JBS é condenada por servir carne com larvas para empregados

Unidade da JBS que apresentou irregularidades. Foto: Leandro Marcidelli/MPT
Unidade da JBS que apresentou irregularidades. Foto: Leandro Marcidelli/MPT

Maior produtora de carne do planeta é condenada em segunda instância em duas ações por infrações sistemáticas, incluindo desrespeito a jornadas e assédio moral

Por Daniel Santini e Stefano Wrobleski, Repórter Brasil

A JBS, considerada a maior empresa de processamento de carne do mundo, foi condenada em segunda instância pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, no Mato Grosso, em dois processos* diferentes abertos pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) com base em infrações sistemáticas de leis trabalhistas. As sentenças determinam o pagamento R$ 2,3 milhões em danos morais coletivos por violações que vão desde o desrespeito a jornadas de trabalho e práticas que configuram assédio, até situações que podem afetar a saúde dos trabalhadores. Entre os problemas estão o fato de a empresa servir alimentos contaminados aos empregados, incluindo carne com larvas de moscas varejeiras, e o vazamento de gás amônia na unidade industrial de Juruena (MT). 

Repórter Brasil entrou em contato com a empresa para obter um posicionamento. Por meio da assessoria de imprensa, a JBS afirmou que não concorda e pretende recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho para tentar reverter a decisão. Até a publicação desta reportagem, a JBS não comentou as acusações.

Para o procurador Sandro Sardá, responsável pelo Projeto de Atuação em Frigoríficos do MPT, as condenações refletem o descaso da empresa em relação aos trabalhadores. “A JBS adota uma conduta deliberada em não proteger a saúde dos seus empregados mesmo diante dos graves agentes de risco presentes no processo produtivo em frigoríficos”, afirma. “É uma conduta absolutamente incompatível com o ordenamento jurídico constitucional e com o porte da JBS, que é a maior processadora de proteína animal do mundo. A empresa pratica dumping social e somente procede a adequação das condições de trabalho mediante condenações judiciais”, ressalta. Continue lendo “JBS é condenada por servir carne com larvas para empregados”

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Roda de Debate no FST-Energia: Os rastros perversos da agroenergia em Mato Grosso, amanhã, às 13h30

cartaz fst energia

O Fórum Social Temático sobre Energia (FST-Energia) é um encontro para discutir a questão da Energia, no Brasil e no mundo, na seguinte perspectiva: “Energia: para quê, para quem e como?”. Ele é uma iniciativa de organizações da sociedade civil, autônoma em relação a governos, partidos e empresas.

Ele se insere no processo do Fórum Social Mundial, no qual está em curso a realização, durante o ano de 2014, de mais de 40 Fóruns Sociais Nacionais, Regionais ou Temáticos em diferentes países.

O Fórum se realiza por meio de palestras, oficinas, debates, rodas de conversa, exposições e diferentes formas de intercambio e comunicação.

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PF prende presidente da Associação dos Produtores Rurais de Suiá Missú (MT)

Imagem da resistência a desocupação da terra indígena em 2012/Foto: Arquivo
Imagem da resistência a desocupação da terra indígena em 2012/Foto: Arquivo

Ele é acusado de formação de quadrilha e de incentivar famílias a invadirem Marâiwatsédé

Por: Marcio Camilo, O Documento

O presidente da Associação dos Produtores Rurais de Suiá Missú, Sebastião Ferreira Prado, o “Tião Barbudo”, foi preso pela Polícia Federal na manhã de hoje (7). Ele é acusado de associação de quadrilha, sequestro, cárcere privado e incêndio criminoso, fatos que teriam acontecido durante a desocupação dos posseiros da terra indígena Marâiwatsédé, na região do Alto Araguaia.

A PF prendeu Tião em seu apartamento, em Goiana, por volta das 7 horas. Os agentes também levaram computadores, documentos, pen drives e CD-ROMs, elementos que podem reforçar o envolvimento do produtor nas ações criminosas que ocorreram durante desocupação em Marâiwatsédé, no final de 2012. Na época mais de 7 mil famílias tiveram que deixar a região.

