Representes de movimentos sociais, de povos indígenas, de organizações de direitos humanos e do poder público apresentaram suas posições sobre o direito à terra e ao território e o direito humano à alimentação adequada, durante Mesa de Controvérsias realizada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA). O evento ocorreu nos dias 4 e 5 de novembro, em Brasília.
Para Darci Frigo, coordenador da Terra de Direitos e da Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil, que participou de uma das mesas do evento, o pano de fundo das violações de direitos humanos, criminalização e violência, tem relação com a não efetivação do direito à terra. Apesar de avanços conquistados no último período, a existência destes conflitos reflete no direito à alimentação.
O contexto político de neoextrativista, baseado na produção de commodities, e o modelo de desenvolvimento em curso no Brasil afetam diretamente a garantia de segurança alimentar. “O principal megaprojeto do Brasil é o agronegócio, que se impõe de norte a sul. Fortalecer o agronegócio é colocar em cheque o acesso a direitos”.
Na avaliação de Frigo, a criminalização ocorrida contra cooperativas e produtores cadastrados no Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, no Paraná, é prejudicial à aplicação de políticas públicas de produção e distribuição de alimentos. Para o advogado, políticas como o PAA precisam ser transparentes e simplificadas. Continue lendo ““Não houve interesse político em fazer a Reforma Agrária”, afirma Gilmar Mauro”






