Vitória, Rosa Leão e Esperança: PM avisa em reunião que ocupações serão despejadas, mas não diz quando

Moradores das ocupações protestaram em frente ao 13º Batalhão da PM durante a reunião
Moradores das ocupações protestaram em frente ao 13º Batalhão da PM durante a reunião

Durante reunião de cerca de 15 minutos, corporação avisou os moradores que ação acontecerá dentro de 15 dias e que se for necessário força será usada, conforme militantes

Por José Vitor Camilo e Cinthia Ramalho, em O Tempo

Após uma reunião que durou cerca de 15 minutos, na manhã desta quarta-feira (6), a Polícia Militar (PM) avisou aos moradores das ocupações Vitória, Rosa Leão e Esperança, na região do Isidoro, que estão preparados para realizar a operação de despejo das cerca de 8.000 famílias presentes na região. Apesar disso, a corporação informou apenas que a ação ocorrerá dentro de 15 dias, não precisando quando será.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, cerca de 2.500 pessoas devem ser retiradas do terreno. Porém, segundo informações de moradores das ocupações Vitória, Rosa Leão e Esperança, instaladas na área de 3 milhões de metros quadrados, o total de famílias que serão despejadas pode chegar a aproximadamente 8.000. A ordem de reintegração de posse foi determinada pela Justiça por meio de uma liminar. Continue lendo “Vitória, Rosa Leão e Esperança: PM avisa em reunião que ocupações serão despejadas, mas não diz quando”

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Conselho Universitário da Unicamp não revoga título do coronel Jarbas Passarinho, por Caio N. de Toledo*

violência na rua - ditaduraNo Correio da Cidadania

Na sessão de 5 de agosto de 2014, o Conselho Universitário da Unicamp deixou de revogar o título de Doutor Honoris Causa concedido, em 1973, pela Universidade ao coronel Jarbas Passarinho, em plena ditadura militar.

Quatro moções de congregações de unidades da Unicamp (Faculdade de Educação, Instituto de Arte, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e Instituto de Estudos da Linguagem) solicitavam ao Conselho Universitário da Unicamp (CONSU) que revogassem o título, posto a que atuação política do coronel Jarbas Passarinho teria sido nefasta para a educação e a cultura brasileiras durante os anos em que fora Ministro do Trabalho e da Educação e Cultura (entre os atos, sob sua inteira responsabilidade, poderiam ser citados: a aprovação do AI 5, que cassou pesquisadores e docentes; o decreto 477, que puniu estudantes; o desmantelamento do ensino público e o apoio à privatização das universidades; a punição a sindicalistas; a criação das Assessorias de Segurança e Investigação nas universidades etc.). Digno de ressaltar, afirmavam as Moções, é o fato de o coronel Jarbas Passarinho, passados 50 anos do golpe militar, jamais ter feito a autocrítica de sua trajetória política e ideológica; ou seja, hoje, continua justificando o arbítrio e o terror de Estado representados pela ditadura militar (1964-1985).

A votação do Consu não revogou o título pela diferença de apenas um voto; como o regimento interno do Conselho exigia 2/3 do total de 75 membros, a solicitação das quatro congregações não foi aprovada, pois obteve 49 votos (docentes, funcionários e estudantes), enquanto 20 docentes (10 contra e 10 que se abstiveram) impediram a revogação do título. Continue lendo “Conselho Universitário da Unicamp não revoga título do coronel Jarbas Passarinho, por Caio N. de Toledo*”

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Em protesto, índios se apropriam de ambulâncias em Marabá, no Pará

cocarEtnias Suruí, Xicrin, Gavião e Guajajara denunciam problemas na saúde. Eles dizem que só devolverão veículos se forem atendidos pela Casai

G1 PA

Índios das etnias Suruí,  Xicrin, Gavião e  Guajajara se apropriaram de quatro ambulâncias que fazem o atendimento das tribos em Marabá, no sudeste do Pará. Os índios liberaram os agentes e enfermeiros que estavam no interior dos veículos e tomaram posse das ambulâncias.

