Trabalho infantil informal preocupa

Vitória* (D) e uma amiga buscam em entulhos e lixões material para vender e ajudar as famílias (Pedro Ladeira/Esp. CB/D.A Press )
Vitória* (D) e uma amiga buscam em entulhos e lixões material para vender e ajudar as famílias

Atividades que não têm um empregador formal, como a venda de itens em semáforos, são difíceis de ser fiscalizadas e impuseram nos últimos anos baixo índice de punições

Débora Álvares – Correio Brasiliense

Cheios de machucados, os pés e as mãos sujos pela terra comprovam o trabalho pesado ao qual está submetida Vitória*. Todos os dias, a menina tímida de 7 anos e voz baixa busca nos entulhos e lixos espalhados pelas ruas do Distrito Federal ferragens para vender em uma cooperativa. Enquanto a menina vasculha o lixo acompanhada de uma amiga, a mãe espera, em casa, o dinheiro do trabalho. A menina admite não gostar da obrigação. “Mas a mamãe manda, e eu venho ver se tem brinquedo”, diz, enquanto olha para um robô estragado no topo de uma pilha de lixos.

A exploração a que Vitória é submetida é classificada por especialistas como trabalho infantil informal. Um tipo de atividade, como a exercida por meninos e meninas em semáforos, que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) admite ter dificuldade de fiscalizar. Quando há flagrantes, os órgãos focados na assistência social são acionados. “O conselho (tutelar) e o MP (Ministério Público) chamam a família para conversar e para sensibilizar sobre os perigos e, principalmente, sobre os direitos das crianças e adolescentes”, explica o chefe da divisão de fiscalização do trabalho infantil do MTE, Luiz Henrique Lopes. Continue lendo “Trabalho infantil informal preocupa”

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Pesquisadora aponta relação entre coronelismo midiático e agronegócio

Pedro Caribé – Observatório do Direito à Comunicação

Dois temas emergiram na agenda nacional nos últimos dias: a lista de políticos sob posse de outorgas de radiodifusão e os embates agrários permeados pelo novo Código Florestal e assassinatos de ambientalistas no Pará. Tratados de forma separada pelo noticiário tradicional, ambos apresentam relação direta segundo a pesquisadora da Pós Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ, Suzy dos Santos.

Ela cita a relação com a questão agrária como um dos caminhos para compreender como o coronelismo midiático se comporta e suas relações com o poder federal: “Essa similaridade não é coincidência. Se for olhar os bens declarados dos políticos donos de outorgas, verá que uma parcela expressiva também tem negócios rurais”.

O modo autoritário de exercer o poder dos radiodifusores e do agronegócio é exaltado por Santos: “Há um link mais complexo na questão do coronelismo que é esse do mandonismo, da histórica formação de guardas privadas e da atuação de grupos oligárquicos como poder supremo no interior do país”. Continue lendo “Pesquisadora aponta relação entre coronelismo midiático e agronegócio”

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Maior estoque de carbono da região da Amazônia Legal está no solo, revela IBGE

s Faixas de concentração de carbono em até um metro de profundidade do solo na Amazônia Legal/ Divulgação

RIO – O maior estoque de carbono da região da Amazônia Legal, que corresponde a aproximadamente 59% do território brasileiro, está no solo e não na atmosfera, tornando-o componente essencial no processo de redução das emissões de gases do efeito estufa. Só no primeiro metro de profundidade, o solo retém cerca de duas vezes o estoque encontrado na atmosfera. O dado está presente na pesquisa “Geoestatísticas de Recursos Naturais da Amazônia Legal”, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE.

