FCP – MinC chega as casas de axé de Salvador/BA para discutir intolerância religiosa

Palmares-terreiro-web-660x301FCP – Promover um debate sobre as realidade das comunidades religiosas de matriz africana de Salvador/BA, é a proposta do projeto Palmares.DOC no Terreiro, realizado pela Fundação Cultural Palmares – MinC, por meio da Representação Regional para Bahia e Sergipe. A atividade acontece no próximo domingo, 9/02, no Terreiro Ilê Axé Omeleji e faz parte da programação em homenagem aos 14 anos de feitoria do Babalorixá Erivaldo da Conceição de Ogum (Odú Iká).

Durante o evento, será exibido o documentário Povo de Santo, de Manoel Passos e Wilson Militão. Em seguida acontece um debate sobre questões como intolerância religiosa, preconceito e direitos para comunidades religiosas afro-brasileiras. Para dar continuidade à proposta, a FCP planeja visitar outras comunidades tradicionais de Terreiro ao longo de 2014. Continue lendo “FCP – MinC chega as casas de axé de Salvador/BA para discutir intolerância religiosa”

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Articulação Regional de Fundo de Pasto planeja ações para 2014

FUNDO DE PASTO CABRACPT/BA

Moradores/as de comunidades de fundo de pasto da região de Juazeiro se reuniram no último sábado 1º/2, no Sindicato dos Trabalhadores/as Rurais de Remanso, para planejar as ações deste ano.  Participaram do encontro representantes dos municípios de Juazeiro, Casa Nova, Sento Sé,  Remanso e Pilão Arcado.

Na pauta, a formação de novas lideranças, articulação das áreas de fundo de pasto e a sustentabilidade da Articulação Regional de Fundo de Pasto.

De acordo com o camponês Narcísio Ribeiro, de Pilão Arcado, o principal objetivo da reunião foi o fortalecimentos dessas comunidades tradicionais. “A Articulação Regional de Fundo de Pasto tem muita preocupação em incentivar as associações para assegurar os territórios e manter sua permanência no campo, já que grandes projetos, como mineração e energia eólica, ameaçam as comunidades”, afirmou.

Na região de Juazeiro, no norte baiano, existem cerca de 150 comunidades rurais que, secularmente, fazem uso coletivo de áreas devolutas do Estado chamadas de fundo de pasto.

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Hidrelétrica Dardanelos, mais um escândalo, por Telma Monteiro

DardanelosPor Telma Monteiro

Mais um escândalo que envolve projeto, licenciamento e construção de hidrelétrica. Desta vez é Dardanelos, no rio Aripuanã, MT, que está operando, pasme, sem licença de operação. A matéria (link abaixo) informa que o atual gerente de Meio Ambiente da usina é o técnico que aprovou a Licença de Operação (atualmente vencida), na Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), de MT.  Continue lendo “Hidrelétrica Dardanelos, mais um escândalo, por Telma Monteiro”

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A goiaba-araçá e as cabeceiras do riacho Toca

ara_a_goiaba_fruto_3Por Mayron Régis, 

Eles formavam um grupo.  Eles não derrubariam a mata, nem arrancariam os tocos e nem plantariam o arroz, nada fariam juntos, mas agiam como um grupo, afinal eram parentes ou quase parentes e suas áreas de roça se ligariam assim que derrubassem a mata e começassem os plantios. O primeiro ano que Vicente de Paula roçou a Chapada e plantou arroz foi em 1974. Ele acompanhara o seu padrasto. Os dois não viram outra saída: o proprietário da área onde plantavam dissera para procurarem outro lugar.

A mudança de Vicente e de seu padrasto para a Chapada ocorreu em função da diminuição de áreas agriculturáveis localizadas nas proximidades do povoado Carrancas. Eles foram atrás de espaço. As pessoas perguntavam ao Vicente se enlouquecera. Quem aguenta a sequidão da Chapada? A dona Rita, esposa do Vicente, visitou-o e ao ver a situação do plantio de arroz, coberto de mato, questionara-o: “Desse plantio sairá alguma coisa para comermos?”. Transcorreram três meses até que o arroz ganhasse volume e pudesse ser colhido pelo Vicente. O Vicente de Paula perdeu várias safras de arroz por conta das secas consecutivas nos anos 80.

