Amazônia tem “oceano subterrâneo”

Bacias sedimentares do Acre, Solimões, Amazonas e Marajó têm reserva de água estimada em mais de 160 trilhões de metros cúbicos. foto: Wikimedia)
Bacias sedimentares do Acre, Solimões, Amazonas e Marajó têm reserva de água estimada em mais de 160 trilhões de metros cúbicos. foto: Wikimedia)

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – A Amazônia possui uma reserva de água subterrânea com volume estimado em mais de 160 trilhões de metros cúbicos, estimou Francisco de Assis Matos de Abreu, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), durante a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que terminou no dia 27 de julho, no campus da Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco.

O volume é 3,5 vezes maior do que o do Aquífero Guarani – depósito de água doce subterrânea que abrange os territórios do Uruguai, da Argentina, do Paraguai e principalmente do Brasil, com 1,2 milhão de quilômetros quadrados (km2) de extensão.

“A reserva subterrânea representa mais de 80% do total da água da Amazônia. A água dos rios amazônicos, por exemplo, representa somente 8% do sistema hidrológico do bioma e as águas atmosféricas têm, mais ou menos, esse mesmo percentual de participação”, disse Abreu durante o evento.

O conhecimento sobre esse “oceano subterrâneo”, contudo, ainda é muito escasso e precisa ser aprimorado tanto para avaliar a possibilidade de uso para abastecimento humano como para preservá-lo em razão de sua importância para o equilíbrio do ciclo hidrográfico regional. Continue lendo “Amazônia tem “oceano subterrâneo””

Ler maisAmazônia tem “oceano subterrâneo”

Belo Monte atrasa ‘fatura social’

A visita que a presidente Dilma Rousseff faz hoje às obras da hidrelétrica de Belo Monte deveria incluir uma passagem pelos novos endereços de 5.241 famílias que tiveram de sair de suas casas para dar espaço ao futuro reservatório da usina. O passeio terá de ser abreviado. Em Altamira (PA), Dilma não vai encontrar mais do que 300 famílias realocadas pelo consórcio Norte Energia, dono da hidrelétrica

André Borges – O Estado de S.Paulo

O atraso em concluir a mudança de aproximadamente 20 mil pessoas é um dos pontos mais complexos na lista de obras compensatórias assumidas, e não cumpridas, pelo consórcio. Um ano atrás, a própria Norte Energia cravava que chegaria a julho deste ano com 100% das realocações concluídas, uma condição básica para que possa iniciar a formação do lago da usina. O fato é que, hoje, nem 10% das famílias trocaram de endereço.

As dificuldades em concluir os trabalhos passam pela elaboração do chamado “cadastro socioambiental”, um banco de dados que deve reunir informações de todos aqueles que são impactados pela obra. É a partir desse levantamento que a Norte Energia orienta suas ações.

Cadastro 

O cadastro deveria estar pronto há mais de dois anos, quando Belo Monte recebeu sua licença prévia ambiental. Mas, segundo o Ibama, até hoje o banco de dados não foi concluído.

O orçamento estimado para as ações de reassentamento é da ordem de R$ 500 milhões. A previsão original era de que o consórcio iniciasse a construção das de casas ainda em 2011, o que não ocorreu. Continue lendo “Belo Monte atrasa ‘fatura social’”

Ler maisBelo Monte atrasa ‘fatura social’

Repórter Brasil e UFRJ realizam encontro científico sobre escravidão

encontro-580x320

Aqueles que quiserem participar têm até 15 de agosto para enviar o título do trabalho, mesmo que provisório. O material finalizado deverá ser enviado até 10 de setembro

Por Repórter Brasil 

Estão abertas as inscrições de trabalhos para a VII Reunião Científica Trabalho Escravo Contemporâneo e Questões Correlatas, que ocorrerá de 12 a 14 de novembro em São Paulo (SP). Aqueles que quiserem participar têm até 15 de agosto para enviar o título do texto, mesmo que provisório. O material finalizado deverá ser enviado até 10 de setembro.

