Para transformar de fato o Centro de São Paulo

Antigo hotel Lord Palace, hoje ocupado por movimentos de moradia
Antigo hotel Lord Palace, hoje ocupado por movimentos de moradia

Prefeitura tem oportunidade única de transformar prédios abandonados em moradias, livrando-se das construtoras e do risco de segregação. Alternativa passa por aluguel social

Por João Sette Whitaker, em seu blog

Até onde sei, a Prefeitura adquiriu, na gestão passada e por meio da Cohab, alguns poucos edifícios vazios na área central, que foram desapropriados para fins de moradia social. Esses edifícios fazem parte de um grupo maior, de cerca de 50 prédios, já levantados e indicados por serem passíveis de reabilitação para uso habitacional.

Não soube de nenhum, entretanto, que já tenha sido transformado para o novo uso. Parece que a Cohab empenha-se em fazê-lo com dois prédios que eram antigos hotéis, fazendo neles moradia com aportes do Programa Minha Casa Minha Vida. Tomara que dê certo, e rapidamente. Porém, não sei se irão para a chamada “faixa 1?, de baixa renda, ou se acabarão sendo vendidos para uma faixa acima, como é de hábito. Continue lendo “Para transformar de fato o Centro de São Paulo”

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MST assina primeiro contrato de comércio de alimentos com prefeitura de São Paulo

size_590_bandeira-mstPor Luiz Felipe Albuquerque, da Página do MST

As crianças das escolas municipais da cidade de São Paulo passam agora a ser beneficiadas com os alimentos produzidos nos assentamentos da Reforma Agrária.

Nesta quinta-feira (3), a prefeitura realiza o primeiro contrato de comércio de alimentos com cooperativas do MST, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Serão entregues 930 toneladas de arroz orgânico produzidos pela Cooperativa dos Trabalhadores dos Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap), no Rio Grande do Sul, ao valor de R$2,4 milhões, beneficiando 1400 famílias da região.

Para Nelson Krupinski, da coordenação da Cootap, essa é mais uma prova das potencialidades da Reforma Agrária, além de também permitir desenvolver ainda mais os assentamentos. Continue lendo “MST assina primeiro contrato de comércio de alimentos com prefeitura de São Paulo”

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Josué de Castro e sua defesa da agricultura familiar no combate à fome

josuePor Sara Brito
Do Centro Sabiá

No último dia 24 fez-se 40 anos desde a morte de Josué de Castro, o recifense que escolheu como objeto de estudo a fome. Desde que se formou em Medicina, na Universidade do Rio de Janeiro, em 1929, Josué de Castro entendeu que a fome é um fenômeno complexo. Uma equação que é influenciada por vários fatores e que afetava grande parte da população brasileira e mundial. Josué de Castro pensou e refletiu sobre temas de variadas áreas, como o meio ambiente, a paz e o subdesenvolvimento. Ele acreditava na multidisciplinaridade do trabalho científico. Mas dedicou a maior parte de seus esforços ao problema da fome e da miséria.

Um problema que ainda hoje é um dos maiores que a humanidade enfrenta. Segundo relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em 2012, 925 milhões de pessoas de todo o mundo não comem o suficiente para serem consideradas saudáveis. A fome é a campeã na lista dos dez maiores riscos para a saúde. Ela mata mais pessoas por ano do que a AIDS, a malária e a tuberculose juntas. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Continue lendo “Josué de Castro e sua defesa da agricultura familiar no combate à fome”

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Construir una revolución campesina en África

b_350_0_16777215_00___images_afrikLa Via Campesina – El reciente debate de 2012 en torno de la Biotecnología Nacional, el proyecto de ley sobre Bioseguridad en Uganda y los Organismos Genéticamente Modificados (OGM) ha sacado a la luz en todo el país otros temas relacionados con el acceso a los alimentos. Aunque el proyecto de ley fue presentado en el Parlamento a principios de este año, todavía es motivo de preocupación para los campesinos y pequeños agricultores ugandeses el rápido incremento del control de sus tierras y sus recursos, que podría resultar como consecuencia de su falta de organización.