A seca fustigava os agricultores de um lado e a crise econômica do outro. Um agricultor trocava uma saca de farinha por um quilo de feijão. A prefeitura de Buriti de Inácia Vaz incentivava os agricultores a… capinar matos na estrada?!!! Os agricultores recebiam uns trocados por isso. Esse quadro desolaria qualquer um. Não foram poucas as vezes em que Vicente pôs os pés na estrada. Sempre que viajava, e essas viagens duravam dois meses cada uma, deixava um dinheiro para Dona Rita manter a casa e os filhos. Continue lendo “A goiaba-araçá e as cabeceiras do riacho Toca”

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RO – MPF participa de reunião com lideranças indígenas de Guajará-Mirim

Fonte: RondôniaVip
Fonte: RondôniaVip

Lideranças indígenas pediram auxílio ao MPF para melhoria nas áreas de saúde, educação e transporte

MPF/RO

Durante encontro de indígenas em Guajará-Mirim, lideranças relataram ao Ministério Público Federal (MPF) as dificuldades para acesso à educação, saúde, transporte e outros direitos das comunidades. Os procuradores da República Daniel Luis Dalberto e Wesley Miranda Alves participaram do encontro. Eles enfatizaram que a defesa dos direitos indígenas é uma das atribuições do órgão e disseram estar presentes a fim de conhecer de perto a situação indígena para assim poder exercer suas funções estabelecidas na Constituição da República e nas demais normas.

Guajará-Mirim concentra a maior população indígena de Rondônia. A maior parte das aldeias está situada a grandes distâncias da sede do município e a Funai não tem conseguido suprir a necessidade de transporte dos indígenas para que possam comercializar peças de artesanato e o excedente de sua produção, que também em razão disso, tem diminuído drasticamente, o que agravou a situação dos indígenas. Continue lendo “RO – MPF participa de reunião com lideranças indígenas de Guajará-Mirim”

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Perú: un ingrato insensible que despoja territorios a los guardianes de La Amazonía

Familia machiguenga. Comunidad Quiriosiriato. Kimibiri
Familia machiguenga. Comunidad Quiriosiriato. Kimibiri

Por Ollantay Itzamná* – Servindi

5 de febrero, 2014.- El Distrito de Kimbiri es uno de los diez municipios de la Provincia de La Convención, en el Departamento del Cusco, en el sur del Perú. Tiene una extensión territorial de 1,134.69 Km2, y una población actual de 20,947 habitantes. Se encuentra en la selva alta de La Amazonía. Forma parte del codiciado y enigmático VRAEM (valles de los ríos Apurimac, Ene y Mantaro). Está ubicado en el noroeste del Cusco. En el valle del río Apurimac (afluente del Amazonas). Colinda con el Municipio de Echarate, en cuya jurisdicción está el Lote 88 (Camisea), la apetecida joya gasífera del Perú neoliberal. Continue lendo “Perú: un ingrato insensible que despoja territorios a los guardianes de La Amazonía”

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Secas urbanas, por Roberto Malvezzi (Gogó)

Imagem: Defensoria Pública do MT
Imagem: Defensoria Pública do MT

“Fomos deseducados nos últimos anos a achar que água vem das paredes de nossas casas.  O consumo absurdo de 70% da água doce para fins de agricultura, 20% para a indústria e 10% para o uso doméstico são constatados, mas pouco questionados”. Confira artigo de Gogó: 

Roberto Malvezzi (Gogó) – Comissão Pastoral da Terra

Os reservatórios de água doce que abastecem S. Paulo e seu grande entorno estão em seu menor nível dos últimos 80 anos. Em Los Angeles, a escassez de água devido à baixa pluviosidade é a maior dos últimos 100 anos. Nós aqui no Nordeste estamos saindo – bem devagar, é verdade – da pior estiagem dos últimos 50 anos.

A novidade é que essas estiagens – há um debate global se já são agravadas pelas mudanças climáticas – agora não impactam apenas o meio rural, mas o meio urbano. Nessas concentrações estão dezenas de milhões de pessoas dependentes da água que sai das torneiras.

Fomos deseducados nos últimos anos a achar que água vem das paredes de nossas casas.  O consumo absurdo de 70% da água doce para fins de agricultura, 20% para a indústria e 10% para o uso doméstico são constatados, mas pouco questionados. Até os movimentos sociais defendem cegamente a irrigação como modelo de saída para a agricultura aqui no Nordeste. E nessa estiagem que passamos foi exatamente o uso para irrigação que secou o açude de Mirorós, na região de Irecê, obrigando o governo a fazer 100 km de adutora em poucos meses para que a população urbana não entrasse em colapso hídrico. Continue lendo “Secas urbanas, por Roberto Malvezzi (Gogó)”

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Polícia Federal invade aldeia Tupinambá da Serra do Padeiro e leva criança de dois anos

T3Por Renato Santana, de Brasília (DF)

CIMI – Durante invasão da Polícia Federal em aldeia Tupinambá da Serra do Padeiro, neste domingo, 2, no município de Ilhéus (BA), M.S.M, de 2 anos, em fuga para a mata, se desgarrou dos pais e acabou nas mãos dos policiais. O delegado Severino Moreira da Silva, depois da criança ter sido levada para Ilhéus, a encaminhou para o Conselho Tutelar do município que, por sua vez, transferiu o menor para uma creche, onde ele segue longe dos pais e isolado por determinação da Vara da Infância e Juventude.

