Perú: Indígenas peruanos bloquean el Marañón por incumplimiento de Pluspetrol

Derrame de petróleo en río Marañón ocasiona impacto ambiental y social

Servindi – Unos 5 mil indígenas bloquearon una zona del río Marañón en la amazonía peruana, en protesta al incumplimiento de la empresa Pluspetrol de indemnizarlos por el derrame de petróleo ocurrido en junio pasado.

Los manifestantes demandaron la inmediata presencia de las autoridades competentes de la provincia de Loreto, así como de los ejecutivos de Pluspetrol a fin de llegar a una solución inmediata.
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Índios criam milícias contra as drogas nas tribos

Crianças e jovens indígenas bebem e se drogam sem nenhum controle.

Alcoolismo, drogas, magia negra, estupros e suicídios cada vez mais fazem parte da rotina de comunidades indígenas localizadas em uma região isolada do país, nas fronteiras com o Peru e a Colômbia.  Na terra dos tikunas, no extremo oeste da Amazônia, não há controle na venda de álcool e drogas.

Por isso, os índios da região formaram sua própria polícia, uma espécie de milícia paramilitar.  A fronteira entre Tabatinga, no Brasil, e Letícia, na Colômbia, é rota do tráfico de drogas e de armas.  O Rio Solimões é a principal estrada da região.  As aldeias Tikuna ficam justamente neste entorno e são mais de 20 vilas.
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Movimento negro reconhece avanços, mas diz que expectativa com governo Lula era maior

Os oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxeram avanços para a questão racial, na opinião do movimento negro, mas alguns resultados poderiam ser melhores tendo em vista as expectativas geradas com a chegada do primeiro trabalhador à Presidência da República.

“De fato existia uma expectativa da população negra com a eleição do Lula”, afirma Vanda Pinedo, coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado (MNU) ao manifestar frustração com a recente aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e com o desempenho da titulação de terras quilombolas. “O estatuto traz o que traz a Constituição. Nós precisamos de desdobramento para que, de fato, a política aconteça”, assinala.

Ela cita, entre os exemplos de políticas que deveriam receber mais incentivo, a titulação de terras quilombolas. “Uma das maiores políticas que poderia ser desenvolvida no governo Lula é a questão da terra, porque terra é dignidade, poder, visibilidade, autonomia, renda, cultura e respeito aos ancestrais. A terra tem todo esse conteúdo para o povo negro do Brasil”, afirma. Segundo dados da Presidência da República, 126 comunidades ganharam o título de suas terras desde 2003, menos de 10% das 1.527 certificadas pela Fundação Palmares como áreas quilombolas. Continue lendo “Movimento negro reconhece avanços, mas diz que expectativa com governo Lula era maior”

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Pernambuco é um dos estados brasileiros com mais força no candomblé

Festejo aos orixás no Terreiro de Pai Adão (Foto: Davi Lira / Especial para o JC Online)

Davi Lira
Especial para o JC Online

O candomblé sobrevive até hoje porque não quer convencer as pessoas sobre uma verdade absoluta. Para o etnólogo com sangue baiano Pierre Verger, falecido em 1996, ao contrário da maioria das religiões, esse culto de origem afro-brasileira, com mais de quatro séculos de história, confere certo grau de dignidade aos descendentes de escravos como nenhum outro rito.

“O que eu acho é que na Bahia há um certo prestígio e orgulho em ser negro, por causa do candomblé”. Segundo Verger isso pode ter a ver, inclusive, com o fato dessa religião ser também admirada pelos brancos. Sem perder de vista, é claro, e não deixando de considerar toda a essência ritualística e da vasta riqueza dessa tradição iorubá (grupo étnico da África Ocidental que influenciou o candomblé local). Continue lendo “Pernambuco é um dos estados brasileiros com mais força no candomblé”

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Terreiro de candomblé completa 135 anos

Pé de Irocó (gameleira) é considerado sagrado para essa nação de candomblé (Foto: Davi Lira / Especial para o JC Online/ Reprodução quadro)

Davi Lira
Especial para o JC Online

Só existem relações sociais com atos simbólicos. A afirmação da antropóloga inglesa Mary Douglas se vincula intensamente à prática religiosa do candomblé. Uma religião repleta de muitos rituais, tabus e uma imensidão de segredos. A fiel discípula do sociólogo Émile Durkheim acredita que os ritos são bem mais importantes para a sociedade que as palavras para os pensamentos. Ritos que essencialmente são transmitidos oralmente e pela memória de seus adeptos. Foi com essa lógica que o terreiro de nação Nagô – considerado o mais antigo do Brasil, conseguiu completar 135 anos de criação agora em 2010.

O “Terreiro de Pai Adão”, localizado no bairro de Água Fria, Zona Norte do Recife, não comemora apenas sua fundação – ocorrida por volta de 1875; festeja também 25 anos de tombamento do seu patrimônio artístico e cultural pelo Governo de Pernambuco, ocorrido através do decreto N.º 10.712 do Conselho Estadual de Cultura. Se esses marcos comemorativos possuem um caráter mais protocolar, alheios ao dia dia desse “Ilê Obá Ogunté” (lar da rainha Iemanjá), o fato é que no final do mês de novembro a casa de santo, situada na Estrada Velha de Água Fria, promoveu uma das maiores reverências à mãe de todos os orixás, a grande deusa do mar. Continue lendo “Terreiro de candomblé completa 135 anos”

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Manifesto contra a invasão militar e a criminalização da pobreza

Nós lutadoras e lutadores sociais, da cidade e do campo, denunciamos as práticas sistemáticas de terror estatal nas quais se converteu a política de segurança pública no Rio de Janeiro.  Que legitimidade tem um estado que tem no extermínio e encarceramento da juventude pobre, negra e indígena a sua principal política de gestão da ordem pública? A quem interessa a criminalização das comunidades empobrecidas do Rio de Janeiro?

