Força-tarefa vai ajudar a revisar inquéritos sobre mortes no campo

A força-tarefa enviada pelo governo federal a Pará, Amazonas e Rondônia, após a morte de cinco camponeses na região, atuará também na parte administrativa das polícias locais, fazendo revisões de inquéritos inconclusos, por exemplo. A informação é do jornal Folha de S. Paulo, 10-06-2011.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que esteve ontem no Pará, afirmou que essa forma de atuação não significa ingerência sobre assuntos dos governos estaduais. Segundo ele, o pedido foi feito, no caso do Pará, pelo governador Simão Jatene(PSDB).

Um delegado do primeiro escalão da polícia paraense, porém, criticou o envio do reforço federal e disse à Folha que o Estado tem estrutura suficiente para administrar seus problemas. Continue lendo “Força-tarefa vai ajudar a revisar inquéritos sobre mortes no campo”

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MA – Padres e quilombolas fazem greve de fome

Dois padres da CPT (Comissão Pastoral da Terra) no Maranhão e 17 quilombolas entraram em greve de fome ontem. O protesto é uma forma de pressionar pela presença da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) para tratar sobre a questão da violência contra líderes quilombolas no Estado. Desde a sexta-feira passada cerca de 40 comunidades de remanescente de quilombo do Maranhão ocupam a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em São Luís.

“Estamos há dois dias tentando falar com a ministra dos Direitos Humanos e não conseguimos. Perdemos a paciência”, disse o padre Inaldo Serejo, coordenador da CPT no Estado e quem lidera o movimento. O outro padre que aderiu ao protesto é Clemir Batista da Silva.

Segundo a CPT, a lista de quilombolas ameaçados de morte no Maranhão aumentou de 52 para 59 nesta semana. A entidade diz que “nos últimos dias pelo menos duas lideranças quilombolas no estado sofreram tentativas de assassinato”. Continue lendo “MA – Padres e quilombolas fazem greve de fome”

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Ditadura das mineradoras em Brumadinho, Minas Gerais

Mais de 30 pessoas das comunidades de Brumadinho – Córrego Ferreira, Palhano, Piedade do Paraopeba, Águas Claras, Retiro do Chalé, Jardins – foram impedidas de entrar na reunião da Ferrous Resources, realizada dia 08 de junho, quarta feira, no Restaurante Ao Pé da Serra, que falava sobre os planos de exploração da Serrinha/Serra da Moeda – com nome alterado pela empresa para Serena.

A Ferrous, que permitiu a participação somente daqueles que detinham “convite”, pretendia escolher “representantes eleitos pela comunidade”, que seriam responsáveis por fornecer subsídios para caracterização da região, para fins de licenciamento ambiental – Estudo de Impacto Ambiental.

A empresa, após o evento Abrace a Serra, realizado no dia 21 de abril, vem realizando diversas reuniões para convidados nas comunidades de Brumadinho, no claro intuito de manipular dados e ludibriar as comunidades. Várias pessoas foram impedidas, de entrar nas reuniões. No dia 25 de abril, na sede de Brumadinho, membros da ONG – Abrace a Serra da Moeda foram impedidos de entrar na reunião, pois não tinham “convite”. Continue lendo “Ditadura das mineradoras em Brumadinho, Minas Gerais”

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Etiópia – hidrelétrica ameaça povo Omo

Los karo (o kara), con una población de entre 1.000 y 1.500 habitantes, viven en la orilla este del río Omo, en el sur de Etiopía. En la foto, una madre karo con sus hijos.
Los karo (o kara), con una población de entre 1.000 y 1.500 habitantes, viven en la orilla este del río Omo, en el sur de Etiopía. En la foto, una madre karo con sus hijos.