Os indígenas reclamam da falta de estrutura da saúde e de medicamentos nas aldeias. Segundo o cacique Elton, da tribo Xikrin, os índios afirmam que só irão liberar os veículos depois que as reivindicações forem atendidas pelo Distrito de Saúde Indígena.

G1 entrou em contato com a Casa de Saúde Indígena (Casai) de Marabá, que disse que não irá se pronunciar sobre o assunto.

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Campanha contra os agrotóxicos fortalece os princípios da agroecologia na Bahia

Por Wesley Lima
Da Página do MST


Refletir com atividades criativa o contexto dos assentamentos e escolas do campo, orientar sobre os riscos do uso de agrotóxicos e reafirmar as discussões acerca dos princípios da agroecologia: esses são os principais objetivos da campanha “Extremo Sul pela Vida, Agrotóxicos Zero”.

Lançada em maio deste ano, as atividades em torno da campanha servem para defender o princípio da soberania alimentar e fortalecer o debate da agroecologia para os camponeses.

Estes compromissos procuram eliminar o uso de  agrotóxicos e de sementes transgênicas do manejo produtivo dos assentamentos e acampamentos do MST.

De acordo com Julia Lopez, do setor de produção do MST, “a campanha está sendo uma forte ferramenta de sensibilização e formação de nossos trabalhadores e trabalhadoras rurais. A ideia é fortalecer o debate em torno da agroecologia e construir espaços para se discutir e refletir sobre a maneira como produzimos”. 

As ações estão vinculadas à Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que constrói a nível nacional um debate acerca do uso de defensivos agrícolas, denunciando-os como causadores de diversas doenças ao ser humano e a degradação do meio ambiente. Continue lendo “Campanha contra os agrotóxicos fortalece os princípios da agroecologia na Bahia”

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SP: Ciclo 40 anos do martírio de Frei Tito

40 anos do martírio de Frei Tito

Da Redação – Caros Amigos

Neste agosto faz 40 anos que frei Tito de Alencar Lima morreu, ao suicidar-se no exílio na França, devido às torturas sofridas na ditadura militar no Brasil. Tito tinha apenas 28 anos e fazia parte de um grupo de frades dominicanos que lutava contra a ditadura.

Em sua memória, o Coletivo Frei Tito Vivo organiza neste sábado (9) o ciclo de seminários “40 anos do martírio de Frei Tito”. O ciclo, na manhã e tarde do sábado, será precedido por uma celebração eucarística na noite de sexta-feira (8), na Igreja de São Domingos, de onde Frei Tito foi retirado pelo delegado Fleury, em novembro de 1969, para ser torturado nos porões do Deops. Frei Betto, seu amigo e companheiro de luta, afirmou na divulgação do evento: “Comemorar (no sentido de fazer memória) frei Tito é combater o memoricídio, esse empenho das forças conservadoras para impedir que os jovens conheçam a história recente do Brasil. É estarrecedor constatar que, ainda hoje, nossas Forças Armadas, em resposta cínica e mentirosa à Comissão Nacional da Verdade, declarem que nenhuma instalação militar foi utilizada no período da ditadura para violar direitos humanos…”.

Confira abaixo a programação do evento:

Sexta, 8 de agosto

Celebração pela Vida e Ressurreição de Frei Tito de Alencar Lima:

19h00 – com Dom Angélico Sândalo Bernardino, Frei Betto, Frei João Xerri, familiares e amigos de Frei Tito.

Local: Igreja de São Domingos
Rua Caiubi, 164, Perdizes, São Paulo, SP
 
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Sequência de crimes põe as polícias do Rio em xeque, e especialistas sugerem mudanças

 

Após acusação de estupro, na última terça-feira, PMs da UPP do Jacarezinho chegam à delegacia para reconhecimento Foto: Luiz Ackermann
Após acusação de estupro, na última terça-feira, PMs da UPP do Jacarezinho chegam à delegacia para reconhecimento Foto: Luiz Ackermann

Cíntia Cruz, Luã Marinatto e Thais Carreiro – Extra

Execução a sangue frio, ocultação de cadáver, formação de quadrilha armada, tortura seguida de morte, fraude processual, estupro coletivo. Cometida justamente por quem deveria combatê-los, a lista de crimes na conta de policiais civis e militares do Rio de um ano pra cá é extensa. Desde o caso Amarildo, pedreiro assassinado por PMs na Rocinha em julho de 2013 (25 deles respondem na Justiça pela morte), a sociedade fluminense presenciou uma série de absurdos — e, muitas vezes, os assistiu, já que celulares e até a câmera de uma viatura registraram parte dos desvios. A pergunta que fica, então, é a seguinte: será que tem jeito para as polícias do estado? O EXTRA convocou especialistas em segurança pública para tentar obter uma resposta.

