Libertar a Terra é defender a vida

CARTAZ ROMARIA TERRA

Trigésima sétima Romaria da Terra e das Águas começa nesta sexta-feira, 04 de julho, em Bom Jesus da Lapa – BA, reunindo romeiros e romeiras de todo o estado da Bahia

Romeiras e romeiras, organizações populares, associações, sindicatos, movimentos sociais, paróquias e dioceses de todo estado da Bahia estarão reunidos a partir de amanha, sexta-feira, 04 de julho, até o dia 06, em Bom Jesus da Lapa-BA, participando da 37ª Romaria da Terra e das Águas. O encontro, que tem como tema “Libertar a Terra é defender a vida”, é sempre um momento de troca e reflexão sobre a realidade social, política, econômica, ambiental e cultural, bem como de renovação da fé, organização, luta e compromisso do povo por uma sociedade mais justa e fraterna. A Romaria é realizada pela Comissão Pastoral da Terra Bahia – CPT em parceria com organizações populares e dioceses.

Os problemas enfrentados pelas comunidades acompanhadas pela CPT, como migração, aumento da violência no campo e na cidade, sucateamento do sistema de saúde pública e do ensino, esgotamento dos recursos naturais por parte dos grandes projetos governamentais e privados, latifúndios da água, do vento, do sol e da terra, aumento do narcotráfico, trafico de pessoas, trabalho escravo, dentre outros, são refletidos durante todo o encontro nos espaços dos plenarinhos. Continue lendo “Libertar a Terra é defender a vida”

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Itesp e Incra firmam parceria para reconhecer 12 comunidades quilombolas em São Paulo

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INCRA – A Superintendência Regional do Incra em São Paulo e a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) firmaram convênio para o reconhecimento de 12 comunidades remanescentes de quilombo no Estado até dezembro de 2015.

O Incra vai repassar R$ 930 mil ao órgão estadual. Desse total, R$ 210 mil serão destinados à indenização de benfeitorias de ocupantes não-quilombolas da comunidade de Praia Grande, em Iporanga, localizada em terras devolutas estaduais. A contrapartida do Itesp é de R$ 20 mil.

Equipes das duas instituições iniciaram, nesta semana, as atividades no quilombo Jaó, em Itapeva, com uma reunião de apresentação do convênio e esclarecimentos à comunidade.

A elaboração do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) está a cargo do Itesp, que já iniciou os trabalhos de campo.

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Por Saúde Digna, Educação Diferenciada e Território Protegido, Indígenas Ka’apor se reúnem em Presidente Médici

 

Reunião Ka'apor
Reunião Ka’apor e Coapima. Foto: Hugo Nascimento

Por Hugo Nascimento, em Amazônia em Chamas

Hoje, 2 de julho, em Presidente Médice, pequeno município no interior do Maranhão, cerca de 150 indígenas da etnia Ka’apor e a Coordenação das Organizações e Articulação dos Povos Indígenas do Maranhão (COAPIMA) se reuniram para debater os desafios que enfrentam para a manutenção de suas culturas frente aos projetos desenvolvimentistas do Estado e do capital.

Os principais pontos debatidos são a defesa do território Ka’apor, ameaçado pelo avanço de madeireiros dentro da terra indígena, homologada em 1989, e a continuidade do Etnomapeamento da TI Alto Turiaçu.

Em conversa realizada durante a manhã algumas questões foram levantadas. Além de colocadas as ameaças do agronegócio e da agropecuária aos direitos indígenas, foram pautadas também a importância da união entre os povos como mecanismo de fortalecimento e resistência das etnias em defesa do meio ambiente e do seu modo de vida, bem como a necessidade de educação autônoma diferenciada, e saúde especifica de acordo com a cultura Ka’apor.

“Hoje nós fala 100% a língua [Ka’apor], daqui a cinco anos a gente pode perder isso, por isso a importância da educação”, evidencia Yrakajú Ka’apor.

