Adriana Guarda – Publicado em 15.01.2011, no Jornal do Commercio
A implantação do Estaleiro Promar S.A, no Complexo de Suape, vai provocar pelo menos 33 impactos negativos ao meio ambiente, tanto no período de construção quanto na fase de operação do empreendimento. O resultado está no Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) apresentado, ontem, durante audiência pública realizada pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) para discutir o projeto. Realizada no Clube Municipal de Ipojuca, a audiência foi preparada para receber 600 pessoas, mas apenas 200 participaram do encontro, que será o único antes da liberação da licença de instalação para a indústria. As discussões duraram pouco mais de quatro horas.
Depois da apresentação do projeto do estaleiro pelo empreendedor, a consultora Eliane Bryon fez um resumo do EIA/Rima. Na lista dos impactos considerados de alta importância, ela citou a dragagem que precisará ser realizada no local, o remanejamento dos moradores da Ilha de Tatuoca e a perda de renda dessa população remanejada. Como soluções apresentou Planos Básicos Ambientais (PBAs) que serão executados pela diretoria do Complexo de Suape e a construção da vila Nova Tatuoca, que também ficará a cargo da estatal. Como iniciativa do Promar mencionou apenas uma parceria “para priorizar a capacitação, focando a absorção deste pessoal no trabalho”.
A presidente da Associação das Mulheres Pescadoras de Pontezinha, Josefa da Silva, questionou como os pescadores vão se inserir nos cargos da indústria naval e, aplaudida, fez uma defesa veemente da preservação da pesca, lamentou pelo assoreamento dos rios e alertou para o bota-fora oceânico das dragagens que, segundo ela, está sendo descartado em área de pesca. Continue lendo “O Promar e seu impacto”