As taxas de atividade de homens e mulheres no mercado de trabalho no Brasil, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

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Por José Eustáquio Diniz Alves, em EcoDebate

O mercado de trabalho brasileiro era predominantemente dominado pelo sexo masculino. Entre as pessoas com 10 anos e mais de idade, a percentagem de homens envolvidos nas atividades produtivas era 6 vezes superiores aos das mulheres.

Em 1950, cerca de 81% dos homens de 10 anos ou mais de idade estavam no mercado de trabalho. Eles entravam cedo e saiam tarde da atividade econômica. Porém, com o processo de modernização do país, os homens foram ficando mais tempo na escola e passaram a sair mais cedo da força de trabalho devido ao aumento da cobertura da previdência social. Em 2010, a taxa de atividade masculina era de apenas 67,1%, sendo que as maiores quedas se deram nos extremos da curva. Continue lendo “As taxas de atividade de homens e mulheres no mercado de trabalho no Brasil, artigo de José Eustáquio Diniz Alves”

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Nota da Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade de Brasília

cocarDada a recente troca de mensagens na internet acerca do antropólogo Edward M. Luz e sua inserção no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de Brasília (PPGAS, UnB), resolvi agregar algumas informações para contribuir com a discussão em curso.

Edward Mantoanelli Luz concluiu sua dissertação de mestrado no PPGAS/UnB no ano de 2005 sob o título “Em Busca do Passado Perdido. Uma análise estruturalista dos mitos sobre três heróis culturais Akwê-Xerente”. Foi avaliado e aprovado por uma comissão composta pelos professores Stephen Baines (orientador), Odair Giraldin (UFT) e Julio Cesar Melatti (UnB).

Desde então não mais frequentou o PPGAS, nem tampouco manteve qualquer vínculo com o Departamento de Antropologia. De tal forma, passados quase dez anos e considerando a redefinição de sua área de interesse, a atuação e opiniões daquele antropólogo são de sua inteira responsabilidade e não expressam as posições do DAN. Departamento este que se constituiu a partir do trabalho de antropólogos (professores, alunos e ex-alunos) que ao longo de mais de 40 anos têm, reconhecidamente, contribuído para a efetivação dos direitos indígenas em nosso país.

Saudações,

Carla Costa Teixeira
Departamento de Antropologia
Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social – PPGAS
Laboratório de Antropologia, Saúde e Saneamento – LASS
Universidade de Brasilia, Brasil

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Exército isola área da reserva para facilitar, e 60 indígenas ajudam nas buscas por desaparecidos

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Barco da Funai, que atendia a toda a região, incendiado no dia 25 de dezembro

PF isolou uma área de 400 metros que dá acesso à floresta amazônica. Índios ajudam nas buscas dos desaparecidos dentro da reserva

O Globo Rural

O Exército continua na reserva indígena Tenharim, em Humaitá, no sul do Amazonas, em busca de três homens desaparecidos há cerca de 20 dias, depois que os índios se revoltaram com a morte de um cacique [SIC]. Os policiais isolaram uma área da floresta para facilitar o trabalho.

As buscas acontecem entre os quilômetros 135 e 150 da Rodovia Transamazônica, dentro da Reserva Tenharim. Homens da Polícia Federal isolaram uma área de 400 metros que dá acesso à floresta amazônica. Continue lendo “Exército isola área da reserva para facilitar, e 60 indígenas ajudam nas buscas por desaparecidos”

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AM – Prefeito de Humaitá pede assistência do Exército a indígenas, confinados nas aldeias

Manifestantes atearam fogo em carros da Funai de Humaitá. Foto: Divulgação
Vândalos atearam fogo no Polo de Saúde e em barco, carros e na própria sede da Funai de Humaitá 

Indígenas, confinados às aldeias por solicitação da própria Polícia Federal, ante os atos de violências a ameças, estão sem remédios e alimentos. Com seus veículos e sede depredados, Funai não tem como atendê-los. E o Polo de Saúde Indígena de Humaitá, onde estavam cerca de 20 mulheres e crianças, principalmente, também foi incendiado, e o material e medicamentos, destruído 

