Marcelo Semer: Pesquisa afasta mitos e preconceitos contra Bolsa Família

Foto: Roberto Setton
Foto: Roberto Setton

De 150 entrevistadas, só duas largaram emprego depois de receber o BF; eram vítimas de exploração, com salários 1/3 do mínimo

 Em Sem Juízo

Mais um segundo turno entre PT e PSDB e o Bolsa Família tem tudo para ingressar de corpo e alma na discussão eleitoral.

O eleitorado antipetista detona a transferência de renda e o aponta, sem meias palavras, como “estímulo à vagabundagem”.

De outro lado, governistas afirmam que o instrumento foi decisivo para a exclusão do país do Mapa da Fome e a retirada de milhões de brasileiros da pobreza extrema.

Walquíria Leão Rego e Alessandro Pinzani, pesquisadores da Unicamp e UFSC, publicaram recentemente o livro Vozes do Bolsa Família -autonomia, dinheiro e cidadania (Ed. Unesp, 2014), onde lançam luzes sobre um debate que costuma ser contaminado por mitos e, sobretudo, preconceitos.

O trabalho de pesquisa por eles realizado é extremamente valioso, envolvendo cinco anos de entrevistas com beneficiárias do programa, enfocando na ação do BF para a redução da pobreza e o ganho de autonomia das mulheres.

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MPF assina acordo para regularização fundiária do Parque Nacional do Itatiaia (RJ)

logo mpfICMBio se compromete, no prazo de cinco anos, a adotar medidas necessárias à execução total dos recursos já existentes para regularização fundiária do Parque

 MPF/RJ

O Ministério Público Federal (MPF) em Resende (RJ) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) assinaram um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) para dar prosseguimento ao processo de regularização fundiária do Parque Nacional do Itatiaia (RJ), visando adequar integralmente a unidade de conservação às normas estabelecidas na legislação brasileira. De acordo com o TAC, o ICMBio se compromete, no prazo de cinco anos, a adotar medidas necessárias à execução total dos recursos já existentes para regularização fundiária do Parque e, a apresentar, no prazo de 60 dias, cronograma de execução das atividades.

Segundo o TAC, o preço das indenizações inclui o valor da terra e as edificações construídas antes de entrar em vigor o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), de 2000. Já as obras realizadas em área de preservação permanente não devem ser indenizadas. Ainda de acordo com o TAC, o ICMBio se compromete, no prazo de até dois anos, a partir do encerramento da execução total dos recursos já existentes, a adotar todos os procedimentos administrativos e judiciais necessários à execução total dos recursos supervenientes para a regularização fundiária do Parque. Além disso, a partir do prazo de 5 anos inicialmente definido, os recursos supervenientes deverão ser executados no prazo de dois anos, contados da sua disponibilização financeira. Continue lendo “MPF assina acordo para regularização fundiária do Parque Nacional do Itatiaia (RJ)”

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Uma jornada pela Agricultura Familiar, Camponesa e Indígena em Pernambuco

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Laudenice Oliveira – Centro Sabiá, na ASA Brasil

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) declarou 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF). No Brasil, o ano foi declarado de Ano Internacional da Agricultura Familiar, Camponesa e Indígena (AIAFCI), considerando a diversidade que se tem no campo brasileiro. Para celebrar o ano e colocar em evidência essa diversidade de culturas, o Núcleo de Agroecologia e Campesinato (NAC) da Universidade Federal Rural de Pernambuco(UFRPE) em conjunto com movimentos sociais, fóruns, redes e articulações que atuam em Pernambuco, promovem entre os dia 15 e 16 de outubro a Jornada Povos de Pernambuco: Diversidade, Território, e Soberania Alimentar. O evento acontece no prédio do CEGOE – no Campus da UFRPE, em Dois Irmãos, no Recife.