— Existe uma falha tenebrosa na questão da formação. O Rio poderia formar dois mil PMs por ano, mas o número está em sete mil. Isso é péssimo, a preparação não pode ser boa com esse processo industrial. Acaba formando um “policial miojo”, instantâneo, sem qualidade — ressalta o coronel José Vicente da Silva Filho, ex-secretário Nacional de Segurança: — Em São Paulo, um policial é formado em dois anos. No Rio, são seis meses. Continue lendo “Sequência de crimes põe as polícias do Rio em xeque, e especialistas sugerem mudanças”

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Condenados injustamente como terroristas, mapuches exigem que Estado cumpra reparação

2014_08_mapuches2_radio.uchile.clMarcela Belchior – Adital

Membros do povo indígena mapuche, situado na região do centro-sul chileno, afetados pela aplicação discriminatória da Lei Antiterrorista no país e pela violação de seus direitos durante o processo judicial no Tribunal Internacional, solicitam que o Governo do Chile peça perdão publicamente às pessoas acusadas injustamente e às suas famílias. Eles destacam a falha no Estado e querem a garantia de que o Poder Público não continue criminalizando o protesto social das comunidades.

Ao todo, foram sete os indígenas condenados no ano de 2003: Segundo Aniceto Norín Catrimán, Pascual Huentequeo Pichún Paillalao, Víctor Manuel Ancalaf LLaupe, Florencio Jaime Marileo Saravia, Juan Patricio Marileo Saravia, José Huenchunao Mariñán e Juan Ciriaco Millacheo Licán — além da ativista Patricia Troncoso Robles. Continue lendo “Condenados injustamente como terroristas, mapuches exigem que Estado cumpra reparação”

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Toga de juiz não é capa de super-herói. Sim, eles também falam bobagem, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Para justificar que manteria sob prisão preventiva os manifestantes Fábio Hideki Harano e Rafael Marques Lusvarg, o juiz Marcelo Matias Pereira, da 10ª Vara Criminal de São Paulo, escreveu em sua decisão:

“Além de descaradamente atacarem o patrimônio particular de pessoas que tanto trabalharam para conquistá-lo, sob o argumento de que são contra o capitalismo, mas usam tênis da Nike, telefone celular, conforme se verifica nas imagens, postam fotos no Facebook e até utilizam uma denominação grafada em língua inglesa, bem ao gosto da denominada esquerda caviar.”

Tenho ouvido muitas pessoas indignadas com a rica argumentação do nobre magistrado, mas vale sempre lembrar que o Poder Judiciário, bem como o Executivo e o Legislativo, são reflexo da sociedade em que estão inseridos. Não foram trazidos por civilizações extraterrestres dotadas de consciência superiora, mas saíram do mesmo tecido social.

Em suma, podem ser preconceituosos, superficiais e ignorantes como todos nós.

Estamos acostumamos a criticar prefeitos, governadores, presidentes, vereadores, deputados e senadores mas, não raro, poupamos juízes, desembargadores e ministros. Fascinante que uma das consequências de atribuir sabedoria sobrenatural à toga é de que o Judiciário, por falta de pressão e controle externos, é o menos transparente dos poderes.