Por José Maria Tomazela e Chico Siqueira, na Agência Estado

O prefeito de Humaitá, José Cidinei Lobo do Nascimento (PMDB), enviou nesta quinta-feira, 2, um apelo ao Exército para que seja garantida assistência aos índios da Terra Indígena Tenharim Marmelos. Segundo ele, desde que as instalações e veículos da Fundação Nacional do Índio (Funai) na cidade foram incendiadas por uma revolta popular no último dia 25, os indígenas ficaram sem atendimento e estariam privados de remédios e alimentos.   Eles também foram orientados a não ir para a cidade e estão confinados na reserva. “O Exército e a Força Nacional controlam a área e têm condições de garantir a chegada de auxílio para os índios, que são habitantes do nosso município”, disse. O pedido seria reforçado em contato do prefeito com o general Ubiratan Poty, comandante da 17ª Brigada do Exército em Porto Velho, na noite desta quinta-feira. O general retornou à cidade em razão do clima tenso que ainda persiste na região. Continue lendo “AM – Prefeito de Humaitá pede assistência do Exército a indígenas, confinados nas aldeias”

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RR – Yanomami continuam na Sesai, ocupada dia 30, e saída de coordenadora já é certa

Apesar de ocuparem pacificamente o prédio da Sesai, os índios não dispensam as armas. Foto: Érico Veríssimo/G1RR
Apesar de ocuparem pacificamente o prédio da Sesai, os índios não dispensam as armas. Foto: Érico Veríssimo/G1RR

Por  G1 | Para: CBN Foz

Cerca de 20 índios ocupam desde segunda-feira (30) a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em Boa Vista. Eles aguardam a confirmação da exoneração da coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y), Claudete Schuertz. Três dias antes, em 27 de dezembro, indígenas supostamente favoráveis à permanência dela ocuparam o prédio.

De acordo com Anselmo Yanomami, um dos líderes do movimento, a situação já está quase definida e tudo indica que João Catalano, presidente da Frente de Proteção Etnoambiental Yanomami Ye’kuana (FPEYY), deverá assumir a vaga deixada por Claudete. O líder indígena David Kopenawa é um dos interlocutores junto ao Ministério da Saúde.

Enquanto Claudete está afastada, uma servidora da Sesai ocupa interinamente a coordenação. Ela, que preferiu não ser identificada, garante que a ocupação está ocorrendo pacificamente e deu como certa a saída da atual coordenadora. Continue lendo “RR – Yanomami continuam na Sesai, ocupada dia 30, e saída de coordenadora já é certa”

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Herdeiro da família Bertin entra na ‘lista suja’ da escravidão

Carne encontrada pela fiscalização em acampamento em que viviam os trabalhadores da fazenda de João Bertin Filho era armazenada em varais e estava podre, segundo a fiscalização. Fotos: Divulgação/MTE
Carne encontrada pela fiscalização em acampamento em que viviam os trabalhadores da fazenda de João Bertin Filho era armazenada em varais e estava podre, segundo a fiscalização. Fotos: Divulgação/MTE

João Bertin Filho, de família que já foi uma das grandes no setor de frigoríficos do Brasil, é incluído na atualização do cadastro. Pecuária é o setor com mais inclusões

Por Daniel Santini, Igor Ojeda e Stefano Wrobleski* em Repórter Brasil

Desde que a rede de frigoríficos dos Bertin foi incorporada pelo grupo JBS-Friboi, considerado o maior produtor de carne do planeta, os irmãos Bertin perderam controle dos rumos do negócio. A aproximação entre os dois grupos começou no final da última década e foi consolidada em 2013, com a aprovação da negociação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O processo foi marcado por discordâncias e reclamações dos irmãos, que chegaram a acionar a Justiça para tentar reverter o resultado. No final, os irmãos tornaram-se acionistas da rede de frigoríficos, mas sem poder de voto para influenciar nos rumos da empresa. A redução de poder dos Bertin se consolida com a inclusão, nesta segunda-feira, dia 30, de João Bertin Filho, o irmão que leva o nome do patriarca da família, no cadastro de empregadores flagrados com trabalho escravo no Brasil, a chamada “lista suja”. Ele foi considerado responsável pela exploração de sete pessoas na fazenda em que cria gado e extrai madeira no Mato Grosso.

