CE – Sem demarcação das terras, índios Tremembé sofrem ameaças

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Camila Vasconcelos, em O Estado

O conflito por território envolvendo a etnia indígena Tremembé e o empreendimento espanhol “Nova Atlântida”, no município de Itapipoca, se agrava a cada dia que passa. Segundo a liderança Adriana Tremembé, essa questão ainda existe, pois não há uma demarcação das terras. Nos últimos três meses, de acordo com Adriana, as barracas e plantações do sítio de retomada indígena instalado no local foram destruídas duas vezes, e ameaças aos que resistem circulam na comunidade.

“No dia 10 de setembro, queimaram as barracas e, um mês depois, um grupo de 15 homens armados chegaram à aldeia, derrubaram a cerca e uma casa de alvenaria que tínhamos construído para as reuniões da associação. Eles chegaram com um advogado dizendo que era da empresa espanhola”. Após este acontecimento, os índios receberam uma nova ameaça. “Entramos em contato com os Direitos Humanos, que enviou policiamento para nos proteger. Estamos em um momento difícil, escutamos a todo instante que estamos juradas de morte”, desabafou, Herbênia Rosa, liderança da aldeia Tremembé Buriti. Continue lendo “CE – Sem demarcação das terras, índios Tremembé sofrem ameaças”

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Luta pela reforma política: ideia de referendo é factóide plantado pela grande mídia

Ato público realizado no último dia 04 de novembro, em São Paulo, com participação de 2 mil pessoas por Constituinte Exclusiva do Sistema Político. Foto: Plebiscito Constituinte
Ato público realizado no último dia 04 de novembro, em São Paulo, com participação de 2 mil pessoas por Constituinte Exclusiva do Sistema Político. Foto: Plebiscito Constituinte

Marcela Belchior – Adital

A campanha nacional de Plebiscito por Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o Sistema Político do Brasil retoma suas atividades e realiza nesta semana, entre os dias 09 e 15 de novembro, a Semana de Luta pelo Plebiscito Oficial. Após promover, em setembro deste ano, uma consulta popular entre a população e entregar o resultado positivo aos três poderes do Estado brasileiro, o momento, agora, é de retomar as ações dos comitês regionais.

O objetivo é ampliar ainda mais a campanha e pressionar pela convocação de plebiscito oficial, que faça à população brasileira a mesma pergunta realizada no plebiscito popular: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana para a Reforma do Sistema Político?”. Para isso, serão promovidas atividades como rodas de conversa e ações de agitação nas cidades. Continue lendo “Luta pela reforma política: ideia de referendo é factóide plantado pela grande mídia”

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CPT realiza lançamento do documentário ‘Minerando Conflitos’

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A Comissão Pastoral da Terra, por meio do Observatório Socioambiental do Sudeste Paraense, realizou o lançamento do video-documentário ‘Minerando Conflitos’. O documentário é uma produção das equipes da pastoral de Marabá, Xinguara e Tucuruí, que reflete sobre os impactos causados pela implantação do Projeto Ferro Carajás S11D, da mineradora Vale

CPT Pará

Em 2013 foram realizadas pesquisas e entrevistas com moradores atingidos pela mineradora em Canaã dos Carajás, Parauapebas e Marabá.

O ‘Minerando Conflitos’ foi realizado no âmbito do Projeto de Inclusão Sócio-Econômica, Direitos para a Sustentabilidade do Sudeste do Pará, que é executado pela CPT, com apoio de CAFOD e financiamento da União Europeia. Continue lendo “CPT realiza lançamento do documentário ‘Minerando Conflitos’”

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Pesquisa revela aumento da informalidade e precarização no campo

cana_trabalho_escravo_3Por José Coutinho Júnior
Da Página do MST

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançou um novo estudo em outubro no qual analisa o mercado de trabalho do meio rural brasileiro.

O estudo traçou o perfil dos trabalhadores do campo, as condições de trabalho e as mudanças no setor que levam a alterações drásticas na atuação da profissão.

Um fato constatado foi o processo de especialização e mecanização contínuo do processo agrícola, o que reduz os postos de trabalho.

Segundo o estudo, em 1970 havia pouco mais de 160 mil tratores em operação no meio rural. Em 2013, eram quase 1,2 milhão. O tipo de modernização empregado, além de ser uma das causas do êxodo rural, exige da força de trabalho que permanece uma qualificação maior.

