Por que a Militância Negra?

cabeça de mulher negra nos ladrilhos

Por Mariana Barbosa do blog Blogueiras negras

Quando, inspirada por alguns/algumas amigos/as, parei para refletir o que foi ano de 2013 na minha vida, me peguei refletindo a minha negritude.

Enquanto eu ouvia um vídeo do coral de Soweto fazendo uma homenagem à Mandela num supermercado, não conseguia parar de chorar. Aquele canto que mais parecia pranto, carregado de dor e também de história, parecia descer pela minha espinha, chegar aos meus pés e estabelecer uma conexão com meu passado. Foi uma sensação muito estranha. Eu me senti conectada, de fato, à minha negritude, como poucas vezes havia experimentado. Cada uma daquelas vozes era um relato de resistência, de força, de comunhão.

Pareciam me contar uma história…

Então eu refleti! Continue lendo “Por que a Militância Negra?”

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Sem-abrigo japoneses recrutados para limpar Fukushima

Sem-abrigo e desempregados são levados a trabalhar abaixo do salário mínimo na descontaminação de Fukushima. A mafia e as ETT ficam com uma parte do salário.
Sem-abrigo e desempregados são levados a trabalhar abaixo do salário mínimo na descontaminação de Fukushima. A mafia e as ETT ficam com uma parte do salário.

O lixo radioativo da central nuclear de Fukushima vai demorar décadas a limpar e escasseiam os candidatos ao trabalho. Os gangs da Yakuza também lucram com o negócio da exploração.

 Do site Esquerda.net

A Tokyo Electric Power Co (Tepco) está a tentar recrutar 12 mil trabalhadores até 2013 para o desmantelamento do complexo Fukushima Daiichi, afetado pelo tsunami que despoletou o maior desastre nuclear desde Chernobil. Como os candidatos escasseiam para este trabalho arriscado, que é pago abaixo do salário mínimo, a empresa tem recorrido a empresas de trabalho temporário e à máfia Yakuza para recrutarem trabalhadores, informa a agência Reuters.

Entre os alvos dos angariadores estão os sem-abrigo da região, a par dos desempregados. Por cada contratado, as empresas recebem cerca de 73 euros, e as autoridades calculam que a Yakuza tenha lucrado mais de 40 mil euros com a sua percentagem do salário de cada trabalhador enviado para Fukushima. Continue lendo “Sem-abrigo japoneses recrutados para limpar Fukushima”

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Usinas no rio Tapajós: desconstruindo mentiras do governo – Parte 2

plataforma petrobrás afundando

Hoje fiquei muito indignada com a matéria da Folha de SP (Governo quer leiloar neste ano a 1ª ‘usina-plataformano Pará) sobre as usinas planejadas para serem construídas no rio Tapajós. Lamentável, também, é que em uma lauda de informações quase que totalmente questionáveis, há lá no finalzinho, uma fala do meu amigo Celio Bermann que, tenho certeza, disse muito mais do que foi publicado.

Tanto a Folha de SP como os demais veículos chamados de grande mídia, que eu chamo de mídia alienadora, perdem uma grande oportunidade de mostrar aos leitores a verdade. Não é preciso dar opinião, já que os jornalistas, em sua maioria, se esquivam disso em nome da neutralidade. Porém, é preciso mostrar sempre com igual isenção, e equidade de espaço, os argumentos de especialistas.

Nesse caso específico, a Folha mostrou apenas o que diz o governo e seus apaniguados. Sabidamente Mario Zimmermann e Maurício Tolmasquim são instrumentos de um setor caquético, mal administrado, sem transparência e que se tornou uma verdadeira caixa preta inexpugnável. Eles fazem coro com o secretário do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, que despejou mentiras em outra publicação e que foi objeto da minha nota anterior (Parte I). Continue lendo “Usinas no rio Tapajós: desconstruindo mentiras do governo – Parte 2”

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A canoa de tolda faz parte da história do Velho Chico e do Brasil

canoa de toldaCanoa de tolda; uma lembrança viva para quem viu, um exemplar para vê agora

Correio do Povo de Alagoas

Ao passar pela orla de Penedo deparei-me com uma cena que há décadas Penedo não mostra mais. A presença de uma canoa de tolda ancorada no resto de leito do Velho Chico, nas imediações Rodoviária da cidade.

