Operários da construção civil eram escravizados e ameaçados
Aliciados, maranhenses foram libertados em Aparecida de Goiânia (GO). A rotina deles incluía jornada exaustiva, retenção de carteira de trabalho, pagamento atrasado, alojamento péssimo, humilhações e até ameaças
Por Bianca Pyl
Iludidos com promessas de salários mensais de R$ 1,2 mil, 11 homens saíram do Maranhão para trabalhar como pedreiros na construção civil em Goiás. Quando chegaram à Aparecida de Goiânia (GO), verificaram que a realidade era outra: jornadas exaustivas, documentos retidos, pagamentos atrasados, alojamentos péssimos, humilhações e até ameaças para quem ousasse denunciar a situação em que viviam.
Os trabalhadores foram libertados pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Goiás (SRTE/GO) de condições análogas à escravidão no último dia 8 de dezembro. O grupo trabalhava para a H Prestadora, contratada pela Prime Incorporações e Construções, na contrução do condomínio Spazio Gran Maison, no bairro Setor dos Afonsos.
De acordo com Cláudia Maria Duarte, auditora fiscal do trabalho que coordenou a ação, os nordestinos foram vítimas de aliciamento e depois foram submetidos a condições insalubres e desumanas.
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Belo Monte: um mega-projeto com mega-riscos para a sociedade brasileira
O relatório “Mega-projeto, Mega-riscos” vem em bom momento, como um alerta inequívoco de que Belo Monte é ainda um mega-projeto que pode se tranformar em mega-obra com mega-riscos para a sociedade.
Uma publicação lançada no dia 23 de dezembro analisa os principais riscos financeiros, legais e de reputação para os investidores e a sociedade como um todo, se for construido o Complexo Hidrelétrico Belo Monte, no rio Xingu, Pará. Na forma de relatório estão descritas as incertezas sociais, ambientais, tecnológicas, econômicas e jurídicas que caracterizam o empreendimento.
Os riscos financeiros são inerentes a qualquer projeto e devem ser estimados para minimizar a possibilidade de que erros de cálculo possam resultar em irreparáveis perdas para a sociedade. O relatório “Mega-projeto, Mega-riscos” mostra os cuidados que devem cercar projetos como o Complexo Belo Monte, que envolvem dinheiro público garantido pela emissão de títulos do Tesouro Nacional, além de vultosos investimentos de fundos de pensão. Continue lendo “Belo Monte: um mega-projeto com mega-riscos para a sociedade brasileira”
Debate sobre Renascimento Africano mobiliza 60 nações

Joceval Santana
A conferência integra o Fórum sobe a Renascença Africana, uma dos pilares do III Festival Mundial das Artes Negras, que acontece no Senegal até dia 31 de dezembro. O evento promove a reunião de 60 países, com ênfase na programação artística, cuja produção lista quase 20 linguagens e campos de conhecimento, como musica, dança, teatro, cinema, literatura, arquitetura e moda. Tido como maior encontro global de artes e cultura negras, o Festival também promove ações de caráter reflexivo e formativo, como colóquios e oficinas, além do Fórum. Continue lendo “Debate sobre Renascimento Africano mobiliza 60 nações”
Os votos de Mentinha, do Movimento dos pescadores e pescadoras artesanais do Brasil
Maria do Livramento Santos (Mentinha)
O que temos observado ao longo dos últimos anos, são fatos que angustiam e preocupam a população das regiões tradicionais litorâneas, vendo desmoronar rapidamente os nossos sonhos, que são conquistas para uma vida plena e saudável, onde o povo viva tranqüilo e esperançoso que o amanhecer de cada dia lhe seja propício à busca dos peixes, crustáceos para sua alimentação, de uma praia limpa para banho, de areias e dunas branquinhas e sem lixo para nosso deleite e lazer, poder se embevecer das noites enluaradas e sem poluição sonora por parte dos enormes cata-ventos das usinas eólicas, enfim viver harmonicamente e produzir tudo que somos capazes. Continue lendo “Os votos de Mentinha, do Movimento dos pescadores e pescadoras artesanais do Brasil”
Informe da União dos povos Indígenas do Vale do Javari sobre saúde Indígena
As lideranças Indígenas do Vale do Javari, tiveram uma reunião das 9h00min as 12h00min, na data de ontem, 22/12/2010, com o Sr. Heródoto Jean de Sales ex-administrador da FUNAI, e atualmente indicado pelo Sr. Antonio Alves de Souza, secretário da SESAI, para assumir cargo de chefia do DSEI-JAVARI, onde as lideranças aconselharam para desistir dessa indicação, porque não concordam para que o mesmo seja chefe do DSEI-JAVARI.