Una gigantesca presa hidroeléctrica amenaza a los pueblos indígenas del bajo río Omo. Estos pueblos indígenas llevan habitando esta zona desde hace siglos, y han desarrollado técnicas para sobrevivir a sus duras condiciones. No se les ha consultado acerca de la presa, a pesar de que pueden llegar a perder su medio de vida, que depende de la corriente natural del río.

Um abaixo assinado internacional em defesa dos Omo pode ser acessado clicando aqui.

Indígenas do Vale do Omo

El bajo río Omo, en el suroeste de Etiopía, es el hogar de ocho pueblos indígenas diferentes, cuya población asciende a unas 200.000 personas. Llevan siglos viviendo en la zona. Continue lendo “Etiópia – hidrelétrica ameaça povo Omo”

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Indígenas realizam ações de retomada de terras em Mato Grosso do Sul

Karol Assunção, Jornalista da Adital

“A situação é complexa, continua o quadro de violência generalizada”. A afirmação é de Flávio Machado, coordenador regional do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) de Mato Grosso do Sul (MS) a respeito da questão do território indígena no estado da região Centro-Oeste brasileira. Cansados de esperar por uma solução governamental, os indígenas seguem com as retomadas de seus territórios com o objetivo de chamar atenção para a demarcação de suas terras.

De acordo com ele, a luta indígena pela recuperação de suas terras já acontece há mais de 30 anos e ficou mais forte após a Constituição Federal de 1988, a qual estabelece que os indígenas têm direito às terras e cabe à União demarcá-las.

Entretanto, mesmo com a mobilização e com a lei, muitos povos indígenas continuam tendo seu direito violado. Machado observa, por exemplo, um aumento de acampamentos indígenas nas rodovias do estado e da violência interna e externa principalmente nos últimos cinco anos. Continue lendo “Indígenas realizam ações de retomada de terras em Mato Grosso do Sul”

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Lideranças sofrem ameaça de morte em decorrência da luta contra Belo Monte

Indígenas, ribeirinhos, camponeses, trabalhadores rurais e integrantes de movimentos sociais denunciam que estão sofrendo ameaças de morte por conta de sua atuação diante da luta contra Belo Monte. As intimidações têm sido realizadas, inclusive contra comunidades, mas de maneira mais veemente contra as lideranças indígenas que encabeçam o movimento contra a construção da hidrelétrica, prevista para ser instalada na região da Volta Grande do Xingu, no Pará.

Com as ameaças recebidas, as lideranças estão encurraladas e nem mesmo podem sair de suas aldeias e comunidades. “Estou preso em minha própria aldeia”, fala um indígena. As investidas são decorrentes de uma situação conflituosa já existente na região, especialmente no que diz respeito aos povos indígenas e suas terras tradicionais. Situação que tem se agravado após a concessão da licença de instalação de Belo Monte pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em 1º de junho.

Na área, vivem agricultores familiares, pescadores, extrativistas, comunidades tradicionais e povos indígenas, que há algum tempo já enfrentam uma situação fundiária delicada, na qual há ocupações não legalizadas, terras indígenas não demarcadas e/ou invadidas. As lideranças acreditam, contudo, que o conflito tende a se acirrar com a demarcação e desintrusão de terras indígenas, colocada como uma das condicionantes para a construção da hidrelétrica. Continue lendo “Lideranças sofrem ameaça de morte em decorrência da luta contra Belo Monte”

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PA – Corpos de vítimas permanecem na floresta desde final de abril

Enquanto se discute como diminuir a violência agrária na Amazônia, os corpos de dois trabalhadores rurais assassinados em um assentamento em Pacajá (PA) estão no meio da floresta desde o final de abril esperando serem recolhidos. Confira reportagem da Folha de São Paulo, em 04-06-2011.

A Secretaria Nacional dos Direitos Humanos já pediu duas vezes à Polícia Civil do Estado para buscar os cadáveres e investigar os crimes, mas recebeu a resposta de que o local é de difícil acesso e seria necessário um helicóptero para resgatá-los.

