
Movimento de médicos e estudantes de medicina que pede ‘holocausto’ aos nordestinos que votaram em Dilma demonstra incapacidade em lidar com ideias diferentes. ‘Fere a Constituição, é crime’, diz a filósofa
por Redação da RBA
A filósofa Marilena Chauí, professora aposentada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, considera abominável o que o grupo de médicos e estudantes de medicina anti-PT pregam na internet. De castração química a holocausto aos nordestinos que votaram na candidata Dilma Rousseff no primeiro turno das eleições presidenciais. Uma violência fascista, segundo a filósofa.
“O que caracteriza a violência fascista é não suportar a diferença, a alteridade, e partir para a eliminação. Você elimina o diferente, você elimina o outro. O primeiro aspecto abominável disso é o fato de que o que se propõe é, pura e simplesmente, genocídio dos nordestinos. O que é uma coisa inominável, inacreditável, inaceitável”, desabafa, acrescentando: “A segunda coisa que é terrível é que isso exprime uma certa direção tomada por uma certa classe média reacionária e conservadora, que vive no sul do país, e que é capaz dessas afirmações e propostas de um grau extremo de violência”. Continue lendo “Marilena Chauí vê fascismo em ataques a nordestinos: ‘Ditadura não chega aos pés’”









