Bahia adere ao Programa Brasil Quilombola

Foto: João Zinclar
Foto: João Zinclar

Secom – Termina nesta sexta-feira (08) o XI Fórum Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Criado pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia (Sepromi), o Fórum é um espaço permanente de diálogo entre Estado e municípios a fim de definir estratégias conjuntas para implementação da Política Estadual de Promoção da Igualdade Racial. O evento acontece às 15h30, no Hotel Bahia Mar, no bairro de Armação, em Salvador.

Durante o encerramento, o governador Jaques Wagner e a Secretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Silvany Silva, assinam o Termo de Cooperação Técnica de adesão da Bahia ao Programa Brasil Quilombola, uma reivindicação das comunidades para o avanço da luta quilombola na Bahia.

O programa

O Brasil Quilombola foi lançado, em 12 de março de 2004, com o objetivo de consolidar os marcos da política de Estado para as áreas quilombolas. Como seu desdobramento foi instituída a Agenda Social Quilombola, que agrupa ações voltadas às comunidades para Acesso a Terra; Infraestrutura e Qualidade de Vida; Inclusão Produtiva e Desenvolvimento Local; Direitos e Cidadania.

Comunidades remanescentes de quilombos existem em praticamente todos os estados brasileiros. Levantamento da Fundação Palmares, do Ministério da Cultura (MinC) mapeou mais de 1. 500 comunidades no país. Os estados que têm o maior número de comunidades quilombolas são Bahia, Pará, Maranhão, Minas Gerais e Pernambuco.

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Despejo de ocupações na Granja Werneck deve começar na 2ª e contará com 1,5 mil PMs

20140807180917398038aA PM está pronta para apoiar o cumprimento do despejo. Nesta quinta-feira, houve reunião entre a polícia e os moradores

Luana Cruz – Estado de Minas

A reintegração de posse no terreno da Granja Werneck, conhecida também como Isidoro, na Região Norte de Belo Horizonte, contará com efetivo de 1,5 mil policiais militares. De acordo com a corporação, apesar de a PM estar pronta para apoiar o cumprimento do despejo a qualquer momento, a operação não acontecerá na sexta-feira.

O coronel Ricardo Garcia Machado, do Comando de Policiamento Especializado (CPE), informou aos moradores, em reunião na tarde desta quinta-feira, que a polícia está em plenas condições técnicas para iniciar a retirada das famílias. 

Segundo major Gilmar Luciano, da assessoria de imprensa da PM, o informativo do coronel cumpre o último protocolo legal para realização do despejo. De acordo com ele, a reunião foi para “dar ciência às partes interessadas”. Conforme o Estado de Minas adiantou na quarta-feira, estarão envolvidos militares da 1ª Região da PM e CPE. Além deles, também foram convocados policiais da 3ª Região da PM. Em nota, a corporação disse ainda que “as ações serão levadas a efeito, na sua plenitude, a partir do dia 11 de agosto de 2014”.

O efetivo entrará na área ocupada pelas comunidades Rosa Leão, Esperança e Vitória. Além da PM, vão participar da operação 120 assistentes sociais da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), bombeiros, policiais civis e representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Continue lendo “Despejo de ocupações na Granja Werneck deve começar na 2ª e contará com 1,5 mil PMs”

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CNV realiza audiência pública sobre a Guerrilha do Araguaia

01 Mosaico desaparecidos

Comissão irá ouvir sobreviventes, familiares de vítimas e agentes da repressão

A Comissão Nacional da Verdade realiza em Brasília, no próximo dia 12 de agosto, audiência pública sobre graves violações de direitos humanos cometidas na repressão à guerrilha do Araguaia, um dos episódios mais violentos da ditadura militar, que resultou em prisões ilegais, torturas e dezenas de mortos e desaparecidos políticos na primeira metade dos anos 70. A audiência pública acontecerá no auditório do CNTC e se iniciará às 9h30.

