Pierre Verger, o parisiense que virou babalaô

Foto: Oswaldo Buarim Jr.
Foto: Oswaldo Buarim Jr.

Por Cynara Menezes, Socialista Morena

Em 1993, eu tinha 26 anos e consegui, não recordo como, uma entrevista com o grande fotógrafo e etnólogo francês, radicado na Bahia, Pierre Verger (1902-1996). Faz quase 20 anos já, e o que ficou na minha memória foi que tive muita vergonha de estar diante daquele sábio e saber tão pouco… Senti que precisava ainda de muita leitura para poder entabular uma conversa com alguém tão acima de mim. Lembro ainda da simplicidade do quartinho de Verger, sua cama com um colchão fininho – um catre, para falar a verdade. Também lembro que usava pareô, modelo de saia originário do Taiti que se prende com um nó. Achei o máximo e de fato bem refrescante para um homem usar na tropical Salvador. Na entrevista, Verger fala da vida e de sua relação com o candomblé, com a África e com a Bahia. Espero que vocês curtam. A propósito, no dia 4 de novembro completaram-se 110 anos de seu nascimento. Continue lendo “Pierre Verger, o parisiense que virou babalaô”

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‘Justiça’ faz a sua parte e joga gasolina no fogo do conflito fundiário de MS

Crianças indígenas da comunidade Ypo'i
Crianças indígenas da comunidade Ypo’i (Foto: Marcelo Christovão)

Nota: o nome da juíza em questão, que merece ser conhecido, é Ana Beatriz dos Santos Neves, da vara da Justiça Federal de Naviraí, MS. A reação da Aty Guasu a essa decisão pode ser lida em Aty Guasu: Carta da comunidade do Yvy Katu, Japorã (MS). #IntervençãonoMSjá(Tania Pacheco).

Por Marcelo Christovão

Decisão judicial sobre ocupação em Japorã (TI Yvy Katu) diz que índios de MS “adotam táticas de guerrilha”. Isso num contexto de leilão de ruralistas para contratar milícia armada e promessas vazias do governo federal de resolver o conflito fundiário.

“Saliente-se, ademais, que, conforme relato da Polícia Federal, os indígenas na região encontram-se com postura agressiva e com características de guerrilha e forte oposição ao Estado: durante a conversa, diversos indígenas vieram das proximidades e se juntaram à ocasião, todos armados com arco e flecha, facões, lanças, rostos mascarados. Assim, deverão os indígenas restringir-se à área de 10% (dez por cento) da fazenda. Findo o prazo de dez dias sem cumprimento voluntário da ordem, o que deverá comunicado nestes autos, oficie-se à Polícia Federal para cumprimento”.  Continue lendo “‘Justiça’ faz a sua parte e joga gasolina no fogo do conflito fundiário de MS”

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Ambulante, camelô, barraqueiro: qual o seu lugar na cidade?

Imagem: Portal 27
Imagem: Portal 27

Por Raquel Rolnik

Na novela Amor à Vida, a personagem Márcia, interpretada por Elizabeth Savalla, vive reclamando da dura vida de vendedora de cachorro-quente. A personagem caiu no gosto do público, mas, na vida real, a relação dos ambulantes com a população é, no mínimo, complexa.

De um lado, quem não acha ótimo encontrar um vendedor de guarda-chuva e capa no meio da rua quando começa a chover? Ou topar com um churrasquinho ou um carrinho de frutas na hora em que a fome aperta? Ou mesmo encontrar produtos bem mais baratos que os de shoppings, por exemplo? Quem nunca comprou algum produto com um ambulante que atire a primeira pedra!

De outro lado, porém, existe ao mesmo tempo uma percepção de que o comércio ambulante atrapalha o fluxo de pedestres nas calçadas, ou que estes trabalhadores são “muambeiros” que promovem uma concorrência desleal com o comércio formal… Continue lendo “Ambulante, camelô, barraqueiro: qual o seu lugar na cidade?”

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David Harvey apresenta conferência “Os limites do capital e o direito à cidade” no Rio de Janeiro (amanhã), em Florianópolis (25/11) e São Paulo (26/11)

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Geógrafo britânico lançará obra seminal em eventos gratuitos e abertos ao público entre 23 e 26/11 

O aclamado geógrafo britânico David Harvey, professor de antropologia na pós-graduação da The City University of New York, visita o Brasil entre 22 e 26 de novembro a convite da Boitempo Editorial, em parceria com o XIII Simpósio Nacional de Geografia Urbana, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e o Centro Cultural São Paulo. Harvey apresentará a conferência “Os limites do capital e o direito à cidade” no Rio de Janeiro (23/11), Florianópolis (25/11) e São Paulo (26/11).
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Brasília: Forúm Mundial de Direitos Humanos, de 10 a 13/12

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O Fórum Mundial de Direitos Humanos – FMDH, que será realizado em Brasília nos dias 10 a 13 de dezembro de 2013, tem por objetivo promover um debate amplo e aprofundado sobre os direitos humanos, a partir de temáticas que envolvem: mobilização social, Direito à Memória e a Verdade, Conquista e Defesa dos Direitos Humanos por Grupos Vulnerabilizados, Democracia, Paradigmas de Redução de Desigualdades, Mundo do Trabalho, Enfrentamento às Violências, Cultura, Comunicação; todas as abordagens no campo dos Direitos Humanos.

