Perú: Las comunidades y “el dorado” del bosque amazónico

Por Roger Rumrrill*

Los bosques tropicales son, en el siglo XXI, el verdadero “El Dorado” de la cuenca amazónica. “El comercio internacional en el siglo XXI será verde”, decía hace poco en Iquitos Jorge L. Chediek, el ex director residente del PNUD y Naciones Unidas en el Perú y ahora en funciones en el Brasil. Luego, en una conferencia en la Biblioteca Amazónica, pidió “repensar el modelo de desarrollo amazónico”.

El modelo económico extractivo-mercantil, es decir primario-exportador, es inviable en términos ambientales, sociales y económicos. La actividad forestal es un ejemplo de ello. De acuerdo a Guillermo Andrade Sáenz, experto en el tema, el negocio de la madera se “sostiene en una sistema esclavista que es la habilitación y genera un crecimiento económico aritmético y una pobreza geométrica”.

En una nueva economía sostenible, el bosque en pie no sólo debe generar riqueza en base a los servicios ambientales (el programa REDD es una posibilidad), sino en muchas otras actividades. Julio Arce Hidalgo, notable fitoquímico de la Amazonía, está estudiando los principios activos de algunas especies forestales. La sangre de drago es una de ellas. Produce taspina. Un gramo cuesta 100 dólares. Un barril de copaiba, que se extrae de 5 árboles, se vende en 1500 dólares. Continue lendo “Perú: Las comunidades y “el dorado” del bosque amazónico”

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Uma resposta com bom humor

Classe média não é isso, bem sabemos, se considerarmos não só os índices salariais como, ainda, que “toda generalização é burra”. Inclusive, porque se formos nos ater meramente a esses índices, estamos na maioria todos e todas nela incluídos. Mas, sem dúvida, a música em questão retrata de forma perfeita a ideologia dominante em boa parte das cabeças que acreditam no que dizem revistas como a “Veja”, a chamada “grande imprensa” e os noticiários pasteurizados, imprensados entre as novelas das redes de televisão. Com bom humor, vamos a ela. TP.

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A farra do jornalismo oportunista?

Rafael Barbi – Mestrando em Antropologia pelo PPGAN/UFMG

A revista Veja dessa semana publicou uma matéria intitulada “A farra da antropologia oportunista”. Aparentemente os jornalistas Leonardo Coutinho, Júlia de Medeiros e Igor Paulin desejavam denunciar o que seria uma espécie de “esquema” entre ONGs internacionais, antropólogos e o Governo Federal para extinguir a propriedade privada de imóveis rurais no Brasil através da demarcação de terras indígenas e terras de quilombo, além da criação de unidades de conservação.

Comento a matéria aqui sem entrar no mérito de outras questões mais profundas, abordando dois aspectos da reportagem que são absolutamente hediondos para os padrões de qualquer tipo de jornalismo.

A falácia

Os repórteres abrem a matéria com a seguinte afirmação:

“Áreas de preservação ecológica, reservas indígenas e supostos antigos quilombos abarcam, hoje, 77,6% da extensão do Brasil”.

Qualquer alma com dois dedos de bom senso questionaria essa afirmação, uma vez que as terras indígenas correspondem a 13% da área do país, sobretudo na região amazônica. Coloco aqui dados do Instituto Socioambiental acerca dessa extensão: Continue lendo “A farra do jornalismo oportunista?”

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A violência institucionalizada: ausência do Estado e do poder público. Entrevista especial com Julio Jacobo Waiselfisz

[Unisinos] – Uma das questões colocadas pelo coordenador do estudo Mapa da Violência 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasil Julio Jacobo Waiselfisz, durante a entrevista que concedeu à IHU On-Line, realizada por telefone, foi que a má distribuição de renda é um dos principais fatores para o aumento da violência no mundo. Segundo ele, esse fator impacta muito mais os jovens do que os adultos. “Se pensa ainda hoje que a pobreza é o fator explicativo dos índices de violência e homicídios. Se fosse desta forma, os países mais pobres do mundo deveriam ser os mais violentos, e isso não acontece. Os estados mais violentos do Brasil deveriam ser aqueles com elevados índices de pobreza, e, no entanto, são estados como Rio de Janeiro, Distrito Federal, e várias regiões metropolitanas que são os epicentros da violência”, detectou.