O mandado foi requerido pelo Ministério Público Federal (MPF) e teve a autorização do Juiz Federal, lotado em Barra do Garças, Paulo Augusto Moreira Lima. Ao todo, a PF cumpre 30 mandados judiciais sendo cinco de prisão, oito de condução coercitiva e 17 mandados de busca e apreensão. Eles são cumpridos nos estados de Mato Grosso, Goiás e São Paulo. Continue lendo “PF prende presidente da Associação dos Produtores Rurais de Suiá Missú (MT)”

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AM – Encontro reúne povos indígenas em busca de reconhecimento étnico e territorial

Foto: Cimi
Foto: Cimi

Adital

“Socializar experiências de luta e aprofundar a compreensão sobre o direito à terra dos povos indígenas resistentes no contexto amazônico, para facilitar a articulação em torno de estratégias comuns” é o objetivo do Encontro dos Povos Indígenas Resistentes, que se realizará de 08 a 10 de agosto no Centro de Formação Xare – localizado no quilômetro 22, da rodovia BR-174 – ramal dos Padres, em Manaus, Estado do Amazonas. O Encontro tem como tema “A Luta Pela Terra” e reunirá indígenas dos Estados do Amazonas, Pará, Roraima, Mato Grosso e Acre.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) salienta que os povos denominados resistentes são aqueles em luta pelo reconhecimento étnico e territorial. Alguns dos quais eram considerados extintos, como os Sapará, de Roraima, e os Maraguá, do Amazonas – que habitam a região localizada nas margens do rio Abacaxis, no município de Nova Olinda do Norte. Em vários municípios do Amazonas, um grande número de comunidades não assumia a identidade indígena, mas era parte de povos conhecidos. Ao longo de muitos anos, a negação da identidade foi uma estratégia de sobrevivência em razão de massacres e do preconceito contra as populações indígenas. Continue lendo “AM – Encontro reúne povos indígenas em busca de reconhecimento étnico e territorial”

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AN: “Ex produtores da Suiá Missú presos pela PF respondem por Associação criminosa, roubo, sequestro e cárcere privados, além de outros crimes”

Nota: abaixo, a versão da mídia local sobre a ação do MPF MT e PF em Goiás, São Paulo e Mato Grosso, incluindo nomes e identificações de alguns dos presos ao longo da manhã.  Leia também: Atenção! MPF e PF deflagram operação em 9 municípios de MT, GO e SP contra quadrilha que organizava reinvasão de Marãiwatsédé

* * *

Pelo menos quatro pessos [SIC] foram presas, advogados dos ex produtores vê [SIC] ação policial como arbitrária

AN – Agência da Notícia

Já são mais de seis mandados de prisão cumpridos por agentes da Polícia Federal, um deles aconteceu em Goiânia, onde mora o Presidente da APROSUM – Associação dos Produtores Rurais da Suiá Missú. Em entrevista exclusiva ao Agência da Notícia a esposa de Sebastião Prado, Nailza Bispo contou chorando que a Polícia Federal chegou ao apartamento por volta das 07:00 hs da manhã, quatro policiais reviraram toda a casa em busca de provas que pudessem incriminar Sebastião Prado. Além de levar o presidente preso, eles levaram também um computador. “Foi uma cena horrível que eu nunca esperei viver, eles entraram era sete horas da manhã, eu ainda estava de camisola, os policiais pegaram meu celular, nos deixaram incomunicáveis, e levaram o Tião. Isso é perseguição política, nós somos produtores que estamos reivindicando nossos direitos, somente isso”, disse Nailza Bispo.

No mandado cumprido pela Polícia Federal, os crimes listados pela Justiça são: Associação criminosa; furto; sequestro e cárcere privado; roubo e incêndio.

De acordo com o advogado dos ex-produtores José Genilson Brayner, são seis mandados de prisão que estão sendo cumpridos pela Polícia Federal, os crimes relacionados dizem respeitos as ações dos ex-produtores desde 2012 na tentativa de não perderem a área de terra. Ele caracterizou a ação da Polícia Federal como arbitrária. “É totalmente arbitraria, não justifica a Justiça mandar prender essas pessoas como se elas fossem bandidas. Eles já perderam tudo e agora ainda são presos. Além dos danos materiais ainda há o dano emocional”, argumentou o advogado.