El impulso dado a los OMG y el control corporativo sobre la agricultura no es privativo de Uganda, por no decir de África. Semillas patentadas, apropiación de tierras y dumping sobre productos alimenticios básicos han sido de rutina en las últimas décadas, lo cual ha conformado la estructura de un sistema económico transnacional que favorece la ganancia sobre la población rural y su derecho a un medio de vida sostenible. Desde América Latina  hasta el Sudeste Asiático, los campesinos vienen sufriendo oleadas de desplazamientos y viendo además cómo los cultivos sanos se vuelven venenosos. Sin embargo, los pequeños agricultores y las organizaciones de base saben que tienen en común algo más que una situación compartida: son parte de una lucha organizada. Continue lendo “Construir una revolución campesina en África”

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Aos professores do Brasil e do Rio

Por Márcia Tiburi, em Filosofia Cinza

Prezados professores, meus colegas, prezados estudantes e ex-estudantes,

estive há dois dias atrás em um encontro de educação daqueles dos quais participamos para promover a nossa lucidez conjunta. O tema de debate da mesa da qual participei era “formação de professores”. A mesa era composta por César Nunes da UNICAMP e Emília Cipriano da PUC-SP. Nesse dia fiquei muito feliz pela qualidade da conversa, pela lucidez das abordagens. Sempre comprovo que nós que trabalhamos com educação sabemos muito bem do que é preciso em termos políticos para que as coisas melhorem em nosso país. Cristovão Buarque fez a conferência final do encontro e foi muito feliz em suas observações sobre caminhos concretos em termos de projetos. Ele insistiu na questão grave do salário dos professores e no projeto de educação nacional. A postura de Cristovão Buarque é a de um sobrevivente numa ilha no mar de lama da política nacional em relação à educação. Seu isolamento é prova de que o cenário geral é realmente biopolítico e condena a todos e cada um ao salve-se-quem-puder típico de um país sem cidadania.

No Brasil, não somos apenas privados de nossa cidadania, mas verdadeiramente condenados à injustiça, à degradação moral e física pela ausência de direitos, à indignidade.

Aquele foi um bom momento para pensar em muitas coisas: políticas, éticas, estéticas… Continue lendo “Aos professores do Brasil e do Rio”

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Polícia ataca índios na porta do Congresso Nacional

Maíra Irigaray – Ontem, durante a mobilização Nacional do índio, quando marchavam pacificamente em ato de resistência para entrar no Congresso Nacional que é supostamente “a casa do povo”; os povos indígenas foram recebidos com spray de pimenta na cara. Isso demonstra mais uma vez o quão descarado e ditador é este governo que temos. Mesmo assim; 513 anos depois, esses povos seguem firmes e prometem lutar enquanto tiverem sangue correndo nas veias.

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Seminário Carajás 30 anos: Um olhar para os grandes projetos da região Tocantina, de 16 a 18 de outubro

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Seminário Carajás 30 anos

Após 30 anos de mineração, siderurgia e projetos de “desenvolvimento regional”, implementados a partir do Programa Grande Carajás, faz-se necessária e urgente uma avaliação crítica dos processos sociais, econômicos e culturais desencadeados por esse grande investimento. Procurando dar continuidade ao “Seminário Consulta Carajás”, realizado pelos movimentos sociais na região entre 1992 e 1995, o Seminário “Carajás 30 anos” pode oferecer ao Brasil inteiro um testemunho concreto e inegável das contradições do ciclo de mineração e siderurgia. O seminário é organizado em parceria com programas de pós-graduação e grupos de pesquisa de universidades do Maranhão e do Pará, movimentos sociais e comunitários, sindicatos e pastorais. Contará com uma significativa participação dos atingidos por mineração em outras regiões do Brasil e do mundo.

O “Seminário Carajás 30 anos” é um processo que culminará em um evento com duração de quatro dias, a ser realizado na Universidade Federal do Maranhão, em maio de 2014, e contará com a participação de assessores e expertos no setor, bem como o testemunho de lideranças comunitárias e dos movimentos socioambientais. Durante o ano de 2013 e início de 2014, será precedido de seminários preparatórios locais, que envolverão regiões e territórios (a serem realizados em Belém, Marabá, Imperatriz, Santa Inês). Os seminários locais levantarão perguntas e temas que deverão ser debatidos no Seminário final, visando motivar a participação dos movimentos sociais e das comunidades e viabilizar a interação com a pesquisa acadêmica. Continue lendo “Seminário Carajás 30 anos: Um olhar para os grandes projetos da região Tocantina, de 16 a 18 de outubro”

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Padre Ton diz que pressão indígena deve continuar e que o PT está comprometido com a Constituição

padre TON
Padre Ton

Por Tudo Rondônia

Coordenador da Frente Parlamentar de Apoio aos Povos Indígenas, o deputado federal Padre Ton (PT-RO) fez uma enfática defesa nesta quarta-feira  (2) a tarde da manutenção dos direitos indígenas no acampamento da Mobilização Nacional Indígena, em Brasilia, que permanece no gramado da Esplanada das Secretarias até 5 de outubro,quando a Constituição Federal faz aniversário de 25 anos.