O mapa aponta ainda que homens, entre 15 e 24 anos, negros e pobres são as maiores vítimas da violência no Brasil. “Os estados muito violentos são aqueles que oferecem grande contraste entre riqueza e pobreza, onde a riqueza mora no meio da pobreza. Esta contradição marca, por um lado, elevados índices de violência, e, por outro, afeta diretamente a juventude”, falou.

Julio Jacobo Waiselfisz é diretor de pesquisas do Instituto Sangari. Confira a entrevista. Continue lendo “A violência institucionalizada: ausência do Estado e do poder público. Entrevista especial com Julio Jacobo Waiselfisz”

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Movimentos Sociais: do ideário da transformação ao pragmatismo?

[Ecodebate] – O posicionamento dos movimentos sociais frente às eleições de 2010 tem muito a ver com pragmatismo e pouco com utopia. A tese é polêmica, mas justifica uma reflexão sobre tema tão espinhoso e que causa arrepios em não poucos.

A preocupação em entender os movimentos sociais é uma constante em nossas análises, e está presente quer de forma temática, quer de maneira transversal. A questão política, mais especificamente, as eleições de outubro próximo, onde deságuam as expectativas e contradições dos movimentos sociais, servem de motivo para tecer algumas considerações a modo de ensaio, pois elas revelam também muito do que é o movimento social brasileiro hoje.

O “imaginário de transformação social” que embalou os principais movimentos sociais e as principais lutas nos anos 1980 se enfraqueceu. A convicção de que a realidade pode ser transformada perdeu a sua força, e o encantamento com a política já não existe mais. Os movimentos sociais vivem uma profunda crise e estão longe de exercerem o protagonismo dos anos 1980 e 1990.

Essas duas últimas décadas do século passado, produziram um vigoroso movimento social reivindicatório, cujo horizonte esteve voltado aos outros e na transformação da realidade, expresso na utopia de que outro Brasil era possível, e que passava, portanto, pelo Estado.

O governo Lula, neste contexto, passa a ser paradigmático. Por um lado, ele atende aos anseios da maior parte dos movimentos sociais e, por outro, contribui para o esgotamento do ideário quando, “a partir dos anos 90, lideranças sociais do país ingressaram na lógica da burocracia estatal e perderam a energia e força moral para impor uma nova lógica política. Abdicaram da ousadia”, como analisa Rudá Ricci. Continue lendo “Movimentos Sociais: do ideário da transformação ao pragmatismo?”

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Blog do GT Combate é o “Saite da vez” na Revista Educação Pública

Nosso Blog foi escolhido o “Saite da vez” no portal da Revista Educação Pública. Abaixo, cópia da matéria, que pode ser vista em http://www.educacaopublica.rj.gov.br/internet/sitedavez/0159.html.

Imagem da página inicial do site
http://racismoambiental.net.br/

SITE DA VEZ

Racismo Ambiental

Visão crítica do meio ambiente

Alexandre Amorim

“Chamamos de Racismo Ambiental as injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e outras comunidades, discriminadas por sua origem ou cor”. Assim se apresenta o grupo de Combate ao Racismo Ambiental, criado em 2005 com o objetivo de definir estratégias de apoio e estabelecer uma rede entre os grupos que promovem a defesa desses grupos étnicos.

O grupo conta com participações de entidades sociais e indivíduos dedicados a analisar e propor alternativas para o processo de perda que esses grupos sofrem constantemente. Seminários que têm participações de todas as partes do Brasil reúnem grupos envolvidos em conflitos socioambientais, movimentos sociais, ONGs e academia, numa tentativa de envolver cada segmento representado na luta contra o racismo ambiental.