Sr. Heródoto Jean de Sales, apresentou para as lideranças presentes, que aceitou a indicação da SESAI, para cargo de chefe do DSEI-JAVARI, a fim de reestruturar, e que precisava “arrumar” o distrito sanitário para o bom funcionamento em atenção a saúde indígena, que o mesmo ficaria por um período de um ano, que o mesmo, considera que os chefes anteriores, não fizeram nada pela saúde indígena.
Em seguida as lideranças apresentaram avaliações, referente à sua administração na FUNAI, fatores negativos da sua parte, tendo como exemplo: os patrimônios do órgão indigenista, que não existem mais, que não priorizou neste últimos cinco anos da sua administração, (barcos, casa de transito, ausência de vigilância, meio de comunicação, paralisação de projetos), e porque tanto interesse, quando distrito passou para a SESAI?
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Povo Kuntanawa ressurge na Amazônia e tenta resgatar suas raízes
Fabíola Ortiz
O povo indígena da etnia Kuntanawa no Acre, tido como extinto, ressurge agora a partir de seus descendentes misturados com os “brancos” e luta pela demarcação de suas terras no estado
Eles eram apenas cinco em 1911 e hoje são cerca de 400. Os Kuntanawa foram quase exterminados no início do século XX com o avanço da extração da borracha, durante as perseguições armadas aos povos indígenas que acompanharam a abertura e a instalação dos seringais em todo o Acre.
Eles não falam mais a sua língua indígena, pertencente ao tronco linguístico Pano. Agora todos falam o português. Sua cultura praticamente desapareceu tendo sido esquecida.
“Nós somos a prova viva de que é possível erguer uma nação, trazer de volta aquilo que foi esquecido”, afirmou Haru Xinã Kuntanawa, embaixador mundial da paz pelas Nações Unidas. Continue lendo “Povo Kuntanawa ressurge na Amazônia e tenta resgatar suas raízes”
Em Fortaleza, manifestantes do MLB são agredidos por seguranças de shopping e mantidos em cárcere privado
No final da manhã de ontem, participantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) realizavam manifestações pacíficas do “Natal Sem Fome” em frente ao Supermercado Lagoa do North Shopping em ato-denúncia da fome do povo excluído de nossa periferia e em protesto contra o aumento autoconcedido dos deputados e senadores. No local havia estudantes, homens, mulheres, crianças ligadas ao movimento e clientes que aderiram à manifestação.
Sem qualquer diálogo com o movimento, os seguranças do North Shopping agrediram brutal e covardemente os presentes e mantiveram seis dos manifestantes em cárcere privado no interior do shopping, além de tomarem a câmera fotográfica de um deles. A polícia foi chamada e conduziu os seis até o 1º Distrito Policial onde foi lavrado o TCO. O inspetor presente se recusou a registrar a denúncia de cárcere privado e de agressão dos seguranças.
Eles já foram liberados para o exame no IML. No dia da audiência, gostariam de contar com o apoio d@s camaradas de luta para que esse caso não caia na seara do crime comum para a qual quer levar a administração do Shopping. Por favor, circulem entre as listas e divulguem mais esse ato de criminalização dos movimentos sociais.
Enviado por Ana Cláudia Teixeira.
Instituto Terramar homenageia as mulheres de luta que com sua força e coragem transformam o mundo
Stédile: ‘Temos que diferenciar o Lula do governo Lula, que foi um governo de composição de classes e transitório’

IHU – Unisinos *
Adital – “Estamos em um período de resistência, de acúmulo de forças, para que num próximo período histórico, que espero seja em breve, a classe consiga retomar a iniciativa de lutas de massa, acumular forças e partir para a ofensiva política. Nesse novo período de retomada das lutas, surgem novas formas de luta, novos instrumentos e novas lideranças. Anotem e verás!”, alerta João Pedro Stédile, fundador e líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST -, em entrevista publicada pelo sítio Porradão, 17-12-2010. Eis a entrevista.
Quem é João Pedro Stédile?
Sou um ativista social. Um militante da causa da reforma agrária e da justiça social no Brasil. Como me criei no interior, em uma família de descendentes de camponeses migrantes do norte da Itália que vieram para o Sul, tive uma formação cultural ligada a esse ambiente camponês, formada por migrantes, de vivência no interior. Continue lendo “Stédile: ‘Temos que diferenciar o Lula do governo Lula, que foi um governo de composição de classes e transitório’”