A minha memoria ainda fértil das lembranças de uma conversa que mantive com Murilo Resende, oriundo da fazenda Intans, pertencente ao Curral das Pedras, município de Gararu que nos relatava no ano comemorativo dos 500 anos do rio São Francisco.

Com a propriedade de quem viveu nos tempos da canoa de tolda, Murilo puxou pela memória que lhe fazia encher os olhos de lágrimas o que passo a narrar. Continue lendo “A canoa de tolda faz parte da história do Velho Chico e do Brasil”

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Ribeirinhos realizarão velório para o Velho Chico dia 5, na festa de Bom Jesus dos Navegantes

Velório Velho Chico

População neopolitana se mobiliza via rede social para ir de preto à procissão do Bom Jesus dos Navegantes

Neópolis, como eu vejo

Em 1825, o padre missionário Francisco Correia profetizou: “haverá um dia em que o Rio São Francisco será atravessado a vara em alguns trechos e serão feitos poços em seu leito. Mais de um século após, as imagens que o povo residente no baixo São Francisco tem assistido coincide com a profecia do religioso.

Entre Penedo e Neópolis, município sergipano que faz divisa com o estado alagoano, a rotina dos balseiros e navegantes das lanchas é desviar dos enormes bancos de areia que se formam em meio ao rio, fruto do grave assoreamento. Continue lendo “Ribeirinhos realizarão velório para o Velho Chico dia 5, na festa de Bom Jesus dos Navegantes”

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Cresce número de casos de trabalho escravo urbano na ‘lista suja’

Funcionários da grife Talita Kume foram vítimas de servidão por dívida (Foto: Bianca Pyl)
Funcionários da grife Talita Kume foram vítimas de servidão por dívida (Foto: Bianca Pyl)

Presença do setor têxtil e da construção civil alavanca casos de trabalho escravo nas cidades incluídos na relação, composta majoritariamente por flagrantes no meio rural

Por Stefano Wrobleski em Repórter Brasil

Apesar de a pecuária continuar como atividade predominante dentre os nomes que compõem a última atualização da “lista suja” do trabalho escravo, as formas urbanas de escravidão têm cada vez mais presença. Das 110 inclusões do cadastro, cuja atualização foi divulgada na última segunda-feira, 30 de dezembro, dez são de empresas ou pessoas que exploraram em meio urbano – um total de 120 trabalhadores submetidos a pelo menos um dos quatro elementos definidos no artigo 149 do Código Penal como caracterizantes de condições análogas às de escravos. Continue lendo “Cresce número de casos de trabalho escravo urbano na ‘lista suja’”

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Angola – Uma entrevista com o cineasta José Fonseca e Costa

Ainda antes de os filmes terem sido usados, em Angola, como uma arma pelos movimentos de libertação, já um cinema de causas – militante – ensaiara um contributo para a criação de um verdadeiro cinema angolano. Será abusivo afirmar que a primeira causa do movimento cineclubista em Angola foi a de, através da educação para o cinema e pelo cinema, criar um cinema angolano?

Por Maria do Carmo Piçarra, em Buala

 Lançamento dia 8 de Janeiro, na FNAC Chiado, Lisboa, às 18h30

Lançamento dia 8 de Janeiro, na FNAC Chiado, Lisboa, às 18h30

Depois de, no primeiro volume, subintitulado «O cinema do império», termos procurado mostrar as visões que, através do cinema de ficção e documental, o colonialismo português propos sobre Angola, este segundo volume retém um vislumbre de um olhar corte-de-navalha – como o proposto por Buñuel com Un chien andalou – nascido da militância, do uso do cinema como arma política.