No dia 2 de junho, procurado pela Folha, o governo de Simão Jatene (PSDB) disse que a cúpula da Secretaria Estadual da Segurança Pública desconhecia a situação e que foi avisado dela pela reportagem.

Mas as mortes tinham sido comunicadas pelo governo federal em uma reunião no dia 13 de maio e também por ofício na primeira semanha de junho. Continue lendo “PA – Corpos de vítimas permanecem na floresta desde final de abril”

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Vamos olhar os números

Zé Claudio e sua maior castanheira, a Majestade. FOTO: FELIPE MILANEZ

Por Denis Russo Burgierman

Não é hora para emocionalismos, sejamos pragmáticos. Vamos olhar os números.

Uma castanheira-do-pará é uma árvore gigantesca, de 50 metros de altura, que pode viver mais de 1.000 anos. Todo ano, a castanheira dá frutos, que têm uma casca dura como a de um coco. Dentro da casca há até 24 castanhas-do-pará, um produto apreciadíssimo no mundo inteiro, rico em selênio e em ômega-3, portanto extremamente eficaz para combater ao mesmo tempo os dois grandes vilões da saúde contemporânea: câncer e doença cardíaca. Na média, uma castanheira não muito grande dá cerca de 30 frutos por ano, o que equivale a quase 500 castanhas. É o suficiente para produzir 1,5 litro de óleo de castanhas, o que rende uns 200 ou 300 reais para um pequeno produtor, por árvore (castanheiras realmente grandes e saudáveis chegam a produzir até 20 litros). Supondo que alguém tenha 30 castanheiras nas sua terras, são pelo menos uns R$ 6 mil por ano em óleo, talvez R$ 10 mil, por toda a eternidade até o tataraneto do tataraneto do tataraneto.

Mas os tempos são de prosperidade no Brasil e os chineses precisam de ferro para construir réplicas da Torre Eiffel. Há inúmeras mineradoras arrancando ferro de dentro da terra, de maneira agressiva. Em boa parte do país, esse ferro, assim que sai do chão, é queimado em fornos a carvão. Na Amazônia, portanto, há uma grande demanda por carvão. Continue lendo “Vamos olhar os números”

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Contaminação por chumbo em cidade baiana será tema de audiência pública

A Comissão de Seguridade Social e Família vai realizar audiência pública sobre a contaminação por chumbo na cidade de Santo Amaro da Purificação, na Bahia. A reunião, aprovada nesta quarta-feira, será em conjunto com a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

O autor do requerimento, deputado Roberto de Lucena, do PV paulista, explicou que a Companhia Brasileira de Chumbo explorou a região por mais de 30 anos e, depois de encerrar as atividades, deixou material abandonado no local.

“A população começou a usar esse material, inadvertidamente, na construção de muros, no reboco de casas. Isso começou a provocar uma série de problemas na saúde da população: hemorragias nas mulheres, impotência sexual nos homens, fetos com problemas cerebrais ou mutilados.”  Continue lendo “Contaminação por chumbo em cidade baiana será tema de audiência pública”

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Bolivia: Armados con arcos y flechas, indígenas benianos defenderán su territorio

Las 74 comunidades Indígenas que habitan el Territorio Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS), anunciaron que defenderán su territorio armados con arcos y flechas para evitar la construcción de la carretera Cochabamba-Beni; y responsabilizaron de lo que pueda suceder al Gobierno de Evo Morales.

El representante de la sub central TIPNIS, Pastor Iva Cayuba, manifestó que “no vamos a permitir que destrocen nuestro territorio y lo vamos a defender; lamentamos que nuestro máximo representante indígena, al que le hemos dado el voto, hoy nos haga esto, no reconozca nuestros derechos y se encapriche con un proyecto que los habitantes lo hemos rechazado”. Continue lendo “Bolivia: Armados con arcos y flechas, indígenas benianos defenderán su territorio”

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