Las fosas de Chungui nos recuerdan las causas de la violencia estructural

El arqueólogo Dannal Aramburú limpia restos óseos de lo que aparenta ser una mujer y su niña. Los análisis confirman que a las dos les cortaron el cuello. Foto: diario La República
El arqueólogo Dannal Aramburú limpia restos óseos de lo que aparenta ser una mujer y su niña. Los análisis confirman que a las dos les cortaron el cuello. Foto: diario La República

Por Jorge Agurto

Servindi, 4 de enero, 2014.- La última exhumación de 56 víctimas en el distrito de Chungui efectuada en diciembre de 2013 me hizo recordar al poeta Juan Gonzalo Rose cuando escribe: “No tienen año nuevo los pueblos como el mío:/ será nuevo paisaje, pero la misma ausencia;/ será pañuelo nuevo, pero la misma lágrima; / será nueva mortaja, pero distinta muerte” (1).

Mientras el Perú formal habla de la necesidad de destrabar la inversión minera para continuar de manera ininterrumpida con el crecimiento económico del Producto Bruto Interno, el Perú profundo espera un diálogo alturado y con respeto que no recuerdo haya existido.

Lo que si existió es un terrorismo de Estado, cruel, descarnado, que se expresa en decenas de miles de desapariciones forzadas que el Perú formal no quiere ver, y pretende dejar sepultado y olvidar sin hacer justicia ni reparar. Continue lendo “Las fosas de Chungui nos recuerdan las causas de la violencia estructural”

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“PF proíbe reportagem da Folha de desembarcar de balsa no Amazonas”

balsas sendo carregadas

Por Fabiano Maisonnave e Avener Prado na Folha de São Paulo

Alegando não ser “babá de imprensa”, um agente da Polícia Federal proibiu a reportagem da Folha de desembarcar da balsa que liga a cidade de Humaitá (AM) à rodovia Transamazônica, no início da madrugada deste sábado.

O agente Alvino comandava um comboio para levar peritos até um local dentro da Terra Indígena Tenharim onde, segundo a PF, foram encontrados vestígios de um carro que poderia ser o Gol preto no qual viajavam três homens desaparecidos desde o último dia 16. A região é atravessada pela rodovia Transamazônica.

O carro da reportagem entrou na balsa antes dos carros da PF. A viagem, por volta da meia-noite, estava marcada a pedido dos policiais, mas um sitiante local também estava na embarcação. Continue lendo ““PF proíbe reportagem da Folha de desembarcar de balsa no Amazonas””

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Quilombo do Campo Grande – A História de Minas que se Devolve ao Povo

História de Minas que se Devolve ao Povo

Do Quilombo de Minas Gerais

A presente edição, aprofundada e ampliada, confirma em suas 1031 páginas praticamente tudo que se afirmou na primeira, indicando suas fontes privilegiadamente primárias em notas de rodapé, com o objetivo de propiciar a aferição e o aprofundamento no estudo, a ponto de justificar a mudança do subtítulo da primeira edição para “História de Minas que se Devolve ao Povo”.

O livro em papel está ESGOTADO! Porém, o autor mandou disponibilizar seu livro GRATUITAMENTE aqui no mgquilombo.  Vai demorar um pouco, pois são 1034 paginas, com 2748 notas de rodapé.

Clique aqui e confira, baixe ou imprima.
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Raposa-Serra do Sol e as novas alternativas energéticas

Foto: Aldenir Cadete/CIR
Foto: Aldenir Cadete/CIR

Do Instituto Socioambiental – ISA

O projeto Cruviana, parceria entre Conselho Indígena de Roraima (CIR), Instituto Socioambiental (ISA) e Universidade Federal do Maranhão (UFMA), busca alternativas energéticas sustentáveis para as comunidades da Terra Indígena Raposa-Serra do Sol (RR), com enfoque principal no potencial eólico e solar.

Em fevereiro de 2013, foram instaladas três torres (Maturuca, Pedra Branca e Tamanduá) para medir a força dos ventos na Raposa-Serra do Sol e confirmar no período de um ano se a região pode gerar energia eólica. Continue lendo “Raposa-Serra do Sol e as novas alternativas energéticas”

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Os Tenharim, a ditadura e seus interesses na região, por Egydio Schwade

tenharim do rio marmelos- hpmens carreando bambus pib.socioambiental.org

Diante das novas agressões que o povo Tenharim vem sofrendo no seu habitat ao Sul do Amazonas, trago a público trechos de documentos que guardo na Casa da Cultura do Urubuí, ou seja, cartas de agentes do CIMI de 1981, onde estes já denunciam os interesses que comandam as agressões contra esse povo. Interesses não muito diferentes dos de hoje.

Veja este relato de 1981, de Exequias Heringer, vulgo Xará, e Ana Lange, ambos então agentes do CIMI atuantes naquela região do rio Madeira: “O grupo Paranapanema tem duas minerações de cassiterita na região: Igarapé Preto e São Francisco. Estivemos na primeira onde obtivemos informações com a equipe de engenheiros local. Lá a mineração se estabeleceu em cima da aldeia indígena (Tenharim), que teve de se transferir para uma área anexa. Não recebem qualquer tipo de assistência e se encontravam num triste quadro de catapora. Continue lendo “Os Tenharim, a ditadura e seus interesses na região, por Egydio Schwade”

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As estradas e os índios, por Egon Heck – Essencial!

mapaestradasCimi

Numa entrevista de julho de 1975, Eliane Cantanhede afirmou: “Nada tem sido mais dramático para a sobrevivência das tribos indígenas brasileiras que a construção de estradas em seus territórios. Pela estrada vem o branco, o vírus das doenças, os germes da mendicância, da violência, da prostituição” (Veja 16/07/1975).

