La desesperanza de los mayangnas

Un hombre corta un árbol en Bosawás
Un hombre corta un árbol en Bosawás

Los grupos indígenas que habitan la selva de Bosawas, en Nicaragua, sufren la violencia de la destrucción de su hábitat, el ‘pulmón de Centroamérica’

Carlos Salinas – El País

Lusbin Taylor se sienta sobre el tronco de un árbol derribado. Gotas de sudor recorren lentamente su rostro moreno, sin que el joven intente secarlas. Sus ojos, enrojecidos, están fijos en el suelo cubierto por ramas y hojas secas. El sol cae con fuerza sobre un claro de la selva de Bosawas, en el norte de Nicaragua, una de las mayores junglas de Centroamérica. Este sector del bosque ha sido recientemente destruido por quienes llegan de las ciudades a tomarse ilegalmente los codiciados terrenos y trafican con sus riquezas. Lusbin no esconde su furia: “Siento como que parte de mí y parte de mi pueblo está desapareciendo”, lamenta.

Taylor es miembro de las comunidades indígenas mayangnas, que durante siglos han habitado la selva de Bosawas, nombrada como reserva de biosfera por la UNESCO y conocida como el pulmón de Centroamérica. Se trata de una selva que un día tuvo más de 20.000 kilómetros cuadrados de bosque, una extensión similar que El Salvador, pero que ha ido perdiendo terreno por el avance de la agricultura, la ganadería y la creación de asentamientos humanos en sus fronteras. Actualmente, el núcleo de la reserva cuenta con una extensión de 8.000 kilómetros cuadrados de bosques vírgenes, pero que están amenazados por los toma tierras, el tráfico de maderas preciosas y el avance canceroso de la ganadería, en un país de apenas seis millones de habitantes pero que cuenta con cinco millones de cabezas de ganado. Si la destrucción continúa, los expertos estiman que el 30% del núcleo de la reserva podría haber desaparecido hasta 2023. Continue lendo “La desesperanza de los mayangnas”

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Video-Manifesto em defesa de Fabio Hideki Harano

Liberdade Hideki – Após participar do ato em protesto contra a realização da copa do mundo no Brasil, ocorrido no dia 23 de junho de 2014 na cidade de São Paulo, o estudante de jornalismo e funcionário da Universidade de São Paulo (USP) Fábio Hideki Harano foi preso na escada da estação Consolação de metrô, por policiais civis à paisana do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Detido pelos policiais, Hideki teve sua mochila revistada na presença de várias testemunhas, estas já declararam que não havia nenhum objeto ilegal na mochila de Hideki naquele momento. Mas, surpreendentemente, entre as acusações imputadas a ele, havia a de portar um artefato explosivo não especificado. Como afirmou Padre Júlio Lancelotti, uma das testemunhas presentes, trata-se de uma prova plantada e de uma acusação forjada, de modo a incriminar um manifestante pacífico. Entre as testemunhas de acusação constam apenas policiais civis. Continue lendo “Video-Manifesto em defesa de Fabio Hideki Harano”

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Vergonha: Exército não impede (mais um) assassinato dentro do Território Tupinambá.

Cartaz ruralista, defendendo a violência contra os Tupinambá
Cartaz ruralista, defendendo a violência contra os Tupinambá

Por Sassa Tupinambá, em Índios Online

Hoje pela manhã chegou a notícia que um Tupinambá foi assassinado ontem à noite, numa Retomada que fica à 40 Km do centro de Ilhéus. As lideranças tentaram entrar em contato com algum indígena de lá, mas os celulares chamados estavam fora da área do sinal, o que dificultou a confirmação do crime.

Por volta das 10h00, algumas lideranças que estavam em Olivença subiram a serra, em busca de notícias. Chegando na casa (dentro da Retomada) de “Antônio Pretinho”, 60 anos, as portas estavam abertas e seu cachorro estava assustado na frente da casa, as lideranças deram a volta pelos fundos e encontraram o corpo do Tupinambá, alvejado de tiros. Acredita-se que tiros na cabeça foram os que tiraram a vida do Guerreiro Tupinambá, atingido a queima roupa, sem chances de se defender. Continue lendo “Vergonha: Exército não impede (mais um) assassinato dentro do Território Tupinambá.”

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Justiça acata MPF e manda prefeitura de Jacareacanga recontratar professores indígenas Munduruku. Viva!