Um juiz de Sete Lagoas (MG) rejeitou uma série de pedidos de medidas, baseadas na Lei Maria da Penha, contra homens que agrediram e ameaçaram suas parceiras. Sancionada em 2006, a lei torna mais rigorosa a punição da violência contra a mulher. Edilson Rumbelsperger Rodrigues, em suas sentenças, afirmou:

“Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (…) O mundo é masculino! A ideia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!” Continue lendo “Toga de juiz não é capa de super-herói. Sim, eles também falam bobagem, por Leonardo Sakamoto”

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Representatividade da população negra é tema de debate em Brasília

Análise do panorama das eleições sob o aspecto cor/raça reuniu especialistas e servidores da SEPPIR
Análise do panorama das eleições sob o aspecto cor/raça reuniu especialistas e servidores da SEPPIR

Seminário realizado anteontem (05/08) teve o objetivo de discutir questões referentes à representatividade da população negra no processo eleitoral de 2014. As informações disponibilizadas pelo TSE mostram que todos os(as) candidatos(as) ao cargo de Presidente da República são pessoas brancas

SEPPIR – A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR/PR) realizou nesta terça-feira (5/8), em Brasília-DF, o Seminário “Dados desagregados por Cor ou Raça das candidaturas das eleições 2014”. A atividade teve por objetivo discutir questões referentes à representatividade da população negra, em um contexto no qual, pela primeira vez na história, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibilizou dados da raça/cor dos(as) candidatos(as).

A inclusão do quesito nas informações das candidaturas é uma das mais antigas reivindicações do Movimento Negro brasileiro. A partir desses dados, é possível avaliar a inclusão de grupos raciais e étnicos nos Poderes Legislativo e Executivo, além de estimular medidas que visem a ampliação da presença do(a) negro(a) nos espaços de poder.

Compuseram a mesa o sociólogo Luiz Augusto Campos, que é professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e pesquisador no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UERJ); Talita Victor, especialista em Instituições e Processos Políticos do Legislativo e Assessora da Secretaria da Mulher; e Dalila Negreiros, mestra em Políticas Públicas e Desenvolvimento e servidora da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas da SEPPIR. Continue lendo “Representatividade da população negra é tema de debate em Brasília”

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Agrotóxicos: evidências científicas demonstram efeitos nocivos na saúde

Por trás da explosão do cultivo de soja na Argentina crescem progressivamente os testemunhos e estudos que dão conta dos efeitos nocivos dos praguicidas utilizados nestas plantações sobre a saúde da população rural

Geográfica Digital, da UNNE* (Universidade Nacional do Nordeste)

Algo mudou na comunidade científica nacional desde que o estudo do pesquisador do Conicet, o doutor Andrés Carrasco (recentemente falecido), alertava que o glifosato – principal componente dos herbicidas para a soja – pode causar malformações em embriões de anfíbios que são semelhantes às reportadas em humanos gestados em zonas fumigadas.

Carrasco, junto com um importante grupo de cientistas, percorreu durante muitos anos diferentes universidades do país expondo seus trabalhos sobre a realidade sanitária das populações rurais onde há cultivos transgênicos. Um assíduo participante destes encontros é o bioquímico Raúl Horacio Lucero, pesquisador do Laboratório de Biologia Molecular do Instituto de Medicina Regional e professor da Cátedra de Medicina III, Área Infectologia da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional do Nordeste.

Considerado uma referência na afecção de agroquímicos à saúde, o Lucero explana sobre os casos que conseguiu documentar sobre pacientes que registravam sérias deformações ortopédicas e genitais, derivados do Hospital Pediátrico do Chaco ao seu Laboratório de Estudos Genéticos. A frequência com que começou a encontrar em pacientes de zonas rurais anomalias como: focomelia, sindactilia, encurtamento de membros, aplasia de ossos do braço, imperfuração anal, hipertrofia de clitóris, entre outras, levou-o a fazer o registro destas consultas.

“Nunca tive dúvida de que eram produzidas pela exposição de grávidas em idade gestacional precoce aos agroquímicos. Em todo o caso, não podia publicar estas observações porque requeriam estudos epidemiológicos de longo prazo que os fundamentasse; além de medições de praguicidas ou seus metabolitos em sangue e na urina, assim como também medir de alguma maneira o nível de alteração do DNA nesses pacientes mediante estudos de genotoxicidade”, explicou Lucero. Continue lendo “Agrotóxicos: evidências científicas demonstram efeitos nocivos na saúde”

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