O encontro, organizado pela Repórter Brasil e pelo Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo (GPTEC) do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos Suely Souza de Almeida (NEPP-DH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), terá como sede o campus de Perdizes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Continue lendo “Repórter Brasil e UFRJ realizam encontro científico sobre escravidão”

Ler maisRepórter Brasil e UFRJ realizam encontro científico sobre escravidão

Clínica em Uberlândia recusa pedidos de exames de médicos cubanos

Promotor de Justiça de Defesa da Saúde informou que estudará o assunto. Representante do CRM diz que médico tem a liberdade de escolha

Fernanda Vieira, Mário Brandani e Fernanda Resende – Do G1 Triângulo Mineiro

Uma clínica particular de Uberlândia tem recusado os pedidos de exames solicitados por médicos cubanos. Em uma ligação feita pela produção da TV Integração, afiliada Rede Globo, a secretária da clínica, que fica no Centro da cidade, confirmou a informação. Atualmente, o município conta com 12 profissionais que integram o programa do governo federal, Mais Médicos.

Atendente: É cubano?
Repórter: É cubana.
Atendente: Não, não, com este pedido não tem validade.
Repórter: Por quê?
Atendente: Não sei! Foi determinado para nós, secretárias, que quando for paciente com pedido de médico cubano, não tem validade. Mas o porquê eles não passaram pra nós não.
Repórter: Eu não tenho outro pedido. Eu só tenho desta médica.
Atendente: Pra nós aqui ele não tem validade.
Repórter: Na clínica de vocês não faz com médico cubano?
Atendente: Não.

De acordo com a Prefeitura, não há uma justificativa que seja aceitável para a recusa do pedido do exame por parte da clínica. “O registro é válido e o profissional tem todos os direitos de atuar na Atenção Básica como qualquer outro, a única diferença é que um tem CRM e o outro RMS. Recusar um pedido alegando isso vai contra a legislação em vigor”, esclareceu a coordenadora da Atenção Básica, Elisa Toffoli. Continue lendo “Clínica em Uberlândia recusa pedidos de exames de médicos cubanos”

Ler maisClínica em Uberlândia recusa pedidos de exames de médicos cubanos

Sem Terra ocupam Caixa no CE e exigem construção de moradias

unnamed (1)

Por Marcelo Matos
Da Página do MST


600 famílias do acampamento Irmã Tereza ocupam desde segunda-feira (04/08) a Caixa Econômica Federal no município de Quixeramobim, no sertão central cearense. 

Dois anos de acampamento se passaram e o governo do estado havia se comprometido em construir 600 casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal para as famílias do acampamento.

De acordo com informações da coordenação do MST na região, em reunião com representantes da Caixa, MST, Secretaria das Cidades e a construtora Fujita Engenharia, a Caixa informou que só seriam construídas 300 casas, pois não havia cota do Ministério das Cidades. Continue lendo “Sem Terra ocupam Caixa no CE e exigem construção de moradias”

Ler maisSem Terra ocupam Caixa no CE e exigem construção de moradias

Juiz nega liberdade a ativistas alegando serem “black blocs” e “esquerda caviar”

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil 

Ao negar liberdade para o professor Rafael Lusvarghi, e o servidor do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) Fábio Hideki Harano, detidos em um protesto em São Paulo, o juiz Marcelo Matias Pereira, da 10ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), argumentou que, se soltos, os dois poderiam promover e participar de novos protestos “provocando todo o tipo de destruição e quiçá consequências mais graves como mortes”. Ele chamou os manifestantes detidos de “black blocs” e “esquerda caviar”. 