O objetivo da audiência é apurar graves violações de direitos humanos cometidas contra integrantes da guerrilha do Araguaia e contra a população local, que resultaram na morte e desaparecimento de camponeses e de militantes do PC do B que atuavam na região.

Serão ouvidos testemunhos de sobreviventes das operações militares e de familiares de vítimas da repressão política. Continue lendo “CNV realiza audiência pública sobre a Guerrilha do Araguaia”

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Fiocruz dá passo importante no acesso aberto ao conhecimento

Leonardo Azevedo – Fiocruz

A Fiocruz deu mais um passo importante no caminho da democratização da informação, tornando disponível de forma fácil, pública e sem custo o conteúdo integral de suas publicações e todo o conhecimento produzido na instituição. Com a publicação da Política de Acesso Aberto ao Conhecimento, a Fundação se alinha a diretrizes e experiências internacionais e ao Movimento para o Acesso ao Conhecimento, com a ideia de informação científica como conceito de cidadania e de comunicação pública da ciência como valor fundamental.

“A Política reflete a capacidade da instituição de compreender as diversas dimensões da cidadania plena e de se colocar como protagonista no campo da saúde pública no país”, ressalta o presidente Paulo Gadelha. “É preciso que as instituições se adequem a novas formas de pensar a apropriação e produção coletiva nos campos da informação e comunicação na sociedade moderna”, diz.

A adoção da Política é um compromisso da Fiocruz com a sociedade, uma vez que a sua produção intelectual, em todas as áreas do conhecimento, está disponível para todos os usuários e não restrita apenas para a comunidade acadêmica. O usuário tem acesso de qualquer lugar, em qualquer dia e horário, sem a necessidade de assinaturas de revistas ou periódicos. Assim, a pesquisa de um profissional da Fundação pode servir de referência tanto para um estudante na pequena Serra da Saudade (MG), menor município do Brasil com aproximadamente 825 habitantes, quanto para um pesquisador em Garissa, cidade com 67 mil habitantes no nordeste do Quênia. Continue lendo “Fiocruz dá passo importante no acesso aberto ao conhecimento”

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OMS: epidemia de ebola é emergência de saúde pública mundial

Da Agência Lusa 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou hoje (8) que a epidemia de febre hemorrágica pelo vírus ebola, registrada em pelo menos quatro países da África Ocidental, é emergência de saúde pública de alcance mundial.

“A OMS aceitou as conclusões” da Comissão de Emergência Sanitária, que esteve reunida quarta (6) e quinta-feira desta semana em Genebra, informou a diretora-geral da organização, Margaret Chan. Segundo ela, a comissão foi unânime em considerar que se verificam as condições de uma emergência de saúde pública de alcance mundial. Diante de uma situação que continua a agravar-se, é necessária uma resposta internacional coordenada para “travar e fazer recuar a propagação internacional do ebola”, acrescentou.

A epidemia de ebola, que já causou a morte de cerca de mil pessoas desde o início do ano, com mais de 1.700 casos suspeitos, é a mais mais grave das últimas quatro décadas, destacou Chan.

Ela disse que os países da África Ocidental mais atingidos – Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri e Nigéria – não têm meios para responder sozinhos à doença e pediu à comunidade internacional que forneça o apoio necessário.

A comissão alertou que os Estados devem estar preparados para detectar e tratar casos de ebola, além de facilitar a retirada de cidadãos, em particular pessoal médico, que estiveram expostos ao vírus da febre hemorrágica.

