Polícia diz não ter dúvidas de que Amarildo foi torturado na Rocinha

Campanha #OndeEstáAmarildo? ganha força nas redes sociais
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Segundo promotor, pedreiro foi morto por ser ‘fonte’ do tráfico. Dez PMs foram indiciados pelo desaparecimento de Amarildo.

G1 Rio

A Polícia Civil do Rio disse nesta quarta-feira (2) não ter dúvidas de que o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza foi torturado na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, no dia 14 de julho, quando desapareceu após ser levado para averiguação, como mostrou o Jornal Nacional. Dez policiais militares, incluindo o ex-comandante da UPP da Rocinha, foram indiciados no inquérito entregue nesta terça-feira ao Ministério Público do Rio pela Divisão de Homicídios (DH).

Segundo o delegado, o ajudante de pedreiro foi torturado na comunidade, mas não dentro do contênier que serve de base da unidade de policia pacificadora. “Dentro do contêiner, não. Dentro do contêiner não existia marcas de sangue”, disse o delegado Rivaldo Barbosa, acrescentando que a tortura pode ter sido realizada em um matagal. “É uma das nossas possibilidades. Continue lendo “Polícia diz não ter dúvidas de que Amarildo foi torturado na Rocinha”

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Justiça Global e Coletivo Das Lutas repudiam tentativa de intimidação por parte do Estado ao militante e defensor de direitos humanos Hamilton Borges Walê

HamiltonHamilton Borges Walê, defensor de direitos humanos, militante do Quilombo Xis – Ação Cultural Comunitária e da Campanha Reaja ou Será Morto/ Reaja ou Será Morta, foi abordado em sua casa, na noite do dia 30/09, por policiais militares fortemente armados, em Salvador. Os PM’s portavam metralhadoras e alegavam atender uma denúncia anônima. Além da truculência na abordagem, os policiais não tinham mandato judicial – que não teria validade pelo tardar da hora – para invadir a residência – inviolável* – de Hamilton Borges.

Ele e sua companheira, Andrea Beatriz Santos, atuam na proteção e garantia dos direitos da população negra e encarcerada da Bahia. Acompanham diversos casos de violência estatal contra negros e negras e violação de direitos em comunidades quilombolas.

A Quilombo Xis e a Campanha Reaja travam uma luta cotidiana pelo fim do genocídio do povo negro. Entre 2009 a 2012, 6.483 pessoas foram assassinadas, em Salvador. Mais de 80% das vítimas eram negras. O Mapa da Violência de 2012 mostrou que para cada pessoa branca assassinada, na capital, 15 negros são executados. Continue lendo “Justiça Global e Coletivo Das Lutas repudiam tentativa de intimidação por parte do Estado ao militante e defensor de direitos humanos Hamilton Borges Walê”

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SP – Indígenas fecham pista da Av. Paulista em protesto por garantia de direitos

Indios protestam na pista sentido Consolação da Paulista (Foto: Marcelo Mora/ G1)
Indios protestam na pista sentido Consolação da Paulista (Foto: Marcelo Mora/ G1)

Eles se concentraram em frente ao Masp e seguem para a Consolação. Manifestações de populações indígenas são realizadas em todo o país.

Marcelo Mora, do G1 São Paulo

Centenas de índios fecharam a pista sentido Consolação da Avenida Paulista na tarde desta quarta-feira (2) com parte das manifestações realizadas em todo o país em defesa do artigo 231 da Constituição, que garante os direitos dos povos indígenas e tradicionais. Segundo a Polícia Militar cerca de 400 pessoas participam da manifestação.

De acordo com os manifestantes, o objetivo é protestar contra o que vêem como ataque aos direitos territoriais dessas populações que parte do governo, da bancada ruralista no Congresso e do lobby de grandes empresas de mineração e energia. Continue lendo “SP – Indígenas fecham pista da Av. Paulista em protesto por garantia de direitos”

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MPF reúne-se com comunidade quilombola de Barra, Bananal e Riacho das Pedras em Rio de Contas/BA

A intenção foi discutir as medidas compensatórias a serem requisitadas em função dos prejuízos decorrentes da construção da barragem Luiz Vieira, no Rio Brumado, na década de 70, que alagou 27 residências de famílias da comunidade.