Protesto Munduruku em jacareacanga, Foto: Larissa Saud
Protesto Munduruku em Jacareacanga, no início de maio. Foto: Larissa Saud

Atendendo a pedido do MPF, o município terá que assegurar o número de 70 educadores para atender as escolas da terra indígena

MPF PA

Após meses de impasse, a Justiça Federal ordenou hoje que a prefeitura de Jacareacanga, sudoeste do Pará, reestabeleça a quantidade necessária de professores nas escolas indígenas do povo Munduruku. No início de 2014, sem aviso, a prefeitura demitiu 70 professores indígenas sob alegação que eles não tinham formação adequada para atuar.

Desde então, as escolas estão com sérias dificuldades de funcionamento. “É evidente que suspender ou inviabilizar o acesso à educação não é solução. Alguma educação é sempre melhor do que nenhuma educação”, diz a decisão do juiz Rafael Leite Paulo, da subseção judiciária de Itaituba.

A decisão atende a pedido do Ministério Público Federal. A maioria dos professores demitidos atuavam nas escolas indígenas há anos, já tendo acumulado experiências bem sucedidas e conhecimento sobre o ensino e aprendizagem dentro do processo educacional diferenciado, assim como desenvolvido metodologias de trabalho específicas nas comunidades. Depois das demissões, a prefeitura contratou 35 estudantes do ensino médio sem experiência de magistério para substitui-los. Continue lendo “Justiça acata MPF e manda prefeitura de Jacareacanga recontratar professores indígenas Munduruku. Viva!”

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Plenarinhos da Romaria da Terra e das Águas homenageiam lideranças populares

CARTAZ ROMARIA TERRACPT/BA

Nesta sexta, 04 de julho, será aberta a 37ª Romaria da Terra e das Águas, encontro que segue até o dia 6, em Bom Jesus da Lapa-BA, e tem como tema: Libertar a terra é defender a vida, reunindo romeiros e romeiras de todo o Estado.

Como já é tradição, a Romaria realiza os plenarinhos refletindo temas que fazem parte do cotidiano das lutas das diversas comunidades acompanhadas pela CPT. Questões que evolvem a luta pela terra e território; a exploração e abandono de crianças; alternativas para a juventude do campo e da cidade; a degradação das bacias hidrográficas e ainda a fé encarnada na vida do povo, com ações transformadoras concretas integram a programação do encontro.

Para além da reflexão, troca e aprofundamento das lutas comuns, os plenarinhos também homenageiam pessoas que dedicaram suas vidas ao serviço da justiça. São os inspiradores desses espaços nessa edição da Romaria, Francina da Conceição, Elson Borges, Ney, Felipe Vieira e professora Cremilda.  Continue lendo “Plenarinhos da Romaria da Terra e das Águas homenageiam lideranças populares”

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PE – Ativistas do Ocupe Estelita deixam prefeitura de forma pacífica

Está marcada para quarta-feira (2) uma reunião com o grupo, sobre o Projeto Novo Recife

Os manifestantes que ocupavam a sede da Prefeitura do Recife deixaram o hall do prédio na tarde desta terça-feira (1º). Os ativistas do grupo Direitos Urbanos foram para a Avenida Cais do Apolo, bloqueando a via nos dois sentidos, mas em seguida liberando. Uma reunião foi marcada para quarta-feira (2), entre prefeitura e manifestantes. Uma audiência pública para discutir o Projeto Novo Recife foi marcada para o dia 17 deste mês.

Enquanto saiam, os ativistas fizeram discursos, explicando a situação. Algumas pinturas foram deixadas no chão da prefeitura, com palavras de protesto, como “A cidade não está a venda”. Os manifestantes deixaram o prédio por conta de uma notificação para reintegração do local.

O expediente na Prefeitura do Recife foi suspenso às 14h30, por medida de segurança, segundo a assessoria de comunicação.

Os ativistas redigiram um Termo de Ajuste para Retomada de Diálogo, pedindo, entre outras coisas, que o grupo participe das reuniões sobre o projeto.