São 55,7 toneladas de carbono por hectare de solo da Amazônia Legal, em média, a meio metro de profundidade. Essa concentração, no entanto, não é uniforme e varia de 0,1 a 208,7 toneladas por hectare. Quando analisado a uma profundidade de um metro, o solo da região possui um estoque médio de 95,7 t/ha, podendo chegar ao máximo de 250,5 t/ha. Continue lendo “Maior estoque de carbono da região da Amazônia Legal está no solo, revela IBGE”

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A luta dos quilombolas do Maranhão. Entrevista especial com Inaldo Serejo

Na quinta-feira, dia 09-06-2011, dois padres e 17 quilombolas fizeram uma greve de fome no Maranhão para exigir respeito e proteção do Estado, uma vez que há 58 pessoas vivendo sob ameaça de morte. São lideranças dos povos ribeirinhos, camponeses e quilombolas que recebem recados ameaçadores para que recuem na lutam que travam pela liberdade da terra. Liberdade essa que tem sido cerceada pela expansão dos latifúndios que dominam terras que deveriam pertencer aos povos que vivem há mais de 200 anos naquela região e, atualmente, hoje vivem oprimidos por forças que têm apoio do governo. A greve de fome foi encerrada ontem, sexta-feira.

A IHU On-Line conversou com o Inaldo Serejo, padre, coordenador da Comissão Pastoral da Terra do Maranhão, que também aderiu à greve de fome e acampou com os manifestantes na sede do INCRA, em São Luís. Ele nos conta, na entrevista a seguir, concedida por telefone, sobre as reações do governo frente a essa manifestação popular e sobre como é viver sob o poder das oligarquias que dominam o estado. “Essa ligação dos poderosos maranhenses à estrutura do Estado é algo muito trágico para o nosso povo. O Estado parece se colocar a serviço do latifúndio, a serviço desse processo de extermínio que sofrem as comunidades quilombolas e as comunidades camponesas do Maranhão”, concluiu. Confira a entrevista. Continue lendo “A luta dos quilombolas do Maranhão. Entrevista especial com Inaldo Serejo”

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TO: Acordo possibilita regularização de territórios quilombolas

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Universidade Federal do Tocantins (UFT) firmaram, na quinta-feira (9), acordo de cooperação técnica que beneficiará seis comunidades quilombolas no estado. Com a parceria, a UFT vai disponibilizar antropólogos, que juntamente com servidores do Incra serão responsáveis pela elaboração do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) de comunidades reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares.

O relatório é o documento que determina a área do território de cada comunidade remanescente de quilombo. É elaborado por equipe multidisciplinar composta de antropólogo, engenheiro agrônomo, fiscal de cadastro, topógrafo e outros profissionais, que realizam estudos com o objetivo de identificar a origem, as tradições, a história, os costumes e o território a ser titulado.

O acordo tem validade de dois anos e prevê, inicialmente, a elaboração de relatórios para seis comunidades no estado a serem definidas pelo Incra. Com a elaboração do RTID, o Instituto pode avançar no processo de regularização dos territórios destas comunidades. Continue lendo “TO: Acordo possibilita regularização de territórios quilombolas”

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Indianas se submetem à escravidão para pagar dote do casamento

Jovens enfrentam jornadas de trabalho intermináveis e condições precárias na indústria têxtil para ganhar entre € 400 e € 800 após 3 anos. De 10% a 20% dessas meninas têm entre 12 e 14 anos quando são contratadas pelas fábricas
REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA EFE

O dote no casamento indiano tem levado milhares de jovens indianas a se submeterem a regimes de escravidão em empresas têxteis, aponta um relatório elaborado pelo Centro de Pesquisa de Empresas Multinacionais (Somo, na sigla em holandês) em colaboração com o Comitê da Holanda para a Índia (ICN). A promessa de que, ao término de três anos de trabalho, as jovens receberão o equivalente a cerca de € 500 atrai cada vez mais garotas.