Representante da Funai solicitou ao delegado a entrega da criança. A intenção era devolvê-la aos pais, mas Silva se negou a entregá-la ao órgão indigenista. De acordo com fonte consultada pela reportagem, o delegado se irritou com a acusação de que os federais teriam sequestrado a criança da comunidade e afirmou publicamente que o menor foi abandonado.

“Isso não é abandono! A PF que entrou atirando e então todos fugiram para o mato como tática de proteção e resistência (…) Quando estamos na mata e um animal foge sem os filhotes, saímos de perto porque sabemos que ele volta para buscar as crias”, diz cacique Rosivaldo Ferreira dos Santos Tupinambá, o Babau. A liderança afirma ainda que o pai voltou para buscar M.S.M, minutos depois de deixar a mulher com os outros dois filhos em segurança na mata, mas o menor já tinha sido levado pelos federais. Continue lendo “Polícia Federal invade aldeia Tupinambá da Serra do Padeiro e leva criança de dois anos”

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Comunidades tradicionais são tema de encontro da SEPPIR com instituições parceiras

A cooperação entre SEPPIR e PNUD, que prevê a realização de mapeamentos socioeconômicos participativos dos territórios, foi discutida na reunião
A cooperação entre SEPPIR e PNUD, que prevê a realização de mapeamentos socioeconômicos participativos dos territórios, foi discutida na reunião

A atividade foi realizada na sede do Pnud Brasil, em Brasília, com a participação de gestores da SEPPIR, representantes da Fundação Ford, Incra, Palmares, Conaq, MDA e do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia

SEPPIR – Quem são, onde estão e como vivem as comunidades tradicionais brasileiras. Estas são algumas das questões a serem respondidas em mapeamento deste segmento da população, visando garantir a efetividade das políticas públicas a ele direcionadas. O assunto foi discutido em reunião de instituições parceiras, proposta pela Secretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais (Secomt), da SEPPIR, no dia 30 de janeiro.

O objetivo do encontro, realizado na sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em Brasília-DF, foi discutir projetos desenvolvidos pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), com foco nas comunidades quilombolas, além de planejar ações a serem empreendidas em conjunto.

Além das representações da SEPPIR e do Pnud, participaram da atividade gestores da Fundação Ford e da Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia. Continue lendo “Comunidades tradicionais são tema de encontro da SEPPIR com instituições parceiras”

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6º Congresso do MST quer recolocar a luta pela terra na agenda do país

Créditos da foto: Arquivo
Créditos da foto: Arquivo

Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST, diz é preciso quebrar a invisibilidade a que o tema está condenado hoje junto ao governo e à sociedade

Najla Passos – Carta Maior

Brasília – O Movimento dos Trabalhadores Sem-terra (MST) se prepara para realizar seu 6º Congresso, de 10 a 14/2, em Brasília, com um horizonte de desafios tão grande quanto os que marcaram sua fundação, há 30 anos. Naquela época, a prioridade era organizar, na luta pela reforma agrária e pelo fim do latifúndio improdutivo, a grande massa de trabalhadores pobres, recém-expulsa do campo pelas políticas ditas modernizadoras da ditadura.  Hoje, é requalificar a luta histórica pela terra em um país no qual a combinação da mais oferta de emprego na cidade e políticas sociais se sobrepôs à reforma agrária como opção política para combater a pobreza, condenando esta última à invisibilidade.

“A questão luta pela terra hoje está fora da pauta da sociedade e do governo. Está cooptada por muitos intelectuais que acham que a reforma agrária e a luta pela terra não existe mais. Portanto, a luta pela terra está despolitizada. Ela tem acontecido, seja a luta dos indígenas, dos quilombolas, dos pescadores, a nossa luta. Mas está escondida, abafada”, afirma Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST. Continue lendo “6º Congresso do MST quer recolocar a luta pela terra na agenda do país”

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