O site se divide entre a apresentação resumida (e ilustrada com filmes) dos seminários realizados, notícias ligadas ao tema principal e uma espécie de arquivo de artigos, reunidos por categorias: direitos humanos, justiça climática, mídia e poder, racismo, reforma agrária e outros. São informações valiosas e bem escritas, disponíveis para quem sente a necessidade de saber mais sobre a disparidade social e ambiental, principalmente dentro do Brasil.

A visão do grupo é de que o modelo político-ideológico vigente acaba por desconsiderar os cidadãos, especialmente aqueles que, já sendo oprimidos por sua situação social, ainda sofrem por estar encurralados em comunidades marginalizadas, como os índios, os favelados e os quilombolas. O discurso desenvolvimentista acaba por ignorar ou mesmo destruir as possibilidades de capacitação desses grupos, além de invadir geograficamente suas áreas e destruir a relação de suas vidas com seu meio ambiente.

Publicado em 04 de maio de 2010.

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Nota da Comissão de Assuntos Indígenas-CAI/ABA

A reportagem divulgada pelo último número da revista Veja, provocativamente intitulada “Farra da Antropologia oportunista”, acarretou uma ampla e profunda indignação entre os antropólogos, especialmente aqueles que pesquisam e trabalham com temas relacionados aos povos indígenas. Dados quantitativos inteiramente equivocados e fantasiosos (como o de que menos de 10% das terras estariam livres para usos econômicos, pois 90% estariam em mãos de indígenas, quilombolas e unidades ambientais!!!) conjugam-se à sistemática deformação da atuação dos antropólogos em processos administrativos e jurídicos relativos a definição de terras indígenas.

Afirmações como a de que laudos e perícias seriam encomendados pela FUNAI a antropólogos das ONGs e pagos em função do número de indígenas e terras “identificadas” (!) são obviamente falsas e irresponsáveis. As perícias são contratações realizadas pelos juízes visando subsidiar técnica e cientificamente os casos em exame, como quaisquer out ras perícias usuais em procedimentos legais. Para isto o juiz seleciona currículos e se apóia na experiência da PGR e em consultas a ABA para a indicação de profissionais habilitados. Quando a FUNAI seleciona antropólogos para trabalhos antropológicos o faz seguindo os procedimentos e cautelas da administração pública. Os profissionais que realizam tais tarefas foram todos formados e treinados nas universidades e programas de pós-graduação existentes no país, como parte integrante do sistema brasileiro de ciência e tecnologia. A imagem que a reportagem tenta criar da política indigenista como uma verdadeira terra de ninguém, ao sabor do arbítrio e das negociatas, é um absurdo completo e tem apenas por finalidade deslegitimar o direito de coletividades anteriormente subalternizadas e marginalizadas. Continue lendo “Nota da Comissão de Assuntos Indígenas-CAI/ABA”

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Ecuador: Indígenas toman Asamblea Nacional y exigen inclusión en Ley de Aguas

Servindi, 5 de mayo, 2010.- Tras suspenderse el segundo debate de la Ley de Aguas, las organizaciones indígenas ECUARUNARI, CONAIE, FEINE, FENOCIN decidieron tomar las instalaciones de la Asamblea Nacional de Quito indefinidamente, hasta que se resuelvan los nudos críticos de la mencionada ley.

De esta forma los manifestantes indígenas radicalizaron su protesta, la cual lleva varios meses sin ser resuelta a pesar de haberse instalado el año pasado una mesa de diálogo con el gobierno.

“No existe un proceso verdadero de incorporación de las demandas de los pueblos indígenas, campesinos y sectores sociales del país”, lamentaron los dirigentes nacionales indígenas ecuatorianos que lideraron la movilización en diferentes puntos del país.

En la capital, Quito, acudieron representantes de las comunidades, juntas de regantes, juntas de agua de consumo, estudiantes, organizaciones de mujeres y campesinos.