Em «O cinema é uma arma» enceta-se, pois, um trabalho de redescoberta de filmes militantes que têm permanecido invisíveis participando, naturalmente, num movimento de revalorização e releitura de obras de autor com um ponto de vista político, como a de Sarah Maldoror. Complementar e cruzar o visionamento das obras acessíveis e a leitura de documentação inédita sobre outros filmes com a recolha de testemunhos foi a metodologia escolhida e evidencia que, também quanto a este tema, este é o primeiro inventário possível. Continue lendo “Angola – Uma entrevista com o cineasta José Fonseca e Costa”

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Mineração ilegal: Ibama fiscaliza garimpos no Pantanal de Mato Grosso

ibamafiscalizacao

Foto e texto: Nicelio Silva – Ascom / Ibama / MT – Ecodebate

A Operação Minamata deflagrada pelo Ibama no último dia 16, vem realizando ações fiscalizatórias em garimpos de ouro localizados nos municípios de Nossa Senhora do Livramento/MT e Poconé/MT (100 km de Cuiabá), já aplicou R$3,2 milhões de multas e apreendeu cinco caminhões basculantes, três escavadeiras, duas pás carregadeiras e diversos motores, moinhos e demais equipamentos de mineração, além de uma motosserra sem licença.

A Operação, que conta com o apoio da Polica Militar Ambiental, tem como finalidade apurar as denúncias feitas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Bem como averiguar a existência de atividades de mineração irregulares, cujos alvos foram identificados a partir de informações colhidas no website Sigmine, do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), associado à interpretação de imagens de satélite pelos técnicos do Ibama. Também se verificará o comércio de mercúrio, utilizado na mineração, complementando as ações da Operação Termômetro que fiscalizou, durante 2013, as empresas que comercializam mercúrio metálico na baixada cuiabana. Três empresas tiveram o cadastro técnico federal (CTF) suspenso para averiguações. Continue lendo “Mineração ilegal: Ibama fiscaliza garimpos no Pantanal de Mato Grosso”

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Águas de Dezembro, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

Seca_o_Nordeste

Por Roberto Malvezzi (Gogó), em EcoDebate

Chuvas gerais têm caído sobre o sertão nordestino. “Rios correndo, as cachoeiras tão zoando…”, como escrevia Zé Dantas em sua música com Gonzaga, chamada Riacho do Navio.

O ciclo das chuvas é essencial para o ciclo da vida. Todas as espécies de vida da caatinga – mais de 1200 só vegetais -, seus animais endêmicos e trazidos de fora, reagem à chegada das chuvas e a vida explode em sua plenitude.

Em Setembro fiz uma viagem de Juazeiro a Remanso – 200 km – e só vi água em Casa Nova por ter um braço do lago de Sobradinho e num povoado chamado Barragem, cujo pequeno açude nunca vi secar em meus 35 anos de sertão.

Repeti a viagem agora às vésperas do Natal e os riachos estão correndo, as barragens pegaram água, a caatinga em vários trechos está inundada e os animais pulam alegres pelas beiras das estradas. Estamos saindo da longa estiagem e voltando ao que se chama de período normal. Haverá muito o que recuperar e ainda precisamos de mais chuvas para encher os grandes açudes. Continue lendo “Águas de Dezembro, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)”

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“Lute a guerra!” – Jovem de 13 anos convida sua geração para salvar o mundo

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Vivemos em um mundo controlado por dinheiro, ganância e poder

Por Xiuhtezcatl Roske-Martinez, no Guardiões da Terra

Um mundo onde cada decisão que é feita determina o tipo de mundo  que as gerações futuras irão herdar de nós. Um mundo construído fora da mentira de que a Terra é um recurso para a nossa tomada. Um mundo construído fora de uma mentalidade frágil que diz que somos determinados por nossa riqueza, a nossa classe social e a quantidade de poder que temos.

A coisa boa sobre uma mentalidade frágil é que ela pode ser quebrada, reformulada e (trans)formada em uma maneira totalmente nova de pensar que ninguém imaginava possível. Desde a Revolução Industrial, começamos a destruir os nossos recursos naturais e tomar a terra por concessão. Acreditamos que os nossos recursos nunca acabariam.

Os rios foram poluídos com resíduos tóxicos, o ar foi contaminado com produtos químicos industriais, e é aí que as pessoas começaram a ver a evidência da destruição da Terra, e o esgotamento de seus recursos.

Um movimento para proteger nossos rios e o ar entrou em erupção em 1960 e 1970, com manifestações massivas e pessoas nas ruas. Pela primeira vez na história, as pessoas tinham uma consciência sobre os danos que estava sendo feitos ao meio ambiente. E acima disso, eles sabiam que esse movimento iria fazer a diferença. Continue lendo ““Lute a guerra!” – Jovem de 13 anos convida sua geração para salvar o mundo”

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