A comissão lembrou que os chefes de Estado dos países afetados devem “decretar estado de emergência” e “dirigir-se pessoalmente à nação para fornecer informações sobre a situação”. Continue lendo “OMS: epidemia de ebola é emergência de saúde pública mundial”

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Argentina: neto de Estela Carlotto descreve emoção de encontrar avó

O músico Ignacio Hurban, neto da presidenta da organização Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, encontrado após 37 anos de buscas. Arquivo pessoal / Divulgação
O músico Ignacio Hurban, neto da presidenta da organização Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, encontrado após 37 anos de buscas. Arquivo pessoal / Divulgação

Monica Yanakiew – Correspondente da Agência Brasil/EBC 

Com três palavras publicadas ontem (7) em sua página no Facebook, o músico e compositor argentino Ignacio Hurbán resumiu a descoberta de sua verdadeira identidade e o primeiro encontro com a avó, Estela Carlotto, presidenta da organização Avós da Praça de Maio. “Abraço. Imensamente feliz”, escreveu Hurbán ao comentar o primeiro encontro com a avó, que descobriu nesta semana que seu 14º neto estava vivo.

A organização que Estela comanda é integrada por mulheres de mais de 70 anos e funciona como uma verdadeira agência de detetives: elas buscam as 500 crianças desaparecidas na ditadura argentina (1976-1983), muitas delas nascidas em cativeiro, que hoje são homens e mulheres de meia-idade.

Até agora, as avós da Praça de Maio encontraram 114 netos – o último deles, Guido Montoya Carlotto – filho de Laura Carlotto e Walmir Montoya, dois integrantes do grupo guerrilheiro Montoneros, assassinados na ditadura. Laura, filha de Estela, estava grávida quando foi sequestrada, torturada e morta. O corpo dela foi entregue à família (caso raro, na Argentina da época, em que 30 mil opositores ao regime desapareceram sem deixar rastro). No entanto, o filho de Laura, que nasceu enquanto ela estava presa, sumiu. Continue lendo “Argentina: neto de Estela Carlotto descreve emoção de encontrar avó”

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FOIRN: Lideranças e representantes dos Povos Indígenas denunciam descaso e propõem discutir melhor modelo para saúde indígena

foirn - transporte de pacientes
Veja mais fotos no final

Veja a íntegra do documento enviado ao governo em Carta Pública dos Povos Indígenas do Rio Negro sobre a Saúde Indígena no Brasil. TP. 

FOIRN

No dia 27 de Julho os lideres indígenas se reuniram para averiguar a situação da saúde indígena do Rio Negro. Em levantamento participativo, identificou-se os problemas administrativos como principal entrave para plena execução das ações previstas no modelo de atenção a saúde indígena. Assim, foi criada comissão para concluir a elaboração da Carta-denúncia sobre a situação. Neste dia 06 de Agosto de 2014, as lideranças em reunião na Câmara Municipal de São Gabriel da Cachoeira aprovaram uma Carta Aberta denunciando o descaso com a saúde indígena e propondo a adoção urgente de um conjunto de medidas para “destravar” a saúde indígena, pois é um problema de décadas.

Na carta, as lideranças indígenas denunciam a precariedade da situação de infraestrutura, de equipamentos e de fornecimento de insumos para atendimento com qualidade dos indígenas nas comunidades e nos postos de atendimento de referência (Polo Base); as condições inadequadas para transporte das equipes de saúde e dos pacientes, pois faltam motores e botes de alumínio; a continuidade da terceirização na contratação dos profissionais e a falta de uma política de profissionalização dos Agentes Indígenas de Saúde e de Saneamento; entre outros problemas que são sintomas de uma crise de gestão administrativa que prejudica os serviços nas comunidades indígenas pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena.  Esses problemas vêm desde sua implantação, quando estava na responsabilidade da FUNASA e continuam os problemas na gestão da Secretaria Especial da Saúde Indígena do Ministério da Saúde. Continue lendo “FOIRN: Lideranças e representantes dos Povos Indígenas denunciam descaso e propõem discutir melhor modelo para saúde indígena”

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Esqueça mitos coloniais: o contato dos Xatanawa no Acre põe fim a uma resistência centenária, por Felipe Milanez e Glenn Shepard [Excelente!]