O pedido de revogação das prisões preventivas foi negado, pelo juiz, na última sexta-feira (1º). Na decisão, o juiz argumentou que depoimentos mostram que Lusvarghi e Harano foram flagrados portando artefatos explosivos. “As imagens indicam que os acusados possuíam liderança e comando sobre a massa de alineados, sendo que há depoimentos consistentes que apontam que em poder dos mesmos foram apreendidos artefatos explosivos/incendiários, de modo que presentes estão os indícios suficientes de autoria”, disse.

De acordo com o juiz, o grupo, os black blocs, “atenta contra os Poderes Constituídos, desrespeitando as leis, os policiais que tem a função de preservar a ordem, a segurança e o direito de manifestação pacífica, além de, descaradamente, atacarem o patrimônio particular de pessoas que tanto trabalharam para conquistá-lo, sob o argumento de que são contra o capitalismo, mas usam tênis da Nike, telefone celular, conforme se verifica das imagens, postam fotos no Facebook e até utilizam de uma denominação grafada em língua inglesa, bem ao gosto da denominada ‘esquerda caviar'”. Continue lendo “Juiz nega liberdade a ativistas alegando serem “black blocs” e “esquerda caviar””

Ler maisJuiz nega liberdade a ativistas alegando serem “black blocs” e “esquerda caviar”

Laudo aponta que objetos encontrados com manifestantes presos não são explosivos

Alex Rodrigues e Carolina Gonçalves – Repórteres da Agência Brasil 

Laudo do Instituto de Criminalística (IC) e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar (PM) de São Paulo aponta que os objetos encontrados com o professor Rafael Lusvarghi, 26 anos, e o servidor do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) Fábio Hideki Harano, 23 anos, não eram explosivos, nem inflamáveis. O advogado dos ativistas, Luiz Eduardo Greenhalgh, recebeu o documento anteontem (4). O professor e o servidor foram detidos durante uma manifestação contra a Copa do Mundo, em 23 de junho, na capital paulista.

Lusvarghi e Harano estão detidos há 45 dias, em caráter temporário, denunciados por porte de material explosivo e outras acusações. Lusvarghi ocupa uma cela na carceragem do 8º Distrito Policial (DP), no centro de São Paulo, e Hideki está na Penitenciária de Tremembé, a 150 quilômetros da capital paulista. Os dois negam que estivessem portando qualquer material explosivo.

Em um dos trechos, o laudo diz: “[…] resultado negativo para substâncias acelerantes e alimentadoras de chama daquelas comumente utilizadas em artefatos incendiários do tipo ‘coquetel molotov’”. O documento foi repassado à Agência Brasil pelo advogado. Em outro trecho, a conclusão dos peritos é: “Trata-se de material que apresentou composição química não compatível com aquela encontrada nos ‘altos explosivos’ (nitrato, nitropenta, HMX, RDX, nitroglicerina, TNT, DNT, Tetryl e etc) e nos ‘baixos explosivos’ (pólvora branca, pólvora negra etc)”.

Com base no inquérito policial, o MP denunciou Lusvarghi de incitação ao crime, associação criminosa armada, resistência e posse de artefato explosivo. A pena mínima para esses crimes é 14 anos e seis meses de prisão. Harano foi denunciado por incitação ao crime, associação criminosa armada, desobediência e posse de artefato explosivo. Se condenado, a pena pode chegar a 13 anos de prisão. A Defensoria Pública de São Paulo pediu à Justiça, ainda em junho, que os dois fossem libertados. E manifestantes que presenciaram as abordagens policiais testemunharam a favor da inocência dos dois. Continue lendo “Laudo aponta que objetos encontrados com manifestantes presos não são explosivos”

Ler maisLaudo aponta que objetos encontrados com manifestantes presos não são explosivos

“Porta-retratos já não estão mais vazios”, diz avó da Praça de Maio

madres_de_la_plaza_de_mayo_telam-_archivoMonica Yanakiew – Correspondente da Agência Brasil/EBC 

Depois de 36 anos de busca, a presidenta da organização Avós da Praça de Maio, Estela Carlotto, encontrou nessa terça-feira (5) seu neto Guido, um pianista que, sem saber que era filho de desaparecidos na época da ditadura, compôs a música Pela Memória, em homenagem às vítimas do regime militar argentino (1976-1983).