A jornada vai reunir povos indígenas, pescadores/as, quilombolas, comunidades de terreiros, agricultores/as familiares, assentados/as e acampados/as de reforma agrária para mostrar a importância do trabalho e da cultura dos/as que vivem no meio rural brasileiro, em especial de Pernambuco. “Compreendemos que é uma grande oportunidade que temos para dar visibilidade a esses povos e os/as campesinos/as. Vai ser uma amostra da enorme diversidade de expressões culturais que compõem o povo pernambucano”, explica o professor e um dos coordenadores do evento, Marcos Figueiredo. Continue lendo “Uma jornada pela Agricultura Familiar, Camponesa e Indígena em Pernambuco”

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Pedro Dallari: “Provamos que a tortura foi uma política de Estado durante a ditadura”

O coordenadora da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari, cobra colaboração das Forças Armadas (José Cruz/Agência Brasil)
O coordenadora da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari, cobra colaboração das Forças Armadas (José Cruz/Agência Brasil)

Uma das ideias é “dialogar com os militares para que reconheçam os abusos cometidos”

Por Felipe Betim, El País Brasil

A ditadura militar brasileira (1964-1985) perseguiu, torturou e assassinou os cidadãos que lutavam contra o regime. Investigar e documentar esses abusos é o principal objetivo do advogado e professor universitário Pedro Dallari (São Paulo, 1959) como membro e coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que iniciou seus trabalhos em 2012 depois de ser aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff no ano anterior. Dallari esteve em Madrid esta semana para participar de uma conferencia na Casa América sobre as eleições no Brasil. Assegura que o principal desafio da comissão antes que termine suas atividades em dezembro – quando deve entregar um relatório final – é “dialogar com os militares para que reconheçam os abusos cometidos”. A Comissão de Mortos e Desaparecidos, criada anteriormente, calcula que houve 475 mortos e desaparecidos durante a ditadura, um número que poderá ser levemente alterado no relatório da CNV.

Pergunta. Muitos ainda não entendem exatamente quais são os objetivos da CNV. Você pode explicar?

Resposta. A CNV é uma comissão para a apuração de fatos relacionados com as graves violações de direitos humanos. Buscamos identificar as circunstâncias, os autores e os locais. Mas ela não tem capacidade jurisdicional, ou seja, ela não processa, não julga e não condena ninguém. Apuramos os fatos, e não nos manifestamos sobre a Lei da Anistia. Isso é um papel reservado ao poder judiciário e ao Ministério Público, que já começou a questionar a validade dessa lei. Continue lendo “Pedro Dallari: “Provamos que a tortura foi uma política de Estado durante a ditadura””

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12 de octubre, ¿día de la raza, del racismo o del holocausto de los aborígenes?

12-de-octubre - nada para festejar - todo para reconocer

Por Ollantay Itzamná*, em Servindi

12 de octubre, 2014.- En Latinoamérica y en España, las entidades públicas y privadas celebran el 12 de octubre, con diversos actos culturales, como el Día de la Raza y/o Día de la Hispanidad.

El origen de esta fecha se debe al primer recibimiento fraterno que hicieron nuestros ancestros aborígenes, en las costas de la actual República Dominicana, a los primeros europeos/españoles, en octubre de 1492. Aquella hospitalidad fue traicionada con saqueos, enfermedades, desposesión, esclavitud y genocidio. Sí. Genocidio. En menos de siglo y medio, los “huéspedes” cristianos masacraron violentamente cerca de 70 millones de nuestros abuelos/as para apropiarse de nuestros bienes comunes. Fue y es el primer holocausto humano en nombre del tal Dios desconocido y de la paradisiaca civilividad prometida que jamás llegó.

La oficialidad de los actuales españolitos, y las autómatas élites políticas y culturales que reditúan del holocausto colonial en las actuales tierras de Abya Yala, promueven la remembranza del 12 octubre como el Día de la Hispanidad o Día de la Raza con la finalidad de mantenernos dormidos y colonizados, serviles a sus intereses. Continue lendo “12 de octubre, ¿día de la raza, del racismo o del holocausto de los aborígenes?”

