Desta vez é uma vitória! Júri de Manoel Mattos é adiado para garantir imparcialidade e segurança aos participantes

Manoel Mattos
Manoel Mattos

Decisão liminar no Tribunal Regional Federal da 5ª Região determina suspensão do Júri em virtude de pedidos de desaforamento dos assistentes e do MPF

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região proferiu decisão liminar suspendendo a realização do Júri do primeiro caso de federalização de graves violações de direitos humanos que apura o assassinato do defensor de direitos humanos Manoel Mattos, que aconteceria amanhã, dia 05 de dezembro.

O pedido foi formulado pelos assistentes de acusação e pelo Ministério Público Federal, em duas petições. Ambas foram construídas com fundamento legal no art. 427 do Código de Processo Penal, que permite, dentre outras hipóteses, o desaforamento da sessão do Tribunal do Júri para outra comarca em casos de interesse da ordem pública ou quando houver dúvida sobre a imparcialidade do Júri.

A afinidade de posicionamento se deu pela constatação, tanto da assistência de acusação quanto do MPF, de que no caso concreto há fortes indícios do julgamento no Estado da Paraíba trazer prejuízos ao bom e correto trâmite processual. Ambos apontaram a dificuldade de garantir um procedimento imparcial e seguro, sobretudo em virtude da situação dos jurados, dos familiares da vítima e testemunhas.

Acrescentaram que a lista de jurados utilizada pela Justiça Federal foi emprestada pelo Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa/PB e está desatualizada, fato que foi reforçado no último dia 18 de novembro quando o Júri foi adiado. Na ocasião, foi impossível garantir o quórum mínimo de quinze (15) jurados: dos 25 sorteados, apenas 18 foram intimados, sendo que 7 pediram dispensa, restando apenas 11, número inferior ao mínimo legal para a instalação da sessão. Continue lendo “Desta vez é uma vitória! Júri de Manoel Mattos é adiado para garantir imparcialidade e segurança aos participantes”

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Índios protestam em Brasília contra mudança no processo de demarcação de terras

Indios, manifestação0052

Alex Rodrigues e Danilo Macedo* – Agência Brasil

Brasília – Depois de cercarem o Palácio do Planalto, em Brasília, na manhã de hoje (4), cerca de 1,2 mil índios de várias etnias estão neste momento divididos em manifestações no Congresso Nacional e diante do Ministério da Justiça. O grupo protesta contra o que classifica como mais uma iniciativa do governo federal para inviabilizar a demarcação de terras indígenas. A presidenta Dilma Rousseff não estava no local.

Durante o protesto, os índios chegaram a entrar em conflito com seguranças do Palácio do Planalto e a fechar o trânsito em vários trechos da Esplanada dos Ministérios. Continue lendo “Índios protestam em Brasília contra mudança no processo de demarcação de terras”

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Adeus Terras Indígenas, por Egon Heck

Ambrosio Vilhalva 2Para hoje, 04 de dezembro, está prevista uma grande mobilização indígena, com os 1700 indígenas que estão participando da Conferência da Saúde indígena. Será uma forma de dizer não à proposta cínica e vergonhosa de regulamentação das terras indígenas elaborada pelo Ministério da Justiça. Os ruralistas prometem fazer uma mobilização anti-indígena em Brasilia no dia 11 deste mês”, informa Egon Heck, CIMI-MS, ao enviar o artigo que publicamos a seguir. Eis o artigo

IHU On-Line – Mais um decreto de extermínio. Aliás uma minuta carimbada pelo Ministro da Justiça, com tonalidades do Ministro Adams, da AGU, em sintonia com os ruralistas e o que de mais reacionário existe nas elites civis e militares brasileiras.

Quando, em agosto de 1996 o então ministro da Justiça Nelson Jobim, a título de “agilizar e democratizar”  os procedimentos de regularização das terras indígenas, editou a portaria 1775, houve um grito geral dos povos indígenas e seus aliados. Seria o começo do fim da demarcação das terras indígenas, além de ter aspectos nitidamente inconstitucionais. Mobilizações indígenas se deram em todo o país, exigindo a revogação.

A pressão do movimento indígena e setores da sociedade, fez com que a desgraça não fosse pior. O primeiro a descumprir a portaria, nos prazos estabelecidos foi o próprio governo. Mesmo assim alguns processos de demarcação avançaram. Foi então que o agronegócio entrou em campo para exigir a paralisação total do reconhecimento das terras indígenas. Consideram  a portaria 1775/96 inconstitucional e pediram sua revogação além de pedir a extinção da FUNAI. Continue lendo “Adeus Terras Indígenas, por Egon Heck”

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En Foro de empresas y derechos humanos de la ONU indígenas piden respetar sus territorios

Delegados indígenas de seis regiones del mundo destacan obligación de las empresas de consultar antes de intervenir en territorios de pueblos originarios. Foro culmina el miércoles 4 (hoy)

Servindi – Mas de mil 500 personas participaron en el primer día del Segundo Foro sobre Empresas y los Derechos Humanos que se desarrolla en Ginebra, Suiza, y al que asisten Estados, empresas, sociedad civil y pueblos indígenas.