 A filha de Estela, Laura, estava grávida, quando foi sequestrada, torturada e assassinada. O corpo dela foi entregue à família em 1978,  mas o filho que teve em um campo de concentração –  de olhos vendados e mãos algemadas – desapareceu. Guido Carlotto é o neto número 114 encontrado pelas Avós da Praça de Maio que, há quase 40 anos, buscam os filhos de seus filhos desaparecidos.

“Os porta-retratos já não estão mais vazios. Têm um rosto e lindo, eu vi. Ele é um bom rapaz”, disse Estela Carlotto, em entrevista coletiva. Ela não viu o neto de perto – apenas uma foto. Ele apareceu do nada: um dia, foi até a sede das Avós da Praça de Maio porque tinha dúvidas sobre sua origem. Fez o teste de sangue e comprovou que era filho de Laura. Continue lendo ““Porta-retratos já não estão mais vazios”, diz avó da Praça de Maio”

Ler mais“Porta-retratos já não estão mais vazios”, diz avó da Praça de Maio

Burro não é quem escreve “errado”. Burro é quem discrimina, por Leonardo Sakamoto

laerte12Leonardo Sakamoto

Algumas das pessoas mais sábias que conheci são iletradas. E alguns dos maiores idiotas têm doutorado. Às vezes, mais de um.

Significa que os iletrados são melhores que os doutores? Não.

Então, o contrário? Também não.

O nível de escolaridade e a forma através da qual uma pessoa se expressa muitas vezes é irrelevante frente ao conteúdo que pode agregar a uma discussão.

Se ela conseguiu fazer com que os outros a entendessem, ótimo, fez-se a comunicação. Continue lendo “Burro não é quem escreve “errado”. Burro é quem discrimina, por Leonardo Sakamoto”

Ler maisBurro não é quem escreve “errado”. Burro é quem discrimina, por Leonardo Sakamoto

Ministério Público de Minas firma cooperação com foco no enfrentamento ao racismo

Seminário e oficina sobre “Desigualdades Raciais no Brasil e Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Enfrentamento ao Racismo”, serão realizados em Belo Horizonte – MG, nesta quinta-feira (07/08), como primeiras atividades da parceria com a SEPPIR e IPEA

SEPPIR – A capital mineira recebe, na próxima quinta-feira (7/8), o seminário “Desigualdades Raciais no Brasil e Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Enfrentamento ao Racismo”, além de uma oficina que aborda o “Acordo de Cooperação Técnica 03/2014 – SEPPIR/PR, MPMG e IPEA” e tem o objetivo de capacitar servidores do Ministério Público do Estado de Minas Gerais para atuarem nas questões de enfrentamento ao racismo.

As atividades serão realizadas, respectivamente, das 9h às 12h, no Auditório da Associação Mineira do Ministério Público – AMMP (Rua Timbiras, nº 2928, Barro Preto, Belo Horizonte-MG); e das 14h às 17h, no Salão Azul da Procuradoria Geral de Justiça (Av. Álvares Cabral nº 1690, Santo Agostinho – 1º andar).

Participam do seminário servidores(as) do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, e Ministério do Trabalho e Emprego do Estado de Minas Gerais; gestores(as) e servidores(as) estaduais e municipais de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial de cidades mineiras com mais de 100 mil habitantes e da Grande Belo Horizonte; além de representantes de governo, da sociedade civil, e dos Conselhos Estadual e Municipais de Promoção da Igualdade Racial. Continue lendo “Ministério Público de Minas firma cooperação com foco no enfrentamento ao racismo”

Ler maisMinistério Público de Minas firma cooperação com foco no enfrentamento ao racismo