As recentes violências em Humaitá, AM, tocam numa das feridas das veias e vias abertas na Ditadura Militar no Brasil. Ao ordenarem, em sua estratégia geopolítica e econômica, que se rasgasse a densa floresta amazônica em todas as direções, não apenas se estava abrindo estradas de invasão (chamado de vias da integração, do desenvolvimento, do deslocamento do nordeste da seca para a Amazônia sem gente!), mas caminhos de genocídios de inúmeros povos e comunidades indígenas que estavam sob os traçados das estradas. E foi nesta política que o território Tenharim foi rasgado pela Transamazônica, BR-230, na década de 1970. Continue lendo “As estradas e os índios, por Egon Heck – Essencial!”

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O racismo em números

racismo

A esmagadora maioria dos beneficiários do Brasil Sem Miséria é de negros, comprova levantamento do governo federal

Por Miguel Martins em Carta Capital

Quando publicou Casa-Grande & Senzala em 1933, Gilberto Freyre não tinha a seu dispor um grande volume de dados sociológicos sobre a população brasileira. O IBGE foi criado um ano depois e o Ipea apenas na década de 1960. Se tivesse acesso a pesquisas que comprovassem a relação intrínseca entre pobreza e cor de pele no Brasil, hoje abundantes, talvez sua teoria da democracia racial brasileira fosse um pouco diferente. Ao ser confrontado com as estatísticas, o racismo brasileiro, sustentado em três séculos de escravidão, desvela-se como uma verdade factual. Continue lendo “O racismo em números”

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Desmatamento volta a crescer na Amazônia em 28%; quase 6 mil km² de florestas desapareceram em 2013

distribuiçãodesmatamentonaamazonia2013

O desmatamento volta a crescer na Amazônia de 2012 a 2013.  A projeção do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) é de 28%. Foram desmatados quase 6 Mil km² em 2013.

Por Vânia Regina de Carvalho, em Portal de Agroecologia da Amazônia

O Pará foi o campeão do desmatamento na Amazônia (41%), seguido do Mato Grosso (20%), Rondônia (16%) e Maranhão (6%).

Os dados permitem observar o desmatamento por município.  No Pará, a expansão do desmatamento se concentrou nos municípios do oeste paraense. Altamira, São Félix do Xingu, Novo Repartimento, Itaituba, Placas, Novo Progresso e Anapú vêm sofrendo as maiores taxas de desmatamento. Continue lendo “Desmatamento volta a crescer na Amazônia em 28%; quase 6 mil km² de florestas desapareceram em 2013”

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“MPF garante comida e remédios para os índios sitiados no AM”

Tenharim reunidos na aldeia Marmelos. Foto: Divulgação/MPF
Tenharim reunidos na aldeia Marmelos. Foto: Divulgação/MPF

Amazônia Real

O Ministério Público Federal no Amazonas recomendou nesta sexta-feira (03) que o Ministério da Saúde e a Funai (Fundação Nacional do Índio) garantam o fornecimento de medicamentos e de alimentos aos índios das etnias tenharim e jiahui. Eles não podem sair das aldeias porque foram ameaçados de morte por fazendeiros e madeireiros, revoltados com o desaparecimento de três homens no interior da reserva Tenharim Marmelos, em Manicoré, no sul do Amazonas.

Os índios compravam gêneros alimentícios e eram atendidos por políticas públicas federais nas cidades de Manicoré e Humaitá, distante das aldeias de 90 a 150 quilômetros. Continue lendo ““MPF garante comida e remédios para os índios sitiados no AM””

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AM – “Na aldeia dos Jiahui há vários indígenas doentes, diz liderança”

Índios jiahui participam de atividade cultural em sua aldeia. Foto: Nilcélio Jiahui - Arquivo pessoal
Índios jiahui participam de atividade cultural em sua aldeia. Foto: Nilcélio Jiahui (Arquivo pessoal)

Por Elaíze Farias, em Amazônia Real

Além da falta de comida e do isolamento devido a insegurança no entorno das terras indígenas do sul do Amazonas, a ausência de assistência à saúde provocou o aumento de doenças nos índios. Um dos líderes da etnia jiahui, Nilcélio Jiahui, que está na aldeia Marmelos, a 123 quilômetros de Humaitá, afirmou ao Amazônia Real que entre a população de 100 índios da etnia, mais de 30 estão doentes, com sintomas de diarreia e malária.

“Estamos há dois dias sem alimentação. Há crianças com diarreia, vômito, malária, pessoas com pressão alta já desmaiando, entre outras doenças. Não tem medicamento, nem analgésico para conter a dor. Precisamos de equipes de saúde na aldeia com urgência”, disse Nilcélio, que também afirmou temer que os indígenas mais doentes “não resistam” e possam vir a óbito.

Nilcélio Jiahu, que é uma das principais lideranças de sua etnia, contou que está desde o dia 24 de dezembro sem poder sair da aldeia devido às ameaças de não indígenas. “As ameaças começaram com os tenharim, mas chegou a nós também. Desde então, muitas mulheres, velhos e crianças estão no mato, escondidos”, disse ele. Continue lendo “AM – “Na aldeia dos Jiahui há vários indígenas doentes, diz liderança””

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