Na Índia, o casamento é uma tradição cultural bastante forte, e o costume do dote diz que é a mulher quem deve pagá-lo ao marido. A maioria das jovens da pesquisa pertence à casta dos dalits, a mais baixa e pobre, e são recrutadas sob um sistema conhecido como “Sumangali” – palavra tâmil para se referir a uma mulher feliz no casamento e que vive com seu marido uma vida abençoada e plena, algo que está relacionado com o pagamento do dote.  Continue lendo “Indianas se submetem à escravidão para pagar dote do casamento”

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Lutas sociais no campo

Debate sobre o Código Florestal traz à tona a questão da concentração da propriedade da terra e a atuação dos movimentos sociais rurais no Brasil

Lucilia de Almeida Neves Delgado

Também no crepúsculo do século 19 e na aurora do século 20, o Brasil era um país assombrado por rebeliões e revoltas camponesas, que se fizeram visíveis em diferentes estados da federação. Foi assim com a Campanha do Contestado em Santa Catarina e com a saga de Canudos, na Bahia. Essa epopeia social, marcada por forte misticismo, foi descrita com detalhes pelo escritor brasileiro Euclides da Cunha no livro épico Os sertões. O romancista peruano Mário Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura de 2010, também escreveu sobre Canudos um belo e contundente texto, A guerra do fim do mundo. Nele traçou um retrato contundente da tragédia histórica vivida pelos desterrados daquele arraial de esperançosos esfarrapados perdidos na aridez do sertão brasileiro.

Contestado e Canudos foram rebeliões esmagadas pelo Exército brasileiro. A resistência dos camponeses que se reuniram em Canudos, liderados pelo messiânico Antônio Conselheiro, tornou-se acontecimento lendário e emblemático da história do Brasil.

Todavia, as rebeliões nas áreas rurais brasileiras nos primeiros 20 anos do século 20 foram, na verdade, mobilizações isoladas que não tiveram qualquer impacto na reformulação da distribuição da terra e no assentamento de trabalhadores rurais. Naqueles anos, predominavam práticas coronelísticas e clientelistas e uma estrutura fundiária maciçamente latifundiária e monocultora que absorvia mão de obra extremamente barata. O predomínio econômico era o da agricultura, com destaque para a produção cafeeira, destinada à exportação. Nem mesmo o impacto da grande depressão do fim da década de 1920, que diminuiu o consumo mundial de café e provocou uma superprodução no Brasil, contribuiu para modificar a estrutura latifundiária brasileira e também para reter o camponês em sua região de origem.

Crise e revolução

Depois de 1930, ocorreu uma crescente industrialização acompanhada de uma urbanização definitiva. As áreas rurais empobrecidas pela crise mundial transformaram-se em focos de expulsão de mão de obra para as cidades. Esse movimento migratório acabou por contribuir para uma ocupação desordenada das áreas urbanas. Ocupação caracterizada por favelização crescente e aumento, ano após ano, da violência.

Em seguida à crise de 1929 e à Revolução de 1930, houve pequenas mudanças na estrutura de distribuição da terra, em especial na região Sudeste, pois muitos cafeicultores endividados tiveram que dividir parte de suas terras com seus colonos. Mas esse foi um movimento sem maiores desdobramentos e a estrutura fundiária brasileira continuou predominantemente concentrada. Alguns casos de exceção a esse modelo localizam-se no Sul do Brasil, em especial em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, em decorrência do tipo imigração – colonato e ocupação de terra (minifúndios) lá realizada.

Também ao longo da década de 1930, novo ordenamento jurídico trabalhista foi sendo construído. Sua consolidação ocorreu em 1943, quando da publicação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Esse conjunto de leis, todavia, não se estendeu ao campo. As relações de trabalho nas áreas rurais só foram regulamentadas em 1963, no governo João Goulart, quando da edição do Estatuto do Trabalhador Rural.

Entre 1945 e 1955, foram muitas as iniciativas de organização dos trabalhadores rurais, incentivadas tanto por comunistas como por grupos de católicos que começaram a vincular fé e preocupação social. Depois de 1955, com a interiorização do país decorrente do ciclo desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek, discussões sobre reforma agrária contaminaram o cotidiano da política, dos movimentos sociais e da intelectualidade que se ocupava em “pensar o Brasil”.