“Claramente se notó en el pleno de la Asamblea diversos criterios en cuanto al tratamiento de los nudos críticos, notándose que la mayoría que aprobó la Ley de Aguas para el segundo debate, no tomó en cuenta los aportes de las organizaciones sociales y el movimiento indígena”, sostuvieron las organizaciones mediante un comunicado. Continue lendo “Ecuador: Indígenas toman Asamblea Nacional y exigen inclusión en Ley de Aguas”

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El concepto de revolución

FOTOGRAFÍA: MARÍA INÉS OCHOA
Luis Villoro

Uno de los intelectuales más destacados y respetados de México y acompañante siempre de las causas justas de los pueblos, señala que “tanto en Bolivia como en las comunidades zapatista de Chiapas, llega a realizarse el ideal de un comunitarismo ejemplar, más allá del capitalismo mundial. Así, una resistencia organizada puede conducir a una transformación total sin violencia”.

No 1

Ligas

Revolución” es un concepto moderno que quizás se haya usado por primera vez en a Glorious Revolution inglesa de 1688. Pero es la Revolución Francesa la que generaliza el término. Se bautiza a sí misma para sellar con un concepto un vuelco de la historia: ruptura en la sociedad existente, corte que niega una época y que inicia una nueva.

¿Qué se entiende, entonces, por una revolución? Se piensa en una transformación radical en la sociedad existente. Un corte, una ruptura en el tiempo, en la historia. El pasado es rechazado, el futuro, esperado. Un proyecto nacional nuevo que rompe la continuidad histórica, no sólo en algunos grupos de la sociedad sino en el todo social. Continue lendo “El concepto de revolución”

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MPF abandona júri do assassinato de cacique após Justiça negar abertura de oitivas na língua Guarani-Kaiowá

Cacique Marcos Veron
Para o MPF, se expressar em sua própria língua é um direito inalienável; Júri é suspenso, e não há ainda a designação de uma nova data

O Ministério Público Federal abandonou o júri do assassinato do cacique Marcos Veron após declarar-se categoricamente contra a decisão da juíza Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo, que impugnou, a pedido da defesa dos réus, o tradutor que havia sido designado para atuar na sessão. Hoje seriam ouvidas outras vítimas do ataque de funcionários da Fazenda Brasília do Sul, em Juti, Mato Grosso do Sul, a um grupo de indígenas que ocupavam o local. O ataque, ocorrido em 2003, resultou na morte do cacique, espancado até a morte.

A maioria das vítimas e testemunhas de acusação designadas são indígenas da etnia Guarani-Kaiowá e, segundo o MPF, desejavam expressar-se na língua guarani. Após o indeferimento do tradutor, iniciou-se longo debate entre defesa e acusação e a presidente do júri. O MPF vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região para que os índios envolvidos no processo possam se expressar em sua própria língua.

O MPF e a assistência da acusação requereram que a primeira pergunta dirigida a cada vítima e testemunha fosse feita em guarani-kaiowá e que, nessa língua, perguntassem como a vítima ou a testemunha desejariam se expressar, mas a juíza indeferiu o requerimento e decidiu perguntar, em português, em que língua vítimas e testemunhas gostariam de ser ouvidos. A tradução foi deferida apenas parcialmente e só seria usada se o indígena respondesse, em português, que preferiria se expressar em guarani.

Diante da negativa da juíza, o MPF se manifestou categoricamente contrário a esta decisão e abandonou o plenário. Sem Ministério Público, responsável pela busca da verdade real, não há júri e a juíza suspendeu a sessão. O procurador da República Vladimir Aras, um dos dois membros do MPF especialmente designados pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, para atuar no caso, lamentou a decisão que foi obrigado a tomar.

“Em 17 anos de júri esta é apenas a segunda vez que abandono o plenário, mas não poderia aceitar que, justamente num júri, o direito fundamental de se expressar em sua própria língua fosse negado. Tribunal do Júri não é lugar para restrição de Direitos”, afirmou Aras logo após o cancelamento da sessão. Continue lendo “MPF abandona júri do assassinato de cacique após Justiça negar abertura de oitivas na língua Guarani-Kaiowá”

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