A reunião, que segue por tempo indeterminado, pretende avançar no planejamento do processo de monitoramento territorial e ambiental, com o etnomapeamento e etnozoneamento, que vendo sendo realizado pelos próprios indígenas e se configura como mais um dispositivo para a proteção do território de 530 mil hectares. As estimativas apontam que destes, ao menos 60 mil estão devastados pelo avanço das atividades madeireiras.

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Policia Militar de Lábrea em parceria com ICMbio faz a apreensão de grande quantidade de peixes ornamentais

Apreensão de peixes ornamentais em Lábrea. Fotos: José Rodrigues
Apreensão de peixes ornamentais em Lábrea. Fotos: José Rodrigues

Por José Rodrigues, em Progresso de Lábrea

No dia 01/07/2014, por volta das 14:30 horas, a Policia Militar da 4ª CIPM/Onça Gardiões do Purus, de Lábrea/AM, sob o comando do Tenente Laurênio Santos, tendo como patrulheiro os sargentos F. Lima e Sobral, em parceria com fiscais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), deu inicio à Operação Jacaré, no porto da cidade de Lábrea. Fizeram a apreensão de 800 caçapas e um grande saco plástico contendo aproximadamente 500 mil peixes ornamentais, que estavam em uma embarcação às margens do Rio Purus.


A apreensão aconteceu após os fiscais do ICMbio e Polícia Militar de Lábrea receberem denúncia de que uma embarcação de pequeno porte estava comprando grande quantidade de peixes ornamentais, que eram retirados das áreas de igapó próximo à comunidade Jucurí, no Rio Purus.
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Indígenas Tenharim sob ameaça em Humaitá, por Renan Albuquerque [ótimo!]

Cacique Ivan Tenharim, Foto: Funai
Cacique Ivan Tenharim. Morto em 2 de dezembro de 2013. Foto: Funai

Em Amazônia Real

Humaitá é um município do Estado do Amazonas localizado a sudoeste da capital Manaus. O território, mais recentemente, foi formado por migrantes sulistas e caboclos. Os índios que compõem o conjunto populacional já lá estavam desde tempos datados de 5 a 8 mil anos atrás.

Atualmente, ao todo, existem cerca de 45 mil almas torrando sob o calor dessa cidade média do bioma caracterizada por queimadas, desmatamento, pecuária, comércio irregular de terras sem registro de cadeia dominial e tristes festivais de vaquejada. Além desse posicionamento clássico e questionável acerca de modos de vida na Amazônia, outra coisa que caracteriza a cidade, hoje, é a aversão a indígenas. Uma aversão clara e instrumentalizada, constituída a partir de discursos e armas de grileiros, posseiros, megaempresários inescrupulosos e demais tipos de espíritos preconceituosos que lucram com a tragédia do outro – sobretudo se esse outro tiver identidade pré-colombiana na América.

Durante trânsito no entorno da rodovia Transamazônica e na sede de Humaitá na semana que passou e um pouco antes, foram tomados registros de falas de pesquisadores locais e moradores da região a respeito da sociocultura do município, que hoje se configura como espaço controverso de fronteiras étnicas. Contataram-se pessoas comuns localizadas em bares, restaurantes, posto de gasolina e ainda dois pesquisadores, um filósofo e outro antropólogo, que ajudaram com informações socioculturais do lugar.

A tentativa foi perceber em que medida poderiam se situar algumas das angulações daquelas pessoas, tradicionais e não tradicionais, acerca da indianidade das pessoas do lugar. A pretensão foi comparar o contexto social de humaitaenses, territorializados no Arco do Desmatamento, ante a representação social do índio segundo residentes do Baixo Amazonas, onde há cinco anos tem sido investigadas pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Ambientes Amazônicos (Nepam) – o qual lidero na Universidade Federal do Amazonas, com registro no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – concepções referentes às etnias Sateré-Mawé e Hixkariana. Continue lendo “Indígenas Tenharim sob ameaça em Humaitá, por Renan Albuquerque [ótimo!]”