Nessa época, a União dos Trabalhadores Agrícolas do Brasil (Ultab), influenciada pelo Partido Comunista Brasileiro, defendia a união entre operários e camponeses. Em 1955, surgiu no Nordeste, no Engenho Galileia, a primeira Liga Camponesa. Esse movimento, que defendia a realização imediata de uma profunda reforma agrária, teve efeito multiplicador e simbólico efetivo e contou com a liderança do advogado socialista Francisco Julião. Seu lema era: “Reforma agrária na lei ou na marra”.

Igreja e Cepal

Também inspirados pelo ideário terceiro-mundista, pelas renovações por que passava o catolicismo no mundo e por ideias de superação do subdesenvolvimento, difundidas pela Comissão Econômica para América Latina (Cepal), militantes da Ação Católica e do clero progressista atuaram no campo brasileiro e contribuíram para difundir o Método de Educação de Base (MEB) como fórmula ideal para alfabetização da população rural.

Em 1961, foi realizado em Belo Horizonte o 1º Congresso Nacional dos Trabalhadores Agrícolas, que contou com a presença de Julião, Riani, presidente do Comando Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGT), de lideranças estudantis e operárias e também de políticos de diferentes filiações partidárias, como Tancredo Neves e Magalhães Pinto. Esse último, poucos meses depois, participaria ativamente da deposição do presidente João Goulart, em 1964.

O golpe de 1964 pôs fim a essa mobilização crescente nas áreas rurais. Durante a vigência dos governos militares, lideranças dos movimentos de trabalhadores agrícolas do pré-1964 foram presas e muitas organizações sindicais de trabalhadores rurais sofreram intervenção. Como contrapartida, o governo federal instituiu um programa de previdência para o campo, que recebeu o nome de Funrural. Além disso, aprovou o Estatuto da Terra, que estabeleceu termos e orientações, implementados sem maior força e organicidade, para realização de uma moderada reforma agrária no país.

Ao fim do ciclo militar, os problemas decorrentes da concentração da propriedade da terra no Brasil continuaram agravando-se. Tal fato levou a Igreja Católica a constituir a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e os trabalhadores rurais a se agregarem na Confederação dos Trabalhadores Agrícolas (Contag). Nesse ambiente, foi fundado, em 1984, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).

A palavra de ordem do MST passou a ser: “Ocupar, resistir e produzir”. Sua extensão crescente alcança a maior parte do território nacional e tem efetiva projeção internacional, inclusive no Fórum Social Mundial. Sua organização, bastante profissionalizada, inclui escolas, cursos técnicos, cursos de formação sobre sociologia, geografia e história, além de administração rural. Defensores de uma reforma agrária planejada e da ocupação de terras por eles consideradas improdutivas, os militantes sem terra projetam em seus ideais uma melhor distribuição das terras cultiváveis e a adoção de agricultura familiar sustentável como modelo prioritário para o Brasil.

No decorrer dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, para se contrapor ao crescimento do MST e às suas propostas, foi organizada pelos grandes produtores agrícolas brasileiros a União Democrática Ruralista (UDR), que teve grande influência à época da Assembleia Nacional Constituinte.

Todos sabem que a resolução dos problemas de acesso à terra no Brasil e que a adoção de um modelo de agricultura sustentável é estratégica. Todavia, acordos sobre como solucionar essas questões são um horizonte ainda longínquo. Talvez um pouco mais de lucidez na percepção da complexa relação entre acesso à terra, proteção ao meio ambiente, políticas efetivas de apoio aos produtores rurais, em especial aos de menor porte, possa contribuir para que um dos mais graves problemas da história brasileira possa alcançar adequada e justa solução.

*LucIlia de Almeida Neves Delgado é historiadora, professora da UnB, da UFMG e da PUC Minas (colaboradora).