Considerando a importância desse debate em contextos de desigualdades, explorações e violações graves de direitos humanos, dentre estas a banalização e naturalização das violências, como a fome e a degradação da vida, a metodologia adotada pelos organizadores do FMDH tem sido o incentivo do debate local em todos os Estados sobre os direitos humanos.  Continue lendo “Brasília: Forúm Mundial de Direitos Humanos, de 10 a 13/12”

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DF – Seminário “Educação Superior de Indígenas no Brasil: balanços de uma década e subsídios para o futuro”, 25 e 26/11

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PROGRAMAÇÃO

25/11/2013 – Segunda-feira

8h30 às 10h
Credenciamento

10h às 12h Lançamento do Programa Nacional dos Territórios Etnoeducacionais
Local: Auditório do Ministério da Educação Continue lendo “DF – Seminário “Educação Superior de Indígenas no Brasil: balanços de uma década e subsídios para o futuro”, 25 e 26/11″

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Lideranças Kaingang expõem a situação de seu povo no Rio Grande do Sul

Iracema Nascimento: “Antigamente, nos matavam a tiro. Hoje nos matam com um canetaço” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Iracema Nascimento: “Antigamente, nos matavam a tiro. Hoje nos matam com um canetaço” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Samir Oliveira, Sul21

Lideranças do povo Kaingang no Rio Grande do Sul expuseram a situação de suas comunidades em um seminário na tarde desta quinta-feira (21) no plenarinho da Assembleia Legislativa. Organizado pelo Laboratório de Arqueologia e Etnologia da UFRGS, o evento “Múltiplas Vozes” reuniu militantes de coletivos indígenas e quilombolas do estado para articular ações e debater a conjuntura em que se encontram essas populações.

Um dos depoimentos mais emocionados foi o de Iracema Nascimento, liderança Kaingang do território da Borboleta, situado entre os municípios de Salto do Jacuí, Jaucizinho e Espumoso. Ao lado do seu companheiro, o cacique João Carlos Padilha, ela relatou a história de uma tribo que, desde os anos 1960, ao ser expulsa de suas terras, percorre o Rio Grande do Sul em busca de abrigo – muitas vezes tendo que sobreviver durante anos em acampamentos improvisados na beira das estradas. Continue lendo “Lideranças Kaingang expõem a situação de seu povo no Rio Grande do Sul”

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MPF/MG dá prazo de 60 dias para Incra concluir estudos sobre comunidade quilombola

Trabalhos de identificação e titulação vêm se arrastando há mais de sete anos

Ministério Público Federal em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) a imediata retomada dos estudos de identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação, desintrusão, titulação e registro das terras ocupadas pelos remanescentes da comunidade quilombola São Pedro de Cima, localizada no município de Divino/MG.

Os estudos deverão ser concluídos em até 60 dias, com a apresentação, ao MPF, do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação das terras ocupadas pelos remanescentes de quilombos.

A Comunidade São Pedro de Cima é formada por 50 famílias de afro-descendentes que habitam a área rural do município de Divino, na região da Zona da Mata Mineira. As características do local indicam a existência no passado de uma comunidade negra relativamente isolada, o que acabou garantindo, de certa forma, a preservação de suas características culturais e societárias.

Em 28 de julho de 2006, a comunidade de São Pedro de Cima foi reconhecida oficialmente como remanescente de quilombo. No começo deste ano, porém, o MPF constatou que, quase sete anos após o reconhecimento, o Incra sequer havia iniciado os trabalhos de identificação da comunidade, para elaboração dos Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTID) das terras ocupadas pelos quilombolas. Continue lendo “MPF/MG dá prazo de 60 dias para Incra concluir estudos sobre comunidade quilombola”

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Copel desconsidera riscos do gás de xisto, diz ex-diretor

Área que será leiloada pela a ANP
Área que será leiloada pela a ANP

Empresa vai participar de leilão de concessões na semana que vem. Técnica para exploração é considerada perigosa

Fernando Gasper, Gazeta do Povo

Inscrita na 12.ª rodada de licitações de petróleo e gás do governo federal, a Copel desconsidera os riscos ambientais e socioeconômicos envolvidos na exploração do chamado “gás de xisto”. É o que diz o consultor do setor elétrico Ivo Pugnaloni, que foi diretor de planejamento e distribuição da estatal durante o governo Requião.

Na próxima semana, a Agência Nacional do Pe­­tró­leo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai licitar 240 blocos para a exploração de hidrocarbonetos, 14 deles na faixa oeste do Paraná. Entre as 21 empresas habilitadas para a disputa estão três paranaenses – Copel, Tradener e Tucumann Engenharia. Continue lendo “Copel desconsidera riscos do gás de xisto, diz ex-diretor”

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Aty Guasu: Carta da comunidade do Yvy Katu, Japorã (MS). #IntervençãonoMSjá

basta de genocídio

Nota: para entender a reação de Aty Guasu leia ‘Justiça’ faz a sua parte e joga gasolina no fogo do conflito fundiário de MS. (TP)

Aty Guasu

Nós, 5.000 membros do povo Guarani e Kaiowá originários de tekoha YVY KATU-JAPORÃ-MS, vimos através desta carta apresentar a nossa história e nossa decisão definitiva diante de duas ordem de nossa expulsão/despejo determinada pela Justiça Federal de Navirai-MS.

Nesta carta destacamos a declaração racista, preconceituosa e discriminante do delegado da Polícia Federal e da Justiça Federal de Navirai-MS, no fundamento na sua decisão, essa juíza federal e polícia federal de Navirai, representantes do Estado democrático brasileiro de direito declaram publicamente que o povo Guarani e Kaiowá seria um grupo de quadrilha, criminosos, violento, temido. Continue lendo “Aty Guasu: Carta da comunidade do Yvy Katu, Japorã (MS). #IntervençãonoMSjá”

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