Na lista da Polícia Federal estão os nomes de Sebastião Prado que é o atual presidente da Aprosum, que foi preso hoje de manhã em seu apartamento em Goiânia. O vereador Nivaldo Oliveira também foi preso em Alto Boa Vista hoje de manhã, João Ribeiro Camelo que mora atualmente em Canabrava do Norte também foi preso, Elias Alves Gabriel conhecido como Teté e o ex Presidente da Aprosum Renato Teodoro também estão na lista dos mandados de prisão, mas o advogado não confirmou se eles foram presos, já que Renato Teodoro estaria em viagem.  Continue lendo “AN: “Ex produtores da Suiá Missú presos pela PF respondem por Associação criminosa, roubo, sequestro e cárcere privados, além de outros crimes””

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Esclarecimento: Atuação do MPF sobre a crise no Sistema Cantareira

Sistema Cantareira (Foto: O Globo)
Sistema Cantareira (Foto: O Globo)

MPF/SP

Sobre a recomendação expedida no último dia 28 de julho para que o Governo do Estado de São Paulo e a Sabesp apresentassem projetos destinados à imediata implementação do racionamento de água nas regiões abastecidas pelo Sistema Cantareira, o Ministério Público Federal em São Paulo esclarece o que segue:

O Governo Estadual e a Sabesp, através da Procuradoria Geral do Estado, responderam na segunda-feira, dia 4 de agosto, por meio de petição, que não implementarão o racionamento, uma vez que “todas as medidas possíveis e adequadas estão sendo adotadas” para solucionar a crise hídrica.

Para os procuradores que atuam no caso, entretanto, a resposta é incompleta e insatisfatória, já que não está subsidiada por documentos que sustentem essa argumentação. Em reunião na tarde desta terça-feira, na qual estavam presentes representantes do Governo Estadual e da Sabesp, o MPF estipulou o dia 14 de agosto como data limite para que os órgãos responsáveis apresentem os documentos. Continue lendo “Esclarecimento: Atuação do MPF sobre a crise no Sistema Cantareira”

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Fórum discute formas de democratizar política energética brasileira

logo fs energiaPedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Descentralizar a geração de energia elétrica, de forma a favorecer a instalação de pequenas unidades geradoras, em vez de poucas com grande capacidade de geração, definir uma política de transição da matriz energética atual em direção a um modelo com mais espaço para as fontes renováveis, democratizar os espaços onde a política energética do país é formulada e atualizar o projeto da Usina Nuclear Angra 3 estão entre as propostas a serem discutidas de hoje (7) a domingo (10), em Brasília, durante o Fórum Social Temático sobre Energia.

Intitulado Energia: Para Que, para Quem e Como?, o fórum pretende discutir a política energética brasileira e propor mudanças que garantam uma matriz que leve em conta os direitos humanos e a justiça social. Entre as críticas a serem apresentadas, está a de que a política energética brasileira tem sido definida pelas empresas do setor, sem participação real da sociedade civil organizada.

De acordo com o membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, da Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), Chico Whitaker, um dos organizadores do fórum, “essa lógica [desenvolvimentista] do crescimento ilimitado em um mundo limitado tem de ser revista”. Para ele, “a atual crise de energia já é, na verdade, uma crise das águas”. Continue lendo “Fórum discute formas de democratizar política energética brasileira”

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Atenção! MPF e PF deflagram operação em 9 municípios de MT, GO e SP contra quadrilha que organizava reinvasão de Marãiwatsédé

A organização criminosa atuava de modo a impedir que a etnia Xavante usufruísse da Terra Indígena Marãiwatsédé. Mandados de prisão temporária, condução coercitiva e busca e apreensão estão sendo cumpridos em MT, GO e SP

MPF MT

Na manhã desta quinta-feira (07/08), a Polícia Federal dá cumprimento a cinco mandados de prisão, oito mandados de condução coercitiva e 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, a pedido do Ministério Público Federal, contra a organização criminosa envolvida com a invasão da Terra Indígena , em Mato Grosso.

As medidas estão sendo cumpridas em nove municípios, nos estados de Mato Grosso, Goiás e São Paulo, nas cidades de Alto Boa Vista (MT), São Felix do Araguaia (MT), Confresa (MT) Querência (MT), Cana Brava do Norte (MT), Água Boa (MT), Rondonópolis (MT), Goiânia (GO) e Cedral (SP).

Segundo investigação conduzida pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal, a organização criminosa atuava de modo a impedir que a etnia Xavante usufruísse da Terra Indígena Marãiwatsédé, definitivamente delimitada, demarcada e homologada desde 1998.