ESTADO DE MINAS, 11-6-2011

Enviada por José Carlos.

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Deputado mais rico é acusado de trabalho escravo

Divulgação
João Lyra é acusado de ter trabalhadores em condições de escravo em duas de suas usinas

Dono de um patrimônio de R$ 240 milhões, o alagoano João Lyra responde a processo no STF por manter 53 trabalhadores em condições degradantes e jornada exaustiva. PGR ratificou a denúncia, à qual o Congresso em Foco teve acesso

Edson Sardinha

O deputado João Lyra (PTB-AL) é o mais rico entre todos os 594 parlamentares, segundo informações prestadas à Justiça eleitoral. Dono de uma invejável fortuna declarada de R$ 240,39 milhões, o petebista responde a uma acusação nada lisonjeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é réu num processo por trabalho escravo, acusado de ter submetido 53 trabalhadores a condições degradantes e jornada exaustiva em uma de suas usinas de cana-de-açúcar em Alagoas.

A investigação chegou ao Supremo, onde tramitam os processos contra parlamentares, em março, pouco depois da posse do empresário como deputado. Um parecer enviado à corte no último dia 15 pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ratifica a denúncia aceita anteriormente pela Justiça Federal de Alagoas e abre prazo para que o deputado apresente sua defesa. O caso está nas mãos agora do ministro Marco Aurélio Mello, relator da Ação Penal 589, à qual o Congresso em Foco teve acesso. Esse tipo de crime é passível de dois a oito anos de prisão. Continue lendo “Deputado mais rico é acusado de trabalho escravo”

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Após 87 dias, indígenas mapuche decidem terminar greve de fome

Os quatro indígenas mapuche presos no Chile decidiram, ontem (9), pelo fim da greve de fome que levavam desde o dia 15 de março. Ramón Llanquileo, José Huenuche, Héctor Llaitul e Jonathan Huillical passaram 87 dias em jejum em demanda de um julgamento justo.

Os indígenas terminaram a greve após um acordo com familiares, organizações de direitos humanos e integrantes da Igreja Católica de formar uma “Comissão pela Defesa dos Direitos do Povo Mapuche”. De acordo com declaração pública divulgada hoje (10) pela Comissão, o grupo atuará na promoção e na defesa dos direitos dos indígenas.

No documento, os integrantes do grupo chamaram o Governo para “um diálogo permanente e transparente “com o objetivo de garantir os direitos dos povos indígenas e de reformar a Lei Antiterrorista para adequá-la aos padrões internacionais de direitos humanos”. Continue lendo “Após 87 dias, indígenas mapuche decidem terminar greve de fome”

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Fazendeiros vão ter de deixar terra indígena em Mato Grosso

Justiça decide devolver área, concedida pelo governo militar a projeto agrícola, aos Xavantes. Governo do Estado é contra

Helson França, iG Mato Grosso

Depois de quase 40 anos de disputa com indígenas da etnia Xavante pela posse da terra de Marãiwatsede, fazendeiros terão que deixar a área, por determinação judicial. Para acelerar o processo de desocupação, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação visando à execução, o quanto antes, da sentença judicial proferida pela Justiça Federal. O problema é que os fazendeiros não têm para onde ir e o governo do Estado é contra a retirada.

A terra de Marãiwatsede tem 165 mil hectares (1,5 mil km2) e fica entre os municípios de Alto Boa Vista, Bom Jesus do Araguaia e São Félix do Araguaia, na Amazônia Legal de Mato Grosso. A região .

O MPF quer que a Polícia Federal acompanhe o processo de saída dos fazendeiros, para que possíveis conflitos com indígenas sejam evitados. Além disso, o MPF também solicitou um estudo sobre a área degradada, e que os governos federal e estadual apresentem outros destinos para os fazendeiros. Continue lendo “Fazendeiros vão ter de deixar terra indígena em Mato Grosso”

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