Embora a versão oficial das últimas operações militares na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão minimize o número de pessoas assassinadas, o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e as Polícias Militar e Civil continuam a espalhar o terror nas periferias do Rio. Cadáveres queimados ou lançados aos porcos, roubos, agressões físicas, extorsões, ameaças de morte, invasão de domicílios: por qualquer ângulo que se olhe, as comunidades empobrecidas do Rio de Janeiro se transformaram em zona de invasão militar.

Uma vez que o governador Sérgio Cabral e o seu secretário José Mariano Beltrame converteram o extermínio em políticas de segurança pública; e, uma vez que o histórico de atuação das polícias civil e militar do Rio de Janeiro aponta para o terror absoluto como operação-padrão, DENUNCIAMOS: Continue lendo “Manifesto contra a invasão militar e a criminalização da pobreza”

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CSA será multada novamente

Companhia corre o risco de não obter licença definitiva.

Rio – A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), uma parceria da Vale S/A com o grupo alemão Thyssenkrupp, localizada na Região Oeste do município do Rio de Janeiro, será multada mais uma vez por causa de nova emissão, no último fim de semana, de grande quantidade de pó metálico. Segundo denúncias de moradores, a fuligem se espalhou pelo ar e atingiu casas da região.

De acordo com a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, o valor da multa ainda não foi estipulado, mas deve ser agravado por causa da reincidência e chegar a R$ 2 milhões. Em agosto, a companhia já tinha sido multada em R$ 1,8 milhão após problemas com um dos alto-fornos da siderúrgica, que também gerou emissão de fuligem na atmosfera. Ainda segundo Marilene Ramos, a CSA corre o risco de não conseguir a licença de operação definitiva, prevista para sair em fevereiro.

“Desta vez, o problema foi em extensão menor, mas a empresa vai receber nova multa, agravada pela reincidência e pelo fato de não terem nos comunicado imediatamente a existência do problema. A situação foi normalizada na tarde de ontem e resolvido o problema do despejamento de ferro-gusa no poço de emergência, que é o que gera essa chuva de pó prata na comunidade do entorno”, disse. Continue lendo “CSA será multada novamente”

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‘O Globo’ distorce Wikileak para atacar Reforma Agrária

do site do MST

O professor Clifford Andrew Welch, do curso de história da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), foi citado como fonte das informações de telegramas remetidos por diplomatas estadunidenses no Brasil aos Estados Unidos, divulgados pelo Wikileaks.

O jornal O Globo publicou uma reportagem sobre esses telegramas, no domingo passado (19/12), dando destaque a existência de espiões do MST dentro do Incra e sobre uma suposta prática dos assentados “de alugar a terra de novo ao agronegócio”.

“Nunca falei e jamais falaria algo assim. No primeiro lugar, a palavra ‘espião’ é invenção do Globo, porque não aparece nos relatos diplomáticos disponibilizados pelos jornais”, denuncia Welch. Continue lendo “‘O Globo’ distorce Wikileak para atacar Reforma Agrária”

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Manifesto pelos direitos quilombolas

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“Para o Brasil alcançar a modernidade era preciso por fim à escravidão. Era preciso, também, libertar a terra dos antigos proprietários coloniais, de forma racional, entre ex-escravos e imigrantes. A abolição da escravatura eu vivi para ver. A democracia rural não” (André Rebouças, 1895).

“Os desafios de hoje são os desafios de ontem. Porque os de ontem? Porque esses foram o desafio da superação dos navios, da escravidão, do anonimato, do abandono, e etc. Os de hoje não são esses, mas tem a mesma finalidade que é anular qualquer possibilidade de que preto nesse País seja tratado como o restante da população. Quando a grande imprensa, o latifúndio, setores conservadores da sociedade reagem contra essa política nós entendemos que o que está acontecendo hoje é o mesmo que aconteceu ontem, só que por outros meios e outros mecanismos. O que está posto é a certeza de que cada vez mais precisamos estar unidos. É uma luta árdua e, acima de tudo, é uma luta coletiva, pois só assim teremos força para lutar por um direito que nos é tão negado, que é o direito às nossas terras”. (Givânia Maria da Silva – 2008).

A questão quilombola esteve presente, do ponto de vista legal, tanto no regime colonial como no imperial de forma significativa no Brasil. No período republicano, a partir de 1889, o termo “quilombo” desaparece da base legal brasileira, e reaparece na Constituição Federal de 1988, como categoria de acesso a direitos, numa perspectiva de sobrevivência, dando aos quilombos o caráter de “remanescentes”. São, portanto, cem anos transcorridos entre a abolição e a aprovação do Artigo 68, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, cujo conteúdo reconhece os direitos territoriais das comunidades quilombolas. Continue lendo “Manifesto pelos direitos quilombolas”

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30 anos de MNU-Movimento Negro Unificado

por Reginaldo Bispo

No rol das muitas comemorações de datas históricas em 2008, destacam-se os 200 anos da chegada da família real portuguesa no Brasil em março; os 120 anos da abolição da escravatura, em maio; e um fato histórico contemporâneo: OS 30 ANOS DA CRIAÇÃO DO MNU, em julho próximo.

NOS 120 ANOS DA ABOLIÇÃO: 30 ANOS DE MNU-MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO

No rol das muitas comemorações de datas históricas em 2008, destacam-se  os 200 anos da chegada da família real portuguesa no Brasil em março; os 120 anos da abolição da escravatura, em maio; e um fato histórico contemporâneo: OS 30 ANOS DA CRIAÇÃO DO MNU, em julho próximo. Continue lendo “30 anos de MNU-Movimento Negro Unificado”

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