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O que está por trás do contato com os sete indígenas de uma população que vive de forma autônoma na Amazônia

No Blog do Milanez

Eles são jovens. Todos saudáveis. Corpos esbeltos, cabelos bem cortados, algumas leves pinturas no rosto. Carregam arcos e flechas bem feitas, bem apontadas, com as penas impecavelmente cortadas. Portam um cinto de casca de envira, que utilizam para segurar um machado, e amarram o pênis nesse mesmo cinto. Imitam animais da floresta com perfeição e cantam belas melodias características das sociedades falantes a língua pano, como as músicas dos Kaxinawa e dos Yawanawa que se pode escutar em CDs. Por trás dessa bela aparição de jovens indígenas que tomaram coragem e decidiram passar a interagir com a violenta sociedade que os cerca, estão terríveis histórias de massacres – um provavelmente recente, e suspeita-se perpetrado por um narcotraficante.  A história do “contato” dos Xatanawa é uma extraordinária história de resistência.

Vídeos e fotografias sobre a chegada de um povo tido como em “isolamento voluntário” em uma aldeia do povo Ashaninka, no Acre, tem provocado comoção nas redes sociais, questionamentos, comentários racistas, e ganharam atenção da imprensa nacional e internacional e da televisão. Dois vídeos divulgados com exclusividade no blog do jornalista Altino Machado romperam com o silêncio da Funai, muda sobre os riscos do contato e apenas expressando-se em notas à imprensa cheias de mistérios. A notícia saiu desde o Jornal Nacional ao britânico Guardian.  Tem merecido manchetes de portais sensacionalistas até revistas científicas como a Science. Quase sempre, a história dos massacres e da resistência dessa população é deixada em um segundo plano para dar espaço ao sensacionalismo, exotismo e colonialismo da relação com essa nação indígena. Continue lendo “Esqueça mitos coloniais: o contato dos Xatanawa no Acre põe fim a uma resistência centenária, por Felipe Milanez e Glenn Shepard [Excelente!]”

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Rede Justiça nos Trilhos e Associação dos Moradores de Piquiá de Baixo pedem apoio da OAB/MA em processo de reassentamento

Foto: OAB/MA
Foto: OAB/MA

Caso será debatido pelos conselheiros seccionais em reunião do órgão ainda no mês de agosto

OAB/MA

O presidente da OAB/MA, Mário Macieira, recebeu na manhã da última segunda-feira, 4, o advogado da Rede Justiça nos Trilhos, Danilo Chammas, e o presidente da Associação Comunitária dos Moradores de Piquiá de Baixo, Edvard Dantas, que solicitaram apoio institucional da Seccional Maranhense sobre o processo de reassentamento de 312 famílias da comunidade que vivem em uma área situada em meio a cinco indústrias de ferro-gusa, incluindo a Vale.

Entre as famílias residentes na comunidade de Piquiá de Baixo, povoado de Açailândia-MA, há muitos casos de doenças e mortes relacionadas à poluição concentrada na região por conta da presença das cinco indústrias de ferro-gusa. “Só nos últimos 14 meses, temos o registro de quatro mortes, três crianças e uma jovem de 30 anos, causadas por problemas pulmonares ocasionados pela poluição na comunidade”, informa Danilo Chamas.

Além dos incômodos respiratórios, o presidente da Associação de Piquiá de Baixo, Edvard Dantas comunica que há entre os moradores doenças de pele e visão. “Desde 2007 que denunciamos os males trazidos pela poluição causada pelas empresas siderúrgicas presentes na nossa comunidade. Médicos da Fundação Osvaldo Cruz e de outros países já coletaram amostras do solo e da água e comprovaram que está tudo poluído. Nossas crianças estão doentes, todos estão sofrendo com a poluição”, desabafa. Continue lendo “Rede Justiça nos Trilhos e Associação dos Moradores de Piquiá de Baixo pedem apoio da OAB/MA em processo de reassentamento”

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