Mesmo com confirmação, pelo Supremo Tribunal Federal, da ordem judicial para retirada dos não índios do interior da terra indígena Xavante, a quadrilha aliciava pessoas para invadirem novamente a área, dificultando o trabalho da FUNAI, Polícia Federal e Força Nacional.

A retirada de todos os não índios de Marãiawtsédé iniciou-se em dezembro de 2012, prolongando-se até o março de 2014. Centenas de policiais e servidores da FUNAI de todo o Brasil estavam mobilizados para fazer frente às constantes reinvasões da terra indígena. Continue lendo “Atenção! MPF e PF deflagram operação em 9 municípios de MT, GO e SP contra quadrilha que organizava reinvasão de Marãiwatsédé”

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Dez anos de angustiante espera – e os Tupinambá reiniciaram as retomadas

Caminhada-Tupinambá 513 anos de resistência

A partir do dia 01 de agosto de 2014, o povo Tupinambá de Olivença voltou ao processo de retomadas de suas terras. Cansados de esperar que o Ministro da Justiça publique a Portaria Declaratória e dê continuidade ao processo de regularização do Território Tupinambá, que neste mês de agosto completa 10 anos.

Cimi Itabuna

Cerca de 400 índios Tupinambá de diversas comunidades, próximas a Olivença, começaram a voltar para as áreas que já haviam sidas retomadas anteriormente. Na noite do dia 01 de agosto até o dia 05, cerca de cincos áreas foram retomadas. Algumas inclusive com decisão de suspensão de reintegração de posse emitidas pelo Supremo Tribunal Federal em fevereiro deste ano. Conforme nota abaixo:

SL 758/BA:Ante o exposto, defiro, em parte, a medida requerida e determino a suspensão das reintegrações de posse deferidas nas ações 0001966-04.2012.4.01.3301, 0001906-94.2013.4.01.3301, 0002994-07.2012.4.01.3301,8, 0000653-18.2006.4.01.3301, 0001973-93.2012.4.01.3301 e 0002678-62.2010.4.01.3301 até o trânsito em julgado das decisões de mérito a serem proferidas naqueles processos”. (Decisão proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, em 24 de Fevereiro de 2014).

Em documento divulgado pelas lideranças, as mesmas informam que além das áreas sobre as quais existe uma decisão do STF, relatada acima, outras também foram retomadas devido ao abandono e outras ainda devido às ameaças que os indígenas vinham sofrendo por parte dos jagunços contratadas pelos fazendeiros para “proteger” as fazendas. Continue lendo “Dez anos de angustiante espera – e os Tupinambá reiniciaram as retomadas”

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Professores repudiam atentados ao direito de greve na USP

Assembleia Geral Permanente da Adusp em 28 de julho de 2014
Assembleia Geral Permanente da Adusp em 28 de julho de 2014

Em Vi o Mundo

Manifesto de repúdio aos atentados ao direito de greve na USP

A greve é um direito fundamental dos trabalhadores (art. 9º. CF) e, portanto, as delimitações fixadas na Lei n. 7.783/89, para atender necessidades inadiáveis e para coibir abusos, não podem ser interpretadas no sentido de inibirem o exercício do direito de greve.

Deflagrada a greve, com respeito às formalidades legais, compete à entidade empregadora manter diálogo direto, aberto e de boa-fé com os trabalhadores e não valer-se da via judicial para abafar o conflito e negar aos trabalhadores o direito à ação política.

A tentativa do empregador de manter seu funcionamento sem negociar com os trabalhadores em greve, valendo-se das posições individualizadas dos ditos “fura-greves”, representa ato ilícito, que afronta o direito de greve, sendo que qualquer tipo de ameaça ao grevista ou promessa de prêmio ou promoção aos não grevistas constitui ato antissindical.

Não cumpre ao Judiciário, sem permitir que a dinâmica da negociação seja desenvolvida, definir qual o percentual de atividade cabe aos trabalhadores manter em funcionamento, ainda mais visualizando a greve apenas na perspectiva do consumidor dos serviços. Pelos parâmetros legais não é possível obrigar os trabalhadores a retornarem ao trabalho, mesmo no caso de atividades essenciais (art. 12, Lei n. 7.783/89). Continue lendo “Professores repudiam atentados ao direito de greve na USP”

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