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2013: Un balance provisorio, por Atilio A. Boron

2013Argenpress

El año que terminó fue pródigo en acontecimientos que dejaron profundas huellas en el sistema internacional. A la hora de reseñarlos la mirada del analista siempre es situada; no existe una observación que pueda independizarse de los condicionamientos que la geografía y el tiempo histórico ejercen sobre el observador. Nuestra mirada, desde el “aquí y ahora” de Nuestra América, seguramente será diferente de la que pueda tener alguien situado en Europa, Asia o África.

Hecha esta necesaria salvedad metodológica previa digamos que el acontecimiento más trascendente que marca con tristeza el año que finaliza fue la muerte del Comandante Hugo Chávez Frías. El líder bolivariano fue una verdadera fuerza de la naturaleza: un huracán que con su fervor antiimperialista, su visión estratégica de la lucha que debía librarse contra el imperio y su incansable protagonismo reconfiguró decisivamente el mapa sociopolítico del área. Chávez fue el gran mariscal de la batalla del ALCA, derrotando al principal proyecto de Estados Unidos para completar el sometimiento de América Latina y el Caribe a sus intereses. Y fue también el hombre que llenó de propuestas lo que hasta su irrupción en la vida política de la región era una agradable pero inofensiva retórica latinoamericanista, huérfana de contenidos concretos.

Para Chávez esta tenía que ser una convocatoria a la unidad de América Latina y el Caribe, unidad y no tan sólo integración; debía ser, tras las huellas de la Revolución Cubana, el ámbito de creación de un internacionalismo solidario que se traduciría en proyectos concretos como el Banco del Sur, Petrocaribe, TeleSUR, UNASUR y la CELAC, entre tantos otros. Su muerte, en circunstancias que aún no han sido aclaradas, llenó de júbilo al imperialismo y sus aliados, pensando que con ella se acabaría el chavismo. Sin embargo, y esta es una de las notas más positivas del año, la desaparición física de Chávez no impidió que el chavismo volviera a triunfar en las elecciones presidenciales del 14 de Abril -consagrando a Nicolás Maduro como presidente- y nuevamente, por una rotunda diferencia de más de un millón de votos, sobre la coalición opositora en las municipales del 8 de Diciembre. Parece que tendremos Chávez para rato. Continue lendo “2013: Un balance provisorio, por Atilio A. Boron”

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Tenharim e os conflitos agrários: A última trincheira contra o desmatamento na Amazônia

Foto: Gabriel Ivan/Mídia NINJA
Foto: Gabriel Ivan/Mídia NINJA

Por Cley Medeiros em Mídia Ninja.

Cercado por reservas indígenas, o sul do estado do Amazonas sofre com a especulação latifundiária desde o início da construção da Rodovia Transamazônica (BR 230) na região, durante a ditadura militar. Cenário de uma vegetação tropical fundamental para o equilíbrio ambiental do planeta, passou a ser transformado em pasto, ter a exploração de madeira nobre como uma constante, e a existência de garimpos ilegais.

As recentes agressões contra os indígenas na cidade de Humaitá apontam para a delicada situação que vive a região neste momento. Dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPR), revelam que já foram protocolados cerca de 145 pedidos para pesquisas da existência de ouro ao redor da reserva indígena Tenharim, principal da região. Continue lendo “Tenharim e os conflitos agrários: A última trincheira contra o desmatamento na Amazônia”

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Google disponibiliza ferramenta que permite ver do espaço a devastação na Amazônia de 1984 a 2012

O programa foi construído juntamente com a NASA, U.S. Geological Survey (USGS) e TIME, e utiliza milhões de imagens de satélites. Outros países ou locais podem ser escolhidos a partir DAQUI, assim como informações e um vídeo sobre o projeto.

Enviada para Combate Racismo Ambiental por Vânia Regina de Carvalho.

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Depoimento de Rafael Braga Vieira: 1º condenado dos protestos de junho/2013

O morador de rua Rafael Braga Vieira, 25 anos, é o primeiro condenado devido às manifestações de junho de 2013. O Mandato Marcelo Freixo esteve na penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri, no dia 13 de dezembro de 2013, e entrevistou Rafael para que pudesse pela primeira vez dar sua versão sobre o fato. Ele foi condenado, em primeira instância, a cinco anos de prisão em regime fechado sob a alegação de portar material explosivo e incendiário durante a manifestação do dia 20 de junho.

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