A Lei da Ficha Limpa foi um primeiro passo importante, mas o Brasil ainda precisa fazer uma reforma política mais ampla. A opinião é do juiz Márlon Reis, um dos idealizadores da norma, que surgiu após iniciativa popular com cerca de 1,5 milhão de assinaturas
Luiza Bandeira – BBC Brasil
“A Lei da Ficha Limpa não é o ponto final das transformações que temos que fazer. Ela serve de começo, mas o próximo passo deve ser uma reforma política”, afirma Reis.
Este ano, nas primeiras eleições gerais em que a lei será aplicada, cerca de 250 candidatos foram barrados. Para o magistrado, as decisões foram simbólicas porque barraram nomes fortemente associados à corrupção, como o deputado federal Paulo Maluf (PP) e o ex-governador José Roberto Arruda (PR).
Ele diz, porém, que a transformação só estará completa com uma reforma política que proíba o financiamento de campanhas por grandes empresas e permita o voto legislativo em dois turnos. Pelo sistema atual, o número de cadeiras a que cada partido tem direito é calculado de acordo com a votação dos candidatos, o que significa que um postulante bem votado pode ajudar a eleger outros com poucos votos. Eis a entrevista. Continue lendo “Após Ficha Limpa, precisamos de reforma política, diz um dos idealizadores da lei”