Para Guilherme Delgado, doutor em economia pela UNICAMP e consultor da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, a mecanização não é o problema, e sim o tipo de modelo agrário que se beneficia desta mecanização. Continue lendo “Pesquisa revela aumento da informalidade e precarização no campo”

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Guatemala: Comunidades de Teculután rechazan en consulta construcción de hidroeléctrica

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Alcalde espera que empresa a cargo del proyecto respete la decisión adoptada por las comunidades

Servindi – Más de cinco mil habitantes de las comunidades del municipio de Teculután, en el departamento de Zacapa, rechazaron la construcción de la hidroeléctrica Hidro Teculután por temor a que vaya a secar su único río.  

El rechazo se materializó el domingo 9 de noviembre, luego de que tuviera lugar una consulta popular.

La consulta, en la que participaron 5 mil 325 habitantes de Teculután (49% de los empadronados) arrojó un contundente 98.33% de rechazo a la hidroeléctrica que la empresa Valores Mercantiles S.A. pretende construir sobre el río Teculután, ubicado dentro de la Reserva de biósfera Sierra de las Minas, en el este de Guatemala. Continue lendo “Guatemala: Comunidades de Teculután rechazan en consulta construcción de hidroeléctrica”

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Comunidades manifestam repúdio à PL sobre uso de conhecimentos tradicionais e recursos genéticos

CIMI

Na tarde desta terça-feira (11) ocorreu na Câmara dos Deputados, no plenário Ulysses Guimarães, uma Comissão Geral sobre o Projeto de Lei (PL) 7735/2014, que trata do acesso e uso dos conhecimentos tradicionais e recursos genéticos e que foi encaminhado sob regime de urgência pelo Poder Executivo ao Congresso.

Representantes das indústrias farmacêuticas e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior admitiram, durante a Comissão Geral, que o governo está debatendo o teor do PL 7735 a três anos com o setor industrial. No entanto, povos e comunidades tradicionais foram excluídos intencionalmente do processo. Não houve qualquer tipo de discussão ou consulta aos povos indígenas, comunidades tradicionais e camponeses.

Uma carta assinada por 54 organizações, entre elas o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), manifesta repúdio ao Projeto de Lei e a forma como o mesmo tem tramitado.

Leia o documento na íntegra:

De onde brotam os espinhos

Brasília, 11 de novembro de 2.014.

Os Povos e Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares do Brasil, em nome próprio, representados por suas entidades e entidades parceiras que subscrevem a presente, com base nos artigos 8 ‘j’, 10 ‘c’ da Convenção da Diversidade Biológica, promulgado pelo Brasil no Decreto nº. 2.519/1998, a Convenção 169 da OIT, promulgada no Decreto nº 5.051/ 2004, especialmente em seus artigos, 5, 6 e 7, no Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura, promulgado no Decreto nº 6.476/2008, especialmente em seu artigo 9, na Constituição Federal, especialmente nos artigos 215, 216 e 225, no Decreto 6.040/2007, Lei 10.711/2003, Lei 11.326/2006, e Decreto 7.794/2012, vêm a público manifestar repúdio ao Projeto de Lei que tramita na Câmara Federal sob o nº 7.735/2014, encaminhado em regime de urgência pelo Poder Executivo, sob pressão do Ministério do Meio Ambiente, Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e denunciar os poderes Legislativo e Executivo Nacionais pela violação aos Direitos dos Agricultores Familiares, Povos e Comunidades Tradicionais, diante dos motivos que passa a expor: Continue lendo “Comunidades manifestam repúdio à PL sobre uso de conhecimentos tradicionais e recursos genéticos”

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Entenda qual a importância da identidade cultural das comunidades

Samba de Roda Rosino / Flickr
Samba de Roda Rosino / Flickr

Antropólogo explica como o vínculo cultural fortalece a união entre as pessoas e ajuda a determinar a sensação de pertencimento

Beth Begonha – EBC

Em entrevista ao Amazônia Brasileira nesta segunda-feira (10), Marcelo Manzatti, antropólogo e coordenador da Rede de Culturas Populares, explica como o vínculo cultural fortalece a união entre as pessoas e ajuda a determinar a sensação de pertencimento, cuja importância está não apenas no coletivo, mas também na saúde dos indivíduos. A sensação de reconhecimento e pertencimento aumenta a autoestima pessoal e promove a interação entre as pessoas de uma determinada comunidade.

