locais pedem aos candidatos soluções concretas frente aos assassinatos de líderes sociais que se repetem no Brasil. Nos primeiros oito meses do ano, já foram registrados 25 homicídios em conflitos relacionados com a terra.

“O Brasil tem o vergonhoso recorde de ser o país com a maior quantidade de assassinatos de defensores do meio ambiente e da terra no mundo”, informa a carta que receberam todos os candidatos à Presidência desse país. A missiva pede aos candidatos que explicitem seu compromisso e propostas concretas para erradicar todo tipo violência contra ativistas defensores dos direitos humanos e do meio ambiente. Continue lendo “Ganhadores do Nobel Alternativo exigem que presidenciáveis expliquem como terminarão com a matança de líderes sociais”

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Artista é denunciado por crimes de racismo

Socióloga Vilma Reis diz que aumentaram casos de denúncia
Socióloga Vilma Reis diz que aumentaram casos de denúncia

Yuri Silva – A Tarde

O artista plástico Luiz Eduardo Alves Correia Santos foi denunciado esta semana pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por conta de três atos racistas praticados por ele contra duas vizinhas, no Condomínio Mar Aberto Residence, no Costa Azul.

Em uma das ocasiões registradas pela 9ª Delegacia Territorial (Boca do Rio) nos dias 18 e 19 de março, Eduardo colou um cartaz na frente do imóvel das vítimas com a frase “negro aqui não” (sic). Continue lendo “Artista é denunciado por crimes de racismo”

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Africanos são presos na França por usarem nota de 500 euros verdadeira

Cédula de 500 euros é rara de ser encontrada, mas associações viram racismo na ação policial
Cédula de 500 euros é rara de ser encontrada, mas associações viram racismo na ação policial

Um casal de africanos ficou preso por 20 horas em uma delegacia na França por tentar pagar suas compras em um hipermercado com uma nota de 500 euros. O caso, divulgado na quinta-feira, provocou protestos de associações de luta contra o racismo.

Havia suspeitas de que a nota fosse falsa, mas ela era verdadeira. O casal da Guiné, no entanto, permaneceu detido para interrogatório em Douai, no norte da França, até que a autenticidade da cédula – equivalente a R$ 1,5 mil – fosse finalmente comprovada por um banco. Continue lendo “Africanos são presos na França por usarem nota de 500 euros verdadeira”

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Aldeia Kaiowá de Kurusu Ambá é atacada por jagunços armados no Mato Grosso do Sul

foto10Cimi Regional Mato Grosso do Sul

Na tarde desta sexta-feira, dia 03, o que muito vinha sendo anunciado tornou-se realidade. Jagunços armados atacaram as barracas de famílias Kaiowá que se encontravam em uma pequena sede de fazenda, ocupada pelo povo indígena desde o último 22 de setembro. Na ocasião, 50 famílias Kaiowá, aproximadamente 250 indígenas, não aguentando mais a fome e as condições desumanas de vida, retomaram uma pequena porcentagem da sua terra tradicional de Kurusu Ambá, localizada no município de Coronel Sapucaia, Mato Grosso do Sul, à procura de espaço para plantar.

Aproximadamente às 15 horas, com a chegada de uma viatura da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), a comunidade Kaiowá se deslocou para seu antigo acampamento, junto a uma pequena extensão de mato, para receber atendimento e tratar de suas crianças. Neste momento, quatro sujeitos armados invadiram a sede da fazenda retomada pelos indígenas e desferiram golpes de facão contra as barracas montadas pelas famílias Kaiowá. Os indígenas resistiram e conseguiram fazer com que os agressores batessem em retirada. Lideranças e jovens Kaiowá seguiram os pistoleiros pela estrada e denunciam que os viram se dirigir à sede de uma fazenda conhecida como “Madama”, onde entraram e se abancaram.   Continue lendo “Aldeia Kaiowá de Kurusu Ambá é atacada por jagunços armados no Mato Grosso do Sul”

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Documentário de português dá voz a índios brasileiros Yanomami

"É uma oportunidade para mostrar o que os Yanomami têm a dizer, na primeira pessoa e sem intermediários", disse à Lusa Mauro de Almeida
“É uma oportunidade para mostrar o que os Yanomami têm a dizer, na primeira pessoa e sem intermediários”, disse à Lusa Mauro de Almeida

Documentário de um português sobre os Yanomami, filmado “com uma máquina fotográfica e um microfone que funciona às três pancadas”, atraiu o interesse de um realizador do Luxemburgo

Agência Lusa – O documentário de um português sobre os índios brasileiros Yanomami, filmado “com uma máquina fotográfica e um microfone que funciona às três pancadas”, atraiu o interesse de um realizador do Luxemburgo e vai ser exibido em Outubro. “Filhos da Lua”, que tem o apoio do Festival de Cinema Brasileiro do Luxemburgo, foi filmado durante uma viagem ao Brasil pelo português Mauro de Almeida, secretário da ONG luxemburguesa Terra dos Homens, que desenvolve projectos para apoiar esta população indígena, em colaboração com a associação brasileira Serviço e Cooperação com o Povo Yanomami (Secoya).

O secretário da ONG luxemburguesa passou duas semanas no estado de Roraima, no norte do Brasil, e no Amazonas, numa acção de formação de professores nativos apoiada pela ONG luxemburguesa, durante o verão de 2013. As filmagens e entrevistas que fez acabariam por despertar o interesse do realizador luxemburguês Fränk Muno, co-autor do documentário, que procura dar voz ao povo Yanomami. Continue lendo “Documentário de português dá voz a índios brasileiros Yanomami”

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Um ano depois, favoritos ao Planalto ignoram bandeiras dos protestos e voltam ao cenário pré-junho, por Matheus Pichonelli

De duas uma. Ou a capacidade transformadora das manifestações de junho foi superestimada pelos analistas e se extraviou ou a fatura, sem tempo de ser assimilada em apenas um ano, ainda está a caminho. Neste caso, quando vier, o mundo que ontem gritava já terá explodido

Matheus Pichonelli – CartaCapital

A não ser que o Congresso registre, a partir de domingo, uma renovação inédita em seus quadros, é possível dizer que, ao menos nas eleições majoritárias, a fatura das manifestações de junho de 2013 não chegou a ser debitada na campanha de 2014.

Naquele mês, milhões de pessoas foram às ruas inspiradas pelos protestos em São Paulo contra o aumento da passagem de ônibus. Não era pelos vinte centavos, gritavam os manifestantes. Era pelo diapasão de uma sociedade imersa na chamada modernidade líquida que via no Estado uma trava arcaica e pesada para seus anseios – entre os quais o direito a circular pela cidade sem ser tratado como jumento amarrado.

A repressão policial aos primeiros atos mudou a dimensão dos protestos. De repente as pessoas não estavam nas ruas para exigir apenas melhorias no sistema público de locomoção. Estavam nas ruas para exigir o direito de protestar por melhorias no sistema público de locomoção sem serem estraçalhadas pelas forças de segurança.

Ao longo daquele mês, a tensão entre governos e população levou ao derretimento da popularidade de algumas lideranças, a começar pela presidenta Dilma Rousseff. Muitos analistas não tardaram em ver na tensão a demonstração de uma crise de representatividade. Continue lendo “Um ano depois, favoritos ao Planalto ignoram bandeiras dos protestos e voltam ao cenário pré-junho, por Matheus Pichonelli”

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