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Terra Indígena Buriti: negociações continuam semana que vem, com reunião entre Cardozo e ruralistas

Reunião no MJ e Terenas 1
Foto: página de Luiz Henrique Eloy, no facebook

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Durou cerca de uma hora e meia a reunião entre o Ministro da Justiça e os Terenas Caciques Terena Basílio Jorge, Antonio Aparecido e Maioque Figueiredo; Professor Alberto França; Vereador Eder Alcântara; e o advogado Luiz Henrique Eloy Amado. Participaram também das negociações a Presidenta da Funai, Maria Augusta Assirati, e a Coordenadora Regional em Campo Grande, Ana Beatriz Lisboa; Deborah Duprat, Coordenadora da Sexta Câmara da Procuradoria-Geral da República; representante da Advocacia Geral da União (AGU); e a assessoria do Ministro.

Segundo José Eduardo Cardozo, a Mesa de Negociações continua. Não há pressa, por parte do Ministério, e ele está disposto e ouvir e esclarecer todas as dúvidas dos Terena. Como próximo passo, os ”fazendeiros” serão chamados para uma reunião na próxima semana.

Os participantes da reunião consideram que a questão dos valores será fechada em breve, e os pagamentos referentes às benfeitorias poderão ser efetuados ainda este ano. Já os precatórios relativos às indenizações referentes às terras deverão ficar para 2016, uma vez que o Acordo proposto não foi homologado até o dia 30 de junho. Continue lendo “Terra Indígena Buriti: negociações continuam semana que vem, com reunião entre Cardozo e ruralistas”

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MPF/PA: operação investiga desmatamento em Terra Indígena no Pará

asurini_xingu_4Iniciativa conjunta será realizada nesta quinta-feira em Tucuruí

O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA), a Polícia Federal, a Polícia Militar e a Fundação Nacional do Índio (Funai) vão realizar nesta quinta-feira, 3 de julho, em Tucuruí, no sudeste do Pará, uma operação conjunta para investigar denúncias de desmatamento ilegal na Terra Indígena Trocará, dos Asurini do Tocantins, localizada nos municípios de Baião e Tucuruí.  As instituições vão realizar vistorias em madeireiras e na área onde ocorreu a derrubada de árvores.

A operação foi programada a partir de informações encaminhadas pelos indígenas à Funai e repassadas ao MPF/PA no último dia 27 de junho. Segundo a denúncia das lideranças Asurini, para derrubar as árvores os desmatadores ilegais abriram caminhos no meio da mata da Terra Indígena. No local, foram encontrados troncos de madeira de lei. De acordo com dados já coletados pelo MPF/PA, essa é primeira denúncia desse tipo de irregularidade na área indígena.

“O Ministério Público Federal entende ser de fundamental importância a atuação eficaz e rápida na proteção da Terra Indígena Trocará”, ressalta o procurador da República Luiz Eduardo de Souza Smaniotto, que atua em Tucuruí e coordena as investigações feitas pelo MPF/PA. “A sociedade da região deve compreender, de maneira bastante clara, que não serão admitidos atos de degradação das terras indígenas”, destaca.

Procedimento Investigatório Criminal 1.23.007.000108/2014-96 – Procuradoria da República em Tucuruí

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Professor ‘dá uma aula’ de Revolução Francesa para não ser linchado

O professor André Luiz Ribeiro teve que dar uma aula sobre Revolução Francesa para não ser linchado - Reprodução/Facebook
O professor André Luiz Ribeiro teve que dar uma aula sobre Revolução Francesa para não ser linchado – Reprodução/Facebook

Confundido com ladrão, ele improvisou sobre conteúdo para não ser espancado

Por Juliana Grajeia, O Globo

Confundido com um ladrão, um professor de História foi espancado por moradores da periferia de São Paulo e só conseguiu se livrar do linchamento quando, segundo ele, foi obrigado a dar uma aula sobre Revolução Francesa. Ainda assim, André Luiz Ribeiro, mulato de 27 anos, foi levado para a delegacia, onde ficou por dois dias, já que o dono do bar assaltado confirmou em depoimento que André seria o ladrão.