 Ministério Público Federal na Bahia

No dia 12 de setembro o Ministério Público Federal (MPF) em Guanambi/BA, reuniu-se com integrantes da comunidade quilombola de Barra, Bananal e Riacho das Pedras, no povoado de Barra, pertencente ao município de Rio de Contas/BA, localizado à 565 km da capital. A intenção foi discutir as medidas compensatórias a serem requisitadas em função dos prejuízos decorrentes da construção da barragem Luiz Vieira, no Rio Brumado, na década de 70.

O empreendimento, realizado pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), alagou 27 residências e praticamente todas as áreas agricultáveis utilizadas para a subsistência das famílias da comunidade. As famílias retiradas do local, no entanto, não foram contempladas com outras terras de trabalho e receberam valores insuficientes para reparar seus prejuízos e retomar as atividades necessárias ao seu sustento. Continue lendo “MPF reúne-se com comunidade quilombola de Barra, Bananal e Riacho das Pedras em Rio de Contas/BA”

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Depois de negociação, comitiva de 31 indígenas consegue entrar no Congresso

Índios, liderados pelo cacique Raoni, conversam com o deputado André Vargas no plenário 2 da Câmara (Foto: Isabella Calzolari)
Índios, liderados pelo cacique Raoni, conversam com o deputado André Vargas no plenário 2 da Câmara (Foto: Isabella Calzolari)

Índios vão ao Congresso contra PEC 215. Policiais fizeram barreira e chegaram a usar spray de pimenta.

Do G1, em Brasília

Um grupo de índios tentou entrar no Congresso Nacional nesta quarta-feira (2), mas foi contido pela polícia em um dos principais acessos ao prédio. Segundo as lideranças dos índios, eles são cerca de 1500 e representam 305 etnias de todo o país.

Desde a terça-feira os índios protestam em Brasília contra a Proposta de Emenda à Constituição que submete ao Congresso a decisão sobre demarcação de terras indígenas, a PEC 215. Hoje o processo de demarcação depende exclusivamente da União. Os índios são contra a PEC. Continue lendo “Depois de negociação, comitiva de 31 indígenas consegue entrar no Congresso”

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Inquérito indicia dez policiais militares pelo desaparecimento de Amarildo

amarildo uppDouglas Corrêa, Repórter da Agência Brasil 

Rio de Janeiro – A Divisão de Homicídios da Polícia Civil fluminense encaminhou, na noite de ontem (1º), ao Ministério Público do Rio, a conclusão do inquérito sobre o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarido de Souza, de 47 anos. Ele sumiu no dia 14 de julho depois de ser levado para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha.

O documento indicia dez policiais militares lotados à época na UPP , entre eles, o ex-comandante da unidade, major Edson dos Santos. Todos vão responder pelos crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver. O promotor de Justiça, Homero de Freitas, encarregado do caso, disse que vai oferecer denúncia contra os acusados nos próximos dias.

O advogado da família de Amarildo, João Tancredo, disse que, ao tomar conhecimento da conclusão do inquérito, ligou para Bete, mulher de Amarildo, e declarou que não esperava resultado diferente. Segundo ele, Amarildo foi levado para a sede da UPP, onde foi torturado e morto. “Os policiais que prenderam Amarildo disseram que depois de ouvi-lo o liberam para ir para casa na noite de 14 de julho. Inclusive, o major Edson disse que cumprimentou Amarildo e entregou os documentos a ele”. Continue lendo “Inquérito indicia dez policiais militares pelo desaparecimento de Amarildo”

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“Todo o universo indígena está a perigo”

Foto: Alex Costa
Foto: Alex Costa

“A situação dos povos em isolamento voluntário, que são mais de 70 referências no Brasil, é grave”, afirma Sydney Possuelo, presidente da Funai durante o governo Collor

Por Felipe Milanez, Carta Capital

Presidente da Funai durante o governo Collor, Sydney Possuelo foi o responsável pela demarcação da terra indígena Yanomami. É tido como criador do departamento de índios isolados da Funai (atual Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato), responsável por institucionalizar a postura de não-contato com os povos indígenas em isolamento voluntário.