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Sem Terra marcham em Santa Catarina e exigem desapropriação de latifúndio

MST-Eu-Apóio-a-Reforma-AgrariaDa Página do MST

Cerca de 200 trabalhadores rurais do MST marcham nesta terça-feira (1) do município de Ipuaçu – a 580 km de Florianópolis (SC) – rumo a Abelardo Luz, onde terão uma sessão com o juiz agrário Rafael Sandi, da 2º Vara Cível do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

A audiência marcada para as 15h discutirá a situação da Fazenda Papuã, ocupada desde o dia 13 de junho pelos Sem Terra. O acampamento, que recebeu o nome de Euclides dos Santos Rodrigues, conta com cerca de 530 famílias de diversas regiões do estado.

Segundo Enesto Puhl Neto, da direção estadual do MST, a área está em situação ilegal, sem documentação e vistoria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).  Continue lendo “Sem Terra marcham em Santa Catarina e exigem desapropriação de latifúndio”

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“O exército brasileiro é uma força monstruosa para combater gente pobre no Haiti”

Foto: Heriberto Paredes
Foto: Heriberto Paredes

Por José Coutinho Júnior, da Página do MST

A Brigada Internacionalista da Via Campesina Brasil no Haiti, a Dessalines, está presente no país desde janeiro de 2009. A brigada recebeu o nome de Jean-Jacques Dessalines, um dos heróis da revolução haitiana, que conquistou a independência do país em 1804.

Leonel Silva Ferreira, militante do MST, participou da brigada em 2010, chegando no Haiti pouco após o terremoto que assolou o país. Ficou até o final de 2011, e em 2013 regressou novamente para lá, ficando até o fim do ano.

Em entrevista à Página do MST, Leonel conta o que viu e viveu no Haiti, critica o papel de ONGs internacionais, do Estado haitiano e analisa o papel da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti, a Minustah, comandada pelo exército brasileiro. Continue lendo ““O exército brasileiro é uma força monstruosa para combater gente pobre no Haiti””

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As quatro irmãs: Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez

doacoes empreteirasPor Adriano Belisário*, Agência Pública

Apesar de mais conhecidas no Brasil por sua atuação no setor de construção civil, as chamadas “quatro irmãs” – Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez – hoje atuam em diversas outras atividades. As empreiteiras respondem apenas por parte dos lucros destes grupos econômicos que atuam em todos os continentes, com foco nos mercados da África, América Latina e Ásia. Juntas, possuem empreendimentos que vão do agronegócio à moda, passando pela petroquímica, setor armamentício, telefonia e operação de concessões diversas.

Os controladores, porém, permanecem os mesmos e os maiores ganhos ficam com as famílias que comandam as empresas. “O controle de base familiar é uma característica da formação do capital monopolista dos grupos econômicos constituídos no Brasil. Embora isso não impeça a abertura de capital, esta é feita de modo a preservar sempre o controle acionário dos ativos mais rentáveis pelas famílias controladoras. Isso confere à estrutura societária desses grupos um formato piramidal, em que um controlador último controla toda uma cadeia de empresas”, analisa o cientista político da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) João Roberto, que coordena o Instituto Mais Democracia. Continue lendo “As quatro irmãs: Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez”

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MG – MPF denuncia exploradores de mão de obra em carvoaria por trabalho escravo

trabalho_escravo02Empregados eram submetidos a condições degradantes, nenhum deles tinha sido registrado, e alguns sequer possuíam carteira de trabalho

Ministério Público Federal em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou um engenheiro e um motorista pelo crime de redução de trabalhadores a condições análogas à de escravo (artigo 149 do Código Penal).

Giovani de Deus Borges, engenheiro civil, é o proprietário da Fazenda Estiva, localizada na zona rural do município de São Romão, norte de Minas Gerais, onde foram encontrados oito empregados submetidos a condições degradantes de trabalho e sem registro em carteira. A propriedade rural era explorada diretamente pelo arrendatário Fabrício Cardoso Lino, cuja profissão é a de motorista, a quem incumbia a contratação dos trabalhadores para os serviços de carvoejamento. Pelo arrendamento, Giovani recebia 10% da receita obtida com a venda do carvão produzido em suas terras. 

Em 2011, equipe formada por auditores do Ministério do Trabalho e Emprego e policiais federais encontraram oito trabalhadores, sendo quatro cortadores de lenha, dois carbonizadores e dois empraçadores [responsáveis pelo ensacamento do carvão], submetidos a inúmeras irregularidades, como alojamentos e condições de trabalho degradantes e até mesmo falta de pagamento dos salários. Continue lendo “MG – MPF denuncia exploradores de mão de obra em carvoaria por trabalho escravo”

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