O professor contou que, socorrido por bombeiros, teve de falar sobre a Revolução Francesa para provar sua inocência. Os bombeiros informaram que “informações são improcedentes” e que não houve “desrespeito ou deboche”. André conta que estava correndo na última quarta-feira no bairro Balneário São José, quando um bar foi assaltado.

— Eu corro dez quilômetros todos os dias, estava de fone de ouvido, sem identificação porque moro por perto, e fui confundido com um dos três assaltantes. O dono do bar e o filho dele me acorrentaram. Umas 20 pessoas me cercaram e começaram a me bater. Acorrentaram meus braços e pernas e me colocaram de barriga para baixo na rua.

O professor foi socorrido por bombeiros que passavam no local. Um deles, segundo Ribeiro, teria dito: “Se você é professor de História, então dá uma aula sobre Revolução Francesa”.

— Falei que a França era o local onde o antigo regime manifestava maior força, e que a burguesia comandou uma revolta junto com as causas populares, e que havia fases da revolução. Falei por uns três minutos e perguntei se já estava bom. Continue lendo “Professor ‘dá uma aula’ de Revolução Francesa para não ser linchado”

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Intervozes: a mídia promovendo ódio entre Brasil e Argentina

 

Por Bruno Marinoni, Intervozes/Carta Capital

Todos eles foram levados para dentro de uma pequena casa à beira-mar, trancafiados e eliminados. Mais um filme sobre o genocídio nazista? Não. Trata-se de uma “humorada” publicidade de cerveja sobre a “rivalidade” entre brasileiros e argentinos, que vem sendo veiculada desde a partida Argentina e Nigéria, no dia 25 de junho. Qual o problema de os nossos veículos de comunicação alimentarem a xenofobia? De fazerem graça com a proposta de que os hermanos devem ser lançados ao mar, ou ao espaço por nós?

O portal Diário na Copa, do grupo Diário do Nordeste (CE), no mesmo dia 25, publicou uma matéria com a manchete “Argentinos assaltam torcedores e roubam ingressos antes de partida em Porto Alegre”. O conteúdo da notícia aponta que os suspeitos são argentinos, pois vestiam camisas da seleção argentina. E, assim, nossa imprensa acredita possuir elementos suficientes para associar as imagens do crime à de uma nacionalidade específica. Essa é uma equação bem conhecida pelas vítimas de campanhas racistas e xenófobas. Qual o problema de chamar de “assaltantes argentinos” pessoas que vestem camisa da argentina e roubam ingressos? Continue lendo “Intervozes: a mídia promovendo ódio entre Brasil e Argentina”

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Estágio de vivência contribui na formação de educadores populares

Foto: Brigada de Audiovisual dos Povos
Foto: Brigada de Audiovisual dos Povos

Do Coletivo de Comunicação do VIII EIVI, na Página do MST

Contribuir com o processo de formação de militantes engajados com a educação popular e o trabalho de base é um dos objetivos principais que norteia o VIII Estágio de Vivência e Intervenção em Áreas de Reforma Agrária (EIVI – BA).

As atividades começaram no dia 13 de junho, no município de Conceição de Feira, recôncavo baiano, e se encerraram nesta terça-feira (1).

O EIVI é uma iniciativa do Núcleo de Estudos e Práticas em Políticas Agrárias (NEPPA), que este ano contou com o apoio do Grupo Interdisciplinar em Agroecologia (GAIA), Levanta Povo, MST e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

Para Davi Montenegro, integrante do NEPPA e estudante de Serviço Social da Universidade Federal da Bahia (UFBA), um dos principais objetivos da atividade está em “capacitar educadores populares que possam junto ao povo do campo agir no reconhecimento de suas maiores problemáticas e na organização de formas coletivas para superar esses desafios”. Continue lendo “Estágio de vivência contribui na formação de educadores populares”

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