O tema é complexo, e hoje, a situação dos povos em isolamento voluntário, que são mais de 70 referências no Brasil, é grave. Em várias situações, como entre os awa-guaja no Maranhão, ou os Piripkura no norte do Mato Grosso, ou grupos isolados Yanomami, a situação é de risco grave de genocídio.

A qualquer momento, um desastre pode acontecer, com um ataque feito por madeireiros ou garimpeiros, nesses casos citados, podendo ocasionar o extermínio massivo de uma população. Ou seja: o crime de genocídio. E muitas obras do governo atingem diretamente essas áreas ocupadas por povos isolados, desde prospecção de petróleo no Vale do Javari a Usina Belo Monte. Para Possuelo, “Todo o universo indígena está a perigo, inclusive os isolados.”. Continue lendo ““Todo o universo indígena está a perigo””

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Justiça volta atrás e permite divulgar fiscalização de trabalho escravo

Leonardo Sakamoto

O juiz Miguel Ferrari Júnior, titular da 43a Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, revogou, nesta quarta (2), a liminar que havia concedido à empresa Pinuscam – Indústria e Comércio de Madeira Ltda que censurava informações sobre uma ação de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério Público do Trabalho divulgada pela Repórter Brasil. A operação resultou no resgate de 15 trabalhadores de condições análogas às de escravo, em Tunas do Paraná (PR), em 2012.

A liminar obrigava a Repórter Brasil a retirar de seus sites “qualquer informação que associe o nome da autora à exploração escravagista do trabalho”, sob pena de multa diária de R$ 2 mil.

A decisão do juiz repercutiu fortemente entre jornalistas e entidades ligadas à defesa da liberdade de expressão, sendo divulgada por veículos de comunicação de todo o país. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) condenou, em nota pública, a proibição, afirmando que “a censura togada no país atenta contra o interesse público e priva a sociedade do direito à informação”.

Em sua decisão que revogou a censura, o juiz disse que “revendo os elementos de prova constantes dos autos e considerando os novos argumentos apresentados pelos réus, entendo por bem reconsiderar a decisão de página 95 para revogar a tutela de urgência outrora concedida”. Continue lendo “Justiça volta atrás e permite divulgar fiscalização de trabalho escravo”

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STF adia decisão sobre julgamento de acusado de ser mandante da Chacina de Unaí

Norberto Mânica foi acusado de ter pago R$ 500 mil a dois pistoleiros
Norberto Mânica foi acusado de ter pago R$ 500 mil a dois pistoleiros

André Richter, Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do processo que adiou julgamento do fazendeiro Norberto Mânica, acusado de ser um dos mandantes do assassinato de três auditores fiscais e de um motorista do Ministério do Trabalho. O crime ocorreu em 28 de janeiro de 2004, na cidade de Unaí (MG), e ficou conhecido como Chacina de Unaí.

No dia 16 de setembro, o ministro Marco Aurélio decidiu adiar o júri até que o Supremo analise um pedido feito pela defesa de Mânica a fim de transferir o julgamento para a Justiça Federal em Unaí, onde o crime ocorreu. O julgamento estava previsto para o dia 17 de setembro, em Belo Horizonte.

O processo voltou a ser analisado na sessão de ontem (1º) da Primeira Turma do STF, e o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Dias Toffoli. Apenas dois ministros votaram. Marco Aurélio determinou que o processo seja julgado pela Comarca Federal de Patos de Minas (MG), jurisdição responsável pela região de Unaí. A ministra Rosa Weber votou pela manutenção do processo em Belo Horizonte. Continue lendo “STF adia decisão sobre julgamento de acusado de ser mandante da Chacina de Unaí”

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