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MPF teve 85 denúncias de preconceito contra nordestinos após eleição do 1º turno

dignidade médica 3Postagens de preconceito serão avaliadas pela Procuradoria da República do DF para determinar possível investigação criminal

Por Wilson Lima e Carolina Garcia, do iG

Em menos de uma semana, a Procuradoria Geral da República (PGR) recebeu 85 denúncias de atos de preconceito contra nordestinos pela internet. As acusações serão analisadas pela Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF). E foram feitas através da Central de Atendimento ao Cidadão da PGR e listam postagens contra nordestinos pelo Facebook, Twitter, Whatsapp, entre outras redes sociais, em mensagens ligadas diretamente ao processo de eleição.

Durante essa semana, ocorreram várias manifestações de ódio contra nordestinos pela internet. Uma das mais polêmicas foi a comunidade “Dignidade Médica”, hospedada na rede social Facebook, que chegou a pregar um “holocausto contra nordestinos”. O grupo foi revelado pelo iG e reúne quase 100 mil usuários que se declaram da classe médica brasileira. Continue lendo “MPF teve 85 denúncias de preconceito contra nordestinos após eleição do 1º turno”

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José Carlos Mariátegui – 7 Ensayos de Interpretación de la Realidad Peruana: El problema del indio

um grito de resistência

El gamonalismo es fundamentalmente adverso a la educación del indio: su subsistencia tiene en el mantenimiento de la ignorancia del indio el mismo interés que en el cultivo de su alcoholismo (El alcoholismo … resulta indispensable a la prosperidad de nuestra gran propiedad agrícola).

Tania Pacheco* – Combate Racismo Ambiental

Suponho que para a turma da Antropologia a frase acima, pinçada do texto El problema del indio, seja velha conhecida. Para mim, entretanto, foi uma descoberta*. E uma descoberta a ser ainda mais valorizada a partir da informação de ter sido ela escrita em 1928, embora dificilmente pudesse parecer mais atual.  Na época, seu autor tinha 23 anos, mas mostrava uma acuidade invejável na análise da realidade dos indígenas do Peru. Uma realidade que lamentavelmente perduraria, e não se restringiria a seu país. Deixo você com o texto, em mais este aniversário da invasão da América Latina.

El problema del indio

SU NUEVO PLANTEAMIENTO

Todas las tesis sobre el problema indígena, que ignoran o eluden a éste como problema económico-social, son otros tantos estériles ejercicios teoréticos -y a veces sólo verbales-, condenados a un absoluto descrédito. No las salva a algunas su buena fe. Prácticamente, todas no han servido sino para ocultar o desfigurar la realidad del problema. La crítica socialista lo descubre y escla-rece, porque busca sus causas en la economía del país y no en su mecanismo administrativo, jurídico o eclesiástico, ni en su dualidad o pluralidad de razas, ni en sus condiciones culturales y morales. La cuestión indígena arranca de nuestra economía. Tiene sus raíces en el régimen de propiedad de la tierra. Cualquier intento de resolverla con medidas de administración o policía, con métodos de enseñanza o con obras de vialidad, constituye un trabajo superficial o adjetivo, mientras subsista la feudalidad de los “gamonales” (1). Continue lendo “José Carlos Mariátegui – 7 Ensayos de Interpretación de la Realidad Peruana: El problema del indio”

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Em audiência pública, Sociedade Civil disse NÃO! ao mega-empreendimento imobiliário em Zacarias e na restinga de Maricá

Restinga de Maricá

A sociedade civil disse NÃO! ao mega-empreendimento imobiliário em Zacarias e na restinga de Maricá, durante a audiência pública organizada pela Secretaria Estadual do Ambiente, no dia 8 de outubro de 2014. A Comunidade Pesqueira e o ambiente de alta biodiversidade e áreas de pesquisa de longa data ameaçados!

Mais informações em:

Ameaçada por mega empreendimento, comunidade pesqueira de Maricá/RJ luta pela conservação de seu território

Manifestação em defesa do território tradicional de Zacarias (Maricá). Ato em frente ao Inea, nesta quinta, dia 02

 

 

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