Precisamente este último grupo figura entre los principales afectados por la acción de empresas multinacionales principalmente de los rubros de minería, petróleo y energía. Continue lendo “En Foro de empresas y derechos humanos de la ONU indígenas piden respetar sus territorios”

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DF – Marcha com mais de mil indígenas chega ao Planalto e é recebida com spray de pimenta

Indígenas frente ao Planalto

Mais de mil Indígena de todo Brasil acabam de ocupar a frente do Palácio de Dilma em Brasília pedindo arquivamento da PEC 215 e de todos os projetos e leis anti-indígena. A policia os recebeu com spray de pimenta.

A Manifestação partiu do Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), próximo à Ponte JK, onde está acontecendo a 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena. A Polícia acompanhou a Marcha do Centro até o Palácio, e o confronto teria se iniciado quando um grupo tentou subir a rampa de acesso.

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Panorama Ipea – Igualdade Racial

agenciaipea – O Panorama Ipea dessa semana discute a igualdade racial e questões como a violência contra a população negra e as cotas para negros no serviço público. Segundo a pesquisa do Ipea Vidas Perdidas e Racismo no Brasil, mais de 39 mil pessoas negras são assassinadas todos os anos no País, enquanto 16 mil não negros são vítimas de homicídio. Para cada homicídio de um não negro, 2,4 negros são assassinados. Questões como a violência contra a população negra, o programa Juventude Viva e as cotas para negros no serviço público são discutidas no Panorama Ipea desta semana.  Continue lendo “Panorama Ipea – Igualdade Racial”

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Fórum Justiça oficia ao Legislativo de SC pelo respeito às leis e à sociedade civil na escolha da Ouvidoria Geral da DP

forum_justicaConvidamos todos/as os/as interessados/as em contribuir para a democratização do sistema de justiça a participarem dessa mobilização pela implementação de Ouvidoria Externa na Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina

Fórum Justiça

A Articulação Fórum Justiça enviou ofício aos Deputados Estaduais de Santa Catarina, solicitando a rejeição do Projeto de Lei Complementar  nº  49/2013  (altera a Lei Complementar Estadual 575/2012, que organiza a Defensoria Pública de Santa Catarina), para que seja garantida a necessária e efetiva abertura institucional com a instalação da Ouvidoria Geral da Defensoria Pública a partir da lista tríplice escolhida e indicada pela sociedade civil, conforme determinada a Lei Complementar 132/2009.

A formação da lista tríplice pela sociedade civil é elemento indispensável para se garantir o modelo externo e independente pensado para o órgão, pois garante o protagonismo dos atores que integram a sociedade civil. Com isso, permite-se que, a partir de um procedimento democrático e emancipatório, sejam escolhidos(as) os(as) três representantes da sociedade civil, dentre os quais será escolhido o Ouvidor-Geral, pelo Conselho Superior.

Para aderir ao requerimento constante no documento abaixo, basta enviar uma mensagem eletrônica para [email protected].br, indicando o seu nome completo e/ou da/o organização/movimento a(o) qual se encontra vinculada/o. Divulguem e participem! Continue lendo “Fórum Justiça oficia ao Legislativo de SC pelo respeito às leis e à sociedade civil na escolha da Ouvidoria Geral da DP”

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RJ – Catador é o primeiro condenado após onda de manifestações

Ítalo Nogueira e Lucas Vettorazzo – Folha de S.Paulo

Rio – Um morador de rua é o primeiro condenado após participação em manifestação ocorrida no Rio neste ano –provavelmente, também o primeiro no país.

Acusado de porte de artefato explosivo, ele terá de cumprir cinco anos e dez meses de prisão em regime fechado, segundo decisão de primeira instância da Justiça estadual. Cabe recurso.

Rafael Braga Vieira, 26, foi detido em 20 de junho, dia da maior manifestação ocorrida na cidade, com participação de 300 mil pessoas, segundo especialistas da Coppe/UFRJ.

O protesto terminou com um rastro de destruição no centro. Naquele dia, cinco pessoas foram presas e três menores de idade foram apreendidos por policiais.

De acordo com a polícia e o Ministério Público, Vieira foi detido com dois coquetéis molotov saindo de uma loja abandonada na avenida Presidente Vargas. Continue lendo “RJ – Catador é o primeiro condenado após onda de manifestações”

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População dominada por milícias triplica no Rio

Folha de S.Paulo – Em cinco anos, milícias que exploram serviços clandestinos de segurança, vans, venda de botijões de gás e TV a cabo ampliaram sua área de atuação nas favelas do Rio.

De 2005 a 2010, triplicou o número de pessoas que vivem em áreas sob o domínio desses grupos, aponta pesquisa.

Em 2005, as milícias estavam estabelecidas em favelas que, juntas, tinham 100 mil moradores; em 2010, ocupavam áreas com 300 mil habitantes. A população de favelas do Rio é estimada em 1,2 milhão de pessoas.

As informações são de um estudo do Observatório de Saúde Urbana da Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz) e do Nupevi (Núcleo de Pesquisa das Violências) da Uerj.

“Em 2009, as milícias já tinham passado o Comando Vermelho [facção criminosa] em territórios ocupados. É o único grupo que tem projeto político de eleger vereadores, deputados, candidatos próprios”, explica a coordenadora do Nupevi, Alba Zaluar.

“O grande conflito que vem aí é a UPP contra a milícia”, afirma o pesquisador Christovam Barcellos, da Fiocruz.

Enviada para Combate Racismo Ambiental por José Carlos.

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