Apesar disso, os investimentos em cultura popular são escassos, e há pouca valorização do nosso patrimônio imaterial, patrimônio esse, que torna nosso país tão rico. Continue lendo “Entenda qual a importância da identidade cultural das comunidades”

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No Brasil, raça é questão de vida e morte

Moradores observam policiais militares na Maré, um dos maiores complexos de favela do Rio de Janeiro, no dia 30 de março. Em um dos países mais violentos do mundo, o número de assassinatos abaixou, mas só para os brancos
Moradores observam policiais militares na Maré, um dos maiores complexos de favela do Rio de Janeiro, no dia 30 de março. Em um dos países mais violentos do mundo, o número de assassinatos abaixou, mas só para os brancos

Ouça a matéria original por Lourdes Garcia-Navarro em inglês na Rádio Pública Nacional Americana, NPR, aqui. O RioOnWatch traduz matérias do inglês para que brasileiros possam ter acesso e acompanhar temas ou análises cobertos fora do país que nem sempre são cobertos no Brasil

Lourdes Garcia-Navarro – Rio On Watch

Em 11 de junho–um dia antes da Copa do Mundo começar–dois policiais prenderam três adolescentes negros no Rio de Janeiro. Os três não tinham cometido crime algum, mas tinham um histórico de pequenos delitos.

Os policiais os levaram para o alto de um morro arborizado da cidade. Um dos jovens foi morto com um tiro na cabeça, o segundo foi baleado na perna e nas costas, abandonado para morrer. O terceiro escapou. Continue lendo “No Brasil, raça é questão de vida e morte”

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Escolas Sustentáveis e Conflitos Socioambientais: Reflexões sobre Projetos de Educação Ambiental no contexto escolar em três municípios do Estado do Rio de Janeiro

Figura I  –Mapa de conflitos envolvendo injustiça ambiental e Saúde no Brasil (Fiocruz, 2010)
Figura I – Mapa de conflitos envolvendo injustiça ambiental e Saúde no Brasil (Fiocruz, 2010)

Muitos e muitos anos após o Método Paulo Freire e outros assemelhados, nacionais e internacionais, defenderem que todo processo educativo deve obrigatoriamente ter por base a realidade na qual crianças, jovens ou adultos estão inseridos, com suas dificuldades, problemas, sonhos, questionamentos e esperanças, seria de se esperar que isso estivesse sendo considerado. Se assim fosse, seria igualmente lógico que projetos ligados a Educação Ambiental em áreas de fortes conflitos socioambientais trabalhassem de alguma forma essas questões. Anne Kassiadou, sob a orientação de Celso Sánchez, decidiu conferir isso em três municípios do Rio de Janeiro, presentes com problemas graves no Mapa de Conflitos Envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil em 2010 (e até hoje): São João da Barra, com o Complexo Portuário do Açu; Magé, com a indústria do petróleo e gás; e Itaboraí, com o Comperj. Neles, foram visitadas 39 “escolas sustentáveis” e, embora além dos conflitos mapeados a maioria absoluta delas esteja também localizada em áreas de risco ambiental, nada disso estava presente nos projetos de Educação Ambiental, predominantemente voltados para hortas e reciclagem. Além de informar, o artigo nos leva a refletir, enquanto educadores no sentido lato. Para adequá-lo ao formato do blog, excluímos apenas o Resumo inicial. Em compensação, acrescentamos links para os outros artigos presentes na Vitas. (Tania Pacheco). 

Por Anne Kassiadou* e Celso Sánchez**, em Revista Vitas / UFF

INTRODUÇÃO

Este artigo procura dar foco nas implicações e repercussões da política pública do Programa Nacional de Escolas Sustentáveis do Ministério da Educação (MEC) no contexto do estado do Rio de Janeiro, mas especificamente, em escolas de três municípios do estado. Como objetivo maior da pesquisa, busca-se analisar a política de educação ambiental do Ministério da Educação, que neste caso, se materializa por meio do Programa Nacional Escolas Sustentáveis e as possíveis articulações e implicações no contexto da educação ambiental crítica e nas discussões em torno do movimento por justiça ambiental. Cabe ressaltar que a pesquisa vem sendo desenvolvida no Programa de Pós Graduação em Educação (PPGEdu) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, com o subsídio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no Grupo de estudos em Educação Ambiental Desde el Sur (GEASUR) da UNIRIO.

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