PGR analisa 49 pedidos de federalização de crimes contra os direitos humanos

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Quarenta e nove pedidos de federalização de crimes envolvendo graves violações aos direitos humanos aguardam parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília. A mais antiga dessas petições está há quase nove anos à espera de que o procurador-geral da República – chefe do Ministério Público da União (MPU) e do Ministério Público Federal (MPF) – decida se deve propor ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a transferência do processo da Justiça estadual para a federal a fim de evitar que, por falta de interesse, condições ou competência das autoridades locais, o crime acabe não sendo esclarecido e os responsáveis fiquem impunes. (mais…)

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A mais linda animação sobre dar de comer a quem tem fome

“Há uma arma de destruição massiva que está sendo usada todos os dias, em todo o mundo, sem que seja preciso o pretexto da guerra: essa arma chama-se fome.” (Mia Couto – Conferência de Estoril) 

Por Caritas Internacional/CONTI outra

Baseada em uma história ancestral sobre a fome e partilha, este vídeo de animação faz parte da campanha da Caritas “Uma família humana, Alimentos para Todos” e teve a direção de arte de EALLIN.

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Defensorxs: Documentário sobre direitos humanos no Brasil

por Nigéria, no Catarsse

Defensorxs é um longa-metragem sobre os direitos humanos no Brasil na prática! O documentário é dividido em capítulos e foi filmado nas cinco regiões do país.

O filme registra o cotidiano da luta de populações indígenas e LGBT, a ação de defensoras e defensores dos direitos à moradia e à justiça, a resistência de comunidades tradicionais a megaobras do Estado. (mais…)

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Maria Rita Kehl e Daniel Pierri: STF na ponta da flecha

Por Maria Rita Kehl e Daniel Pierri, na Folha

Na semana anterior ao Dia do Índio, foi enviada aos ministros do Supremo Tribunal Federal uma cópia do “capítulo indígena” que compôs o relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Ele descreve o modo como povos indígenas do país foram vítimas de gravíssimas violações patrocinadas pelo Estado brasileiro, de 1946 a 1988.

Foram massacres para a abertura de rodovias, torturas de vários tipos, proibição do uso das línguas maternas e etnocídios. Crimes subordinados ao propósito de removê-los de suas terras de acordo com os interesses dos diferentes governos. (mais…)

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“Eu abri a porta e ela disse que ia me matar”, diz idosa agredida por travesti em São Paulo

No dia 16 de abril recebemos e postamos o texto “Eu sou Verônica: Quem chora pelas travestis?“, denunciando, inclusive com uma montagem de três fotos, a violência sofrida por Verônica Bolina no 2º Distrito Policial, na região central de São Paulo. Esta tarde, um leitor postou num comentário o link para a matéria abaixo, que denuncia a violência que teria sido por ela praticada, dando origem à sua detenção. Tanto a denúncia do dia 16 quanto esta devem ser apuradas, e as pessoas responsáveis pelas violências devem ser devidamente punidas, sejam elas quem forem. Responder a atos de humilhação, tortura ou desrespeito à dignidade na mesma moeda é abdicarmos da nossa humanidade e optarmos pela barbárie. (Tania Pacheco)

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Laura perdeu os dentes, quebrou o braço e nariz, além de ferimentos em todo o corpo 

Por Sylvia Albuquerque, do R7

“Você é o Satanás e eu vou te matar”. Assim começou o pesadelo de Laura P., de 73 anos, no último dia 11. Após abrir a porta de seu apartamento, ela ouviu a ameaça de sua vizinha, a travesti Verônica Bolina, de 25 anos, e começou a ser espancada. (mais…)

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Atuação do MPT é reconhecida por organização que defende banimento mundial da fibra

Por Rodrigo Farhat, de Washington

Com a participação de uma centena de especialistas de todo o mundo, foi realizada em Washington, nos Estados Unidos, entre 17 e 19 de abril, a 11a Conferência Anual para Conscientização sobre as Doenças do Amianto. O encontro reuniu médicos, engenheiros, advogados, familiares de vítimas e também trabalhadores com mesotelioma, o câncer do amianto.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) foi representado no evento pelo procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, e pelos procuradores Márcia Kamei Lopez Aliaga e Philippe Gomes Jardim. A instituição recebeu o prêmio “Tributo Inspiração” da Organização para Conscientização sobre as Doenças do Amianto (Adao, na sigla em inglês) pelo trabalho do MPT em favor do banimento do amianto no país. (mais…)

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Nota Pública: Júri Manoel Mattos – um marco para os direitos humanos no Brasil

As lágrimas e o sofrimento que vieram no dia 24 de janeiro de 2009, com o assassinato de Manoel Mattos, se converteram em combustível, como ele mesmo dizia. E é com ele que se chegou ao histórico dia de ontem, 15 de abril de 2015, com a responsabilização de um mandante do crime, o policial militar Flávio Inácio Pereira, e de um executor, José da Silva Martins, o José Parafina. Este, que foi o primeiro júri federalizado da história do país, despertando atenção nacional e internacionalmente, se torna um marco na defesa dos Direitos Humanos no país.

A vitória, entretanto, ainda não foi completa, e há um longo caminho para percorrer até que todos os responsáveis por esse crime sejam responsabilizados e os inquéritos que apuram as execuções sumárias denunciadas por Manuel sejam finalizados e julgados. (mais…)

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A autonomia da defensoria é constitucional

A afirmação é do professor Daniel Sarmento, confira seu parecer.

ANADEF

A Defensoria Pública da União é uma instituição nova, ainda desconhecida por muitos e que passou por diversas mudanças ao longo dos últimos anos. Seus objetivos são amplos: defender a primazia da dignidade da pessoa humana, facilitar o acesso à justiça, garantir o mínimo existencial e a igualdade de oportunidades, impedir o retrocesso social e preservar a pluralidade cultural brasileira. (mais…)

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Eu sou Verônica: Quem chora pelas travestis?

Da Página Travesti Reflexiva

Algumas coisas me atingem em cheio; ver o aspecto que a Veronica apresentava, após ter sido espancada por policiais, foi uma delas.

“O que foi que ela fez?” não é a pergunta que precede qualquer possibilidade de comoção? Repetem, com esse questionamento, a conhecida ideia de que toda travesti, ou transexual, inserida em algum conflito é, de certa forma, responsável pelo mesmo. A violência que ela sofreu sendo, novamente, relativizada pela busca da justificativa para a agressão experimentada. Uma demanda por empatia é inexistente quando nos deparamos com uma experiência trans, mas nenhum hematoma é passível de argumentação. (mais…)

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