Padre Ton ressaltou que se havia alguma dúvida de que o PT estaria dividido sobre as matérias legislativas que tramitam no Congresso Nacional para retroagir o direito à ocupação de terras que são bens da União, essa dúvida acabou. “É compromisso do nosso partido com a defesa dos direitos conquistados pelos indígenas na Constituição de 88”, disse ele, relatando o encontro ocorrido ontem com os ministros da Justiça, Eduardo Cardozo; da Casa Civil, Gleisi Hoffmman e das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. No encontro foi entregue uma carta com propostas para solução de questões indígenas e da reforma agrária.

O deputado disse também que lamentavelmente o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), no momento em que ocorre a Mobilização Nacional indígena, interditou o debate que a Frente havia requerido para tratar da PEC 215 e outras matérias. “E ele não está na Casa, ele fugiu”, disse, acrescentando que a matéria somente foi suspensa porque há temor da direção da Casa e do setor ruralista do potencial de pressão indígena.  Continue lendo “Padre Ton diz que pressão indígena deve continuar e que o PT está comprometido com a Constituição”

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Povo Mamainde manifesta repúdio ao governo brasileiro

Mamaindê - Foto: Marina Cândido Marcos
Mamaindê – Foto: Marina Cândido Marcos, recolhida de Índio Educa

“Nós, povo Mamainde, neste ano em que a Constituição Federal completa 25 anos, viemos manifestar nosso repúdio contra o governo brasileiro que desrespeita os direitos garantidos na CF de 1988, a fim de atender interesses do agronegócio, hidronegócio, grupos construtores, grandes latifúndios e políticos que se beneficiam com o dinheiro público.

Estamos conscientes que os artigos 231 e 232 da constituição federal estão sendo desmontado pelos inúmeros projetos legislativos, como: PEC 215, 038, 237, 195, portarias 303 e 308, projeto de lei 1610 e a PLP 227 que atentam contra os direitos garantidos na CF acirrando desta forma a violência contra nós.

Respeitamos a lei de vocês, mas vocês não respeitam a gente, temos a força dos espíritos dos antepassados que lutaram e derramaram o seu sangue em defesa da terra e acreditamos  que a vida é mais importante, pois somos filhos da terra e vamos defendê-la. Continue lendo “Povo Mamainde manifesta repúdio ao governo brasileiro”

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“A volta dos guerreiros, 25 anos depois da Constituinte”, por Egon Heck

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Texto e fotos por Egon Heck

Quem imaginaria que 25 anos depois daquela difícil mas gloriosa vitória dos povos indígenas e setores progressistas da sociedade, com avanços significativos e conquistas de direitos sociais garantidos durante o processo Constituinte, teríamos um quadro de mobilizações para impedir retrocessos. Sonhávamos com um cenário bem diferente: os direitos conquistados consolidados, rumo à construção de uma sociedade mais justa, na pluralidade de seus povos e culturas, democracia participativa e comunitária, não apenas representativa, formal e injusta.

Os guerreiros indígenas voltam à cena, ao espaço do poder, no planalto central. Exigem que não retirem seus direitos da Constituição: “Senhores do poder, cumpram a Constituição e não a rasguem, não desonrem o país. Não manchem a imagem da nação. Nossos direitos são sagrados e sob nenhuma hipótese podem ser violados”.

O espartano grito de guerra e paz dos Kayapó e centenas de povos indígenas, encheram o espaço do Centro de Formação Vicente Cañas, onde se reuniram mais de mil indígenas que, na madrugada do início de outubro, acamparam na Esplanada dos Ministérios para fazer ouvir o seu grito, nacional e mundialmente. A chuva fina não tirou o ânimo dos guerreiros que em pouco tempo construíram a grande aldeia plural no coração do poder, no planalto central. Continue lendo ““A volta dos guerreiros, 25 anos depois da Constituinte”, por Egon Heck”

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